quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

EUA-China: bons sinais mas ainda sem avanços



Bom dia, investidor!

EUA e China, em Pequim, não sinalizou a disposição de tentar superar divergências; IBOV marca nova max histórica >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, após dados fracos de inflação reforçarem a tendência de desaceleração econômica da China e com investidores digerindo o resultado das negociações comerciais desta semana entre representantes americanos e chineses.

Os últimos números chineses de inflação vieram aquém das expectativas, levando analistas a avaliar que Pequim tem espaço para tomar medidas ainda mais agressivas para estimular sua economia, que poderiam incluir até mesmo cortes nas taxas de juros principais.

A taxa anual de inflação ao consumidor da China ficou em 1,9% em dezembro, abaixo da previsão de 2,1% de analistas. Já a inflação anual ao produtor foi de 0,9% no mês passado, a menor desde setembro de 2016 e bem inferior à taxa de 1,5% projetada por economistas.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto caiu 0,36% hoje, a 2.535,10 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,27%, a 1.303,48 pontos.

A última rodada de negociações comerciais entre EUA e China, que ocorreu entre segunda-feira e ontem em Pequim, não trouxe avanços concretos, mas sinalizou a disposição das duas maiores economias do mundo de tentar superar suas divergências.

Em comunicado, o escritório do Representante do Comércio dos EUA disse que foram discutidas "mudanças estruturais necessárias" na China, em questões como transferência obrigatória de tecnologia, proteção à propriedade intelectual e crimes cibernéticos, e a promessa de Pequim de comprar um volume significativo de produtos americanos, incluindo dos setores agrícola e energia e manufaturados.

O Ministério de Comércio chinês, por sua vez, afirmou que as conversas bilaterais foram abrangentes e estabeleceram uma base para a resolução das preocupações dos dois países.

O Nikkei teve queda mais expressiva em Tóquio nesta quinta, de 1,29%, a 20.163,80 pontos, encerrando uma sequência de três pregões de sólida valorização. O índice japonês foi pressionado pelo iene, que avança frente ao dólar desde ontem, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) voltou a sinalizar que será paciente no aperto de sua política monetária este ano.

Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,03% na primeira prévia de janeiro, após ter recuado 1,16% na primeira prévia de dezembro do ano passado. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o dado de hoje, o índice acumulou alta de 0,03% no ano e avanço de 6,77% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de janeiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 0,13%, depois de ceder 1,70% em igual leitura de dezembro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,38% nesta análise deste mês, depois de uma redução de 0,16% na primeira prévia de dezembro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,27% na primeira medição deste mês, depois de elevação de 0,06% na primeira prévia de dezembro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de dezembro. No dado fechado de dezembro, o IGP-M recuou 1,08%. 

As cotações dos futuros de metais básicos operam sem firmar direção única nesta quinta-feira, à medida que mais amplamente os mercados permaneciam calmos após a conclusão dos diálogos comerciais entre os Estados Unidos e a China e a divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Às 10h12 (de Brasília), a tonelada do cobre para três meses na London Metal Exchange (LME) operava estável, a US$ 5.965,00. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), a libra-peso do metal para março tinha baixa de 0,13%, a US$ 2,6535.

Ainda assim, a maioria dos metais básicos sustentava os avanços feitos em meio a esperanças crescentes de uma reaproximação entre os EUA e a China no comércio. Representantes das duas maiores economias do mundo concluíram três dias de uma série de reuniões, com comentários positivos de ambos os lados precipitando um rali de alívio nos preços de metais, que nos últimos meses vinham sofrendo com temores comerciais.

Operadores de cobre também estavam impassíveis pela notícia de que a transição de mineração a céu aberto para subterrânea na segunda maior mina de cobre do mundo, em Grasberg, Indonésia, cortaria a produção dessa operação em 40% ao ano.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio subia 0,78%, a US$ 1.873,00, a do estanho avançava 0,58%, a US$ 20.045,00, a do níquel tinha alta de 0,85%, a US$ 11.300,00, e a do chumbo subia 1,19%, a US$ 1.990,50. 

O gráfico diário do IBOV marcou nova máxima histórica na véspera, com um marobuzu, acompanhado de volume relevante.

Ocorre que temos um benchmark longe da média móvel de 21 períodos, além de estar na extremidade superior das bandas de bollinger.

Mesmo que não ocorra uma correção, o que seria mais provável e saudável, é difícil que uma alta mais expressiva seja materializada no curto prazo.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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