terça-feira, 8 de janeiro de 2019

IBOV deve aproveitar bons ventos do exterior


Bom dia, investidor!

Negociação EUA-China e preços do petróleo mantém impulso do IBOV >>> LEIA MAIS >>>


IBOV com canal automático 2016-1018
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As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com investidores à espera de desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que entram hoje em seu segundo dia.

Negociadores das duas maiores economias do mundo retomaram conversas ontem, em Pequim, numa tentativa de superar divergências comerciais que começaram com acusações por Washington de que a China tem forçado empresas americanas que operam no país asiático a transferir tecnologia. Até o momento, porém, não houve sinais claros de avanço no diálogo.

Ao longo da segunda metade do ano passado, o governo dos EUA elevou tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses para até 25%. Em retaliação, Pequim impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos.

Nesta terça, o jornal oficial chinês Global Times alertou os EUA que não pressionem Pequim "demasiadamente" na questão do comércio e evitem uma situação que "saia do controle". Ontem, um porta-voz ministerial da China disse que o país deseja resolver sua disputa com os EUA "em pé de igualdade".

As bolsas chinesas tiveram leves perdas hoje, revertendo parte da valorização do pregão anterior. O Xangai Composto recuou 0,26%, a 2.526,46 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,12%, a 1.299,89 pontos.

Por outro lado, o japonês Nikkei subiu 0,82% em Tóquio, a 20.204,04 pontos, embora tenha reduzido quase metade de seus ganhos na última hora de negócios.

Um ministro britânico que trabalha no processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia - o chamado Brexit - disse hoje que o governo do país não irá procurar estender o período de dois anos no qual a saída deve ser efetivada.

O Reino Unido está para deixar a UE em 29 de março, quando vence o Artigo 50 do tratado da UE que rege o procedimento, mas o Parlamento britânico ainda não aprovou o acordo de Brexit que a primeira-ministra Theresa May fechou com outros líderes da UE.

May tem a prerrogativa de solicitar uma extensão, mas dependeria do aval dos demais 27 países da UE. No mês passado, autoridades do bloco disseram que precisariam de bons motivos para aceitar uma prorrogação.

Martin Callanan, que integra o Ministério de Saída da UE (DexEU, na sigla em inglês), afirmou em Bruxelas nesta terça-feira que o Artigo 50 não será estendido. "Vamos deixar a UE em 29 de março deste ano", acrescentou.

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou redução de 0,45% em dezembro, ante um recuo de 1,14% em novembro, divulgou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado do indicador ficou dentro do intervalo das previsões do mercado financeiro, que estimavam uma queda de 1,05% a 0,12%. 

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 7,10% em 2018. Esse dado superou a mediana das projeções, de 6,84%, e veio perto do teto do intervalo, de 7,15%. O piso era 6,29%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve queda de 0,82% em dezembro, após a redução de 1,70% registrada em novembro. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve um aumento de 0,29% em dezembro, ante um recuo de 0,17% em novembro. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,13% em dezembro, mesma variação de 0,13% em novembro.

O período de coleta de preços para o índice de dezembro foi do dia 1º ao dia 31 do mês. 

A Petrobras diz que o valor a ser recebido no processo de revisão do contrato de cessão onerosa ainda depende de finalização de algumas etapas. Segundo a companhia, a revisão do contrato está sujeita ainda "à conclusão da análise pelo TCU, às aprovações pelo Conselho Nacional de Política Energética e pelos órgãos de governança da Petrobras - Diretoria Executiva e Conselho de Administração, a partir de eventual recomendação do Comitê de Minoritários. Desta forma, qualquer valor a ser recebido pela Petrobras somente poderá ser confirmado e informado ao mercado a partir da finalização dessas etapas", em nota de esclarecimento sobre questionamentos feitos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3 a respeito de notícias na imprensa.

A empresa confirma, no entanto, que um dos cenários prevê o recebimento de US$ 14 bilhões da União. "A minuta em análise pelo TCU consolida um dentre cenários que foram discutidos entre as comissões do Governo e da Petrobras. Este cenário, após manifestação do TCU e aprovação pelas partes, pode resultar em um crédito a favor da Petrobras no valor de aproximadamente US$ 14 bilhões", informa a estatal.

No esclarecimento, a Petrobras ressalta que constituiu uma comissão interna em novembro de 2017 para negociar a revisão do contrato com representantes da União e que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) o envio prévio da minuta de termo aditivo do contrato para análise do TCU, o que foi feito em 14 de setembro do ano passado. 

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York nesta manhã, seguindo a valorização dos mercados acionários, em meio a expectativas de que negociações comerciais em curso entre Estados Unidos e China reduzam as tensões entre as duas maiores economias do mundo.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,30%, a US$ 5.930,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em março avançava 0,38%, a US$ 2,6470 por libra-peso.

As cotações de petróleo continuaram em alta nesta terça-feira com o impulso da intenção anunciada pela Arábia Saudita de cortar suas exportações da commodity.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para março subia 1,78%, a US$ 58,35, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, enquanto o WTI para fevereiro tinha alta de 1,59%, a US$ 49,29 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Maior exportador global de petróleo, a Arábia Saudita está planejando cortar suas vendas ao exterior para em torno de 7,1 milhões de barris por dia (bpd) até o fim de janeiro, diminuindo o volume em 800 mil bpd em relação aos níveis médios de novembro, de acordo com autoridades da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Trata-se de um movimento para levar os preços acima de US$ 80 por barril para que o reinado esteja em condições melhores de atingir suas metas orçamentárias.

A resposta positiva do mercado a essa notícia é um sinal de que investidores de petróleo estão "voltando a focar em fundamentos" do mercado como a oferta, em vez de apenas reagir a fatores macroeconômicos, afirmou o chefe global de estratégia de mercados de commodities do BNP Paribas, Harry Tchilinguirian.

Mais tarde, às 19h30, o Instituto de Petróleo Americano (API, na sigla em inglês) divulga a sua contagem de estoques do óleo nos Estados Unidos. 

O IBOV inicia os negócios nessa terça-feira em alta, refletindo o bom humor no exterior.

Enquanto acima de 91.240, a tendência mantém-se inalterada, com a compra no comando.

Apesar de estar esticado e longe da média móvel de 21 períodos, não temos sinal de topo.

Bons negócios!



Wagner Caetano
TopTraders = www.toptraders.com.br
Especial para o Cartezyan

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