quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Plano do Brexit é rejeitado



Bom dia, investidor!

Na Inglaterra o governo sofre derrota n oplano do Brexit; aqui IBOV tem sua primeira correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a incertezas sobre o chamado "Brexit", como é conhecido o processo para que o Reino Unido deixe a União Europeia.

Ontem, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sofreu uma derrota mais grave do que se previa no Parlamento britânico, que rejeitou por ampla maioria o plano de Brexit que ela havia negociado com autoridades da UE.

Como resultado, cresceu a especulação de que a data final de 29 de março para a implementação do Brexit poderá ser adiada, de forma a evitar uma "ruptura desorganizada" - ou seja, sem acordo - do Reino Unido com a UE.

Além disso, o governo conservador de May vai enfrentar na tarde desta quarta a votação de uma moção de desconfiança convocada pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn.

Na China, os mercados ficaram praticamente estáveis hoje, após reagirem em alta no pregão anterior a novas promessas de medidas de estímulo econômico por parte do governo chinês. O índice Xangai Composto teve alta marginal de 0,01%, a 2.570,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou ligeira queda de 0,12%, a 1.321,52 pontos.

Os indicadores econômicos mais recentes reforçaram temores sobre o ritmo da desaceleração da China, num momento em que o gigante asiático tenta superar divergências comerciais com os Estados Unidos. A balança comercial chinesa, por exemplo, mostrou que exportações e importações sofreram quedas inesperadas em dezembro.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,55% em Tóquio, a 20.442,75 pontos, e o Taiex recuou 0,43% em Taiwan, a 9.763,81 pontos, mas o sul-coreano Kospi subiu 0,43% em Seul, a 2.106,10 pontos, numa recuperação que veio nos negócios da tarde e renovando máxima em seis semanas. Em Hong Kong, o Hang Seng se mantinha perto da estabilidade pouco antes do encerramento da sessão.

A equipe econômica pretende fechar o rascunho da reforma da Previdência até o próximo domingo (20) para apresentar ao presidente Jair Bolsonaro, disse ontem à noite o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com técnicos da área econômica para alinhar alguns pontos e fazer a "sintonia fina" da proposta. Agora, segundo Onyx, "os técnicos precisam calcular".

A ideia é fechar uma minuta antes da viagem de Bolsonaro e Guedes para o Fórum Econômico Mundial, em Davos. "A ideia é que o presidente use a viagem para ler (o rascunho) e se aprofundar", explicou Onyx. Na volta, a expectativa é que Bolsonaro dê o sinal verde para a apresentação da proposta na Câmara dos Deputados. 

O Ministério da Economia fixou em R$ 5,8 mil o teto de pagamento das aposentadorias e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valores acima do salário mínimo. O reajuste será de 3,43%, que consiste na inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE. A confirmação do valor consta de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A correção tem efeito a partir de 1º de janeiro deste ano e permitirá que o teto do INSS passe de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45. Pelos parâmetros previstos no Orçamento de 2019, o teto do INSS seria R$ 43,47 maior, chegando a R$ 5.882,92 neste ano. No entanto, com uma inflação mais baixa, o reajuste para quem recebe benefício do INSS acima do mínimo será menor que o aumento do salário mínimo neste ano. O presidente Jair Bolsonaro, logo após a sua posse, assinou decreto que aumentou o mínimo em 4,61%, de R$ 954 para R$ 998. Além da inflação do ano passado, o cálculo do mínimo também incorporou o crescimento da economia há dois anos (alta de 1% em 2017).

Um reajuste menor para os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo foi o padrão por 19 anos seguidos até 2016. Somente em 2017 e 2018, a correção do salário mínimo foi inferior - em função da recessão nos anos anteriores (2015 e 2016), que não resultou em ganho real para o piso salarial.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) recuou 0,26% em janeiro, após a queda de 1,23% registrada em dezembro do ano passado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado de janeiro veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam desde uma queda de 0,50% a um avanço de 0,07%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de janeiro, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram redução de 0,59% no mês, ante uma diminuição de 1,83% em dezembro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,45% em janeiro, após a queda de 0,09% em dezembro. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,29% em janeiro, depois de um avanço de 0,12% em dezembro.

O IGP-10 acumulou um recuo de 0,26% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 6,80%.

O período de coleta de preços para o indicador de janeiro foi do dia 11 de dezembro a 10 deste mês. O IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 31 do mês passado, caiu 0,45%. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma formação que sugere correção, sendo ela um homem enforcado. Clique para ampliar.

Caso tenhamos a perda da mínima do padrão, no caso 93.400, poderá haver uma correção, possivelmente até 91.240.

Quando estamos nas máximas e no auge do otimismo é difícil acreditar que um movimento contrário possa ser materializado, mas temos de ficar atentos, especialmente quando o mercado opera longe da média móvel de 21 períodos.

Como escrito ontem, a média móvel de 5 períodos seria o "pulo do gato" no momento, pois desde o início da escalada recente, o mercado não a perdeu como suporte.

Se ocorrer, será o famoso "algo novo".





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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