quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

IBOV, de lado, aguarda correção


Bom dia, investidor!

IBOV prossegue com correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, em meio a preocupações renovadas com a perspectiva econômica da China e incertezas sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia.

Nos mercados chineses, as perdas foram lideradas por empresas de menor valor de mercado do índice Shenzhen Composto, que caiu 0,94% hoje, a 1.309,14 pontos. O mais abrangente Shanghai Composto recuou 0,42%, a 2.559,64 pontos.

Gerou cautela na China notícia de que um grupo bipartidário de congressistas nos EUA apresentou projetos de lei para impedir a venda de chips e de outros componentes americanos para a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies e outras companhias chinesas do setor que violem sanções ou leis de controle de exportações dos EUA.

Antes disso, o Wall Street Journal relatou que promotores federais nos EUA estão investigando a Huawei por suposto roubo de segredos comerciais de empresas americanas.

Os acontecimentos envolvendo a Huawei vêm num momento em que EUA e China tentam superar suas divergências comerciais. Hoje, o Ministério de Comércio chinês confirmou que o vice-primeiro-ministro do país, Liu He, irá visitar Washington nos próximos dias 30 e 31 para uma nova rodada de discussões comerciais com os EUA, como havia sido revelado por fontes com conhecimento do assunto na semana passada.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,20% em Tóquio, a 20.402,27 pontos, e o Hang Seng perdeu 0,54% em Hong Kong, a 26.755,63 pontos, mas o Taiex subiu 0,26% em Taiwan, a 9.879,15 pontos, e o sul-coreano Kospi teve alta marginal de 0,05%, a 2.107,06 pontos.

Também continua no radar dos investidores a questão do Brexit. Ontem, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sobreviveu a uma moção de desconfiança no Parlamento, um dia depois de os legisladores britânicos rejeitarem por ampla maioria o acordo de Brexit que a premiê havia negociado com outros líderes da UE. May tem agora até segunda-feira (21) para apresentar um "plano B" para o Brexit.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acelerou em quatro das sete capitais pesquisadas na segunda quadrissemana de janeiro na comparação com a leitura anterior. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na segunda medição deste mês, o IPC-S sofreu alta de 0,52%, após expansão de 0,44% na primeira quadrissemana de janeiro.

Conforme a FGV, os acréscimos registrados nas taxas do IPC-S em relação ao encerramento de novembro foram os seguintes: Salvador (de 0,55% para 0,61%); Brasília (de 0,35% para 0,40%); Belo Horizonte (de 0,51% para 0,70%) e São Paulo (de 0,28% para 0,55%). Os decréscimos foram verificados em Recife (de 0,38% para 0,29%) e Rio de Janeiro (de 0,73% para 0,71%). Em Porto Alegre, a taxa ficou estável em 0,30%.

A agenda de balanços internacionais desta quinta-feira traz como destaque a divulgação dos resultados da Netflix, do Morgan Stanley e da American Express. Na Europa, o Casino divulga seu relatório de vendas referente ao quarto trimestre.

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou alta de 0,49% no acumulado do trimestre até novembro de 2018, na comparação com o trimestre anterior (junho a agosto), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 1,87% no trimestre até novembro de 2018 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

IBOV abriu estável e fez mínima às 11h00 = clique para ampliar


O gráfico diário do IBOV mostra uma típica correção no tempo, com a média móvel de 21 períodos subindo lentamente ao longo dos dias, uma vez que a oscilação é positiva, apesar de leve.

O enforcado desenhado no pregão do dia 15/01 continua válido, sendo que a perda da sua mínima traria o famoso "algo novo", se ocorrer.

Ademais a média móvel de 5 períodos é uma variável a ser acompanhada a mercado, pois desde a formação de fundo no final do ano ela tem dado sustentação aos preços.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Plano do Brexit é rejeitado



Bom dia, investidor!

Na Inglaterra o governo sofre derrota n oplano do Brexit; aqui IBOV tem sua primeira correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a incertezas sobre o chamado "Brexit", como é conhecido o processo para que o Reino Unido deixe a União Europeia.

Ontem, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, sofreu uma derrota mais grave do que se previa no Parlamento britânico, que rejeitou por ampla maioria o plano de Brexit que ela havia negociado com autoridades da UE.

Como resultado, cresceu a especulação de que a data final de 29 de março para a implementação do Brexit poderá ser adiada, de forma a evitar uma "ruptura desorganizada" - ou seja, sem acordo - do Reino Unido com a UE.

Além disso, o governo conservador de May vai enfrentar na tarde desta quarta a votação de uma moção de desconfiança convocada pelo líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn.

Na China, os mercados ficaram praticamente estáveis hoje, após reagirem em alta no pregão anterior a novas promessas de medidas de estímulo econômico por parte do governo chinês. O índice Xangai Composto teve alta marginal de 0,01%, a 2.570,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou ligeira queda de 0,12%, a 1.321,52 pontos.

Os indicadores econômicos mais recentes reforçaram temores sobre o ritmo da desaceleração da China, num momento em que o gigante asiático tenta superar divergências comerciais com os Estados Unidos. A balança comercial chinesa, por exemplo, mostrou que exportações e importações sofreram quedas inesperadas em dezembro.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,55% em Tóquio, a 20.442,75 pontos, e o Taiex recuou 0,43% em Taiwan, a 9.763,81 pontos, mas o sul-coreano Kospi subiu 0,43% em Seul, a 2.106,10 pontos, numa recuperação que veio nos negócios da tarde e renovando máxima em seis semanas. Em Hong Kong, o Hang Seng se mantinha perto da estabilidade pouco antes do encerramento da sessão.

A equipe econômica pretende fechar o rascunho da reforma da Previdência até o próximo domingo (20) para apresentar ao presidente Jair Bolsonaro, disse ontem à noite o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Ele se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com técnicos da área econômica para alinhar alguns pontos e fazer a "sintonia fina" da proposta. Agora, segundo Onyx, "os técnicos precisam calcular".

A ideia é fechar uma minuta antes da viagem de Bolsonaro e Guedes para o Fórum Econômico Mundial, em Davos. "A ideia é que o presidente use a viagem para ler (o rascunho) e se aprofundar", explicou Onyx. Na volta, a expectativa é que Bolsonaro dê o sinal verde para a apresentação da proposta na Câmara dos Deputados. 

O Ministério da Economia fixou em R$ 5,8 mil o teto de pagamento das aposentadorias e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valores acima do salário mínimo. O reajuste será de 3,43%, que consiste na inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE. A confirmação do valor consta de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A correção tem efeito a partir de 1º de janeiro deste ano e permitirá que o teto do INSS passe de R$ 5.645,80 para R$ 5.839,45. Pelos parâmetros previstos no Orçamento de 2019, o teto do INSS seria R$ 43,47 maior, chegando a R$ 5.882,92 neste ano. No entanto, com uma inflação mais baixa, o reajuste para quem recebe benefício do INSS acima do mínimo será menor que o aumento do salário mínimo neste ano. O presidente Jair Bolsonaro, logo após a sua posse, assinou decreto que aumentou o mínimo em 4,61%, de R$ 954 para R$ 998. Além da inflação do ano passado, o cálculo do mínimo também incorporou o crescimento da economia há dois anos (alta de 1% em 2017).

Um reajuste menor para os aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo foi o padrão por 19 anos seguidos até 2016. Somente em 2017 e 2018, a correção do salário mínimo foi inferior - em função da recessão nos anos anteriores (2015 e 2016), que não resultou em ganho real para o piso salarial.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) recuou 0,26% em janeiro, após a queda de 1,23% registrada em dezembro do ano passado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado de janeiro veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam desde uma queda de 0,50% a um avanço de 0,07%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de janeiro, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram redução de 0,59% no mês, ante uma diminuição de 1,83% em dezembro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,45% em janeiro, após a queda de 0,09% em dezembro. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,29% em janeiro, depois de um avanço de 0,12% em dezembro.

O IGP-10 acumulou um recuo de 0,26% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 6,80%.

O período de coleta de preços para o indicador de janeiro foi do dia 11 de dezembro a 10 deste mês. O IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 31 do mês passado, caiu 0,45%. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma formação que sugere correção, sendo ela um homem enforcado. Clique para ampliar.

Caso tenhamos a perda da mínima do padrão, no caso 93.400, poderá haver uma correção, possivelmente até 91.240.

Quando estamos nas máximas e no auge do otimismo é difícil acreditar que um movimento contrário possa ser materializado, mas temos de ficar atentos, especialmente quando o mercado opera longe da média móvel de 21 períodos.

Como escrito ontem, a média móvel de 5 períodos seria o "pulo do gato" no momento, pois desde o início da escalada recente, o mercado não a perdeu como suporte.

Se ocorrer, será o famoso "algo novo".





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Franca tendência de alta


Bom dia, investidor!

IBOV em franca tendência de alta, renovando máximas históricas e acima das MMs >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta terça-feira, recuperando-se de perdas do pregão anterior, à medida que o governo da China reiterou que irá ampliar esforços para estimular sua economia após divulgar números de comércio externo bem mais fracos do que o esperado.

Os mercados chineses se destacaram na região. O índice Xangai Composto subiu 1,36%, a 2.570,34 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,49%, a 1.323,16 pontos.

Autoridades econômicas da China prometeram hoje que vão reduzir impostos, intensificar gastos em infraestrutura e melhorar condições de crédito para pequenas empresas, como parte de uma estratégia para combater a maior desaceleração econômica do país desde a crise financeira de 2008.

O anúncio de Pequim veio um dia depois de dados oficiais mostrarem inesperadas quedas nas exportações e importações chinesas em dezembro, num momento em que o gigante asiático tenta superar divergências comerciais com os Estados Unidos.

Queixas sobre desequilíbrios no comércio bilateral e a suposta prática da China de forçar empresas americanas a transferir tecnologia levaram os EUA a elevar tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses a até 25% durante a segunda metade do ano passado. Em retaliação, Pequim impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos no mesmo período.

Na semana passada, negociadores americanos e chineses discutiram o impasse no comércio por três dias em Pequim. A expectativa é que o diálogo seja retomado no fim do mês, desta vez em Washington. Desde o começo de dezembro, EUA e China vêm cumprindo uma trégua de três meses na troca de "agressões" tarifárias.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,96%, a 20.555,29 pontos, depois de não operar ontem devido a um feriado nacional. O índice japonês foi impulsionado por ações de fabricantes de máquinas e eletrônicos.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 1,5% em 2018 ante o ano anterior, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. Analistas consultados pela Trading Economics previam avanço maior do PIB alemão, de 1,7%.

O resultado do ano passado mostrou que houve forte desaceleração da economia da Alemanha, cujo PIB havia expandido 2,2% tanto em 2017 quanto em 2016.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta terça-feira, apoiados pelas novos esforços do governo chinês para estimular a economia após uma série de indicadores mais fracos do que o esperado pelos investidores nas últimas semanas. Além disso, a possibilidade de sanções dos Estados Unidos contra o setor de petróleo da Venezuela também está no radar dos agentes e ajuda os preços da commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em fevereiro subia 0,71%, para US$ 50,87 por barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para março também avançava 0,71%, para US$ 59,41.

Fontes do Wall Street Journal relataram, durante a noite de ontem, que os EUA estão avaliando a imposição de novas sanções contra a indústria militar venezuelana, na tentativa de pressionar Nicolás Maduro a realizar eleições livres no país. O governo de Donald Trump considera uma série de medidas, incluindo a redução do fluxo de petróleo do país sul-americano para os EUA, disse um funcionário da Casa Branca ao jornal, no que poderia ser o mais duro golpe para a oferta monetária do país. Nenhuma decisão final foi tomada ainda.

A equipe econômica estuda propor que o período de transição da reforma da Previdência dure 15 anos. O projeto enviado pelo então presidente Michel Temer ao Congresso, em 2016, previa um prazo de 20 anos. Inicialmente, a equipe econômica de Jair Bolsonaro trabalhava com o período de dez anos. 

Se a decisão de fato recair sobre os 15 anos, ao fim do período, a idade mínima para aposentadoria seria fixada em 62 anos para homens e 57 anos para mulheres - como disse Bolsonaro em entrevista no início do ano. Quanto menor o tempo de transição, maior será a economia de recursos. A medida geraria economia extra de R$ 120 bilhões em relação ao projeto que está na Câmara.

Os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 269,024 milhões na B3 no pregão da última quinta-feira (10). Naquele dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,21%, aos 93.805,93 pontos.

Em janeiro, a bolsa acumula saldo negativo de R$ 869,602 milhões, resultado de compras de R$ 53,511 bilhões e vendas de R$ 54,381 bilhões.

As vendas do comércio varejista subiram 2,9% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com novembro de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,4% em novembro de 2018, coincidindo com o teto do intervalo das previsões (4,40%). Nesse confronto, o piso do intervalo era redução de 0,20% e a mediana, positiva de 2,05%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,5% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 2,6%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,5% em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. 

Na comparação com novembro de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 5,8% em novembro de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam desde um aumento de 0,90% a 5,90%, com mediana positiva de 4,20%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,4% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 5,5%. 


IBOV às 10h15 = clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em franca tendência de alta, renovando máximas históricas e acima da média móvel de 5 períodos desde o início da escalada, o que ocorreu na última sessão de 2018.

Assim sendo, essa média torna-se uma importante variável para o curto prazo, sendo referência para a continuidade da movimentação de compra ou correção.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

IBOV em alta deve ter correções


Bom dia, investidor!

IBOV está no alto das bandas de bollinger, redução de volume, candles menores e distância da média >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta segunda-feira, após números decepcionantes da balança comercial da China reforçarem preocupações com a tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Dados oficiais divulgados na madrugada de hoje mostraram que a China está sentindo os efeitos da disputa comercial que se arrasta desde o ano passado com os Estados Unidos. Em dezembro, tanto as exportações quanto as importações chinesas medidas em dólares sofreram quedas inesperadas em relação ao mesmo mês de 2017, de 4,4% e 7,6% respectivamente. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam aumento de 2,5% nas exportações e ganho de 3% nas importações.

Já o superávit comercial da China com os EUA teve expansão de 17% em 2018 e atingiu o recorde de US$ 323,32 bilhões. O desequilíbrio no comércio bilateral com os chineses é uma das principais queixas de Washington.

Ao longo da segunda metade do ano passado, o governo americano elevou tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses para até 25%. Em retaliação, a China impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos.

Na semana passada, negociadores americanos e chineses de médio escalão negociaram suas divergências comerciais durante três dias em Pequim, sem avanços significativos, mas prepararam o terreno para que as conversas sejam possivelmente retomadas em Washington, por autoridades de alto escalão, no fim deste mês.

O principal índice acionário chinês, o Xangai Composto, terminou o pregão de hoje em baixa de 0,71%, a 2.535,77 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto teve perda semelhante, de 0,73%, a 1.303,75 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 1,38% em Hong Kong, a 26.298,33 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,53% em Seul, a 2.064,52 pontos, e o Taiex cedeu 0,52% em Taiwan, a 9.708,22 pontos. O mercado de Tóquio não operou nesta segunda em função de um feriado no Japão.

Também está no radar dos investidores a paralisação parcial do governo dos EUA, cuja duração estabeleceu novo recorde no fim de semana, à medida que continua o impasse em torno do pedido do presidente Donald Trump de financiamento para a construção de um muro na fronteira com o México. Hoje, a paralisação entrou em seu 24º dia. O recorde anterior, de 21 dias, ocorreu durante o governo de Bill Clinton, no fim de 1995 e começo de 1996.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 2,53% para 2,57%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,55%. Para 2020, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. Há um mês, estava em no mesmo nível. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual o visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,70% para 56,80%. Há um mês, estava em 56,40%. Para 2020, a expectativa seguiu em 58,65%, ante 58,90% de um mês atrás.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 2,53% para 2,57%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,55%. Para 2020, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, em 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. Há um mês, estava em no mesmo nível. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual o visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,70% para 56,80%. Há um mês, estava em 56,40%. Para 2020, a expectativa seguiu em 58,65%, ante 58,90% de um mês atrás.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o IPCA em janeiro de 2019, em 0,37%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central. Um mês antes, o porcentual projetado estava em 0,39%.

Para fevereiro, a projeção foi de 0,44% para 0,43% e, para março, seguiu em 0,33%. Há um mês, os porcentuais eram de 0,45% e 0,33%, respectivamente.

No Focus de hoje, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,96% para 4,05% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,80%.

O gráfico diário do IBOV tem espaço para alguma correção, na minha visão pessoal.

Temos os preços no alto das bandas de bollinger, alguma redução de volume, candles menores e distância importante em relação à média móvel de 21 períodos.

Naturalmente a tendência é franca e plenamente altista, mas a própria teoria de Dow define um movimento altista como a formação de topos e fundos ascendentes.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

EUA-China mais positivo geram altas no mundo inteiro


Bom dia, investidor!

EUA-China dão novos passos: veja o resultado.

🇧🇷 IBOV   +0,21% / 93805
🇧🇷 SMLL   +0,74% / 1854
🇧🇷 MLCX  +0,19% / 1793
🇺🇸 DOW JONES +0,47% / 23990
🇺🇸 S&P500  +0,43% / 2596
🇺🇸 NASDAQ  +0,29% / 6619
🇬🇧 FTSE +0,85% / 6963
🇯🇵 NIKKEI +0,72% / 20301
🇫🇷 CAC40  +0,14% / 4820

🇩🇪 DAX  +0,72% / 10979


Clique para ampliar.

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta sexta-feira, após sinais de que Estados Unidos e China darão continuidade a discussões comerciais no fim do mês e o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, voltar a defender paciência no aperto da política monetária da instituição.

O vice-primeiro-ministro da China, Liu He, pretende viajar a Washington e se encontrar com o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, para retomar o diálogo comercial entre as duas maiores economias do mundo nos dias 30 e 31 de janeiro, segundo fontes citadas pela Dow Jones Newswires.

Entre segunda e quarta-feira, negociadores americanos e chineses de médio escalão se reuniram em Pequim numa tentativa de superar suas divergências comerciais. Aparentemente, não houve qualquer avanço significativo, mas comunicados oficiais apontaram que os dois países continuarão dialogando.

Em 1º de dezembro, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, concordaram em suspender a aplicação de novas tarifas às importações um do outro por um período de 90 dias.

Investidores na Ásia também repercutiram a manutenção da postura "dovish" (favorável à manutenção de estímulos monetários) de Powell. Ontem, Powell e outros dirigentes do Fed reiteraram que a instituição será paciente em relação a novos aumentos de juros este ano. Ao longo de 2018, o Fed elevou juros em quatro ocasiões, a última vez em dezembro.

Os comentários de Powell ajudaram as bolsas de Nova York a garantir seu quinto pregão consecutivo de valorização nos negócios da quinta-feira.

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,74% hoje e fechou a 2.553,83 pontos, dobrando os ganhos acumulados na semana. Mas o menos abrangente Shenzhen Composto teve desempenho semanal ainda melhor, com alta de 2,6%. Apenas nesta sexta, o Shenzhen avançou 0,76%, a 1.313,36 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng se valorizou 0,55%, a 26.667,27 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei registrou alta de 0,97%, a 20.359,70 pontos. Na semana, o índice japonês saltou 4,08%, seu melhor resultado em dois meses. Na segunda-feira (14), a bolsa do Japão permanecerá fechada devido a um feriado nacional.

O aval anunciado pelo governo brasileiro para o negócio entre a Embraer e a Boeing dá força aos papéis da empresa brasileira no exterior. Na Bolsa de Frankfurt, às 8h30 no horário de Brasília, o recibo subia 7,97% e era negociado a 20,58 euros. Nesse horário, o volume de negócios com o papel chegava a 200, enquanto a média diária com o papel é de 81 negócios, segundo a bolsa alemã. O mercado de recibos em Frankfurt é bem menor e menos líquido que o de Nova York.

Em Nova York, o ADR da Embraer fechou a quinta-feira com valorização de 7,06%, negociado a US$ 24,25. Antes, no pregão tradicional, o ADR da brasileira caiu 1,95%, a US$ 22,65.

O aval do governo foi anunciado no início da noite de ontem. "Ficou claro que a soberania e os interesses da Nação estão preservados", postou o perfil oficial do presidente no Twitter.

Anunciado em dezembro do ano passado, depois um ano de negociação, o acerto prevê a criação de uma nova empresa na área comercial entre as duas fabricantes que valerá US$ 5,26 bilhões. Para ter 80% da empresa, os americanos pagarão aos brasileiros US$ 4,2 bilhões, US$ 400 milhões a mais que o previsto. Também será criada uma nova empresa para a venda do cargueiro KC-390, sendo que a Embraer neste caso terá controle de 51%. 

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou dezembro com alta de 0,15% ante um recuo de 0,21% em novembro, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam desde uma queda de 0,05% a uma alta entre 0,23%, com mediana positiva de 0,12%.

A taxa acumulada pela inflação no ano de 2018 foi de 3,75%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 3,54% a 3,82%, com mediana de 3,70%.

As cotações de petróleo operam em alta nesta sexta-feira após nove sessões consecutivas de ganhos, em meio à atenuação de preocupações em torno do excesso de oferta global e riscos macroeconômicos ao crescimento global.

Às 9h37 (de Brasília), o barril do Brent para março subia 0,66%, a US$ 62,09, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, enquanto o WTI para fevereiro avançava 0,86%, a US$ 53,04 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

A sequência de nove sessões no azul é a mais longa em nove anos para o petróleo. Ambos os barris se valorizaram cerca de 25% em relação às mínimas anuais atingidas no fim de 2018, escalando de volta para território de bull market.

Às 16h, a Baker Hughes divulga a sua contagem semanal de poços e plataformas em operação nos EUA. 

O gráfico diário do IBOV tem uma inclinação francamente altista, porém a distância em relação à média móvel de 21 períodos impede uma escalada mais relevante, mantendo os preços em uma faixa limitada de oscilação.

O caminho mais natural no curto prazo seria uma correção até o topo anterior, no caso 91.240, mas não temos nenhuma evidência de que isso vai ocorrer, tampouco sinal de topo.

Somente a perda de 93K, em fechamento, abriria espaço para tal desdobramento, na minha visão, tendo ainda a média móvel de 5 períodos como suporte no meio do caminho,





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

EUA-China: bons sinais mas ainda sem avanços



Bom dia, investidor!

EUA e China, em Pequim, não sinalizou a disposição de tentar superar divergências; IBOV marca nova max histórica >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, após dados fracos de inflação reforçarem a tendência de desaceleração econômica da China e com investidores digerindo o resultado das negociações comerciais desta semana entre representantes americanos e chineses.

Os últimos números chineses de inflação vieram aquém das expectativas, levando analistas a avaliar que Pequim tem espaço para tomar medidas ainda mais agressivas para estimular sua economia, que poderiam incluir até mesmo cortes nas taxas de juros principais.

A taxa anual de inflação ao consumidor da China ficou em 1,9% em dezembro, abaixo da previsão de 2,1% de analistas. Já a inflação anual ao produtor foi de 0,9% no mês passado, a menor desde setembro de 2016 e bem inferior à taxa de 1,5% projetada por economistas.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto caiu 0,36% hoje, a 2.535,10 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,27%, a 1.303,48 pontos.

A última rodada de negociações comerciais entre EUA e China, que ocorreu entre segunda-feira e ontem em Pequim, não trouxe avanços concretos, mas sinalizou a disposição das duas maiores economias do mundo de tentar superar suas divergências.

Em comunicado, o escritório do Representante do Comércio dos EUA disse que foram discutidas "mudanças estruturais necessárias" na China, em questões como transferência obrigatória de tecnologia, proteção à propriedade intelectual e crimes cibernéticos, e a promessa de Pequim de comprar um volume significativo de produtos americanos, incluindo dos setores agrícola e energia e manufaturados.

O Ministério de Comércio chinês, por sua vez, afirmou que as conversas bilaterais foram abrangentes e estabeleceram uma base para a resolução das preocupações dos dois países.

O Nikkei teve queda mais expressiva em Tóquio nesta quinta, de 1,29%, a 20.163,80 pontos, encerrando uma sequência de três pregões de sólida valorização. O índice japonês foi pressionado pelo iene, que avança frente ao dólar desde ontem, quando o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) voltou a sinalizar que será paciente no aperto de sua política monetária este ano.

Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,03% na primeira prévia de janeiro, após ter recuado 1,16% na primeira prévia de dezembro do ano passado. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o dado de hoje, o índice acumulou alta de 0,03% no ano e avanço de 6,77% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de janeiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 0,13%, depois de ceder 1,70% em igual leitura de dezembro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,38% nesta análise deste mês, depois de uma redução de 0,16% na primeira prévia de dezembro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,27% na primeira medição deste mês, depois de elevação de 0,06% na primeira prévia de dezembro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de dezembro. No dado fechado de dezembro, o IGP-M recuou 1,08%. 

As cotações dos futuros de metais básicos operam sem firmar direção única nesta quinta-feira, à medida que mais amplamente os mercados permaneciam calmos após a conclusão dos diálogos comerciais entre os Estados Unidos e a China e a divulgação da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Às 10h12 (de Brasília), a tonelada do cobre para três meses na London Metal Exchange (LME) operava estável, a US$ 5.965,00. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), a libra-peso do metal para março tinha baixa de 0,13%, a US$ 2,6535.

Ainda assim, a maioria dos metais básicos sustentava os avanços feitos em meio a esperanças crescentes de uma reaproximação entre os EUA e a China no comércio. Representantes das duas maiores economias do mundo concluíram três dias de uma série de reuniões, com comentários positivos de ambos os lados precipitando um rali de alívio nos preços de metais, que nos últimos meses vinham sofrendo com temores comerciais.

Operadores de cobre também estavam impassíveis pela notícia de que a transição de mineração a céu aberto para subterrânea na segunda maior mina de cobre do mundo, em Grasberg, Indonésia, cortaria a produção dessa operação em 40% ao ano.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio subia 0,78%, a US$ 1.873,00, a do estanho avançava 0,58%, a US$ 20.045,00, a do níquel tinha alta de 0,85%, a US$ 11.300,00, e a do chumbo subia 1,19%, a US$ 1.990,50. 

O gráfico diário do IBOV marcou nova máxima histórica na véspera, com um marobuzu, acompanhado de volume relevante.

Ocorre que temos um benchmark longe da média móvel de 21 períodos, além de estar na extremidade superior das bandas de bollinger.

Mesmo que não ocorra uma correção, o que seria mais provável e saudável, é difícil que uma alta mais expressiva seja materializada no curto prazo.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

IBOV toma fôlego enquanto o mundo espera EUA-China


Bom dia, investidor!

Mercados asiáticos otimistas com sinais de Trump; IBOV de lado mantém inclinação altista >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada, favorecidas pelo otimismo de investidores de que Estados Unidos e China tenham avançado nas discussões comerciais dos últimos dias em Pequim.

As conversas entre negociadores americanos e chineses foram concluídas na madrugada desta quarta-feira, um dia depois do previsto, e um comunicado sobre o assunto será divulgado em breve, segundo o Ministério de Relações Exteriores chinês.

O presidente dos EUA, Donald Trump, estaria "ansioso" para fechar um acordo comercial com a China de forma a ajudar a sustentar os mercados financeiros, que tiveram fortes perdas recentes em meio às tensões comerciais entre Washington e Pequim, de acordo com a Bloomberg, que citou fontes da Casa Branca. Ontem, Trump tuitou que as discussões estavam "indo muito bem".

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto subiu 0,71% hoje, a 2.544,34 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,54%, a 1.306,95 pontos. Notícia de que a China planejar adotar medidas para estimular o consumo de automóveis e de eletrodomésticos impulsionou ações desses setores.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve um terceiro dia de sólidos ganhos, com alta de 1,10%, a 20.427,06 pontos.

 A Alemanha teve superávit comercial de 19 bilhões de euros em novembro de 2018, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. Desconsiderando-se ajustes, o saldo positivo na balança comercial alemã foi de 20,5 bilhões de euros em novembro.

No cálculo ajustado, as exportações alemãs caíram 0,4% em novembro ante outubro, enquanto as importações tiveram queda maior, de 1,6%, informou a Destatis. 

O governo deve enviar ao Congresso em fevereiro uma proposta de reforma da Previdência mais robusta, com alterações sobre o atual regime das aposentadorias, mas também com a criação de um novo modelo capitalização para os trabalhadores que ainda entrarão no mercado de trabalho. Após quase 2h30 de reunião, os ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Economia, Paulo Guedes, sinalizaram que a visão da equipe econômica de uma reforma mais duradoura deve prevalecer na versão que será apresentada ao presidente Jair Bolsonaro na próxima semana.

"O nosso objetivo é que não seja necessário falar sobre reforma da Previdência pelos próximos 20 anos", disse Onyx ao deixar o Ministério da Economia. Já Paulo Guedes chegou a falar em um novo regime trabalhista e previdenciário. Os ministros, no entanto, não entraram em detalhes sobre as regras para idade mínima e para o período de transição para quem já está mais próximo de se aposentar. Questionado se a regra de transição será mais dura que a proposta do governo de Michel Temer, o ministro disse apenas que terá a "mesma profundidade".

Guedes afirmou ainda que a criação do regime de capitalização constará no mesmo texto que será enviado em fevereiro. Segundo ele, não haverá "fatiamento" no sentido de encaminhar mais de uma proposição ao Congresso Nacional - o que aumentaria o custo político de negociar várias votações com os parlamentares. O ministro Onyx também disse que tudo será tratado "no mesmo texto".

Guedes confirmou que a medida provisória antifraudes em benefícios previdenciários e assistenciais será enviada nesta quarta-feira para Bolsonaro. O ministro voltou a dizer que o efeito fiscal da medida deve ficar entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões por ano.

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O gráfico diário do IBOV passa por uma espécie de correção no tempo, operando sem alteração da inclinação altista, porém sem grandes altas.

As correções têm ocorrido no intraday.

Ontem, por exemplo, respeitou a média móvel de 5 períodos como suporte, além de fechar acima do topo anterior (91.240) mais uma vez.

Isso deve sustentar um pregão positivo para hoje, uma vez que o exterior tem alta moderada, porém generalizada e o mercado futuro opera com ganhos.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

IBOV deve aproveitar bons ventos do exterior


Bom dia, investidor!

Negociação EUA-China e preços do petróleo mantém impulso do IBOV >>> LEIA MAIS >>>


IBOV com canal automático 2016-1018
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As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com investidores à espera de desdobramentos das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que entram hoje em seu segundo dia.

Negociadores das duas maiores economias do mundo retomaram conversas ontem, em Pequim, numa tentativa de superar divergências comerciais que começaram com acusações por Washington de que a China tem forçado empresas americanas que operam no país asiático a transferir tecnologia. Até o momento, porém, não houve sinais claros de avanço no diálogo.

Ao longo da segunda metade do ano passado, o governo dos EUA elevou tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos chineses para até 25%. Em retaliação, Pequim impôs tarifas punitivas a US$ 110 bilhões em bens americanos.

Nesta terça, o jornal oficial chinês Global Times alertou os EUA que não pressionem Pequim "demasiadamente" na questão do comércio e evitem uma situação que "saia do controle". Ontem, um porta-voz ministerial da China disse que o país deseja resolver sua disputa com os EUA "em pé de igualdade".

As bolsas chinesas tiveram leves perdas hoje, revertendo parte da valorização do pregão anterior. O Xangai Composto recuou 0,26%, a 2.526,46 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,12%, a 1.299,89 pontos.

Por outro lado, o japonês Nikkei subiu 0,82% em Tóquio, a 20.204,04 pontos, embora tenha reduzido quase metade de seus ganhos na última hora de negócios.

Um ministro britânico que trabalha no processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia - o chamado Brexit - disse hoje que o governo do país não irá procurar estender o período de dois anos no qual a saída deve ser efetivada.

O Reino Unido está para deixar a UE em 29 de março, quando vence o Artigo 50 do tratado da UE que rege o procedimento, mas o Parlamento britânico ainda não aprovou o acordo de Brexit que a primeira-ministra Theresa May fechou com outros líderes da UE.

May tem a prerrogativa de solicitar uma extensão, mas dependeria do aval dos demais 27 países da UE. No mês passado, autoridades do bloco disseram que precisariam de bons motivos para aceitar uma prorrogação.

Martin Callanan, que integra o Ministério de Saída da UE (DexEU, na sigla em inglês), afirmou em Bruxelas nesta terça-feira que o Artigo 50 não será estendido. "Vamos deixar a UE em 29 de março deste ano", acrescentou.

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou redução de 0,45% em dezembro, ante um recuo de 1,14% em novembro, divulgou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado do indicador ficou dentro do intervalo das previsões do mercado financeiro, que estimavam uma queda de 1,05% a 0,12%. 

Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 7,10% em 2018. Esse dado superou a mediana das projeções, de 6,84%, e veio perto do teto do intervalo, de 7,15%. O piso era 6,29%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve queda de 0,82% em dezembro, após a redução de 1,70% registrada em novembro. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve um aumento de 0,29% em dezembro, ante um recuo de 0,17% em novembro. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, apresentou alta de 0,13% em dezembro, mesma variação de 0,13% em novembro.

O período de coleta de preços para o índice de dezembro foi do dia 1º ao dia 31 do mês. 

A Petrobras diz que o valor a ser recebido no processo de revisão do contrato de cessão onerosa ainda depende de finalização de algumas etapas. Segundo a companhia, a revisão do contrato está sujeita ainda "à conclusão da análise pelo TCU, às aprovações pelo Conselho Nacional de Política Energética e pelos órgãos de governança da Petrobras - Diretoria Executiva e Conselho de Administração, a partir de eventual recomendação do Comitê de Minoritários. Desta forma, qualquer valor a ser recebido pela Petrobras somente poderá ser confirmado e informado ao mercado a partir da finalização dessas etapas", em nota de esclarecimento sobre questionamentos feitos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a B3 a respeito de notícias na imprensa.

A empresa confirma, no entanto, que um dos cenários prevê o recebimento de US$ 14 bilhões da União. "A minuta em análise pelo TCU consolida um dentre cenários que foram discutidos entre as comissões do Governo e da Petrobras. Este cenário, após manifestação do TCU e aprovação pelas partes, pode resultar em um crédito a favor da Petrobras no valor de aproximadamente US$ 14 bilhões", informa a estatal.

No esclarecimento, a Petrobras ressalta que constituiu uma comissão interna em novembro de 2017 para negociar a revisão do contrato com representantes da União e que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) recomendou ao Ministério de Minas e Energia (MME) o envio prévio da minuta de termo aditivo do contrato para análise do TCU, o que foi feito em 14 de setembro do ano passado. 

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York nesta manhã, seguindo a valorização dos mercados acionários, em meio a expectativas de que negociações comerciais em curso entre Estados Unidos e China reduzam as tensões entre as duas maiores economias do mundo.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,30%, a US$ 5.930,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em março avançava 0,38%, a US$ 2,6470 por libra-peso.

As cotações de petróleo continuaram em alta nesta terça-feira com o impulso da intenção anunciada pela Arábia Saudita de cortar suas exportações da commodity.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para março subia 1,78%, a US$ 58,35, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, enquanto o WTI para fevereiro tinha alta de 1,59%, a US$ 49,29 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Maior exportador global de petróleo, a Arábia Saudita está planejando cortar suas vendas ao exterior para em torno de 7,1 milhões de barris por dia (bpd) até o fim de janeiro, diminuindo o volume em 800 mil bpd em relação aos níveis médios de novembro, de acordo com autoridades da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Trata-se de um movimento para levar os preços acima de US$ 80 por barril para que o reinado esteja em condições melhores de atingir suas metas orçamentárias.

A resposta positiva do mercado a essa notícia é um sinal de que investidores de petróleo estão "voltando a focar em fundamentos" do mercado como a oferta, em vez de apenas reagir a fatores macroeconômicos, afirmou o chefe global de estratégia de mercados de commodities do BNP Paribas, Harry Tchilinguirian.

Mais tarde, às 19h30, o Instituto de Petróleo Americano (API, na sigla em inglês) divulga a sua contagem de estoques do óleo nos Estados Unidos. 

O IBOV inicia os negócios nessa terça-feira em alta, refletindo o bom humor no exterior.

Enquanto acima de 91.240, a tendência mantém-se inalterada, com a compra no comando.

Apesar de estar esticado e longe da média móvel de 21 períodos, não temos sinal de topo.

Bons negócios!



Wagner Caetano
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Especial para o Cartezyan

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

IBOV forte na ponta compradora


Bom dia, investidor!

Cenário voltando hoje, desejando um 2019 de muito sucesso a todos

As bolsas asiáticas tiveram valorização generalizada e robusta nos negócios desta segunda-feira, após um rali em Nova York no fim da semana passada que veio na esteira de dados econômicos animadores dos EUA e comentários favoráveis do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell.

Na sexta-feira (04), os últimos números sobre criação de empregos nos EUA surpreenderam positivamente. Apesar disso, Powell disse que o forte desempenho do mercado de trabalho americano não gera pressão inflacionária. Powell também se mostrou otimista com a economia dos EUA e foi enfático ao dizer que o Fed será paciente no aperto de sua política monetária. Como resultado, os principais índices acionários de Nova York saltaram entre 3,3% e 4,3% naquele dia.

Investidores na Ásia também aguardam uma nova rodada do diálogo comercial entre EUA e China. Entre hoje e amanhã, uma delegação dos EUA liderada pelo vice-representante de comércio, Jeffrey D. Gerrish, conversará com autoridades chinesas sobre as divergências comerciais entre as duas maiores economia do mundo durante reuniões em Pequim.

Nos pregões chineses, o destaque nesta segunda foi do índice Shenzhen Composto, que é formado por startups de menor valor de mercado e subiu 1,71%, a 1.301,41 pontos, seu maior patamar em duas semanas. Já o mais relevante Xangai Composto apresentou ganho mais contido, de 0,72%, a 2.533,09 pontos.

Também no fim da semana passada, o PBoC - como é conhecido o banco central chinês - anunciou uma redução de 1 ponto porcentual no compulsório bancário. O corte será implementado em duas etapas de 50 pontos-base, nos próximos dias 15 e 25.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei avançou 2,44% hoje em Tóquio, a 20.038,97 pontos, embora o iene tenha se fortalecido ante o dólar durante a madrugada, enquanto o Hang Seng subiu 0,82% em Hong Kong, a 25.835,70 pontos, o sul-coreano Kospi teve alta de 1,34% em Seul, a 2.037,10 pontos, e o Taiex registrou ganho de 2,21% em Taiwan, a 9.590,30 pontos.

Os primeiros dias de negócios de 2019 foram intensos, mas agora é que o jogo começa para valer no ano, com a liquidez devendo ser retomada para os níveis médios, o fim das férias escolares na Europa e também a volta dos trabalhos legislativos.

Alguns indicadores macroeconômicos foram divulgados esta manhã na Europa. Na Alemanha, as encomendas à indústria caíram 1% de outubro para novembro, segundo dados com ajustes sazonais. A previsão do mercado financeiro era de uma baixa menor, de 0,4%. Na comparação anual, houve queda de 4,3% em novembro. Também na maior economia da Europa, as vendas no varejo subiram 1,4% de outubro para novembro, no cálculo ajustado sazonalmente, ante expectativa de avanço de 0,5%. Na comparação anual, as vendas também surpreenderam com expansão de 1,1%, ante projeções de queda de 0,6% feitas por analistas. Às 8h sai o resultado das vendas no varejo da zona do euro.

Enquanto isso, a política volta a ganhar espaço. No Reino Unido, a primeira-ministra, Theresa May, disse ontem que se o acordo para o Brexit (saída dos britânicos da União Europeia) não for aprovado este mês pelo Parlamento local, o país estará em um "território desconhecido". A previsão é a de que os legisladores avaliem a proposta do Executivo na semana que vem - a BBC trouxe esta manhã a informação obtida com fontes do governo de que a data oficial da apreciação será o dia 15, terça-feira da semana que vem. O Parlamento volta do recesso nesta segunda-feira e as principais discussões giram em torno do divórcio.

Na França, o presidente Emmanuel Macron enfrenta manifestações contínuas dos chamados manifestantes "coletes amarelos". Os protestos ainda não fazem preço, mas têm deixado investidores atentos. Para o dia, está previsto um discurso do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, (10h45) sobre os "Cinco anos com o euro", em Riga, na Letônia.

Às 7h14 de Brasília, a Bolsa de Londres caía 0,15%, a de Frankfurt perdia 0,12% e a de Paris cedia 0,21%. Por outro lado, a de Milão subia 0,36%, a de Madri avançava 0,17% e a de Lisboa ganhava 0,40%. No mercado cambial, o euro era negociado a US$ 1,1443, ante US$ 1,1398 do fim da tarde de sexta-feira, e a libra era cotada a US$ 1,2738, ante US$ 1,2732 do mesmo período. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 seguiu em 1,30%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era a mesma. Para 2019, o mercado alterou levemente a previsão de alta do PIB, de 2,55% para 2,53%. Quatro semanas atrás, também estava em 2,53%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2018 é de 1,3%. No caso de 2019, a alta estimada é de 2,4%. Esses porcentuais foram divulgados no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informará o resultado do PIB em 2018 apenas em 28 de fevereiro.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 1,89% para elevação de 1,91%. Há um mês, estava em 1,99%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,17% para 3,04%, ante 3,02% de quatro semanas antes. Para 2020, o porcentual de alta permaneceu em 3,00%, igual ao visto um mês antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 54,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 56,40% para 56,70%, ante os 56,50% de um mês atrás. No caso de 2020, passou de 58,60% para 58,65%. Há um mês, estava em 58,70%. 

O presidente Jair Bolsonaro participa nesta manhã da cerimônia de posse do novos presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, e da Caixa, Pedro Guimarães. O evento começa às 11 horas no Palácio do Planalto.

Às 15 horas, Bolsonaro recebe o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), que é primeiro-vice-presidente da Câmara. Em seguida, às 16 horas, reúne-se com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes. 

O gráfico diário do IBOV tem inclinação de alta, após desenhar um martelo no dia 26/12, sobre uma importante região de suporte.

Tivemos dois marobuzus seguidos, mostrando força da ponta compradora.

As duas últimas sessões trouxeram alguma correção intradiária e fechamos acima do decisivo 91.240, ponto chave para o curto e quem sabe médio prazo no mercado doméstico.

A maré é de alta, porém já temos alguma distância em relação à média móvel de 21 períodos e estamos fora da banda de bollinger superior.

Correção no tempo ou mesmos no intraday seria o caminho mais provável para as próximas sessões, o que sustentaria a continuidade da alta, mesmo que moderada.

Bons negócios!

Desejo a todos um 2019 de sucesso!





Wagner Caetano, para o Cartezyan
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