quarta-feira, 20 de março de 2019

Cenário 20/03/2019


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, em meio a novas incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China e à espera do anúncio de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na China, o índice Xangai Composto ficou praticamente estável, com ligeira baixa de 0,01%, a 3.090,64 pontos, depois de chegar a cair 1% no meio do pregão. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, formado por empresas menores, recuou 0,25%, a 1.684,57 pontos.

Ontem, surgiram relatos de que o governo chinês estaria mostrando resistência a demandas feitas por Washington nas recentes discussões comerciais. No entanto, as apostas ainda são de que EUA e China eventualmente chegarão a algum tipo de acordo comercial, uma vez que autoridades de ambos os lados continuam engajadas nas conversas.
O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, devem viajar à China na próxima semana para uma nova rodada de negociações com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, segundo fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires. Na semana seguinte, será a vez de Liu ir a Washington, dizem as fontes.

Investidores na Ásia também aguardam a decisão de política monetária do Fed, a ser anunciada às 15h (de Brasília). A expectativa é que o BC americano mantenha seus juros básicos na atual faixa de 2,25% a 2,50% e reduza sua projeção para futuros aumentos das taxas. De modo geral, a expectativa é que o Fed reforce o tom "dovish" - favorável à manutenção de estímulos - dos últimos meses, diante de sinais de desaceleração dos EUA e de outras grandes economias.

No Japão, o índice Nikkei subiu 0,20% hoje, a 21.608,92 pontos, impulsionado por ações de empresas que atendem o mercado doméstico.

Na bolsa chinesa de futuros de Dalian, o contrato do minério de ferro para maio sofreu um tombo de 3,7% hoje, depois que decisões judiciais autorizaram a brasileira Vale a retomar algumas de suas operações. 

Incertezas sobre o rumo das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e em relação ao desfecho do Brexit deixam os mercados mistos nesta manhã em meio também a expectativas pelas decisões de juros do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, além da entrega hoje pelo governo do projeto de lei da reforma das aposentadorias dos militares ao Congresso.

Após sofrer questionamentos sobre os esforços do Executivo em conduzir as negociações da reforma da Previdência com parlamentares, o presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa do projeto, destacando que as mudanças nas regras de aposentadoria são o "centro de gravidade" de seu governo. Em artigo publicado no jornal Valor Econômico nesta quarta-feira, 20, Bolsonaro garante que despenderá todo seu esforço para que a reforma previdenciária seja aprovada "o quanto antes".

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, revertendo ganhos da madrugada.

Horas atrás, o petróleo exibia valorização modesta, em reação a números amplamente favoráveis da pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre os estoques dos EUA.

Ontem à tarde, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 2,1 milhões de barris na última semana. O API também apontou reduções nos estoques de gasolina, de 2,8 milhões de barris, e de destilados, de 1,6 milhão de barris.

No fim da manhã, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano divulga a pesquisa oficial sobre estoques, que inclui dados sobre a produção dos EUA. Analistas consultados pela Dow Jones Newswires preveem que o DoE mostrará aumento de 800 mil barris nos estoques de petróleo bruto da semana passada.

Às 9h03 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para maio caía 0,33% na Interncontinental Exchange (ICE), a US$ 67,39, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,93% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 58,74. 

Os contratos futuros de cobre operam perto da estabilidade nesta manhã, à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e em meio a incertezas sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 9h08 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) tinha baixa marginal de 0,06%, a US$ 6.455,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio exibia ligeira alta de 0,03%, a US$ 2,9240 por libra-peso.

Participantes do mercado também acompanham notícias da Zâmbia, onde a Glencore suspendeu ontem a produção nas minas de cobre de Mopani, depois de um acidente que matou dois trabalhadores. Mopani produz cerca de 100 mil toneladas de cobre por ano.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,13%, a US$ 1.942,00, a do zinco avançava 1,14%, a US$ 2.847,00, a do estanho tinha leve alta de 0,02%, a US$ 21.310,00, a do níquel aumentava 0,61%, a US$ 13.235,00, e a do chumbo exibia ganho de 0,32%, a US$ 2.042,00 por tonelada.


O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de topo discreto, porém válido.

Trata-se de um harami, com o detalhe da máxima ter sido marcada fora da banda de bollinger superior.


A perda da mínima de ontem projetaria um teste de 98.590, topo anterior.

Lembremos que a memória do mercado é altista e, somente um algo novo, traria a venda de volta aos holofotes.

Como hoje a agenda é cheia, quem sabe...

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 19 de março de 2019

Cenário 19/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações modestas nesta terça-feira, à medida que alguns investidores assumiram postura mais cautelosa antes do anúncio de política monetária do Federal Reserve, ainda que a expectativa seja a de que o banco central dos Estados Unidos permaneça "dovish", isto é, favorável à manutenção de estímulos.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,18% hoje, a 3.090,98 pontos, apagando parte do ganho de quase 2,5% do pregão anterior, mas o Shenzhen Composto, que é formado por empresas menores, subiu 0,18%, a 1.688,76 pontos.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve ligeira queda de 0,08%, a 21.566,85 pontos, influenciado pelo fraco desempenho de ações do setor varejista.

O Fed, como é conhecido o banco central americano, se reúne nesta terça e quarta-feira para rever sua política monetária. Espera-se que a instituição mantenha seus juros básicos na faixa atual de 2,25% a 2,50% e reduza projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA.

Analistas, porém, alertam que sempre há o risco de que o Fed seja menos "dovish" do que o esperado, o que tende a gerar cautela nos mercados financeiros.

Também no radar continuam as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que podem demorar mais do que se previa para ser concluídas, e a questão do Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia.

Os contratos futuros de minério de ferro negociados na China subiram moderadamente nesta terça-feira, mas renovaram máxima em duas semanas, em parte influenciados pelo corte na oferta da brasileira Vale.

No fim da semana passada, uma ordem judicial suspendeu as operações da Vale na Mina de Timbopeba, em Ouro Preto (MG), mais uma consequência do rompimento da barragem da empresa em Brumadinho (MG), no final de janeiro.

Na Bolsa de Dalian, o futuro de minério de ferro para maio fechou em alta de 0,40% hoje, a 637 yuans por tonelada. Já na Bolsa de Xangai, o futuro do vergalhão de aço para julho encerrou a sessão com ganho de 0,50%, a 3.695 yuans por tonelada.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 1,06% na segunda prévia de março, após ter avançado 0,55% na segunda leitura de fevereiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 1,96% neste ano e avanço de 8,05% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de março. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 1,41%, ante uma alta de 0,73% na segunda prévia de fevereiro.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, avançou 0,50% na segunda medição deste mês, depois de um avanço de 0,17% em igual leitura de fevereiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,11% na segunda prévia de março, depois de elevação de 0,29% na segunda leitura do mês anterior.

O IGP-M é tradicionalmente usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de fevereiro a 10 de março. No dado fechado do mês de fevereiro, o IGP-M teve alta de 0,88%. 

Os contratos futuros de cobre avançam nesta manhã, ajudados pelo enfraquecimento do dólar em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) seja "dovish" (favorável à manutenção de estímulos) na decisão de política monetária de amanhã. Planos da China de implementar mais medidas de incentivo fiscal também ajudam a sustentar o metal básico.

Às 9h33 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia quase 1%, a US$ 6.496,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 1,13%, a US$ 2,9420 por libra-peso.

O dólar está pressionado nos negócios da manhã, tornando o cobre mais atraente para operadores que utilizam outras moedas, com a especulação de que o Fed não apenas manterá os juros básicos inalterados, como reduzirá suas projeções para futuros aumentos das taxas e também para a perspectiva econômica. Há rumores ainda de que o BC americano poderá interromper a redução de seu balanço patrimonial, estimado em quase US$ 3,8 trilhões.

Já o governo da China, maior consumidor mundial de cobre e de outros metais para uso industrial, recentemente confirmou planos de cortar impostos como forma de conter a tendência de desaceleração de sua economia. O imposto sobre valor agregado (IVA) para o setor manufatureiro, por exemplo, será reduzido de 16% para 13%.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,62%, a US$ 1.932,35, a do zinco avançava 1%, a US$ 2.801,50, a do estanho tinha alta de 0,47%, a US$ 21.230,00, a do níquel aumentava 1,35%, a US$ 13.185,00, e a do chumbo exibia ganho mais modesto, de 0,17%, a US$ 2.038,00 por tonelada. 



O gráfico diário do IBOV mostra a manutenção dos preços acima do forte 98.590 e de 99.270, topo anterior com menor força, porém mais recente.




Apenas a perda da mínima de ontem (99.140) poderia trazer cautela e correção de preços, na minha leitura, levando a um teste de 98.590 na primeira batida.

Vale destacar que a média móvel de 5 períodos protege a região, nesse momento.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 18 de março de 2019

Cenário 18/03/19

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta segunda-feira, em meio à especulação de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) será decididamente "dovish" - favorável à manutenção de estímulos - na reunião de política monetária desta semana.

Na China, os mercados ampliaram ganhos no fim do pregão, ajudando a impulsionar outras bolsas da Ásia. O índice Xangai subiu 2,47%, a 3.096,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,71%, a 1.685,79 pontos. Destacaram-se ações ligadas a consumo - cerca de dez fabricantes de bebidas alcoólicas atingiram o limite de valorização diário de 10% - e papéis do setor imobiliário.

Em Tóquio, o japonês Nikkei teve alta de 0,62%, encerrando o dia a 21.584,50 pontos, graças ao bom desempenho de empresas ligadas à demanda doméstica.

A expectativa é a de que o Fed mantenha seus juros básicos inalterados no encontro de terça e quarta-feira (19 e 20) e reduza suas projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA. Há também rumores de que o BC americano planeja parar de reduzir seu balanço patrimonial, que é formado por quase US$ 3,8 trilhões em títulos.

Investidores também aguardam novidades das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e monitoram o Reino Unido, que enfrenta dificuldades para chegar a um consenso sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o país se retire da União Europeia, antes da data final de 29 de março.

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro busca redefinir laços com os Estados Unidos durante visita à Casa Branca, de acordo com o jornal britânico Financial Times, que o chama mais uma vez de "Trump Tropical". Segundo a publicação, dias antes do encontro de Bolsonaro com Donald Trump esta semana, um seleto grupo de entusiastas se reuniu no Trump International Hotel, em Washington, para celebrar as ideias que ajudaram a levar os dois líderes populistas de direita ao poder.

O diário relata que Eduardo Bolsonaro, filho do presidente brasileiro que venceu uma eleição esmagadora em outubro, estava lá. Assim também, como Steve Bannon, o ex-estrategista da Casa Branca que criou um clube de líderes populistas nacionalistas chamado The Movement, ou O Movimento.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 1,00% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2019, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajuste sazonal.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2019. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,87% para elevação de 3,89%. Há um mês, estava em 3,87%. A projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo nível.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2021, que seguiu em 3,75%. No caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual para mais ou menos (o que resulta em intervalo de 2,75% a 5,75%). Para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No início de fevereiro, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o BC atualizou suas projeções para a inflação no cenário de mercado: 3,9% para 2019 e 3,8% para 2020. Na próxima quarta-feira, após nova reunião, o Copom divulgará novamente suas projeções.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2019 passou de 3,85% para 4,01%. Para 2020, a estimativa do Top 5 permaneceu em 4,00%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,86% e 4,00%, nesta ordem.

No caso de 2021, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. Já a projeção para 2022 no Top 5 passou de 3,50% há um mês para 3,63% no relatório divulgado hoje. 




O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark acima do importante 98.590, ponto que eu considero um divisor de águas.



Seria a parte limite de um retângulo, padrão que guiou os preços desde meados de janeiro/19.

Acima do mesmo, teremos os touros no comando.

Abaixo, naturalmente haverá pressão por parte dos ursos.

Hoje temos vencimento de opções, a pimenta do acarajé.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 15 de março de 2019

cenário 15/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que o sentimento na região melhorou após notícias de que houve avanço nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Investidores também acompanharam a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e a aprovação parlamentar no Reino Unido do adiamento do Brexit, como é conhecido o processo para retirar o país da União Europeia.

Segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua, o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, conversou por telefone com o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o Representante do Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e os dois lados fizeram progresso significativo nas discussões comerciais.

Ontem, Mnuchin já havia comentado, durante audiência no Congresso americano, que havia participado de duas teleconferências recentes com Liu He e Lighthizer.

Mnuchin, porém, disse também que uma reunião de cúpula para selar um acordo comercial entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, não acontecerá no fim deste mês, como foi cogitado anteriormente, porque mais negociações ainda são necessárias. Os últimos rumores são de que uma eventual cúpula entre Trump e Xi ficaria para abril.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,04% hoje, a 3.021,75 pontos (preliminar), e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,43%, a 1.641,37 pontos. Ao longo da semana, o Xangai acumulou valorização de 1,7% e o Shenzhen, de 2,2%.

No Japão, o Nikkei teve alta de 0,77%, a 21.450,85 pontos, encerrando a semana com ganho de 2%. Como se previa, o BoJ - como é conhecido o banco central japonês - manteve hoje sua política monetária inalterada. Já seu presidente, Haruhiko Kuroda, comentou que a desaceleração da economia global afetou as exportações e produção do Japão, embora a demanda doméstica permaneça firme. Para Kuroda, é apropriado que o BoJ preserve as agressivas medidas de estímulo monetário em vigor.

Participantes dos mercados asiáticos também repercutiram a decisão do Parlamento britânico, ontem, de aprovar um projeto para que o governo da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, peça à UE o adiamento do período do Brexit até pelo menos 30 de junho. Com isso, diminui o risco de que o Reino Unido deixe o bloco de forma desordenada no próximo dia 29, que é originalmente a data final para a implementação do Brexit.

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, impulsionados por planos da China de reduzir impostos para combater sua desaceleração econômica.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,42%, a US$ 6.412,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio avançava 0,57%, a US$ 2,9080 por libra-peso.

A valorização do cobre veio depois de o governo chinês anunciar que implementará cortes de impostos no dia 1º de abril, com redução do IVA de 16% para 13%. 

A China, cuja economia vem dando sinais de arrefecimento em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, é o maior consumidor mundial de cobre e de outros metais.

O cobre também é sustentado por um atraso na retomada de operações de duas unidades de fundição em minas do metal no Chile, de acordo com o Commerzbank. "Os problemas no Chile provavelmente significam que várias centenas de toneladas não estão disponíveis para o já apertado mercado de cobre", disseram analistas do banco alemão.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 0,42%, a US$ 1.910,00, a do zinco caía 0,39%, a US$ 2.810,50, a do estanho recuava 0,33%, a US$ 21.160,00, a do níquel subia 0,70%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo diminuía 0,76%, a US$ 2.092,50 por tonelada.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,40% em março, após ter aumentado 0,40% em fevereiro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado há pouco ficou acima das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 0,80% e 1,39%, com mediana positiva de 1,23%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de março, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram avanço de 1,93% no mês, ante uma elevação de 0,40% em fevereiro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,48% em março, após a elevação de 0,38% em fevereiro. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,07% em março, depois de um avanço de 0,41% em fevereiro.

O IGP-10 acumulou um aumento de 1,54% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 7,99%.

O período de coleta de preços para o indicador de março foi do dia 11 de fevereiro a 10 deste mês. 


O IBOV trabalhou entra a média móvel de 5 períodos e a região logo acima do decisivo 98.590 na sessão de ontem, com baixo volume.



Na minha interpretação o benchmark sofrerá muita pressão da venda nessa região, uma vez que temos um retângulo no diário e operamos na parte alta do padrão.

Um fechamento acima de 98.590 mostraria força, enquanto a perda da mínima de ontem em 97.775 provavelmente traria o mercado para testar a média de 21 períodos em uma ou duas sessões, na minha leitura.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 14 de março de 2019

Cenário 14/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com as da China reagindo negativamente a dados fracos de produção industrial que reforçam sinais de desaceleração da segunda maior economia do mundo. Investidores da região asiática também continuam atentos aos desdobramentos do Brexit, como é conhecido o processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto caiu 1,20%, a 2.990,69 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 2,31%, a 1.618,26 pontos.

Números oficiais publicados no fim da noite de ontem mostraram que a produção industrial da China teve expansão anual de 5,3% no primeiro bimestre, menor do que a alta de 5,5% prevista por analistas.

Por outro lado, as vendas no varejo chinês tiveram ganho anual de 8,2% no primeiro bimestre, como se previa, e os investimentos em ativos fixos avançaram 6,1% na mesma comparação, superando a expectativa de alta de 6%.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve leve alta de 0,15% hoje, a 28.851,39 pontos, após um pregão marcado por volatilidade.

Já em Tóquio, o Nikkei registrou baixa marginal de 0,02%, a 21.287,02 pontos, apesar de o iene ter se enfraquecido frente ao dólar durante a madrugada.

A questão do Brexit também continua no radar. Ontem, o Parlamento britânico rejeitou uma proposta para que o Reino Unido deixasse a UE sem um acordo. Mais tarde, os legisladores vão decidir sobre a possibilidade de adiar a data final para a implementação do Brexit, marcada para o próximo dia 29.

A reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, que poderia significar a assinatura de um acordo para encerrar a guerra comercial, não ocorrerá este mês e é mais provável que aconteça em abril, no mínimo, se acontecer, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto. A China está pressionando por uma visita formal de Estado, em vez de uma aparição discreta apenas para assinar um pacto, disse uma das pessoas.

O Ministério da Defesa encaminhou ao Ministério da Economia, nesta quarta-feira, 13, a reforma da Previdência dos militares, com modificações em cinco leis. O Broadcast apurou que a proposta inclui a reestruturação de toda a carreira das Forças Armadas, incluindo aumento de salário para a categoria, ponto em que há divergências entre a equipe econômica e o núcleo militar.

Os deputados condicionam a tramitação da reforma da Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores públicos ao envio do projeto dos militares. O texto entregue pela Defesa prevê mudanças no Estatuto dos Militares, na lei de promoções, na lei do serviço militar e na lei de pensões, assim como na Medida Provisória de 2001 que mudou a Lei de Remuneração dos Militares, ainda em vigor.

Como antecipado pelo Broadcast, a proposta da Defesa para o endurecimento das regras de Previdência prevê a ampliação do tempo mínimo de permanência na carreira de 30 anos para 35 anos. Para isso, é proposta a criação de um novo posto, de sargento-mor, com adicionais de salários que variam conforme os postos e graduações, como forma de recompensar, segundo o Ministério, a exigência, a responsabilidade e o tempo que o militar fica disponível, além de ajustar os valores dos cursos de capacitação dos militares.

Pela proposta, a contribuição previdenciária sobe dos atuais 7,5% para 10,5% e passa a ser cobrada de todos, incluindo alunos de escolas militares, recrutas e pensionistas. O desconto referente a assistência médica e pensões passa para 14%.


O gráfico diário do IBOV movimentou-se em quatro pregões o que havia feito em duas semanas na puxada anterior, entre a base e teto do retângulo.



O desafio será manter-se acima de 98.590, em meio à tensões com o Brexit e dados chineses abaixo do esperado.

O fiel da balança serão os desdobramentos da reforma da Previdência, em específico a CCJ nesse momento, além das bolsas norte-americanas, na minha visão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 13 de março de 2019

Cenário 13/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, em meio a incertezas geradas pela decisão do Parlamento britânico de mais uma vez rejeitar os termos de um acordo para que o Reino Unido se retire da União Europeia, num processo conhecido como Brexit.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,99%, a 21.290,24 pontos, pressionado por ações de corretoras e de fabricantes de eletrônicos.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 1,09%, a 3.026,95 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 2,32%, a 1.656,54 pontos, depois de ambos acumularem ganhos expressivos nos dois pregões anteriores.

No fim da noite de hoje, a China irá divulgar dados sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos referentes ao primeiro bimestre.

Os últimos números da balança comercial chinesa, revelados na semana passada, vieram muito abaixo do esperado e reforçaram preocupações sobre a tendência de desaceleração da China, que há meses vem tentando negociar um acordo para encerrar sua disputa comercial com os Estados Unidos.

Ontem, o novo acordo de Brexit apresentado pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, foi rejeitado no Parlamento britânico, criando dúvidas sobre se e como o país eventualmente sairá da UE.

Nesta quarta, os parlamentares britânicos irão votar a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também for rejeitada, eles decidirão amanhã sobre o adiamento da data final - o próximo dia 29 - para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE.

O petróleo opera em alta nesta quarta-feira, ainda de olho em sinais da demanda e oferta global da commodity, em meio à redução nas exportações de países-chave da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h17 (de Brasília), o petróleo WTI para abril subia 1,06%, a US$ 57,47 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para maio avançava 0,79%, a US$ 67,20 o barril, na ICE.

Contribuem para o movimento desta manhã as estimativas de estoques de petróleo em solo americano divulgadas ontem pelo American Petroleum Institute (API). Segundo o órgão, o volume estocado caiu 2,5 milhões de barris na última semana. Os estoques de gasolina, por sua vez, recuaram 5,8 milhões de barris, e os de destilados tiveram aumento de 200 mil barris. Às 11h30, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga seu relatório semanal.

Ontem, em seu relatório de curto prazo para energia, o DoE apresentou projeção menor de produção média em relação ao documento do mês anterior, para 12,3 milhões de barris por dia (bpd) em 2019 e 13,03 milhões em bpd em 2020. 

Os futuros de cobre operam perto da estabilidade nesta manhã, em meio a incertezas sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, e à espera de uma série de indicadores relevantes da China.

Por volta das 9h22 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) se mantinha estável, a US$ 6.468,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,07%, a US$ 2,9305 por libra-peso.

Ontem, o Parlamento britânico rejeitou pela segunda vez o acordo de Brexit proposto pela primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May.

Nesta quarta-feira, os parlamentares vão decidir sobre a possibilidade de um Brexit sem acordo. Se esta opção também não for aceita, eles votarão amanhã o possível adiamento da data final - o próximo dia 29 - para a implementação do divórcio do Reino Unido com a UE.

Investidores dos mercados de metais também aguardam os últimos números sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos da China, que serão divulgados no fim da noite de hoje. Mais adiante, na sexta-feira (15), o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, deverá discursar no encerramento do Congresso Nacional do Povo.

Os chineses são os maiores consumidores mundiais de cobre.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio tinha alta de 1,01%, a US$ 1.896,50, a do zinco caía 0,65%, a US$ 2.823,00, a do estanho recuava 0,33%, a US$ 21.150,00, a do níquel cedia 0,95%, a US$ 12.995,00, e a do chumbo subia 0,81%, a US$ 2.103,00 por tonelada. 

A agenda de indicadores e eventos desta quarta-feira tem como destaque a instalação da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, prevista para ocorrer à noite. O novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, receberá o cargo de Ilan Goldfajn em cerimônia na sede do BC em Brasília.

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção na parte alta do marobuzu desenhado no pregão de segunda-feira (11).

As máximas estão praticamente justapostas, trata-se de um enforcado e o volume foi abaixo da média.

Naturalmente, acima da máxima da semana e especialmente se houver rompimento e consolidação sobre 98.190, a compra ganha terreno e impõe a sua força.

Porém a perda de 97.265, mínima de ontem, deverá jogar o mercado nas médias, região de 96.000, na minha leitura.

Bons negócios"

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 12 de março de 2019

Cenário 12/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, após o desempenho positivo dos mercados acionários de Nova York ontem e notícias de que o Reino Unido conseguiu apoio de última hora da União Europeia para mudanças no acordo de Brexit.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,10% hoje, a 3.060,31 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups com menor valor de mercado, avançou 1,68%, a 1.695,81 pontos, renovando máxima em nove meses. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,46%, a 28.920,87 pontos.

Nos negócios de segunda-feira, as bolsas americanas se recuperaram e interromperam uma sequência de cinco pregões negativos, graças a fortes ganhos de ações de tecnologia. Dados melhores do que o esperado de vendas no varejo dos Estados Unidos também contribuíram para a confiança em Wall Street, após uma série recente de indicadores decepcionantes.

No rastro de Nova York, os papéis de tecnologia contribuíram para a valorização de várias bolsas asiáticas nesta terça. Foi o caso do japonês Nikkei, que subiu 1,79% em Tóquio, a 21.503,69 pontos, também sustentado por ações financeiras; do sul-coreano Kospi, que avançou 0,89% em Seul, a 2.157,18 pontos; e do Taiex, que registrou alta de 0,91% em Taiwan, a 10.343,33 pontos, impulsionado por fornecedores da Apple.

Investidores na Ásia também acompanham de perto o noticiário sobre o Brexit, como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia. Ontem, foi anunciado que a primeira-ministra britânica, Theresa May, obteve concessões de última hora no acordo de Brexit que negociou com a UE. A revisão aumenta as chances de que o acordo seja aprovado em votação a ser realizada hoje pelo Parlamento britânico, o que evitaria uma ruptura desorganizada do Reino Unido com a UE. A data final para que o Brexit seja implementado é dia 29.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou ao Broadcast nesta segunda-feira que o Executivo liberará até a próxima semana o pagamento de mais de um R$ 1 bilhão em emendas parlamentares impositivas. A medida ajudará na disposição dos congressistas em votar a reforma da Previdência.

O montante corresponde a emendas impositivas que foram empenhadas desde 2014 até o fim do ano passado cujos pagamentos ainda não foram realizados. Serão pagos R$ 711 milhões em emendas individuais dos parlamentares e cerca de R$ 300 milhões referentes às emendas das bancadas estaduais.

A Câmara, porém, só deverá votar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência, ou seja, se a proposta atende os princípios da Constituição, quando o governo enviar ao parlamento o projeto de lei que deverá alterar as regras para a Previdência dos militares. O acordo foi firmado de forma consensual entre os líderes do parlamento em reunião realizada nesta segunda-feira na residência oficial da Presidência da Câmara. A admissibilidade da PEC é votada na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), que será instalada amanhã (13) na Casa.

O secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que o projeto que reforma a Previdência de militares está praticamente pronto e será enviado dentro do prazo estipulado pelo governo, dia 20 de março. Ele afirmou que será enviado um só projeto para tratar de cinco leis e que não haverá fatiamento.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,71% na primeira prévia de março, após ter aumentado 0,20% na primeira prévia de fevereiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 1,60% no ano de 2019 e avanço de 7,68% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de março. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,90%, ante um avanço de 0,22% na primeira prévia de fevereiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,47% na prévia de março, depois de um avanço de 0,14% em igual leitura de fevereiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,02% na primeira prévia de março, depois da alta de 0,25% na primeira prévia de fevereiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 28 de fevereiro. No dado fechado do mês de fevereiro, o IGP-M teve alta de 0,88%.

Os preços do petróleo operam em alta nesta terça-feira, ainda diante de sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá cortar sua produção de forma mais acentuada do que o previsto, e que poderia estender a redução por mais tempo. O mercado também monitora o prejuízo às exportações venezuelanas do óleo após o apagão no país. Com isso, o barril do Brent para maio rompeu a barreira dos US$ 67, no maior nível desde 22 de fevereiro.

O petróleo WTI para abril fechou em alta de 1,28%, a US$ 56,79 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Já o Brent para maio também subiu 1,28%, a US$ 66,58 o barril na ICE.

O ministro do petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou ontem que a Opep poderia continuar a cortar a produção para além do período de seis meses, terminado em junho. "Veremos o que acontecerá em abril, se houver qualquer interrupção imprevista em algum outro lugar, mas, salvo isso, acho que estaremos apenas chutando a lata para a frente", afirmou Khalid.

O Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês), órgão responsável por monitorar o cumprimento das reduções de produção, deve se reunir no Azerbaijão no dia 18 de março. Uma reunião da Opep e aliados está prevista para abril.

Além disso, um apagão maciço de energia na Venezuela paralisou as remessas de petróleo, em meio a uma crise econômica e turbulência política. "As exportações de petróleo da Venezuela estão sob pressão, em qualquer caso, devido às sanções dos Estados Unidos contra a estatal petrolífera PDVSA", lembra o Commerzbank, em nota a clientes. 

O gráfico diário do IBOV sugere um retângulo.

O que chama a atenção é a intensidade da alta, uma vez que o mercado percorreu a distância entre mínima e máxima do padrão em dois pregões.

No mês de janeiro o fez em 15 pregões, depois em fevereiro em 10 pregões.

Vamos ver até que ponto ela será sustentável acima da região de resistência que temos entre 98.190, 98.545 e 98.590.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 11 de março de 2019

Cenário 11/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, em meio a esperanças de que a China ofereça mais estímulos para conter sua desaceleração, mas recentes dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos reforçaram dúvidas sobre a saúde da economia global.

Nos mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,92%, a 3.026,99 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 3,90%, a 1.667,82 pontos, atingindo máxima em nove meses, graças ao bom desempenho de ações de energia.

Ontem, o presidente do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês), Yi Gang, prometeu ampliar as ações de apoio à economia por meio de incentivos a novos empréstimos e redução dos custos de financiamento.

Yi também comentou que a China vem cumprindo a promessa de evitar a desvalorização do yuan como forma de impulsionar suas exportações, num momento em que Pequim vem negociando para tentar superar suas divergências comerciais com os EUA e chegar a um acordo.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta de 0,47% hoje em Tóquio, a 21.125,09 pontos, o Hang Seng subiu 0,97% em Hong Kong, a 28.503,30 pontos, o sul-coreano Kospi ficou praticamente estável em Seul, com ligeira alta de 0,03%, a 2.138,10 pontos, mas interrompeu uma sequência de seis pregões negativos, e o Taiex avançou 0,08% em Taiwan, a 10.250,28 pontos.

Apesar do tom positivo na região asiática, investidores continuam temerosos diante de indicadores recentes que comprovam a tendência de arrefecimento da economia mundial. Na manhã de sexta-feira (08), os EUA divulgaram número de criação de empregos muito abaixo das expectativas. Horas antes, a China havia revelado quedas nas exportações e importações bem mais acentuadas do que se previa.

A 18 dias da data oficial da saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit, as bolsas europeias apostam que a semana poderá, finalmente, revelar como se dará o desenho da separação. Com tantas incertezas a tão pouco tempo do prazo final, investidores já se dão por contentes ao saber para que lado as negociações penderão, tendo como perspectiva que o cenário de um não acordo entre as partes - o pior quadro para os negócios - está cada vez mais distante. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passou de 2,30% para 2,28%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,50%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do PIB de 2,70% para 2,80%. Quatro semanas atrás, estava em 2,50%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB em 2019 é de 2,4%. Esse porcentual foi divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro.

Em 28 de fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 1,1% em 2018. No quarto trimestre do ano passado, houve alta de 0,1% em relação ao trimestre anterior.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 passou de alta de 2,90% para elevação de 2,80%. Há um mês, estava em 3,04%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 foi de 56,15% para 56,25%. Há um mês, estava em 56,05%. Para 2020, a expectativa foi de 58,35% para 58,40%, ante 58,16% de um mês atrás.

O petróleo opera em alta nesta segunda-feira, diante de informações de que a Arábia Saudita pode reduzir suas exportações e produção do óleo de forma mais acentuada do que o esperado.

Às 9h36 (de Brasília), o Brent para maio subia 0,75% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 66,23, enquanto o do WTI para abril avançava 0,71% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 56,47.

A Agência Internacional de Energia (AIE) afirmou em relatório anual hoje que os EUA caminham no sentido de se tornar exportador líquido de petróleo até 2021 e irão logo em seguida superar a Rússia e a Arábia Saudita. Atualmente, os EUA já são o maior produtor do óleo do mundo.

Na próxima quinta-feira, a Opep divulga seu relatório mensal relativo a fevereiro. Na sexta-feira, será a vez da AIE publicar os dados mensais. 

Os futuros de cobre operam em alta modesta em Londres e Nova York nesta manhã, buscando se recuperar depois de caírem na sessão anterior em reação a dados chineses fracos e incertezas sobre o andamento das negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Por volta das 9h37 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,26%, a US$ 6.412,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio avançava 0,16%, a US$ 2,8980 por libra-peso.

O cobre acompanha a alta de outros ativos financeiros, como ações e petróleo, que também tentam se recuperar hoje após recuarem no fim da semana passada, na esteira de indicadores decepcionantes não apenas da China, mas também dos Estados Unidos.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio recuava 0,11%, a US$ 1.863,00, a do zinco tinha alta de 1,14%, a US$ 2.749,50, a do estanho diminuía 0,09%, a US$ 21.350,00, a do níquel subia 0,04%, a US$ 13.085,00, e a do chumbo avançava 0,57%, a US$ 2.103,50 por tonelada. 




O gráfico diário do IBOV mostra um movimento técnico, de busca por suporte ao redor de 93.425.




Vale destacar que a mínima do último pregão foi marcada fora da banda de bollinger inferior, porém o fechamento foi dentro da banda, o que mostra uma reação notável dos touros.

A memória de médio e curto prazo é compradora, curtíssimo prazo vendedora e temos um sinal de fundo, o que torna a leitura complexa e desafiadora.

A média móvel de 21 períodos, linha vermelha logo acima dos preços, seria um alvo possível e provável logo após a abertura, ou então algo muito perto dela.

Na minha visão, na primeira batida o mercado deverá sentir a região, mas algo talvez temporário, uma vez que o sinal de sexta é relevante.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 8 de março de 2019

Cenário 08/03/2019

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, lideradas pelas chinesas, após a divulgação de dados de comércio exterior da China que frustraram investidores, reacendendo preocupações sobre a tendência de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Em meio à atual disputa comercial com os Estados Unidos, as exportações da China sofreram um tombo anual de 20,7% em fevereiro e suas importações diminuíram 5,2%. Analistas previam quedas bem menores, de 6% nas exportações e de 2,5% nas importações.

Como resultado, os mercados chineses tiveram hoje seu pior dia em cinco meses. O Xangai Composto caiu 4,40%, a 2.969,86 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 3,79%, a 1.605,28 pontos. Na semana, o Xangai ficou com perda de 0,80%, interrompendo uma sequência de oito semanas de valorização, a mais longa desde 2015.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve baixa de 2,01% em Tóquio, a maior em dois meses, fechando a 21.025,56 pontos, enquanto o Hang Seng caiu 1,91% em Hong Kong, a 28.228,42 pontos, o sul-coreano Kospi cedeu 1,31% em Seul, a 2.137,44 pontos, e o Taiex recuou 0,68%, a 10.241,75 pontos.

Ao longo da semana, o Nikkei se desvalorizou 2,65%, o Hang Seng perdeu 2%, o Kospi caiu 2,6% e o Taiex registrou baixa de 1,4%.

Outros fatores pesaram no sentimento de investidores na Ásia.

Ontem, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou novas medidas de estímulo monetário e cortou fortemente suas projeções de crescimento econômico da zona do euro, contribuindo para os temores sobre a desaceleração da economia global.

A questão do diálogo comercial entre EUA e China também preocupa. Quando os negócios nos mercados asiáticos já haviam se encerrado, o Wall Street Journal divulgou entrevista com o embaixador americano para a China, Terry Branstad, dizendo que ainda não há preparativos para uma reunião de cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping para resolver o atual conflito comercial, uma vez que nenhum dos lados acredita que um acordo seja iminente.

Branstad afirmou estar esperançoso de que americanos e chineses eventualmente fechem um pacto comercial, mas ressaltou que as negociações das últimas semanas foram "longas e difíceis".

As importações de petróleo da China subiram na comparação anual de fevereiro, mas as de minério de ferro e de cobre diminuíram no período, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândega do país.

No mês passado, as compras chinesas de petróleo bruto saltaram 22% no confronto anual, a 39,23 milhões de toneladas, enquanto as de minério de ferro diminuíram 1,4%, a 83,08 milhões de toneladas, e as de cobre sofreram queda de 12%, a 311 mil toneladas.

No primeiro bimestre, a China importou 81,825 milhões de toneladas de petróleo, 12% mais do que em igual período do ano passado. Já as importações de minério de ferro tiveram redução de 5,5% nos dois primeiros meses do ano, a 174,4 milhões de toneladas, e as de cobre recuaram 0,6%, a 789 mil toneladas.

Os dados também mostraram que a China exportou 3,81 milhões toneladas de petróleo bruto em fevereiro, 9,4% mais do que no mesmo mês de 2018. No primeiro bimestre, houve acréscimo anual de 21% nas exportações de petróleo, a 9,23 milhões de toneladas.

O petróleo opera em queda na manhã desta sexta-feira, pressionado após a decepção com números da balança comercial da China em fevereiro, que reacenderam as preocupações com a desaceleração da atividade global.

Às 9h57 (de Brasília), o Brent para maio recuava 1,81% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 65,10, enquanto o do WTI para abril caía 1,71% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 55,69.

Mais cedo, o governo da Noruega divulgou um comunicado para propor a exclusão de companhias classificadas como de exploração e produção do setor de energia do fundo soberano do país, com objetivo de reduzir o risco agregado do preço do petróleo na economia norueguesa. O fundo soberano norueguês é o maior do mundo, com ativos de mais de US$ 1 trilhão.

Desde o início do ano, os contratos futuros de petróleo acumulam alta de 20%, mas as preocupações com a economia mundial elevam o risco sobre a perspectiva para os preços. Para analistas do Commerzbank, os cortes na produção do óleo feitos pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) levaram o mercado ao equilíbrio, mas a produção crescente nos EUA deve requerer maior redução no volume produzido.

Os futuros de cobre operam em baixa de mais de 1% nesta manhã.

Por volta das 9h59 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,10%, a US$ 6.366,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio recuava 1,05%, a US$ 2,8800 por libra-peso.

Logo mais, às 10h30 de (Brasília), a atenção dos investidores vai se voltar para o relatório de empregos dos EUA, o chamado "payroll", que tem forte influência nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas. No horário indicado acima, a tonelada do alumínio recuava 0,72%, a US$ 1.876,00, a do zinco tinha baixa de 1,15%, a US$ 2.704,00, a do estanho diminuía 0,28%, a US$ 21.425,00, a do níquel cedia 0,98%, a US$ 13.090,00, e a do chumbo perdia 0,59%, a US$ 2.091,00 por tonelada. 


O gráfico diário do IBOV mostra um testa da parte inferior da banda de bollinger, com a formação de um pequeno harami, sinal de força média, nada empolgante.



Penso que ficou devendo teste de 93.425, no mínimo, pois trata-se de um importante eixo de M, decisivo para o curto e talvez médio prazo.

As garras dos ursos devem impactar os preços no início dos negócios, sendo o fechamento dessa sexta-feira decisivo para o rumo do mercado, anulando ou confirmando o sinal ontem visto.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 7 de março de 2019

Cenário 07/03/2019

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com investidores mantendo a cautela à espera do resultado das negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Um novo fator de tensão para o diálogo sino-americano surgiu com a decisão da gigante de equipamentos de telecomunicação chinesa Huawei de entrar com uma ação contra os EUA.

Nos mercados da China continental, o dia foi de ganhos moderados. O índice Xangai Composto subiu 0,14% hoje, a 3.106,42 pontos, ajudado por ações de corretoras, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,49%, a 1.668,53 pontos.

Por outro lado, o Hang Seng teve queda de 0,89% em Hong Kong, a 28.779,45 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões de ganhos.

O tom foi igualmente negativo em Tóquio, onde o Nikkei caiu 0,65%, a 21.456,01 pontos, pressionado por ações do setor automotivo; em Seul, com baixa de 0,45% do Kospi, a 2.165,79 pontos, marcando a quinta sessão consecutiva de perdas; e em Taiwan, uma vez que o fraco desempenho de fornecedores da Apple levaram o Taiex a recuar 0,44%, a 10.311,68 pontos.

As tensões comerciais entre Washington e Pequim atingiram um novo patamar depois que a Huawei decidiu hoje processar os EUA, com a alegação de que a lei americana que a impede de vender equipamentos para agências governamentais é inconstitucional.

Nas últimas semanas, americanos e chineses vêm conversando para tentar solucionar a agressiva disputa tarifária em que as duas maiores economias do mundo se envolveram desde meados do ano passado. Analistas, porém, têm dúvidas sobre o quão abrangente será um eventual pacto comercial entre EUA e China.

Além disso, os EUA registraram déficit comercial de US$ 59,8 bilhões em dezembro, o maior em dez anos, segundo dados oficiais publicados ontem. O avanço no saldo negativo veio apesar de esforços do presidente americano, Donald Trump, de reduzir esse número. Apenas com a China, o déficit comercial dos EUA em dezembro foi de US$ 38,7 bilhões.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta quinta-feira, buscando se recuperar após ficarem sem direção única e não muito longe da estabilidade nas últimas sessões, à medida que uma pesquisa de 11 bancos de investimentos do Wall Street Journal mostrou que as projeções para os preços da commodity ficaram estáveis.

Segundo o levantamento do WSJ, divulgado hoje, o valor médio do barril de petróleo tipo Brent deverá subir a US$ 67 este ano, enquanto o do WTI poderá alcançar quase US$ 60. Ambas as estimativas estão em linha com projeções do mês passado.

Às 9h37 (de Brasília), o Brent para maio avançava 1,11% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 66,72, enquanto o do WTI para abril subia 0,89% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 56,72.

Os preços do cobre recuam na manhã desta quinta-feira, em seguimento aos mercados acionários globais em queda em meio à cautela com a relação sino-americana.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,60%, a US$ 6.416,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha queda de 0,31%, a US$ 2,9095 por libra-peso.

Especialistas comentam que o Chile e o Peru, os dois maiores produtores de mineração de cobre do mundo, reportaram nos últimos dias que em janeiro houve queda na produção em relação aos recordes de dezembro. "Isto é principalmente devido a razões sazonais, no entanto", destacam.

A Comissão de Cobre do Chile espera, por sua vez, que o país produza apenas 6 milhões de toneladas de cobre este ano, um pouco mais que no ano passado, diz o Commerzbank. A produção de mineração de cobre também deverá aumentar no Peru em 2019, com a expansão de grandes minas.

Entre outros metais básicos na LME, no horário indicado acima, a tonelada do alumínio subia 0,07%, a US$ 1.862,75, enquanto a do zinco caía 0,34%, a US$ 2.775,50, a do estanho opera estável, a US$ 21.395,00, a do níquel recuava 1,50%, a US$ 13.430,00, e a do chumbo subia 0,48%, a US$ 2.113,00 por tonelada. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,54% em fevereiro, desacelerando levemente em relação ao ganho de 0,58% observado em janeiro, mas ficando praticamente inalterado ante o acréscimo de 0,53% registrado na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

No primeiro bimestre, o IPC-Fipe acumulou inflação de 1,13%. Nos 12 meses até fevereiro, o aumento do índice foi de 4,13%.

Em fevereiro, três dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com menos força ou ampliaram deflação. Foi o caso de Transportes (de 1,16% em janeiro para 0,22% no mês passado), Educação (de 3,31% para 0,03%) e Despesas Pessoais (de -0,23% para -0,36%).

Por outro lado, avançaram de forma mais acentuada os segmentos Habitação (de 0,11% para 0,41%), Alimentação (de 1,13% para 1,64%), Saúde (de 0,26% para 0,29%) e Vestuário (de 0,09% para 0,20%).



O gráfico diário do IBOV mostra o bechmark inclinado para a venda, em um movimento corretivo previsível após várias tentativas frustradas de rompimento de 98K.



A perda da LTA (azul) acelerou a baixa, com a busca pelo suporte imediato ao redor de 94.660, 94.780 e 94.915.

Pela inversão de polaridade da análise técnica, esses pontos agora serão resistências.

O fundo marcado em fevereiro/19, aos 93.425, aparece como candidato a alvo dessa movimentação, porém a memória ainda é fortemente compradora, o que requer atenção dos que desejam montar posições compradas os daqueles que estão vendidos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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