sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Mercado interno segue indefinido

As bolsas asiáticas apagaram perdas de mais cedo e fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, impulsionadas por fortes ganhos na China, à medida que sinais de progresso nas discussões comerciais entre Pequim e Washington se sobrepuseram a preocupações com a deterioração da perspectiva econômica global.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto subiu 1,91%, a 2.804,23 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve valorização ainda mais expressiva, de 2,28%, a 1.477,25 pontos, após rali que veio na segunda metade do pregão. A semana foi a melhor para ambos os índices em três anos, com ganhos acumulados de 4,5% e 6,3%, respectivamente.

A semana de negociações comerciais entre EUA e China, em Washington, entra na reta final hoje, com o segundo dia de conversas envolvendo funcionários de alto escalão de ambos os lados.

Depois de se reunir com o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o Representante Comercial dos EUA, Robert Lighthizer, o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, também se encontrará mais tarde com o presidente Donald Trump.

Trump vem dando sinalizações desde a semana passada de que deseja fechar um acordo comercial com a China. Na terça-feira (19), ele voltou a sugerir que poderá adiar o prazo de 1º de março para que os dois lados cheguem a um entendimento.

Em outras partes da Ásia, a maioria das bolsas se recuperou no fim dos negócios, seguindo o tom positivo das chinesas. O Hang Seng avançou 0,65% em Hong Kong, a 28.816,30 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi teve alta marginal de 0,08% em Seul, a 2.230,50 pontos, e o Taiex mostrou ligeiro ganho de 0,03% em Taiwan, a 10.322,92 pontos. Ao longo da semana, Hang Seng, Kospi e Taiex subiram 3,3%, 1,6% e 2,6%, respectivamente.

A exceção foi o mercado japonês, que cedeu à pressão de ações ligadas ao consumo doméstico. O Nikkei caiu 0,18% em Tóquio, a 21.425,51 pontos, mas se valorizou 2,5% na semana.

O bom humor prevaleceu na região asiática apesar de novas preocupações com a tendência de desaceleração da economia global. Ontem, uma sequência de indicadores fracos dos EUA levou as bolsas de Nova York a fecharem com perdas.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 99,3 pontos em janeiro a 98,5 pontos em fevereiro, atingindo o menor nível desde dezembro de 2014, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado, que marcou a sexta queda consecutiva do indicador, ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam redução a 99 pontos.

"A economia alemã permanece fraca", comentou o presidente do Ifo, Clemens Fuest.

O chamado índice de condições atuais do Ifo recuou de 104,5 em janeiro para 103,4 em fevereiro, enquanto o índice de expectativas econômicas diminuiu de 94,3 para 93,8.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

Os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta sexta-feira, mantendo-se em máximas de mais de três meses, apoiados pelos ganhos do mercado acionário global e pelo dólar um pouco mais fraco em relação a outras moedas fortes.

Às 9h25 (de Brasília), o petróleo WTI para abril tinha alta de 0,93%, a US$ 57,49 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para abril subia 0,76%, a US$ 67,58 o barril, na ICE.

No câmbio, o dólar um pouco mais fraco torna mais barato o petróleo, cotado na moeda, para os detentores de outras divisas. Isso apoia o apetite dos investidores.

Na agenda, às 16h a Baker Hughes informa seu relatório semanal de poços e plataformas em atividade nos EUA.

O cobre opera em alta nesta manhã, caminhando para uma semana com ganhos na casa dos 4%, diante da melhora do sentimento dos investidores em relação à economia chinesa. Investidores aguardam novidades sobre o diálogo comercial entre chineses e americanos, em Washington.

O cobre para três meses subia 1,4%, a US$ 6.463,50 a tonelada, às 9h25 (de Brasília) na London Metal Exchange (LME), ampliando seus ganhos neste ano até agora para além de 9,5%. O cobre para março avançava 1,67%, a US$ 2,9455 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Uma mudança na política de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), mais cauteloso antes de mudar a política monetária, tem pressionado o dólar, o que permite que as commodities, denominadas na moeda, tornem-se mais baratas para os detentores de outras divisas.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,39%, a US$ 1.914 a tonelada, o zinco avançava 0,36%, a US$ 2.685,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,16%, a US$ 23.125 a tonelada, o níquel subia 1,63%, a US$ 13.055 a tonelada, e o chumbo operava estável, a US$ 2.070 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV tem um padrão raro, presente em momentos de mercado complexos, desafiadores e indefinidos.

Trata-se do padrão diamante, desenhado em azul na imagem.

Ontem houve teste do tríplice suporte citado no Cenário, formado pela média de 21, LTA e 96.395.

A região foi respeitada na primeira batida.

A formação do candle semanal, naturalmente finalizada na sessão presente, será um importante sinal para o curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Indefinição no IBOV

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores digerindo a última ata de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e aguardando o início da fase mais crucial das negociações comerciais desta semana entre Estados Unidos e China, em Washington.

Na ata de sua reunião de janeiro, o Fed mostrou ontem que seus dirigentes estão divididos quanto à necessidade de elevar os juros básicos este ano, embora persistam incertezas, como a possibilidade de uma desaceleração da economia global mais forte do que se esperava e o rápido arrefecimento dos estímulos da political fiscal praticada nos EUA.

O Fed, no entanto, reiterou que pretende ser "paciente" antes de voltar a ajustar juros. No ano passado, o BC americano elevou as taxas em quatro ocasiões.

Investidores na Ásia e em outras partes do mundo também continuam atentos às discussões comerciais entre americanos e chineses que acontecem esta semana em Washington. Funcionários de governo de alto escalão de ambos os lados vão se juntar às conversas nesta quinta e devem concluir as discussões amanhã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, vem dando sinalizações desde a semana passada de que deseja fechar um acordo comercial com a China. Na terça-feira (19), ele voltou a sugerir que poderá adiar o prazo de 1º de março para que os dois lados cheguem a um entendimento.

Os mercados chineses terminaram o pregão de hoje no vermelho, revertendo ganhos de mais cedo, após relatos de que o porto chinês de Dalian teria suspendido importações de carvão da Austrália. O índice Xangai Composto teve queda de 0,34%, a 2.751,80 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,27%, a 1.444,35 pontos.

Já o Nikkei subiu 0,15% em Tóquio, a 21.464,23 pontos, renovando máxima em dois meses. No começo dos negócios, porém, o índice japonês reagiu em queda a dados da IHS Markit mostrando que a atividade manufatureira no Japão passou a se contrair em fevereiro.

Os contratos futuros de petróleo têm oscilado nesta manhã, tentando agora se firmar em território positivo. O movimento ocorre após um relatório de estoques nos Estados Unidos com números mistos, divulgados pelo American Petroleum Institute (API), e antes do dado oficial semanal, do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Às 9h23 (de Brasília), o petróleo WTI para abril subia 0,49%, a US$ 57,44 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês avançava 0,15%, a US$ 67,18 o barril, na ICE.

O API registrou alta de 1,3 milhão de barris nos estoques na última semana, em seu relatório divulgado na noite de ontem. Hoje, analistas preveem que o DoE mostre aumento de 2,6 milhões de barris nos estoques, que seria o quinto consecutivo, como lembra Warren Patterson, diretor de estratégia de commodities do ING Bank.

Houve no API, porém, recuo nos estoques de gasolina e destilados. Com isso, os preços mantinham os patamares de máximas em três meses atingidos na quarta-feira. Investidores ainda especulam sobre a chance de um acordo comercial entre EUA e China, que negociam nesta semana em Washington.

O cobre opera em território negativo, nesta quinta-feira, após o contrato em Londres tocar máxima em sete meses, na quarta-feira. Além disso, investidores digerem a ata de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e esperam por novidades nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 9h28 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,8%, a US$ 6.375,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para março tinha baixa de 0,67%, a US$ 2,9005 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,11%, a US$ 1.878 a tonelada, o zinco recuava 0,74%, a US$ 2.677,50 a tonelada, o estanho avançava 0,09%, a US$ 21.275 a tonelada, o níquel caía 0,77%, a US$ 12.810 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,46%, a US$ 2.037 a tonelada.

O gráfico diário do IBOV mostra forte volatilidade, especialmente em razão da Previdência.

Novamente rompeu 97.940 no intraday, não sustentou e cedeu.

Esse desdobramento ocorreu três vezes nas últimas quatro sessões.

Vale destacar que 96.395 marcou o piso dos últimos três pregões.

Temos um tríplice suporte, formado pela LTA (azul), o próprio 96.395 e a média móvel de 21 períodos.

Na minha visão entre hoje e amanhã ele será colocado em xeque e definirá o curto prazo do mercado doméstico.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Mercado interno de olho na Reforma da Previdência

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar mais uma vez que deseja fechar um acordo comercial com a China.

Ontem, Trump disse que as negociações comerciais entre EUA e China que ocorrem esta semana em Washington estão indo bem e que o prazo de 1º de março para que os dois lados cheguem a um acordo não é uma "data mágica".

Teoricamente, americanos e chineses teriam até o primeiro dia de março para selar um pacto, de modo a evitar que a Casa Branca eleve tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses no dia seguinte, de 10% para 25%. Desde a semana passada, porém, Trump vem sinalizando que poderá adiar esse prazo.

Negociadores dos EUA e China retomaram o diálogo ontem em Washington, após uma rodada de conversas em Pequim que se estendeu por toda a semana passada. Amanhã e sexta-feira, as discussões passarão a envolver funcionários de alto escalão de ambos os lados, incluindo o Representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

Há relatos também de que os EUA estariam exigindo que a China mantenha a estabilidade de sua moeda - o yuan - como parte de um futuro acordo comercial, para evitar que movimentos de desvalorização favoreçam as exportações chinesas.

Os mercados chineses se recuperaram na última hora do pregão desta quarta. O índice Xangai Composto subiu 0,20%, a 2.761,22 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,32%, a 1.448,24 pontos.

Já o Nikkei teve alta de 0,60% em Tóquio, a 21.431,49 pontos, renovando máxima em dois meses e ajudado pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada.

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quarta-feira, após os Estados Unidos preverem crescimento na sua produção de xisto. Além disso, investidores aguardam novidades nas negociações comerciais entre americanos e chineses em Washington.

Às 9h24 (de Brasília), o petróleo WTI para abril operava em baixa de 0,51%, a US$ 56,16 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para abril recuava 0,68%, a US$ 66,00 o barril, na ICE.

Na terça-feira, a Administração de Informação de Energia dos EUA divulgou seu mais recente relatório mensal sobre produtividade. A agência elevou sua estimativa para produção de xisto no país no próximo mês em 84 mil barris por dia, para 8,4 milhões de barris por dia em março.

Além disso, o petróleo mostra pouco fôlego após atingir máximas em três meses em sessões recentes, diante do otimismo de que EUA e China possam chegar a um acordo, bem como de evidências de redução na oferta global como resultado dos cortes liderados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Na agenda de indicadores, há expectativa pela divulgação do relatório semanal de estoques do American Petroleum Institute (API), às 18h30 (de Brasília).

Os contratos futuros de cobre operam estáveis em Londres e sobem moderadamente em Nova York, em meio a expectativas de que Estados Unidos e China irão eventualmente fechar um acordo comercial e à espera da última ata de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

A China é o maior consumidor mundial de cobre e de outro metais industriais.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) era negociado a US$ 6.330,00 por tonelada, se mantendo no mesmo preço de fechamento de ontem.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em março avançava 0,19%, a US$ 2,8800 por libra-peso.

Mais tarde, às 16h (de Brasília), investidores dos mercados de metais vão acompanhar a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) referente ao mês passado.

A expectativa é que o ata reforce a postura do Fed de que será paciente antes de voltar a elevar juros. No ano passado, o BC americano aumentou juros em quatro ocasiões.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada de alumínio tinha alta marginal de 0,05%, a US$ 1.858,00 por tonelada, enquanto a de chumbo subia 0,30%, a US$ 2.027,00 por tonelada, a do estanho avançava 0,26%, a US$ 21.200,00, a do zinco tinha alta de 0,53%, a US$ 2.678,00, e a do níquel ganhava 1,07%, a US$ 12.800,00. (Sergio Caldas, com informações da Dow Jones Newswires - sergio.caldas@estadao.com)

O governo tentou ontem minimizar o mal-estar com sua primeira derrota na Câmara dos Deputados, que derrubou decreto que ampliava o número de servidores com poder de impor sigilo a documentos públicos. O decreto foi assinado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, durante viagem do presidente Jair Bolsonaro, em janeiro, à Suíça. "Perdi, playboy", disse Mourão. "Isso aí é um decreto chulé, não é nada."

Com apoio de 367 dos 513 deputados, foi aprovado requerimento de urgência para a votação de um projeto que susta os efeitos do decreto assinado por Mourão. O projeto foi aprovado em votação simbólica. O texto segue para o Senado.

Mourão disse que o "pessoal" do Congresso não gosta dele. "Se fosse o presidente Bolsonaro tinha passado", disse o vice. "Isso é a democracia."

A Via Varejo, rede controladora das redes varejistas Casas Bahia e Ponto Frio, registrou um prejuízo líquido de R$ 279 milhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo um lucro líquido de R$ 111 milhões de igual intervalo de 2017. No acumulado de 2018, o prejuízo líquido atingiu R$ 267 milhões, ante um lucro líquido de R$ 168 milhões em 2017.

Segundo a empresa, o prejuízo do quarto trimestre foi impactado, apesar do crescimento das vendas, pela menor margem bruta no período e por outras despesas operacionais, resultantes da reestruturação realizada pela companhia.

Em 2018, a Weg registrou lucro líquido consolidado atribuível aos acionistas de R$ 1,338 bilhão, alta de 17,2% sobre 2017.

A receita líquida consolidada cresceu 25,7% para R$ 11,970 bilhões em relação a 2017.

Por sua vez, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) encerrou 2018 com R$ 1,824 bilhão, aumento de 24,4% sobre o ano anterior, e com margem de 15,2%, abaixo de 15,4% em 2017.

A proposta de reforma da Previdência reúne as atenções do mercado financeiro no âmbito doméstico.

O gráfico diário do IBOV mostra mais uma teste de 97.940, com recuo e fechamento abaixo dessa importante barreira.

Ela é o ponto a ser vencido pela compra, que terá pela frente 98.240 e 98.590, caso tenha fôlego para pressionar as cotações.



Suportes imediatos nas médias móveis, 96.395 e LTA riscada em azul.

Na minha visão, esses são os pontos decisivos no curto prazo.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

IBOV sob espera da Previdência

As principais bolsas da Ásia fecharam em leve alta nesta terça-feira, à espera de novidades de mais uma rodada de negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que começa hoje em Washington e se estende até sexta-feira.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto teve alta marginal de 0,05%, a 2.755,65 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,18%, a 1.443,60 pontos, ambos se recuperando de perdas de mais cedo no pregão.

Em Tóquio, o japonês Nikkei apresentou ligeira alta de 0,10%, a 21.302,65 pontos, mas algumas empresas tiveram desempenho bem acima da média, caso da fabricante de alimentos e bebidas Suntory (+4,1%) e da operadora ferroviária Tokyu (+3,9%).

Segundo comunicado da Casa Branca, EUA e China vão retomar o diálogo comercial em Washington nesta terça-feira, mas as conversas entre funcionários de alto escalão só ocorrerão na quinta e sexta-feira. A rodada anterior de negociações, na semana passada, foi em Pequim. Americanos e chineses têm até 1º de março para tentar fechar um acordo comercial, antes que os EUA elevem tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, de 10% e 25%.

O presidente americano, Donald Trump, no entanto, admitiu na semana passada a possibilidade de estender o prazo para além de 1º de março se os dois países estiverem perto de um pacto comercial que reverta a troca de punições tarifárias que impuseram a produtos um do outro desde meados do ano passado.

Ontem, a China acusou os EUA de tentarem obstruir o desenvolvimento de sua tecnologia ao alegar que equipamentos de telecomunicação chineses representam ameaça cibernética a países estrangeiros que os adotem. No centro da polêmica está a Huawei, maior empresa chinesa do setor. Em dezembro, a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi detida no Canadá e agora enfrenta a possibilidade de ser extraditada para os EUA. A Casa Branca acredita que Pequim usa empresas chinesas de telecomunicações para coletar informações de inteligência sobre outros países.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -15 em janeiro para -13,4 em fevereiro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta menor do indicador, a -14.

Por outro lado, o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 27,6 em janeiro para 15 em fevereiro. Neste caso, a projeção era de redução bem menor, a 25.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,55% na segunda prévia de fevereiro, após ter recuado 0,01% na segunda prévia de janeiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 0,55% no ano de 2019 e avanço de 7,24% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,73%, ante um recuo de 0,26% na segunda prévia de janeiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, desacelerou para alta de 0,17% na prévia de fevereiro, depois de um avanço de 0,49% em igual leitura de janeiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, também teve aumento menor, de 0,29% na segunda prévia de fevereiro, depois da alta de 0,38% na segunda prévia de janeiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de janeiro a 10 de fevereiro. No dado fechado do mês de janeiro, o IGP-M teve ligeira alta de 0,01%.

O porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, confirmou no início da noite desta segunda-feira (18) que o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, foi exonerado do cargo. Em seu lugar, assume o general Floriano Peixoto de forma definitiva. Ele era o secretário-executivo da pasta.

Bebianno é o protagonista da maior crise no início do novo governo, suspeito de irregularidades em campanhas do PSL nas eleições de 2018 e chamado de mentiroso por um filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro - o que foi endossado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. Em nota lida pelo porta-voz, Bolsonaro desejou "sucesso na nova caminhada" e agradeceu Bebianno por sua "dedicação à frente da pasta".

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção única na manhã desta terça-feira, mantendo o padrão da madrugada de hoje, com investidores à espera de mais uma rodada de discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

Às 9h23 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para abril caía 0,09% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 66,44, enquanto o do WTI para o mesmo mês subia 0,93% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 56,50.

Mais cedo, o Brent chegou a atingir máximas em três meses, negociado a US$ 66,65 o barril, após dados da Kpler mostrarem que as exportações da Arábia Saudita caíram para 6,2 milhões de barris por dia (bpd) na primeira quinzena de fevereiro, representando queda de 1,3 milhão de bpd em relação ao mês passado.

O cobre opera sem sinal único, na manhã desta terça-feira, com o contrato em Londres operando perto da estabilidade, enquanto o de Nova York sobe, um dia após o Dia do Presidente, feriado nos Estados Unidos.

Às 9h24 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,1%, a US$ 6.255 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), sem fôlego após subir 1,8% ao longo da última semana. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para março subia 1,02%.

O dólar valorizado ante outras moedas fortes tende a pressionar o cobre, cotado na moeda, que nesse caso fica mais caro para os detentores de outras divisas. Por outro lado, a volta do feriado nos EUA pode apoiar as compras, já que na segunda-feira a jornada foi positiva para o metal.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,38%, a US$ 1.861 a tonelada, o zinco caía 0,08%, a US$ 2.640,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,19%, a US$ 21.115 a tonelada, o níquel avançava 0,08%, a US$ 12.475 a tonelada, e o chumbo recuava 0,27%, a US$ 2.024,50 a tonelada.

O gráfico diário do IBOV mostra um fechamento logo acima do forte 96.395, o qual deverá ser novamente testado como suporte nessa terça-feira.

A tendência é que a briga seja forte na região.

Na minha visão, seja hoje ou amanhã, os ursos ganharão a queda de braço e haverá teste de um ponto de clímax, formado pela média móvel de 21 períodos e pela LTA riscada em azul.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Feriado nos EUA e altas no mercado asiático.

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos expressivos nesta segunda-feira, em meio à expectativa de que Estados Unidos e China avancem mais no sentido de selar um acordo comercial agora que as negociações entre as duas maiores economias do mundo foram transferidas para Washington nesta semana.

Na sexta-feira (15), ambos os lados disseram que houve "progresso" durante as discussões que ocorreram em Pequim na semana passada.

Já o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou, durante coletiva na Casa Branca, que Washington está mais perto do que nunca de ter "um acordo comercial de verdade" com Pequim e que ficaria "honrado" em remover as atuais sobretarifas sobre produtos chineses se um pacto for fechado. Ele acrescentou, contudo, que as últimas conversas foram "muito complicadas".

Trump também reiterou a possibilidade de estender o prazo de 1º de março para que EUA e China cheguem a um acordo. Se não houver entendimento até essa data, Washington poderá elevar tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em bens chineses, de 10% para 25%.

Também na sexta, foi anunciado que o diálogo sino-americano terá continuidade esta semana, em Washington. Hoje, porém, é improvável que haja novidades porque os EUA comemoraram o feriado do Dia do Presidente, que manterá os mercados locais fechados.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 2,68% no pregão desta segunda, a 2.754,36 pontos, atingindo o maior nível desde setembro, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve ganho ainda mais robusto, de 3,71%, a 1.440,95 pontos.

Em Tóquio, o japonês Nikkei avançou 1,82%, a 21.281,85 pontos, renovando máxima em dois meses.

O horário de verão terminou no Brasil à meia-noite de sábado, quando os relógios foram atrasados em uma hora no Distrito Federal e em dez estados.

Com isso, Brasília ficou três horas atrás do horário universal GMT, duas horas à frente da Costa Leste dos EUA (Nova York e Washington), no mesmo horário de Buenos Aires, 11 horas atrás de Pequim e Xangai e 12 horas atrás de Tóquio e de Sydney.

A Bolsa de Xangai passou a operar das 22h30 às 4h30.

A Bolsa de Hong Kong passou a operar das 21h às 3h.

A Bolsa de Tóquio passou a operar das 21h às 3h.

As bolsas de Londres, Frankfurt e Paris passam a operar das 5h às 13h30.

A Bolsa de Nova York passa a operar das 11h30 às 18h.

No viva-voz da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de petróleo passam a ser negociados das 11h às 16h30.

Na Comex, divisão de metais da Nymex, os contratos futuros de cobre passam a ser negociados das 10h10 às 15h e os contratos futuros de ouro operarão das 10h20 às 15h30. Os horários são de Brasília.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 variou de 2,50% para 2,48%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,53%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,50% para 2,58%. Quatro semanas atrás, estava em 2,60%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

Na última sexta-feira, o BC informou que o ndice de Atividade (IBC-Br) subiu 1,15% em 2018, na série sem ajuste sazonal. Em dezembro, a alta foi de 0,18% ante o mesmo mês de 2017 e de 0,21% em relação a novembro do ano passado (série dessazonalizada).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 passou de alta de 3,04% para elevação de 3,00%. Há um mês, estava em 3,04%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,05% para 56,00%. Há um mês, estava em 56,30%. Para 2020, a expectativa foi de 58,16% para 58,30%, ante 58,16% de um mês atrás.

O gráfico diário do IBOV sugere uma formação de OCO, assim como o fez no final de 2018 e teve esse padrão frustrado, o que gerou forte alta na ocasião.

Fato é que isso traz cautela, mas não coloca em xeque a tendência de alta na minha visão, pelo menos por enquanto.


Abaixo de 97.940, o benchmark deverá ser pressionado de forma moderada pelos ursos, com espaço para ceder e testar o forte 96.395, destacando que a média móvel de 5 períodos está levemente acima desse patamar e atuará como piso intermediário.

O sinal que tivemos no último pregão é de topo.

Assim sendo, o caminho mais provável para essa segunda-feia seria de correção moderada.

Penso que que 96.395 será o divisor de águas entre a compra e a venda e deverá ser testado hoje ou amanhã.

Eu ainda apostaria que ele será perdido como suporte e a briga ficará mesmo é na média móvel exponencial de 21 períodos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

IBOV esticado, longe das médias


Bom dia, investidor!

IBOV longe da MM21 tem correção: IBOV agora às 10h40 >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em alta apenas moderada nesta quarta-feira, uma vez que o tradicional discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estado da União não trouxe novos catalisadores para os negócios. A liquidez na região continuou restrita, em meio ao feriado do ano-novo lunar que mantém os mercados da China, Hong Kong, Taiwan e Coreia do Sul fechados.

Em pronunciamento feito nas primeiras horas de hoje, Trump voltou a prometer a construção de um muro na fronteira dos EUA com o México e afirmou que tentativas dos democratas de lançar "ridículas investigações partidárias" prejudicam a prosperidade da economia americana.

Trump, porém, não ofereceu qualquer evidência de progresso concreto nas negociações comerciais entre EUA e China, um assunto que vem sendo acompanhado com lupa por investidores nos mercados financeiros globais.

O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, no entanto, deverão seguir para Pequim no início da próxima semana para dar prosseguimento ao diálogo comercial, segundo fonte ouvida pela Dow Jones Newswires. A mesma fonte diz que Trump ainda não decidiu se assumirá o compromisso de se reunir com o presidente da China, Xi Jinping. Na semana passada, Trump declarou que teria "talvez um ou dois encontros" com o líder chinês.

Em Tóquio, o Nikkei teve leve alta de 0,14% hoje, encerrando o pregão a 20.874,06 pontos. O índice japonês foi impulsionado por ações de fabricantes de instrumentos de precisão.

As encomendas à indústria da Alemanha caíram 1,6% em dezembro ante novembro de 2018, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 0,3% nas encomendas.

Apenas as encomendas externas sofreram queda de 2,3% em dezembro ante o mês anterior. As encomendas domésticas, por sua vez, apresentaram redução menor, de 0,6%.

Na comparação anual, as encomendas totais tiveram contração de 7% em dezembro, no cálculo sem ajuste sazonal.

Os contratos futuros de petróleo exibem baixas de cerca de 1%, após oscilarem perto da estabilidade durante boa parte da madrugada, em meio ao fortalecimento do dólar e após números desfavoráveis sobre os estoques de petróleo dos Estados Unidos.

O índice DXY do dólar avança levemente nos negócios da manhã desta quarta-feira, graças principalmente à fraqueza do euro.

Já a associação de refinarias dos EUA conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou ontem à noite que o volume de petróleo bruto estocado no país registrou aumento de 2,5 milhões de barris na última semana. O API também apontou acréscimos nos estoques de gasolina (1,7 milhão de barris) e de destilados (1,1 milhão de barris).

Mais tarde, às 13h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga a pesquisa oficial sobre estoques dos EUA, que também traz dados sobre produção. Segundo analistas, o levantamento do DoE deverá mostrar avanço de 1,4 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto da última semana.

Às 8h59 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para abril caía 0,95% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 61,39, enquanto o do WTI para março recuava 1,06% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 53,09. 

Depois da febre registrada no domingo, o presidente Jair Bolsonaro teve melhora de estado de saúde, de acordo com o boletim médico divulgado ontem pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A equipe clínica e cirúrgica que acompanha o presidente, porém, não definiu a data da alta médica de Bolsonaro, segundo informou o porta-voz da Presidência, Otávio Santana do Rêgo Barros.

Bolsonaro permanece internado na unidade semi-intensiva do hospital e segue evoluindo sem dor e febre, com redução da coleção líquida no abdome, de acordo com o boletim, assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, Leandro Echenique e Miguel Cendoroglo.

Novato na Câmara, o líder do governo na Casa, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), tem enfrentado questionamentos sobre sua capacidade de articular a base de Jair Bolsonaro e já sofre boicote a seu trabalho. Nesta terça-feira, não teve êxito na tentativa de reunir os líderes de partidos aliados pela primeira vez.

O encontro foi marcado via WhatsApp, disparado pela secretária de Vitor Hugo. Na mensagem, eram convidados os líderes da base “do apoio consistente e do apoio condicionado”. O texto irritou aliados.

O fato de Vitor Hugo não ter feito o convite pessoalmente também incomodou. “Ele não teve a coragem de me mandar uma mensagem”, disse Jesus. A insatisfação correu pelos corredores e mobilizou parte dos parlamentares convidados, que não compareceram. Outros apenas passaram pela reunião, ficando menos de dez minutos.

Quem esteve presente contou que Vitor Hugo apenas se apresentou e ressaltou a necessidade de se ter uma boa interlocução com os parlamentares.

Em conversas privadas, líderes partidários afirmam que faltaria a Vitor Hugo acesso fácil e rápido ao primeiro escalão do governo e enxergam nisso um problema. Para eles, é papel do major facilitar a conexão entre os deputados, ministros e o próprio presidente da República. Algo que, segundo eles, não está ocorrendo.

O gráfico diário do IBOV mostra uma expressiva distância em relação à média móvel de 21 períodos, a qual está levemente acima de 95.000 pontos.

Na minha interpretação, 97.940 pontos continua sendo um divisor de águas entre a compra e a venda, especialmente agora que a média móvel de 5 períodos está colada nesse suporte.

Em três das últimas quatro sessões, a mínima rodeou 97.000 pontos, cuja perda projetaria teste do forte 96.395.

Na minha visão, o caminho mais provável para essa quarta-feira seria uma baixa moderada, com fechamento no entorno da MM5 e 97.940.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O que vem primeiro, 96.000 ou 100.000?


Bom dia, investidor!

IBOV segura o suporte para ir aos 100.000? >>> LEIA MAIS >>>

A Bolsa de Tóquio terminou o pregão desta terça-feira em baixa modesta, com volume de negócios reduzido em meio ao feriado do ano-novo lunar, que mantém vários mercados asiáticos fechados. Na Oceania, por outro lado, a bolsa da Austrália teve forte desempenho, graças a um rali no setor bancário.

O Nikkei caiu 0,19% em Tóquio, a 20.844,45 pontos. Durante a madrugada, o iene se valorizou levemente ante o dólar, ajudando a pressionar o índice japonês.

Já as bolsas da China continental, assim como as de Hong Kong, de Taiwan e da Coreia do Sul, não operaram hoje devido ao feriado do ano-novo lunar.

Em Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 1,95%, a 6.005,90 pontos. Foi o maior avanço do índice australiano em mais de dois anos e seu maior nível de fechamento desde meados de outubro.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta segunda-feira (4) que o presidente Jair Bolsonaro é contra a ideia da equipe econômica de igualar a idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres. "Os números estão inflados. O presidente não é favorável a igualar a idade mínima entre homens e mulheres. Concordo com ele", disse Mourão.

Minuta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, obtida com exclusividade pelo Broadcast, sugere a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem no Brasil. O tempo mínimo de contribuição para se aposentar com 100% do benefício poderia chegar a 40 anos, de acordo com o texto.

Ao longo desta segunda-feira, Mourão reforçou em duas ocasiões que qualquer discussão ou deliberação sobre o assunto será tratada por Bolsonaro após sua recuperação. Internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há uma semana, o presidente está sem compromissos oficiais desde o último domingo, mantendo descanso completo e sem visitas.

Na ausência de Bolsonaro, Mourão comandará nova reunião ministerial nesta terça-feira (5). A pauta é a organização administrativa do governo federal. O encontro acontecerá no Palácio do Planalto, a partir das 9h.

Inicialmente, Mourão fará um discurso de abertura. Em seguida, será a vez do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tratar do assunto da reunião, seguido pelo ministro da Secretaria-geral, Gustavo Bebianno, e pelo ministro da Secretaria de Governo, Alberto Santos Cruz. Os demais ministros também terão um espaço para fazer considerações.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o impacto fiscal da reforma da Previdência que será apresentada pelo governo será próximo de R$ 1 trilhão em 10 anos. Em entrevista à rádio CBN, ele declarou também que o texto final será "muito diferente" da proposta apresentada pela equipe econômica e revelada ontem pelo Broadcast.

"O impacto fiscal da reforma vai ser próximo de R$ 1 trilhão dentro dos próximos dez anos", disse Onyx. "É um impacto muito maior do que estava previsto, mas isso é obtido de uma forma muito mais tranquila, muito mais suave, no que diz respeito à transição. Não se retira direito de ninguém, ao contrário, há um olhar muito fraterno por conta do processo que está sendo construído", declarou. Em Davos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia afirmado que a proposta poderia render uma economia de R$ 700 bilhões a R$ 1,3 trilhão em uma década.

De acordo com o ministro, o texto relevado pela reportagem na véspera é uma das versões elaboradas e é um "ensaio", e não o "jogo final". Ele relatou que conversará hoje com Guedes e com o secretário de Previdência, Rogério Marinho, sobre o texto. A palavra final da reforma que será enviada ao Congresso, enfatizou, será do presidente Jair Bolsonaro. Onyx destacou ainda que a ideia do governo é que, para os próximos 20 ou 30 anos, o País tenha "vida resolvida no aspecto previdenciário com absoluto equilíbrio fiscal".

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores de serviços e industrial, subiu de 51,6 em dezembro para 52,1 em janeiro, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit.

Apenas o PMI de serviços da maior economia europeia aumentou de 51,8 em dezembro para 53 em janeiro. O dado veio ligeiramente abaixo da leitura preliminar de janeiro e da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 53,1 em ambos os casos.

O avanço dos PMIs acima da marca de 50 mostra que a atividade na Alemanha se expandiu no mês passado em ritmo mais forte do que em dezembro.

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O gráfico diário do IBOV marcou sombra inferior na sessão de ontem (04), respeitando a média móvel de 5 períodos, referência relevante em mercados fortes.

Vale destacar, na minha leitura, que a mínima dos últimos três pregões foi marcada entre 96.900 e 97.000.

Assim sendo, os investidores estarão atentos a essa região de suporte.

O que vem primeiro, 96.000 ou 100.000 pontos?

Eis a questão.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

IBOV luta para manter os 97 mil


Bom dia, investidor!

IBOV faz candle longo, rompimento falso, e desenha topo >>> LEIA MAIS >>>

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As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, reagindo a sinais de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China mas também a um novo indicador negativo que reforçou a tendência de desaceleração da economia chinesa.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem no Salão Oval que espera fechar um acordo comercial com a China antes da data final de 1º de março. O comentário de Trump veio depois que autoridades dos dois países concluíram dois dias de negociações comerciais em Washington.

Ambos os lados disseram ter feito progresso nas conversas e, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o Secretário do Tesouro norte-americano, Steve Mnuchin, deverão viajar para a China em meados deste mês para retomar as discussões.

Há relatos também de que Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, deverão se reunir no fim de fevereiro. No Twitter, Trump alertou ontem que um acordo comercial final dependerá de um encontro que ele terá "no futuro próximo" com Xi.

As bolsas da China tiveram ganhos significativos hoje, uma vez que investidores também se esforçaram para ficar bem posicionados antes do feriado do ano-novo lunar, que manterá os mercados locais fechados na próxima semana. O Xangai Composto subiu 1,30%, a 2.618,23 pontos, enquanto o Shenzhen Composto teve desempenho ainda melhor, garantindo alta de 2,77%, a 1.309,99 pontos. Ao longo da semana, o Xangai teve valorização de 0,8%, mas o Shenzhen caiu 0,8%.

Apesar do otimismo com a perspectiva comercial, dados macroeconômicos chineses continuam decepcionando. O chamado índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China caiu de 49,7 em dezembro para 48,3 em janeiro, mostrando uma contração ainda mais acentuada na manufatura, segundo pesquisa da IHS Markit com a Caixin Media. Analistas consultados pela Trading Economics previam aumento do PMI a 50, o que indicaria estabilidade na atividade industrial chinesa.

Em outras partes da Ásia, o índice japonês Nikkei teve alta marginal de 0,07% em Tóquio, a 20.788,39 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,06% em Seul, a 2.203,46 pontos, e o Hang Seng caiu 0,04% em Hong Kong, a 27.930,74 pontos. A bolsa de Taiwan não opera desde ontem, já antecipando o feriado do ano-novo chinês.

A produção industrial subiu 0,2% em dezembro ante novembro, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, calculada em -0,1%, e dentro do intervalo das previsões, que iam desde uma queda de 1,6% a alta de 0,7%.

Em relação a dezembro de 2017, a produção caiu 3,6%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um recuo de 4,9% a 2,9%, com mediana negativa de 4,1%.

No ano de 2018, a indústria teve alta de 1,1%, que coincidiu com a mediana das expectativas. O intervalo das projeções do mercado ia de 1,0% a 1,7% de expansão. 

Hoje tem início do ano legislativo, com solenidades de posse de deputados e senadores pela manhã e eleição de presidentes da Câmara e Senado, no final da tarde. 

Nos cenário internacional, as atenções se concentram no relatório de empregos "payroll" (11h30).

Por sete votos a cinco, a bancada do MDB resolveu indicar ontem o senador Renan Calheiros (MDB-AL), em vez da senadora Simone Tebet (MDB-MS), para disputar a presidência do Senado pelo partido nesta sexta-feira (1º), quando acontecerá a eleição na Casa. Com o resultado, Renan pode ser eleito presidente do Senado pela quinta vez. Ele é considerado um nome hostil ao governo Jair Bolsonaro, apesar de ter feito sinalizações de aproximação nos últimos dias.

A decisão saiu após mais de três de horas de reunião e foi marcada por um encontro tenso. Logo após os debates, os 12 parlamentares da bancada presentes sugeriram que Renan e Simone tentassem se entender para que o partido não precisasse deliberar sobre o assunto. Simone se recusou a conversar separadamente com o colega alagoano sob a justificativa de que eles já tinham discutido o assunto em outras oportunidades. Por conta disso, os senadores tiveram que votar, sendo que a maioria deles optou por usar uma cédula para o voto secreto.

A eleição para as presidências da Câmara e do Senado hoje é considerada pela equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro o começo do jogo para abrir caminho a uma articulação mais direta com as lideranças do Congresso para aparar as divergências que ainda existem em torno de pontos mais polêmicos da proposta de reforma da Previdência.

O gráfico diário do IBOV tem algo novo, sendo o desenho de um candle com sombra superior e um rompimento falso de 97.940.

Trata-se de um estrela cadente, com potencial de trazer os preços até 96.395 ou mesmo um pouco abaixo desse patamar, dentro de dois os três dias, quem sabe antes...




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

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