quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Vento em popa


Bom dia, investidor!

Mundo verde apesar das incertezas sobre a desaceleração global; aberta a temporada de balanços; dados da economia global, da Alemanha e notícias sobre a Reforma da Previdência >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, apesar de incertezas em torno da perspectiva da economia global e das discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,41%, a 2.591,69 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,46%, a 1.322,30 pontos.

Apesar do viés positivo, o sentimento na Ásia permaneceu frágil após relatos de que os EUA teriam cancelado uma reunião preparatória sobre comércio com autoridades chinesas esta semana. Os relatos já haviam sido negados na terça-feira (22) pelo diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, e voltaram a ser desmentidos hoje pelo Ministério de Comércio da China.

Como já havia sido anunciado, o ministério chinês também confirmou que o vice-primeiro-ministro do país, Liu He, visitará Washington nos próximos dias 30 e 31 para retomar as negociações comerciais. O ministério disse ainda que ambos os lados têm mantido "contato próximo".

Investidores também se mostram incomodados com sinais de desaceleração da economia global. Nos últimos dias, a China anunciou que seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em 2018 no ritmo mais fraco desde 1990 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeções para a expansão da economia mundial neste e no próximo ano.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, subiu de 51,6 em dezembro a 52,1 em janeiro, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O avanço acima da marca de 50 indica expansão de atividade em ritmo mais forte.

Apenas o PMI de serviços alemão aumentou de 51,8 em dezembro a 53,1 em janeiro. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam alta menor do indicador, a 52,1.

Já no setor industrial da Alemanha, o PMI diminuiu de 51,5 em dezembro a 49,9 em janeiro, com o resultado abaixo da barreira de 50 mostrando contração na manufatura. A projeção do mercado era de que o PMI industrial ficaria estável. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou à agência de notícias Reuters, em entrevista concedida durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, que a reforma da Previdência que o governo vai enviar ao Congresso pode economizar dos cofres públicos até R$ 1,3 trilhão.

"Nós estamos estudando os números e eles variam de R$ 700 a 800 bilhões a R$ 1,3 trilhão, então esta é uma reforma significante e que nos dará um importante ajuste fiscal estrutural", afirmou o ministro.

A realização da reforma, segundo Guedes, dará ao Brasil um "poderoso efeito fiscal" com duração por "15, 20, 30 anos". "Ou é isso, ou vamos nos tornar a Grécia", disse. 

O gráfico diário do IBOV traz consigo apenas cinco candles vermelhos (tímidos) nas últimas dezoito sessões.

A compra varreu os ursos após o sinal desenhado no pregão de segunda-feira, quando tivemos um fechamento abaixo da média móvel de 5 períodos.

A leitura daqui em diante é simples: para manter o viés comprador e seguir escalando, marcando máximas históricas, o benchmark terá de sustentar-se acima de 96.395.

Caso exista a perda desse patamar, inclusive na sessão de hoje, poderá chamar a realização de lucros no curtíssimo prazo, com os investidores interpretando um possível rompimento falso de 96.395.

Boas-vindas à temporada de balanços.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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