segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

IBOV forte na ponta compradora


Bom dia, investidor!

Cenário voltando hoje, desejando um 2019 de muito sucesso a todos

As bolsas asiáticas tiveram valorização generalizada e robusta nos negócios desta segunda-feira, após um rali em Nova York no fim da semana passada que veio na esteira de dados econômicos animadores dos EUA e comentários favoráveis do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell.

Na sexta-feira (04), os últimos números sobre criação de empregos nos EUA surpreenderam positivamente. Apesar disso, Powell disse que o forte desempenho do mercado de trabalho americano não gera pressão inflacionária. Powell também se mostrou otimista com a economia dos EUA e foi enfático ao dizer que o Fed será paciente no aperto de sua política monetária. Como resultado, os principais índices acionários de Nova York saltaram entre 3,3% e 4,3% naquele dia.

Investidores na Ásia também aguardam uma nova rodada do diálogo comercial entre EUA e China. Entre hoje e amanhã, uma delegação dos EUA liderada pelo vice-representante de comércio, Jeffrey D. Gerrish, conversará com autoridades chinesas sobre as divergências comerciais entre as duas maiores economia do mundo durante reuniões em Pequim.

Nos pregões chineses, o destaque nesta segunda foi do índice Shenzhen Composto, que é formado por startups de menor valor de mercado e subiu 1,71%, a 1.301,41 pontos, seu maior patamar em duas semanas. Já o mais relevante Xangai Composto apresentou ganho mais contido, de 0,72%, a 2.533,09 pontos.

Também no fim da semana passada, o PBoC - como é conhecido o banco central chinês - anunciou uma redução de 1 ponto porcentual no compulsório bancário. O corte será implementado em duas etapas de 50 pontos-base, nos próximos dias 15 e 25.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei avançou 2,44% hoje em Tóquio, a 20.038,97 pontos, embora o iene tenha se fortalecido ante o dólar durante a madrugada, enquanto o Hang Seng subiu 0,82% em Hong Kong, a 25.835,70 pontos, o sul-coreano Kospi teve alta de 1,34% em Seul, a 2.037,10 pontos, e o Taiex registrou ganho de 2,21% em Taiwan, a 9.590,30 pontos.

Os primeiros dias de negócios de 2019 foram intensos, mas agora é que o jogo começa para valer no ano, com a liquidez devendo ser retomada para os níveis médios, o fim das férias escolares na Europa e também a volta dos trabalhos legislativos.

Alguns indicadores macroeconômicos foram divulgados esta manhã na Europa. Na Alemanha, as encomendas à indústria caíram 1% de outubro para novembro, segundo dados com ajustes sazonais. A previsão do mercado financeiro era de uma baixa menor, de 0,4%. Na comparação anual, houve queda de 4,3% em novembro. Também na maior economia da Europa, as vendas no varejo subiram 1,4% de outubro para novembro, no cálculo ajustado sazonalmente, ante expectativa de avanço de 0,5%. Na comparação anual, as vendas também surpreenderam com expansão de 1,1%, ante projeções de queda de 0,6% feitas por analistas. Às 8h sai o resultado das vendas no varejo da zona do euro.

Enquanto isso, a política volta a ganhar espaço. No Reino Unido, a primeira-ministra, Theresa May, disse ontem que se o acordo para o Brexit (saída dos britânicos da União Europeia) não for aprovado este mês pelo Parlamento local, o país estará em um "território desconhecido". A previsão é a de que os legisladores avaliem a proposta do Executivo na semana que vem - a BBC trouxe esta manhã a informação obtida com fontes do governo de que a data oficial da apreciação será o dia 15, terça-feira da semana que vem. O Parlamento volta do recesso nesta segunda-feira e as principais discussões giram em torno do divórcio.

Na França, o presidente Emmanuel Macron enfrenta manifestações contínuas dos chamados manifestantes "coletes amarelos". Os protestos ainda não fazem preço, mas têm deixado investidores atentos. Para o dia, está previsto um discurso do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, (10h45) sobre os "Cinco anos com o euro", em Riga, na Letônia.

Às 7h14 de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,15%, a de Frankfurt perdia 0,12% e a de Paris cedia 0,21%. Por outro lado, a de Milão subia 0,36%, a de Madri avançava 0,17% e a de Lisboa ganhava 0,40%. No mercado cambial, o euro era negociado a US$ 1,1443, ante US$ 1,1398 do fim da tarde de sexta-feira, e a libra era cotada a US$ 1,2738, ante US$ 1,2732 do mesmo período. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 seguiu em 1,30%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era a mesma. Para 2019, o mercado alterou levemente a previsão de alta do PIB, de 2,55% para 2,53%. Quatro semanas atrás, também estava em 2,53%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2018 é de 1,3%. No caso de 2019, a alta estimada é de 2,4%. Esses porcentuais foram divulgados no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informará o resultado do PIB em 2018 apenas em 28 de fevereiro.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 1,89% para elevação de 1,91%. Há um mês, estava em 1,99%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,17% para 3,04%, ante 3,02% de quatro semanas antes. Para 2020, o porcentual de alta permaneceu em 3,00%, igual ao visto um mês antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 54,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 56,40% para 56,70%, ante os 56,50% de um mês atrás. No caso de 2020, passou de 58,60% para 58,65%. Há um mês, estava em 58,70%. 

O presidente Jair Bolsonaro participa nesta manhã da cerimônia de posse do novos presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, e da Caixa, Pedro Guimarães. O evento começa às 11 horas no Palácio do Planalto.

Às 15 horas, Bolsonaro recebe o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), que é primeiro-vice-presidente da Câmara. Em seguida, às 16 horas, reúne-se com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes. 

O gráfico diário do IBOV tem inclinação de alta, após desenhar um martelo no dia 26/12, sobre uma importante região de suporte.

Tivemos dois marobuzus seguidos, mostrando força da ponta compradora.

As duas últimas sessões trouxeram alguma correção intradiária e fechamos acima do decisivo 91.240, ponto chave para o curto e quem sabe médio prazo no mercado doméstico.

A maré é de alta, porém já temos alguma distância em relação à média móvel de 21 períodos e estamos fora da banda de bollinger superior.

Correção no tempo ou mesmos no intraday seria o caminho mais provável para as próximas sessões, o que sustentaria a continuidade da alta, mesmo que moderada.

Bons negócios!

Desejo a todos um 2019 de sucesso!





Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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