quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

FED segue dovish e IBOV mantém compra


Bom dia, investidor!

Em dia de FED, IBOV mantém compra.

Clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seguir com sua postura "dovish" (favorável à manutenção de estímulos monetários) e números desanimadores do setor manufatureiro da China, ainda que um pouco melhores do que o esperado.

O Fed manteve ontem seus juros básicos nos níveis atuais, como era amplamente esperado, e reiterou que será paciente ao determinar futuros ajustes nas taxas. O BC americano também retirou a palavra "gradual" de seu comunicado, sugerindo que poderá demorar para voltar a elevar juros. No ano passado, o Fed aumentou as taxas em quatro ocasiões.

Já o último índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial do setor industrial da China subiu levemente, de 49,4 em dezembro para 49,5 em janeiro, surpreendendo analistas que previam queda do indicador a 49,2. A leitura abaixo de 50, no entanto, mostra que a manufatura chinesa teve contração pelo segundo mês consecutivo.

Em meses recentes, uma série de dados macroeconômicos mostrou que a China passa por uma significativa desaceleração. Em 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão de 6,6%, resultado mais fraco desde 1990.

Os mercados chineses fecharam mistos hoje. O Xangai Composto subiu 0,35%, a 2.584,57 pontos, mas o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, recuou 0,70%, a 1.274,74 pontos. Ao longo de janeiro, o Xangai acumulou valorização de 3,6% e o Shenzhen, de 0,5%.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 1,06%, a 20.773,49 pontos, impulsionado por empresas de tecnologia. Neste mês, o índice japonês teve ganho de 3,8%.

O Bradesco anunciou hoje lucro líquido recorrente de R$ 5,830 bilhões no quarto trimestre de 2018, cifra 19,9% maior que a registrada um ano antes, de R$ 4,862 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 5,471 bilhões, o aumento foi de 6,6%.

O banco destaca, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, que as evoluções do lucro, tanto no comparativo trimestral como no anual refletem o desempenho do resultado operacional, impulsionado pela performance da margem financeira e as despesas com provisões (PDD expandida). O Bradesco cita ainda o "desempenho positivo" das receitas de prestação de serviços e resultados com operações de seguros, previdência e capitalização.

Em todo o ano de 2018, o lucro líquido recorrente do Bradesco alcançou R$ 21,564 bilhões, aumento de 13,4% na comparação com o exercício de 2017, quando o resultado foi de R$ 19,024 bilhões.

Vale quer buscar acordo com autoridades de Minas Gerais para antecipar indenizações às famílias das vítimas do rompimento de barragem em Brumadinho. O objetivo da mineradora é chegar de forma rápida a um entendimento que permita pagar essas indenizações. O valor que seria pago às famílias, no entanto, ainda não está claro. 

O presidente Jair Bolsonaro deve ter despachos somente a partir das 13h30 desta quinta-feira, 31. Internado no Hospital Albert Einstein após uma cirurgia na segunda-feira, 28, ele poderá ter contato com ministros por áudio ou videoconferência, conforme informou o governo ontem. Ainda não há nenhuma audiência prevista, de acordo com a assessoria do Planalto.

O gráfico diário do IBOV mostra o rompimento e fechamento da média móvel de 5 períodos e do forte 96.395, pendendo a balança para o lado da compra, ao contrário do pregão de terça-feira.

Isso torna a sessão de hoje ainda mais importante, sendo uma espécie de prova dos nove.


Na minha leitura, temos uma linha média (96.395), um ponto cujo rompimento poderá acelerar a compra (97.940) e um outro, cuja perda, poderia levar o benchmark a testar a média móvel de 21 períodos ou mesmo algum ponto um pouco abaixo da mesma (94.660).



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

IBOV: topo ou resultado da tragédia de Brumadinho?


Bom dia, investidor!

O IBOV sinaliza topo; como o fato foi materializado com base em um cisne negro, torna a leitura mais complexa e desafiadora >>> LEIA MAIS >>>

VALE e Brumadinho batem forte no IBOV = clique para ampliar

As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta terça-feira, à medida que novas tensões comerciais entre Estados Unidos e China prejudicaram a demanda por ações em algumas partes da região.

Ontem, o Departamento de Justiça dos EUA fez uma série de denúncias contra a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicações Huawei, acusando-a de roubo de tecnologia e violação de sanções comerciais. A empresa nega as acusações. O órgão também pediu oficialmente a extradição da diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, que está detida no Canadá desde o início de dezembro.

Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores da China pediu hoje a Washington que "pare a repressão irracional" contra a Huawei e outras empresas chinesas.

A iniciativa do Departamento de Justiça americano veio dois dias antes de EUA e China darem início a uma nova rodada de discussões comerciais em Washington, amanhã e quinta-feira (30 e 31).

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto teve leve baixa de 0,10% nesta terça, a 2.594,25 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto mostrou perda mais expressiva, de 1,11%, a 1.300,34 pontos.

O dia também foi de desvalorização em Taiwan, com queda de 0,82% do Taiex, a 9.931,59 pontos, e em Hong Kong, onde o Hang Seng recuava cerca de 0,30% pouco antes do encerramento dos negócios.

Por outro lado, o japonês Nikkei terminou o pregão em alta marginal de 0,08% em Tóquio, a 20.664,64 pontos, e o sul-coreano Kospi subiu 0,28% em Seul, a 2.183,36 pontos, graças ao bom desempenho de empresas de tecnologia.

O Ministério Público e a Polícia Civil de São Paulo cumpriram, na manhã desta terça-feira, dois mandatos de prisão contra engenheiros que atestaram a segurança da barragem de Brumadinho (MG), pertencente à Vale. O pedido foi deferido pela Justiça de Minas Gerais, mas ambos os procurados moram na capital paulista. Separadamente, a Polícia Federal cumpre mandados de busca em duas empresas que prestaram serviços à Vale.

A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, anunciou lucro líquido ajustado de R$ 724,1 milhões no quarto trimestre de 2018, cifra 30,6% menor que a vista um ano antes, de R$ 1,043 bilhão. Em todo o exercício passado, o resultado da adquirente, líder do setor, foi de R$ 3,286 bilhões, baixa de 19% ante 2017, de R$ 4,056 bilhões.

É a primeira vez que a Cielo reporta queda em seu lucro anual desde que abriu capital na bolsa, em junho de 2009, quando emplacou uma das ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) mais rentáveis daquele ano. Em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, a companhia afirma que o ano de 2018 foi "repleto de desafios e com mudanças relevantes dentro e fora" da organização. Desde novembro último, a companhia está sob novo comando, a partir da chegada do ex-Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, que ocupou a vaga deixada por Eduardo Gouveia.

Após passar por uma cirurgia de sete horas para retirada da bolsa de colostomia, na segunda-feira, 28, o presidente Jair Bolsonaro continua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Albert Einstein. No local, ele recebe desde ontem familiares e assessores. Pelas condições humanizadas da estrutura, Bolsonaro deve ficar na UTI até o fim da internação, segundo sua assessoria.

A indicação médica é que Bolsonaro permaneça em repouso maior até esta quarta, 30, quando está prevista a vinda de outros ministros para a capital paulista. Por enquanto, o único que acompanha o presidente no hospital é o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno.

Um boletim médico com atualizações sobre o quadro de saúde de Bolsonaro deve ser divulgado no fim da manhã. Até a noite de ontem, ele estava consciente e sem dor. Não há informação que altere a situação até o momento, de acordo com a assessoria de imprensa do Planalto. O porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, deve conceder uma entrevista coletiva no fim da tarde. 

O gráfico diário do IBOV sinaliza topo, apontando correção para o curto prazo.

Como o fato foi materializado com base em um cisne negro, torna a leitura mais complexa e desafiadora.

Assim sendo, a sessão de hoje será uma espécie de "prova do nove" ou então "o dia depois de amanhã".

Ainda entendo 96.395 como o ponto-chave.





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Vale abre a -20%


Bom dia, investidor!


Que Deus dê forças aos familiares, coragem ao que trabalham nas buscas e sabedoria aos responsáveis (Brumadinho).


VALE abriu a 45.00. Agora às 10:41 com -17% = clique para ampliar.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, após mais sinais de fraqueza na China e à espera de uma nova rodada de negociações comerciais entre americanos e chineses.

Dados oficiais publicados no fim da noite de ontem mostraram que o lucro do setor industrial chinês sofreu queda anual pelo segundo mês consecutivo em dezembro, de 1,9%, em mais um indício de desaceleração da segunda maior economia do mundo. Na semana passada, a China revelou que seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 6,6% em 2018, o ritmo mais fraco desde 1990.

O arrefecimento da economia chinesa é parcialmente atribuído às divergências comerciais entre Pequim e Washington. Na quarta e quinta-feira (30 e 31), uma delegação liderada pelo vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, estará nos Estados Unidos para retomar discussões comerciais com os americanos.

Na semana passada, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, comentou que Washington estava ainda muito distante de fechar um acordo comercial com os chineses.

Principal índice acionário chinês, o índice Xangai Composto encerrou o pregão de hoje com queda de 0,18%, a 2.596,98 pontos, revertendo ganhos de mais de 1% do começo dos negócios. O menos abrangente Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups com menor de valor de mercado, recuou 0,38%, a 1.314,99 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,60% em Tóquio, a 20.649,00 pontos, pressionado também pela força do iene ante o dólar durante a madrugada, enquanto o Taiex perdeu 0,44% em Taiwan, a 10.013,33 pontos, e o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,02% em Seul, a 2.177,30 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng mostrava ligeira baixa de 0,05% antes do fechamento.

Em fato relevante divulgado na madrugada deste domingo, a Vale informou que foi intimada das decisões da Justiça de Minas Gerais que decretaram indisponibilidade e bloqueio de recursos no total de R$ 11 bilhões após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). As liminares concedidas por juízes de plantão das comarcas de Belo Horizonte e Brumadinho também determinaram que a mineradora adote as "medidas necessárias para garantir a estabilidade da barragem VI do Complexo Mina do Córrego do Feijão, se responsabilize pelo acolhimento e integral assistência às pessoas atingidas, dentre outras obrigações".

No documento, a Vale também diz ter sido intimada da imposição de sanções administrativas pelo Ibama, no valor de R$ 250 milhões, e pelo Estado de Minas Gerais, no valor de R$ 99,139 milhões.

Impactos do rompimento da barragem VI e ações emergenciais 
Em outro fato relevante, a mineradora informa que, até às 18 horas de 27 de janeiro, 361 pessoas haviam sido localizadas, 305 pessoas permaneciam sem contato e 16 vítimas fatais haviam sido atestadas pelo Instituto Médico Legal (IML).

"A Vale continua com foco total nos esforços de socorro e apoio aos atingidos. O resgate e os atendimentos às vítimas no local continuam sendo realizados pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Equipes da Vale trabalham, ininterruptamente, junto com o Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, no apoio ao resgate das vítimas. A empresa colocou à disposição 15 torres de iluminação, retroescavadeiras, 40 ambulâncias, 800 leitos, um helicóptero para o apoio ao resgate e 1 milhão de litros de água potável, 1,6 mil litros de água mineral para a comunidade, além de atendimento em hospitais privados e mobilização de psicólogos", afirma.

Em relação ao deslocamento dos rejeitos, a empresa diz que, devido ao fato de a barragem estar inativa, os rejeitos se encontravam relativamente secos e, por isso, o deslocamento foi limitado. "O que está se deslocando na calha do rio é a água com nível de turbidez e cor alterados. Até o momento, 16:24 h do dia 27/01/19 a água atingiu o Km 63 a partir do ponto de rompimento da barragem. Entretanto, cabe ressaltar que os rejeitos ainda não estão estáveis, podendo haver movimentações com mais intensidade dependendo das condições climáticas, sobretudo eventuais chuvas sobre a região afetada". 

Os contratos futuros de minério de ferro da China saltaram na madrugada desta segunda-feira, após o rompimento de uma barragem de rejeitos da Vale em Brumadinho (MG), na última sexta (25). O incidente gerou preocupações sobre a oferta, uma vez que inspeções de segurança em outras operações da Vale podem afetar a produção da mineradora de forma mais ampla.

Por volta da 1h (de Brasília), o futuro de minério de ferro para entrega em julho negociado na Bolsa de Dalian subia 4%, atingindo o maior nível em seis meses. No mesmo horário, o futuro de vergalhão de aço da Bolsa de Xangai tinha alta de apenas 0,2%. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,43% na terceira quadrissemana de janeiro, acelerando em relação à alta de 0,24% observada na segunda quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na terceira leitura de janeiro, cinco dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com mais força, migraram para inflação ou reduziram deflação. Foi o caso de Habitação (de -0,29% na segunda quadrissemana para -0,12% na terceira quadrissemana), Alimentação (de 1,16% para 1,35%), Transportes (de -0,02% para 0,61%), Vestuário (de 0,01% para 0,03%) e Educação (de 1,35% para 2,10%).

Por outro lado, caiu de forma mais acentuada o segmento de Despesas Pessoais (de -0,01% para -0,17%) e avançou de maneira mais contida o item Saúde (de 0,09% para 0,07%).

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 2,53% para 2,50%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,55%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB, de 2,60% para 2,50%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

No dia 17, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 0,29% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. Em relação a novembro de 2017, o indicador avançou 1,86%, na série sem ajuste. No acumulado de janeiro a novembro de 2018, o IBC-Br avançou 1,38%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. Há um mês, estava em 3,17%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,30% para 56,00%. Há um mês, estava em 56,40%. Para 2020, a expectativa seguiu em 58,16%, ante 58,60% de um mês atrás. 

A cirurgia do presidente Jair Bolsonaro para retirada da bolsa de colostomia começou por volta das 6h30 desta segunda-feira, 28, informou a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto. O procedimento está sendo realizado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde Bolsonaro foi internado na manhã de domingo, 27.

A previsão inicial era que a cirurgia durasse de três a quatro horas. Um boletim médico deve ser divulgado após a intervenção cirúrgica. O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, deve fazer uma comunicação à imprensa por volta das 12 horas. 

A sessão dessa segunda-feira deverá corretiva para o IBOV do início ao final do pregão, sendo a magnitude do candle formado hoje essencial para uma sinalização de curto prazo.

Temos um mercado esticado, distante da média móvel de 21 períodos e um ponto-chave no diário: 96.395.

Um fechamento abaixo desse patamar, com a perda da média móvel de 5 períodos como consequência, uma vez que essa está colada no mesmo, apontaria para algo entre 93.300 e 93.400 como possível alvo do movimento.

Veremos...



Que Deus dê forças aos familiares, coragem ao que trabalham nas buscas e sabedoria aos responsáveis (Brumadinho).




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Vento em popa


Bom dia, investidor!

Mundo verde apesar das incertezas sobre a desaceleração global; aberta a temporada de balanços; dados da economia global, da Alemanha e notícias sobre a Reforma da Previdência >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, apesar de incertezas em torno da perspectiva da economia global e das discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,41%, a 2.591,69 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,46%, a 1.322,30 pontos.

Apesar do viés positivo, o sentimento na Ásia permaneceu frágil após relatos de que os EUA teriam cancelado uma reunião preparatória sobre comércio com autoridades chinesas esta semana. Os relatos já haviam sido negados na terça-feira (22) pelo diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, e voltaram a ser desmentidos hoje pelo Ministério de Comércio da China.

Como já havia sido anunciado, o ministério chinês também confirmou que o vice-primeiro-ministro do país, Liu He, visitará Washington nos próximos dias 30 e 31 para retomar as negociações comerciais. O ministério disse ainda que ambos os lados têm mantido "contato próximo".

Investidores também se mostram incomodados com sinais de desaceleração da economia global. Nos últimos dias, a China anunciou que seu Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em 2018 no ritmo mais fraco desde 1990 e o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua projeções para a expansão da economia mundial neste e no próximo ano.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, subiu de 51,6 em dezembro a 52,1 em janeiro, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O avanço acima da marca de 50 indica expansão de atividade em ritmo mais forte.

Apenas o PMI de serviços alemão aumentou de 51,8 em dezembro a 53,1 em janeiro. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam alta menor do indicador, a 52,1.

Já no setor industrial da Alemanha, o PMI diminuiu de 51,5 em dezembro a 49,9 em janeiro, com o resultado abaixo da barreira de 50 mostrando contração na manufatura. A projeção do mercado era de que o PMI industrial ficaria estável. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou à agência de notícias Reuters, em entrevista concedida durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, que a reforma da Previdência que o governo vai enviar ao Congresso pode economizar dos cofres públicos até R$ 1,3 trilhão.

"Nós estamos estudando os números e eles variam de R$ 700 a 800 bilhões a R$ 1,3 trilhão, então esta é uma reforma significante e que nos dará um importante ajuste fiscal estrutural", afirmou o ministro.

A realização da reforma, segundo Guedes, dará ao Brasil um "poderoso efeito fiscal" com duração por "15, 20, 30 anos". "Ou é isso, ou vamos nos tornar a Grécia", disse. 

O gráfico diário do IBOV traz consigo apenas cinco candles vermelhos (tímidos) nas últimas dezoito sessões.

A compra varreu os ursos após o sinal desenhado no pregão de segunda-feira, quando tivemos um fechamento abaixo da média móvel de 5 períodos.

A leitura daqui em diante é simples: para manter o viés comprador e seguir escalando, marcando máximas históricas, o benchmark terá de sustentar-se acima de 96.395.

Caso exista a perda desse patamar, inclusive na sessão de hoje, poderá chamar a realização de lucros no curtíssimo prazo, com os investidores interpretando um possível rompimento falso de 96.395.

Boas-vindas à temporada de balanços.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Força compradora ainda dominante


Bom dia, investidor!

IBOV perde suporte, deixa longa sombra, mas tendência ainda é compradora >>> LEIA MAIS >>>

IBOV agora às 10h30

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a dúvidas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e relatos de que Pequim planeja ampliar estímulos fiscais este ano.

Ontem, o jornal britânico Financial Times noticiou que o governo americano havia rejeitado uma oferta de que duas autoridades chinesas viajassem aos EUA esta semana para conversas preparatórias sobre comércio. A decisão teria sido tomada pela falta de progresso em questões importantes, como a propriedade intelectual, e potenciais reformas "estruturais" na economia chinesa, o que indica dificuldade das duas partes para tentar chegar a um acordo até 1º de março.

Posteriormente, porém, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, negou as informações e disse que não havia nenhuma outra reunião planejada além da visita do vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, na próxima semana.

Por outro lado, segundo relatos, a China prometeu hoje ampliar gastos fiscais este ano, focando no corte de impostos para pequenas empresas, de forma a impulsionar sua economia, que no ano passado cresceu no ritmo mais fraco desde 1990. Em 2018, os gastos fiscais do governo chinês avançaram 8,7%, a 22,09 trilhões de yuans (US$ 3,26 trilhões), enquanto a receita cresceu 6,2%, a 18,34 trilhões de yuans, de acordo com dados do Ministério de Finanças chinês.

Os mercados chineses ficaram perto da estabilidade hoje, mas com viés levemente positivo. O Xangai Composto teve alta marginal de 0,05%, a 2.581,00 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,13%, a 1.316,28 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei teve ligeira baixa de 0,14%, a 20.593,72 pontos. Como era amplamente esperado, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu hoje manter sua política monetária inalterada, mas reduziu suas projeções de inflação para este e os próximos anos, diante da fraqueza recente dos preços ao consumidor no país.

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, crê que os grandes investidores estrangeiros estão cautelosos com o Brasil. "O local já está investindo, comprando a probabilidade de a reforma ser aprovada e de a economia deslanchar. O internacional ainda está numa atitude de esperar para ver o que acontece", afirmou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Ainda assim, disse que há interesse, o que notou no almoço promovido pelo banco, desde 2014, que estava "bem mais cheio", e por sua agenda, que diz estar muito cheia, pois o "País chamará a atenção porque tem um presidente e uma equipe econômica novos e maiores possibilidades de crescimento nos próximos anos."

Questionado sobre sua visão do início do governo Bolsonaro, disse estar bem impressionado do ponto de vista econômico. "A grande pergunta é se o governo tem habilidade política para as negociações necessárias." Na questão da Previdência, afirmou que o discurso da equipe econômica é consistente, mas que é preciso, no mínimo, que a reforma gere 1% do PIB de economia, "o que a proposta de Temer geraria".

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) acelerou 0,06 ponto porcentual na terceira quadrissemana de janeiro, atingindo 0,58%, após marcar 0,52% de alta na primeira medição do mês, revelou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. O grupo Educação, Leitura e Recreação ofereceu a principal contribuição ao movimento, com a taxa acelerando de 1,73% para 2,28%, sustentado principalmente pelo item 'cursos formais' (de 2,80% para 4,23%). Da mesma maneira que ocorreu na segunda quadrissemana, o movimento é sazonal e reflete os reajustes nas mensalidades de escolas e universidades após a virada do ano.

Ainda houve acréscimo nos grupos Transportes (de -0,19% para -0,05%), Habitação (de 0,35% para 0,42%), Comunicação (de 0,06% para 0,27%) e Despesas Diversas (de 0,19% para 0,27%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de ônibus urbano (de 0,73% para 1,41%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,59% para -0,25%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,35% para 0,68%) e cartório (de 1,34% para 1,89%).

Na contramão, houve desaceleração nas taxas de variação dos grupos Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,55% para 0,41%), Alimentação (de 0,98% para 0,94%) e Vestuário (de 0,11% para 0,03%), com destaque para os itens artigos de higiene e cuidado pessoal (de 1,26% para 0,62%), hortaliças e legumes (de 6,40% para 4,51%) e roupas (de 0,38% para 0,08%). 

A Petrobras informou há pouco que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) proferiu, ontem, por maioria, decisão desfavorável em relação a processo administrativo fiscal que aborda a cobrança do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O processo é referente ao exercício de 2012 e se refere ao lucro auferido por empresas controladas e coligadas no exterior, no valor aproximado de R$ 1,7 bilhão.

"A Petrobras aguarda a intimação da decisão e recorrerá à Câmara Superior do Carf", afirmou a petroleira, em comunicado ao mercado. A companhia entende que o julgamento não altera a classificação de expectativa de perda possível.

Segundo a empresa, as informações referentes a este processo estão apresentadas nas demonstrações financeiras (ITR) do terceiro trimestre de 2018, por meio de nota explicativa 28.3, em Processos judiciais não provisionados - processos de natureza fiscal. 

O petróleo opera em alta na manhã desta quarta-feira, sugerindo uma recuperação da queda registrada ontem.

Às 9h58 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para março subia 0,80% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 61,98, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,70% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 53,38.

O gráfico diário do IBOV traz algo novo: o fechamento levemente abaixo da média móvel de 5 períodos, o que não ocorria desde o início da escalada de preços (26/12).

Temos também o candle vermelho com corpo mais longo desenhado ontem.

Fato é que a força compradora ainda é dominante, tanto que hoje temos forte reação, uma vez que o cenário externo está mais ameno.

A queda de braços hoje será ferrenha, com o fechamento dizendo quem ganhou a disputa.






Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

IBOV deixa longa sombra e resiste


Bom dia, investidor!

IBOV testou suporte na MM5 e resistiu bem >>> LEIA MAIS >>>

 As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, à medida que preocupações sobre a perspectiva econômica global voltaram a prejudicar o apetite por risco.

Ontem, o Fundo Monetário Internacional (FMI) mais uma vez cortou sua projeção para o crescimento da economia global este ano, de 3,7% para 3,5%. O Fundo também ajustou sua previsão para 2020, de 3,7% para 3,6%.

O anúncio do FMI veio horas depois de a China, a segunda maior economia do mundo, revelar que cresceu 6,6% em 2018, mostrando seu pior desempenho desde 1990.

Os mercados chineses lideraram as perdas na Ásia hoje. O Xangai Composto recuou 1,18%, a 2.579,70 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda semelhante, de 1,17%, a 1.314,58 pontos.

Já em Tóquio, o japonês Nikkei caiu 0,47%, a 20.622,91 pontos, influenciado também pela valorização do iene frente ao dólar durante a madrugada.

Nesta quarta-feira, por volta da 1h de Brasília, o Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês) anuncia sua decisão de política monetária. Segundo analistas, o BC japonês vai manter sua política inalterada, mas deverá cortar sua projeção de inflação para o ano fiscal de 2019.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi registrou baixa de 0,32% em Seul hoje, a 2.117,77 pontos, e o Hang Seng caía em torno de 0,90% pouco antes do encerramento do pregão em Hong Kong. Em Taiwan, por outro lado, o Taiex se recuperou na última hora de negócios, garantindo alta marginal de 0,05%, a 9.894,66 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -17,5 em dezembro para -15 em janeiro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam queda do indicador, a -19.

Por outro lado, o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 45,3 em dezembro para 27,6 em janeiro. Neste caso, a projeção era de redução bem menor, a 44.

Petrobras não fez alteração do preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para amanhã, dia 23, em R$ 1,5491. Além disso, a estatal manteve o preço do diesel, em R$ 1,9778, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em dezembro, a Petrobrás anunciou um mecanismo de proteção complementar em que ela pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, 'conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral'. Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite a empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

O petróleo opera em forte baixa na manhã desta terça-feira, com operadores realizando lucros em meio a preocupações renovadas com a saúde da economia global e depois de a commodity acumular ganhos significativos desde o começo do ano.

Os últimos sinais de enfraquecimento da economia global colocam em dúvida a demanda futura pelo petróleo.

O petróleo já subiu mais 20% desde que atingiu mínimas em mais de um ano durante a última semana de 2018, atingindo o maior nível em oito semanas na sexta-feira (18). Ontem, a commodity ficou perto da estabilidade num dia de liquidez reduzida por um feriado nos Estados Unidos.

Às 9h59 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para março caía 1,94% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 61,52, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 1,89% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 53,02. 

IBOV com longa sombra ontem e hoje até 10h30 = clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um novo teste da média móvel de 5 períodos como suporte, sendo que a mesma foi novamente respeitada.

A perda da média supra citada, em fechamento, traria um algo novo e mostraria alguma pressão vendedora.

Naturalmente, se levar junto a mínima da sessão anterior, intensificaria essa leitura.

Caso contrário, as correções serão intradiárias e curtas, como visto recentemente.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Vencimento de opções


Bom dia, investidor!

Hoje é dia de vencimento de opções de papel, o que deve trazer novas movimentações para o IBOV = em tendência francamente compradora >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta moderada nesta segunda-feira, após a divulgação uma série de indicadores econômicos da China que atenderam ou superaram as expectativas, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB).

No quarto trimestre, o PIB chinês teve expansão anual de 6,4%, menor que o ganho de 6,5% observado no trimestre anterior, mas em linha com a projeção de analistas. Em todo o ano de 2018, a economia da China cresceu 6,6%, menos do que em 2017 (6,8%), mas satisfazendo a meta de Pequim (em torno de 6,5%).

Já os números chineses de produção industrial e de vendas no varejo de dezembro vieram acima do esperado, com ganhos anuais de 5,7% e 8,2%, respectivamente.

Os mercados da China continental lideraram a valorização na Ásia hoje, embora tenham perdido um pouco do ímpeto nos negócios da tarde. O Xangai Composto subiu 0,56%, a 2.610,51 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,61%, a 1.330,17 pontos.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve alta de 0,26% em Tóquio, a 20.719,33 pontos, o Taiex subiu 0,54% em Taiwan, a 9.889,40 pontos, e o sul-coreano Kospi exibiu ganho apenas marginal em Kospi, de 0,02%, a 2.124,61 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançava 0,30% pouco antes do encerramento do pregão.

Ainda que não tenham surpreendido negativamente, os dados do PIB da China mostraram como a segunda maior economia do mundo está em processo de desaceleração, em especial num momento em que tenta superar divergências comerciais com os Estados Unidos, reforçando a necessidade de que Pequim continue adotando medidas de estímulos.

No sábado (19), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington tem avançado nas negociações comerciais com a China, mas negou que estivesse considerando suspender tarifas sobre produtos chineses, como chegou a ser negociado na semana passada.

Além disso, investidores na Ásia e em outras partes do mundo estão atentos aos desdobramentos do "Brexit", como é conhecido o processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia. A primeira-ministra britânica, Theresa May, apresenta hoje no Parlamento um "plano B" para o Brexit. Há quase uma semana, May teve sua proposta original de Brexit - fechada com líderes da UE - rejeitada pela grande maioria dos parlamentares.

Na esteira da divulgação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), na última quinta-feira, a expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 2,57% para 2,53%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento também era de 2,53%. Para 2020, o mercado aumentou a previsão de alta do PIB, de 2,50% para 2,60%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

Na quinta-feira (17), o BC informou que o IBC-Br de novembro subiu 0,29% ante outubro, na série com ajuste sazonal. Em relação a novembro de 2017, o indicador avançou 1,86%, na série sem ajuste. No acumulado de janeiro a novembro de 2018, o IBC-Br avançou 1,38%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. Há um mês, estava em 3,30%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,80% para 56,30%. Há um mês, estava em 56,40%. Para 2020, a expectativa passou de 58,65% para 58,16%, ante 58,60% de um mês atrás. 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado francamente comprador, operando com bom volume.

O mercado futuro opera em queda de -0,31% enquanto escrevo, projetando uma provável abertura negativa, movimento corretivo e natural após as escaladas recentes.

O vencimento de opções poderá trazer alguma novidade nas movimentações.

O sinal de hoje (candle) será muito importante.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mercado forte operando nas alturas




Bom dia, investidor!

Na imagem, o IBOV durnte os 4 últimos governos >>> LEIA MAIS >>>

IBOV em máxima histórica = clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta sexta-feira, reagindo a relatos de que os Estados Unidos estariam considerando a possibilidade de aliviar tarifas sobre a China, de modo a garantir que as negociações entre as duas maiores economias do mundo avancem.

O Wall Street Journal noticiou ontem que o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, propôs suspender algumas ou todas as tarifas adicionais impostas a importações chinesas no ano passado, numa tentativa de persuadir Pequim a fazer concessões maiores no diálogo comercial com Washington. Segundo o WSJ, porém, o representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, teria resistido à ideia por temer que ela fosse vista como sinal de fraqueza.

A notícia, de qualquer forma, foi suficiente para estimular o apetite por risco na Ásia.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,42% hoje, a 2.596,01 pontos, impulsionado por ações dos setores financeiro e imobiliário, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,99%, a 1.322,14 pontos.

Já o Nikkei registrou alta de 1,29% em Tóquio, a 20.666,07 pontos, também favorecido pelo enfraquecimento do iene em relação ao dólar diante do otimismo com as discussões comerciais entre EUA e China. Na próxima quarta-feira (23), o Banco do Japão anuncia decisão de política monetária.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu sua produção substancialmente em dezembro, mesmo num momento em que seu principal aliado fora do cartel, a Rússia, impulsionou sua produção a níveis inéditos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

Em relatório mensal divulgado nesta sexta-feira, a AIE estimou que a produção da Opep sofreu diminuição de 590 mil barris por dia (bpd) no mês passado, a 32,39 milhões de bpd, o menor patamar desde julho do ano passado. A queda se deve principalmente ao resultado da Arábia Saudita, cuja oferta recuou 420 mil bpd em dezembro, a 10,64 milhões de bpd. Houve cortes na produção também da Líbia e do Irã, cuja indústria petrolífera está sob os efeitos de sanções dos Estados Unidos.

A AIE, entidade com sede em Paris que presta consultoria a governos e empresas sobre tendências do setor de energia, disse que a queda na produção da Opep contribuiu para um declínio na oferta de petróleo global de 950 mil bpd em dezembro, a 100,6 milhões de bpd. O número, contudo, é 2,8 milhões de bpd maior do que de um ano antes, ressaltou a agência.

Em seu próprio relatório mensal, publicado ontem, a Opep estimou que sua produção caiu 751 mil bpd no mês passado.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) publicou hoje uma lista dos seus 50 maiores tomadores de recursos. Petrobras, Embraer, Norte Energia, Vale, Construtora Norberto Odebrecht, Tim, Telefônica, Oi e até o Estado de São Paulo estão entre os dez maiores. Segundo banco de fomento, é a primeira vez que esses dados são disponibilizados ao público neste formato.

A ferramenta permite ao usuário ver cada operação efetuada com os 50 maiores tomadores de recursos dos últimos 15 anos (2004 a 2018), além de disponibilizar recortes trienais. A nova página da plataforma de transparência também permitirá saber se os recursos emprestados pelo BNDES para os maiores clientes foram por meio de empréstimos ou de investimento em renda variável, por compra de ações negociáveis ou por outras formas do BNDES entrar na estrutura societária da empresa.

No período de 2004 a 2018, por exemplo, Petrobras aparece como a principal tomadora de recursos com R$ 62,429 bilhões, o equivalente a 4,05% de todos os recursos tomados no banco. Embraer aparece em segundo lugar, com R$ 49,37 bilhões ou 3,20% do total, seguida por Norte Energia (R$ 25,388 bilhões) e Vale (R$ 22,489 bilhões).

O presidente Jair Bolsonaro fará ofensiva no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na próxima semana, para legitimar um governo de transição na Venezuela. A estratégia do Brasil de liderar abertamente o movimento internacional pela queda do presidente Nicolás Maduro foi discutida por Bolsonaro e pelo chanceler, Ernesto Araújo, em reuniões no Palácio do Planalto e no Itamaraty, com opositores venezuelanos e representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Bolsonaro, porém, rejeitou pedidos de sanções econômicas, intervenção militar e instalação de um governo paralelo no território nacional.

Em nota divulgada à noite, o Itamaraty indicou que deve apoiar um governo interino do opositor Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. “A reunião teve por objetivo analisar a situação da Venezuela decorrente da ilegitimidade do exercício da presidência por Nicolás Maduro e da manifestação do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, de sua disposição para assumir a presidência da Venezuela interinamente, seguindo a Constituição venezuelana”, ressaltou o comunicado.

No encontro, Bolsonaro aproveitou para atacar os antecessores. “Tudo nós faremos para que a democracia seja restabelecida, que vocês possam viver em liberdade”, afirmou. “Nós nos sentimos de uma maneira bastante constrangida”, ressaltou. “Sabemos como esse desgoverno chegou ao poder, inclusive com a ajuda de presidentes que o Brasil já teve, como Lula e Dilma, e isso nos torna responsáveis pela situação de vocês em parte.”

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado forte, resiliente e operando nas alturas, refletindo otimismo externo em alguns momentos e em outros expectativa pelas reformas internas, em especial da Previdência nesse momento.

A média móvel de 21 períodos subiu e já protege o topo anterior em 91.240.

Enquanto acima de 94.695, máxima do enforcado anulado com a puxada de ontem, a compra será dominante.

Caso exista a perda desse patamar, acenderia a luz laranja.

Para esboçar uma correção mais aguda (luz vermelha), o mercado teria de perder a média móvel de 5 períodos como suporte, o que não ocorre desde o início da pernada de alta recente, iniciada em 28/12.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

IBOV, de lado, aguarda correção


Bom dia, investidor!

IBOV prossegue com correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, em meio a preocupações renovadas com a perspectiva econômica da China e incertezas sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia.

Nos mercados chineses, as perdas foram lideradas por empresas de menor valor de mercado do índice Shenzhen Composto, que caiu 0,94% hoje, a 1.309,14 pontos. O mais abrangente Shanghai Composto recuou 0,42%, a 2.559,64 pontos.

Gerou cautela na China notícia de que um grupo bipartidário de congressistas nos EUA apresentou projetos de lei para impedir a venda de chips e de outros componentes americanos para a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies e outras companhias chinesas do setor que violem sanções ou leis de controle de exportações dos EUA.

Antes disso, o Wall Street Journal relatou que promotores federais nos EUA estão investigando a Huawei por suposto roubo de segredos comerciais de empresas americanas.

Os acontecimentos envolvendo a Huawei vêm num momento em que EUA e China tentam superar suas divergências comerciais. Hoje, o Ministério de Comércio chinês confirmou que o vice-primeiro-ministro do país, Liu He, irá visitar Washington nos próximos dias 30 e 31 para uma nova rodada de discussões comerciais com os EUA, como havia sido revelado por fontes com conhecimento do assunto na semana passada.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,20% em Tóquio, a 20.402,27 pontos, e o Hang Seng perdeu 0,54% em Hong Kong, a 26.755,63 pontos, mas o Taiex subiu 0,26% em Taiwan, a 9.879,15 pontos, e o sul-coreano Kospi teve alta marginal de 0,05%, a 2.107,06 pontos.

Também continua no radar dos investidores a questão do Brexit. Ontem, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sobreviveu a uma moção de desconfiança no Parlamento, um dia depois de os legisladores britânicos rejeitarem por ampla maioria o acordo de Brexit que a premiê havia negociado com outros líderes da UE. May tem agora até segunda-feira (21) para apresentar um "plano B" para o Brexit.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acelerou em quatro das sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de janeiro na comparação com a leitura anterior. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na segunda medição deste mês, o IPC-S sofreu alta de 0,52%, após expansão de 0,44% na primeira quadrissemana de janeiro.

Conforme a FGV, os acréscimos registrados nas taxas do IPC-S em relação ao encerramento de novembro foram os seguintes: Salvador (de 0,55% para 0,61%); Brasília (de 0,35% para 0,40%); Belo Horizonte (de 0,51% para 0,70%) e São Paulo (de 0,28% para 0,55%). Os decréscimos foram verificados em Recife (de 0,38% para 0,29%) e Rio de Janeiro (de 0,73% para 0,71%). Em Porto Alegre, a taxa ficou estável em 0,30%.

A agenda de balanços internacionais desta quinta-feira traz como destaque a divulgação dos resultados da Netflix, do Morgan Stanley e da American Express. Na Europa, o Casino divulga seu relatório de vendas referente ao quarto trimestre.

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou alta de 0,49% no acumulado do trimestre até novembro de 2018, na comparação com o trimestre anterior (junho a agosto), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 1,87% no trimestre até novembro de 2018 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

IBOV abriu estável e fez mínima às 11h00 = clique para ampliar


O gráfico diário do IBOV mostra uma típica correção no tempo, com a média móvel de 21 períodos subindo lentamente ao longo dos dias, uma vez que a oscilação é positiva, apesar de leve.

O enforcado desenhado no pregão do dia 15/01 continua válido, sendo que a perda da sua mínima traria o famoso "algo novo", se ocorrer.

Ademais a média móvel de 5 períodos é uma variável a ser acompanhada a mercado, pois desde a formação de fundo no final do ano ela tem dado sustentação aos preços.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Plano do Brexit é rejeitado



Bom dia, investidor!

Na Inglaterra o governo sofre derrota n oplano do Brexit; aqui IBOV tem sua primeira correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a incertezas sobre o chamado "Brexit", como é conhecido o processo para que o Reino Unido deixe a União Europeia.

Ontem, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sofreu uma derrota mais grave do que se previa no Parlamento britânico, que rejeitou por ampla maioria o plano de Brexit que ela havia negociado com autoridades da UE.

Como resultado, cresceu a especulação de que a data final de 29 de março para a implementação do Brexit poderá ser adiada, de forma a evitar uma "ruptura desorganizada" - ou seja, sem acordo - do Reino Unido com a UE.

Além disso, o governo conservador de May vai enfrentar na tarde desta quarta a votação de uma moção de desconfiança convocada pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn.

Na China, os mercados ficaram praticamente estáveis hoje, após reagirem em alta no pregão anterior a novas promessas de medidas de estímulo econômico por parte do governo chinês. O índice Xangai Composto teve alta marginal de 0,01%, a 2.570,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou ligeira queda de 0,12%, a 1.321,52 pontos.

Os indicadores econômicos mais recentes reforçaram temores sobre o ritmo da desaceleração da China, num momento em que o gigante asiático tenta superar divergências comerciais com os Estados Unidos. A balança comercial chinesa, por exemplo, mostrou que exportações e importações sofreram quedas inesperadas em dezembro.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,55% em Tóquio, a 20.442,75 pontos, e o Taiex recuou 0,43% em Taiwan, a 9.763,81 pontos, mas o sul-coreano Kospi subiu 0,43% em Seul, a 2.106,10 pontos, numa recuperação que veio nos negócios da tarde e renovando máxima em seis semanas. Em Hong Kong, o Hang Seng se mantinha perto da estabilidade pouco antes do encerramento da sessão.

A equipe econômica pretende fechar o rascunho da reforma da Previdência até o próximo domingo (20) para apresentar ao presidente Jair Bolsonaro, disse ontem à noite o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com técnicos da área econômica para alinhar alguns pontos e fazer a "sintonia fina" da proposta. Agora, segundo Onyx, "os técnicos precisam calcular".

A ideia é fechar uma minuta antes da viagem de Bolsonaro e Guedes para o Fórum Econômico Mundial, em Davos. "A ideia é que o presidente use a viagem para ler (o rascunho) e se aprofundar", explicou Onyx. Na volta, a expectativa é que Bolsonaro dê o sinal verde para a apresentação da proposta na Câmara dos Deputados. 

O Ministério da Economia fixou em R$ 5,8 mil o teto de pagamento das aposentadorias e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valores acima do salário mínimo. O reajuste será de 3,43%, que consiste na inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE. A confirmação do valor consta de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A correção tem efeito a partir de 1º de janeiro deste ano e permitirá que o teto do INSS passe de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45. Pelos parâmetros previstos no Orçamento de 2019, o teto do INSS seria R$ 43,47 maior, chegando a R$ 5.882,92 neste ano. No entanto, com uma inflação mais baixa, o reajuste para quem recebe benefício do INSS acima do mínimo será menor que o aumento do salário mínimo neste ano. O presidente Jair Bolsonaro, logo após a sua posse, assinou decreto que aumentou o mínimo em 4,61%, de R$ 954 para R$ 998. Além da inflação do ano passado, o cálculo do mínimo também incorporou o crescimento da economia há dois anos (alta de 1% em 2017).

Um reajuste menor para os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo foi o padrão por 19 anos seguidos até 2016. Somente em 2017 e 2018, a correção do salário mínimo foi inferior - em função da recessão nos anos anteriores (2015 e 2016), que não resultou em ganho real para o piso salarial.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) recuou 0,26% em janeiro, após a queda de 1,23% registrada em dezembro do ano passado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado de janeiro veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam desde uma queda de 0,50% a um avanço de 0,07%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de janeiro, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram redução de 0,59% no mês, ante uma diminuição de 1,83% em dezembro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,45% em janeiro, após a queda de 0,09% em dezembro. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,29% em janeiro, depois de um avanço de 0,12% em dezembro.

O IGP-10 acumulou um recuo de 0,26% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 6,80%.

O período de coleta de preços para o indicador de janeiro foi do dia 11 de dezembro a 10 deste mês. O IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 31 do mês passado, caiu 0,45%. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma formação que sugere correção, sendo ela um homem enforcado. Clique para ampliar.

Caso tenhamos a perda da mínima do padrão, no caso 93.400, poderá haver uma correção, possivelmente até 91.240.

Quando estamos nas máximas e no auge do otimismo é difícil acreditar que um movimento contrário possa ser materializado, mas temos de ficar atentos, especialmente quando o mercado opera longe da média móvel de 21 períodos.

Como escrito ontem, a média móvel de 5 períodos seria o "pulo do gato" no momento, pois desde o início da escalada recente, o mercado não a perdeu como suporte.

Se ocorrer, será o famoso "algo novo".





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Franca tendência de alta


Bom dia, investidor!

IBOV em franca tendência de alta, renovando máximas históricas e acima das MMs >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta terça-feira, recuperando-se de perdas do pregão anterior, à medida que o governo da China reiterou que irá ampliar esforços para estimular sua economia após divulgar números de comércio externo bem mais fracos do que o esperado.

Os mercados chineses se destacaram na região. O índice Xangai Composto subiu 1,36%, a 2.570,34 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,49%, a 1.323,16 pontos.

Autoridades econômicas da China prometeram hoje que vão reduzir impostos, intensificar gastos em infraestrutura e melhorar condições de crédito para pequenas empresas, como parte de uma estratégia para combater a maior desaceleração econômica do país desde a crise financeira de 2008.

O anúncio de Pequim veio um dia depois de dados oficiais mostrarem inesperadas quedas nas exportações e importações chinesas em dezembro, num momento em que o gigante asiático tenta superar divergências comerciais com os Estados Unidos.

Queixas sobre desequilíbrios no comércio bilateral e a suposta prática da China de forçar empresas americanas a transferir tecnologia levaram os EUA a elevar tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses a até 25% durante a segunda metade do ano passado. Em retaliação, Pequim impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos no mesmo período.

Na semana passada, negociadores americanos e chineses discutiram o impasse no comércio por três dias em Pequim. A expectativa é que o diálogo seja retomado no fim do mês, desta vez em Washington. Desde o começo de dezembro, EUA e China vêm cumprindo uma trégua de três meses na troca de "agressões" tarifárias.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,96%, a 20.555,29 pontos, depois de não operar ontem devido a um feriado nacional. O índice japonês foi impulsionado por ações de fabricantes de máquinas e eletrônicos.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 1,5% em 2018 ante o ano anterior, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. Analistas consultados pela Trading Economics previam avanço maior do PIB alemão, de 1,7%.

O resultado do ano passado mostrou que houve forte desaceleração da economia da Alemanha, cujo PIB havia expandido 2,2% tanto em 2017 quanto em 2016.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta terça-feira, apoiados pelas novos esforços do governo chinês para estimular a economia após uma série de indicadores mais fracos do que o esperado pelos investidores nas últimas semanas. Além disso, a possibilidade de sanções dos Estados Unidos contra o setor de petróleo da Venezuela também está no radar dos agentes e ajuda os preços da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em fevereiro subia 0,71%, para US$ 50,87 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para março também avançava 0,71%, para US$ 59,41.

Fontes do Wall Street Journal relataram, durante a noite de ontem, que os EUA estão avaliando a imposição de novas sanções contra a indústria militar venezuelana, na tentativa de pressionar Nicolás Maduro a realizar eleições livres no país. O governo de Donald Trump considera uma série de medidas, incluindo a redução do fluxo de petróleo do país sul-americano para os EUA, disse um funcionário da Casa Branca ao jornal, no que poderia ser o mais duro golpe para a oferta monetária do país. Nenhuma decisão final foi tomada ainda.

A equipe econômica estuda propor que o período de transição da reforma da Previdência dure 15 anos. O projeto enviado pelo então presidente Michel Temer ao Congresso, em 2016, previa um prazo de 20 anos. Inicialmente, a equipe econômica de Jair Bolsonaro trabalhava com o período de dez anos. 

Se a decisão de fato recair sobre os 15 anos, ao fim do período, a idade mínima para aposentadoria seria fixada em 62 anos para homens e 57 anos para mulheres - como disse Bolsonaro em entrevista no início do ano. Quanto menor o tempo de transição, maior será a economia de recursos. A medida geraria economia extra de R$ 120 bilhões em relação ao projeto que está na Câmara.

Os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 269,024 milhões na B3 no pregão da última quinta-feira (10). Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,21%, aos 93.805,93 pontos.

Em janeiro, a bolsa acumula saldo negativo de R$ 869,602 milhões, resultado de compras de R$ 53,511 bilhões e vendas de R$ 54,381 bilhões.

As vendas do comércio varejista subiram 2,9% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com novembro de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,4% em novembro de 2018, coincidindo com o teto do intervalo das previsões (4,40%). Nesse confronto, o piso do intervalo era redução de 0,20% e a mediana, positiva de 2,05%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,5% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 2,6%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,5% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. 

Na comparação com novembro de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 5,8% em novembro de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam desde um aumento de 0,90% a 5,90%, com mediana positiva de 4,20%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,4% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 5,5%. 


IBOV às 10h15 = clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em franca tendência de alta, renovando máximas históricas e acima da média móvel de 5 períodos desde o início da escalada, o que ocorreu na última sessão de 2018.

Assim sendo, essa média torna-se uma importante variável para o curto prazo, sendo referência para a continuidade da movimentação de compra ou correção.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br