quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Força compradora ainda dominante


Bom dia, investidor!

IBOV perde suporte, deixa longa sombra, mas tendência ainda é compradora >>> LEIA MAIS >>>

IBOV agora às 10h30

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a dúvidas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e relatos de que Pequim planeja ampliar estímulos fiscais este ano.

Ontem, o jornal britânico Financial Times noticiou que o governo americano havia rejeitado uma oferta de que duas autoridades chinesas viajassem aos EUA esta semana para conversas preparatórias sobre comércio. A decisão teria sido tomada pela falta de progresso em questões importantes, como a propriedade intelectual, e potenciais reformas "estruturais" na economia chinesa, o que indica dificuldade das duas partes para tentar chegar a um acordo até 1º de março.

Posteriormente, porém, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, negou as informações e disse que não havia nenhuma outra reunião planejada além da visita do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, na próxima semana.

Por outro lado, segundo relatos, a China prometeu hoje ampliar gastos fiscais este ano, focando no corte de impostos para pequenas empresas, de forma a impulsionar sua economia, que no ano passado cresceu no ritmo mais fraco desde 1990. Em 2018, os gastos fiscais do governo chinês avançaram 8,7%, a 22,09 trilhões de yuans (US$ 3,26 trilhões), enquanto a receita cresceu 6,2%, a 18,34 trilhões de yuans, de acordo com dados do Ministério de Finanças chinês.

Os mercados chineses ficaram perto da estabilidade hoje, mas com viés levemente positivo. O Xangai Composto teve alta marginal de 0,05%, a 2.581,00 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,13%, a 1.316,28 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei teve ligeira baixa de 0,14%, a 20.593,72 pontos. Como era amplamente esperado, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu hoje manter sua política monetária inalterada, mas reduziu suas projeções de inflação para este e os próximos anos, diante da fraqueza recente dos preços ao consumidor no país.

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, crê que os grandes investidores estrangeiros estão cautelosos com o Brasil. "O local já está investindo, comprando a probabilidade de a reforma ser aprovada e de a economia deslanchar. O internacional ainda está numa atitude de esperar para ver o que acontece", afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Ainda assim, disse que há interesse, o que notou no almoço promovido pelo banco, desde 2014, que estava "bem mais cheio", e por sua agenda, que diz estar muito cheia, pois o "País chamará a atenção porque tem um presidente e uma equipe econômica novos e maiores possibilidades de crescimento nos próximos anos."

Questionado sobre sua visão do início do governo Bolsonaro, disse estar bem impressionado do ponto de vista econômico. "A grande pergunta é se o governo tem habilidade política para as negociações necessárias." Na questão da Previdência, afirmou que o discurso da equipe econômica é consistente, mas que é preciso, no mínimo, que a reforma gere 1% do PIB de economia, "o que a proposta de Temer geraria".

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou 0,06 ponto porcentual na terceira quadrissemana de janeiro, atingindo 0,58%, após marcar 0,52% de alta na primeira medição do mês, revelou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. O grupo Educação, Leitura e Recreação ofereceu a principal contribuição ao movimento, com a taxa acelerando de 1,73% para 2,28%, sustentado principalmente pelo item 'cursos formais' (de 2,80% para 4,23%). Da mesma maneira que ocorreu na segunda quadrissemana, o movimento é sazonal e reflete os reajustes nas mensalidades de escolas e universidades após a virada do ano.

Ainda houve acréscimo nos grupos Transportes (de -0,19% para -0,05%), Habitação (de 0,35% para 0,42%), Comunicação (de 0,06% para 0,27%) e Despesas Diversas (de 0,19% para 0,27%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de ônibus urbano (de 0,73% para 1,41%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,59% para -0,25%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,35% para 0,68%) e cartório (de 1,34% para 1,89%).

Na contramão, houve desaceleração nas taxas de variação dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,55% para 0,41%), Alimentação (de 0,98% para 0,94%) e Vestuário (de 0,11% para 0,03%), com destaque para os itens artigos de higiene e cuidado pessoal (de 1,26% para 0,62%), hortaliças e legumes (de 6,40% para 4,51%) e roupas (de 0,38% para 0,08%). 

A Petrobras informou há pouco que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) proferiu, ontem, por maioria, decisão desfavorável em relação a processo administrativo fiscal que aborda a cobrança do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O processo é referente ao exercício de 2012 e se refere ao lucro auferido por empresas controladas e coligadas no exterior, no valor aproximado de R$ 1,7 bilhão.

"A Petrobras aguarda a intimação da decisão e recorrerá à Câmara Superior do Carf", afirmou a petroleira, em comunicado ao mercado. A companhia entende que o julgamento não altera a classificação de expectativa de perda possível.

Segundo a empresa, as informações referentes a este processo estão apresentadas nas demonstrações financeiras (ITR) do terceiro trimestre de 2018, por meio de nota explicativa 28.3, em Processos judiciais não provisionados - processos de natureza fiscal. 

O petróleo opera em alta na manhã desta quarta-feira, sugerindo uma recuperação da queda registrada ontem.

Às 9h58 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para março subia 0,80% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 61,98, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,70% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 53,38.

O gráfico diário do IBOV traz algo novo: o fechamento levemente abaixo da média móvel de 5 períodos, o que não ocorria desde o início da escalada de preços (26/12).

Temos também o candle vermelho com corpo mais longo desenhado ontem.

Fato é que a força compradora ainda é dominante, tanto que hoje temos forte reação, uma vez que o cenário externo está mais ameno.

A queda de braços hoje será ferrenha, com o fechamento dizendo quem ganhou a disputa.






Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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