segunda-feira, 22 de julho de 2019

CENÁRIO 22/07/19

Os principais indicadores acionários asiáticos encerraram a sessão desta segunda-feira em baixa diante de um novo dia marcado pela expectativa quanto a reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), nesta semana, e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na próxima. Enquanto isso, os agentes observaram o primeiro dia de negócios da Shanghai Stock Exchange’s STAR Market, ou apenas STAR, destinada a empresas de alta tecnologia.

Inspirada na Nasdaq, a STAR será voltada para empresas de tecnologia que desempenham um papel importante nos planos de desenvolvimento do governo chinês. A tendência é de volatilidade nestes primeiros dias, enquanto os negócios são digeridos pelos investidores. "Inicialmente, pode haver desequilíbrios no trading entre oferta e demanda e o mercado deve olhar para as flutuações de forma razoável", disse o vice-gerente geral da Bolsa de Valores de Xangai, Liu Ti. A STAR começa com 25 empresas listas, das quais um fabricante estatal de controles ferroviários responde pela maior parte de valor de mercado.

Ainda em solo chinês, o índice Xangai Composto encerrou o pregão em queda de 1,27%, com 2.886,97 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto recuou 1,8%, para 1.532,43 pontos. Na Bolsa de Seul, o índice Kospi cedeu 0,05%, para 2.093,34 pontos e, em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 1,37%, para 28.371,26 pontos.

No Japão, os investidores digeriram os resultados da eleição legislativa do país, que resultou em um fortalecimento da coalizão governista do primeiro-ministro Shinzo Abe. "Com a maioria assegurada nas duas casas do Parlamento, o poder político de Abe deve permanecer forte até o final de seu mandato, em setembro de 2021", disseram os economistas Takuji Aida e Arata Oto, do Société Générale. Para eles, a coalizão governista poderá continuar a implementar a "Abenomics" e, assim, o governo deve avançar com o aumento de impostos sobre o consumo em outubro, "mas provavelmente mais por motivos políticos do que econômicos". Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,23%, para 21.416,79 pontos.

No noticiário macroeconômico, em um dia esvaziado de indicadores, os agentes voltaram a se atentar à política do Fed à medida que crescem as chances de uma redução de 25 pontos-base nos juros na próxima semana, o que seria um corte preventivo das taxas pelo banco central americano. A reunião do BCE também é aguardada pelos investidores, que esperam pelo anúncio de novas medidas de estímulo pela autoridade monetária da zona do euro.

No Brasil, os mercados esperam a divulgação do IPCA-15 de julho, os dados de arrecadação e de emprego formal em junho.

Em Brasília, com o fluxo de notícias mais fraco sobre a reforma da Previdência em meio ao recesso no Congresso, as atenções estarão sobre as discussão da reforma Tributária e medidas de estímulo, como a liberação parcial de recursos de contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS). O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesse domingo que poderá rever, no futuro, o porcentual de 40% da multa do FGTS paga ao empregado demitido sem justa causa, mas que não pretende extingui-la. 

Para alterar o valor da multa, é preciso encaminhar ao Congresso uma proposta de lei complementar para regulamentar o tema, já que a multa é uma cláusula pétrea da Constituição. Com viagem prevista para esta terça-feira para Vitória da Conquista, na Bahia, Bolsonaro disse que não teme ataques e protestos, como reação aos comentários feitos por ele na sexta-feira passada em relação a governadores do Nordeste. Em conversa com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse para "não dar nada" ao governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB. Ontem, Bolsonaro afirmou não temer visitar a região e que o Nordeste é sua terra e que ele pode andar por qualquer lugar do território brasileiro. 

Também um "novo corte" no Orçamento de R$ 2,5 bilhões deve ser anunciado e as lideranças dos caminhoneiros voltam a se reunir nesta semana com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para tratar da nova resolução sobre a política de preços mínimos do frete rodoviário. Os caminhoneiros reclamam que as empresas estão querendo pagar só o custo sem qualquer remuneração para o caminhoneiro. A categoria não descarta a possibilidade de paralisação, mas o ministério disse que buscará um consenso. 

No exterior, em meio a especulações de que uma nova rodada de negociações sino-americanas poderia ocorrer no fim deste mês, o governo chinês estaria considerando implementar um plano para aumentar as compras de soja americana, de acordo com pessoas familiarizadas com as discussões. Além disso, há um compasso de espera pelo Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre dos Estados Unidos e os resultados trimestrais de Santander, Boeing, Amazon e Facebook.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de julho teve um recuo de 1,7 ponto em relação ao resultado fechado de junho, para 94,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Houve piora tanto na percepção dos empresários em relação à situação atual quanto nas perspectivas futuras dos negócios. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,5 pontos, para 94,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) encolheu 0,9 ponto, para 93,9 pontos, o menor patamar desde julho de 2017.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou uma alta de 0,6 ponto porcentual em relação ao patamar de junho, passando de 75,0% para 75,6% em julho.

A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 784 empresas entre os dias 1 e 18 de julho. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 29.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019, mas alteraram a perspectiva para o encerramento de 2020.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,50% ao ano. Há um mês, estava em 5,75%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 caiu de 6,00% para 5,75% ao ano, ante 6,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, ante 7,50% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 foi de 7,50% para 7,00%, ante 7,50% de quatro semanas antes.

No dia 19 de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, vinculou eventuais novos cortes da taxa ao andamento da reforma da Previdência no Congresso. No comunicado sobre a decisão, o BC também disse que a recuperação econômica parou e avaliou que o cenário externo está mais favorável.

Já as projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019, 3,9% em 2020 e 3,9% em 2021. Elas constaram no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de junho.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,50% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, passou de 6,25% para 5,50%, ante 6,25% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,50%. Há um mês, estava no mesmo nível. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O IBOV inicia a semana parecendo um prisioneiro empurrado pelo pirata na prancha, quase caindo no mar.

Fechou no limite da LTA e sobre um suporte marcado recentemente (103.360).

Naturalmente, atrairá a compra no início da sessão, que verá a região como oportunidade, lembrando que o IBOV é tão somente uma média.

O desafio será manter os ursos domados durante essa segunda-feira.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 19 de julho de 2019

CENÁRIO 19/07/2019


Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta sexta-feira em alta à medida que os agentes se viram motivados a ir às compras diante da possibilidade de uma postura mais agressiva pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) quanto a uma redução nas taxas de juros neste mês.

A especulação entre os investidores ganhou força ainda na quinta-feira, quando o presidente da distrital de Nova York do Fed, John Williams, defendeu a necessidade de uma ação rápida na política monetária diante de sinais de "aflição" na economia. Considerado um dos dirigentes mais influentes do banco central, Williams disse que o cenário "desafiador" para os formuladores de políticas indica que é preciso tomar "medidas rápidas quando confrontado com condições econômicas adversas". O viés "dovish" de Williams tentou ser desfeito pelo Fed de Nova York. Em comunicado, a distrital apontou que o dirigente fez um "discurso acadêmico", e não falou sobre uma eventual ação do banco central.

Os comentários de Williams fizeram com que as apostas de um corte de 50 pontos-base nos juros passassem a ser majoritárias. Após o recuo do Fed de Nova York, a possibilidade de uma redução de 25 pontos-base voltou a ser majoritária. Vice-presidente do Fed, Richard Clarida não foi tão enfático quanto Williams, mas manteve abertas as portas para cortes nos juros em duas semanas. Para ele, o trabalho do Fed é tomar medidas preventivas antes que os indicadores econômicos fiquem muito ruins.

Na Bolsa de Tóquio, os investidores, além do viés "dovish" do Fed, também operaram na expectativa das eleições do Japão no próximo domingo, quando serão eleitos 124 dos 245 membros da Câmara dos Conselheiros, a Câmara alta do Legislativo japonês. Por lá, o índice Nikkei fechou em alta de 2,00%, a 21.466,99 pontos. Já na Bolsa de Sydney, o australiano S&P/ASX 200 subiu 0,77%, para 6.700,30 pontos.

Em solo chinês, ainda repercutiu entre os agentes a conversa por teleconferência entre o vice-primeiro-ministro da China Liu He, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e o representante comercial americano, Robert Lighthizer. Por lá, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) conduziu a maior injeção de liquidez no sistema financeiro ao injetar 471,5 bilhões de yuans por meio de recompras reversas. O índice Xangai Composto fechou em alta de 0,79%, cotado a 2.924,20 pontos. Já o menos abrangente Shenzen Composto subiu 0,8%, para 1.560,27 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,07%, para 28.765,40 pontos.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha recuou 0,4% na passagem de maio para junho e registrou alta de 1,2% na comparação anual, de acordo com dados publicados nesta sexta-feira pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado ficou abaixo das expectativas de analistas consultados pela Trading Economics, que projetavam avanço de 1,4% do indicador na base anual em junho.

Com os números do mês passado, o PPI alemão apresentou forte desaceleração em relação aos dados de maio, quando a inflação ao produtor subiu 1,9% na base anual. Assim, o indicador atingiu o seu menor nível desde dezembro de 2016. Excluindo-se custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI alemão desacelerou de 1,1% em maio para 0,9% na comparação anual de junho.

A ação do ressegurador IRB Brasil Re em sua oferta subsequente (follow on) saiu a R$ 88,00. O valor, confirmado há pouco em fato relevante, foi antecipado pela Coluna Broadcast, que também traz a informação de que foi uma reprecificação, pois segundo fontes estava em R$ 90,00 na noite de ontem. O total ficou em R$ 7,39 bilhões.

A ação do ressegurador IRB Brasil Re em sua oferta subsequente (follow on) saiu a R$ 88,00. O valor, confirmado há pouco em fato relevante, foi antecipado pela Coluna Broadcast, que também traz a informação de que foi uma reprecificação, pois segundo fontes estava em R$ 90,00 na noite de ontem. O total ficou em R$ 7,39 bilhões.

O Banco Inter anuncia oferta pública de distribuição primária, com esforços restritos de colocação, de certificados de depósitos de ações (units). Cada unit é representada por uma ação ordinária e duas preferenciais - o banco explica, em fato relevante, que o preço por ação na oferta será correspondente a um terço do preço por unit. As units começam a ser negociadas nesta sexta-feira, 19, na B3.

A agenda de indicadores e eventos de sexta-feira (19) traz os discursos de dirigentes do Federal Reserve em eventos nos Estados Unidos, além de indicadores econômicos no país, como o sentimento do consumidor. No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro participa de eventos comemorativos em Brasília.

O gráfico diário do IBOV mostra a formação de um suposto fundo aos 103.360.

Vale destacar que, as máximas das três últimas sessões foi rompida, em fechamento, com bom volume.

Houve aproximação entre médias e preços e por pouco a linha de tendência de alta, riscada em azul, a qual guia os negócios desde maio, não foi testada.

O pregão dessa sexta-feira será essencial, decisivo e nevrálgico, pois temos sinal de topo no semanal e de fundo no diário.

Quem vencerá?

Bons negócios e um ótimo final de semana!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 18 de julho de 2019

CENÁRIO 18/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira em baixa diante do impasse nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China em meio a questões envolvendo a gigante de telecomunicações chinesa Huawei Technologies.

De acordo com a agência de notícias Dow Jones Newswires, os esforços para reativar as negociações sino-americanas não estão progredindo diante das restrições à Huawei. Em meio a relatos recentes de que os EUA vão relaxar algumas restrições a vendas da empresa chinesa, Pequim supostamente está esperando para ver as ações de Washington antes de se comprometer com uma nova rodada de negociações. As incertezas em relação aos dois países têm pesado nas perspectivas para a economia global e feito com que, nas últimas semanas, diversos bancos centrais adotassem um tom mais voltado à flexibilização monetária.

O índice Xangai Composto recuou 1,04%, para 2.901,18 pontos, terminando o pregão na mínima do dia. O menos abrangente Shenzen Composto caiu 1,6%, para 1.548,64 pontos. Já na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 0,46%, para 28.461,66 pontos.

O Banco Central Europeu (BCE) deve voltar a um viés de flexibilização monetária ainda neste mês e decidir por uma nova rodada de estímulos em setembro, na avaliação da agência de classificação de risco S&P Global Ratings. "Esperamos que o BCE volte ao modo acomodatício em sua reunião na próxima semana e abra a porta para um pacote de estímulos em setembro, uma vez que a incerteza permanece e a economia continua atrapalhada pela fraqueza externa."

De acordo com a agência, há riscos de que a fraqueza no setor industrial seja transmitida para o setor de serviços, e não o inverso. "A persistência de vários riscos externos está se tornando um risco próprio na zona do euro", disse o economista-chefe para EMEA da S&P, Sylvain Broyer. Para ele, nesse contexto, é possível ver mais revisões de baixa nas projeções do BCE para crescimento do PIB e inflação ainda em 2019.

Apesar de a taxa de depósito do BCE já estar em território negativo, a S&P acredita que o banco central tem espaço para cortar pelo menos 10 pontos-base dos juros sem atingir o limite inferior efetivo. Além disso, para a agência, "os últimos anos mostraram também que o BCE tem outras ferramentas eficientes à disposição". Na avaliação da S&P, o BCE pode reduzir as taxas de juros a partir de setembro e potencialmente retomar as compras de ativos em 15 bilhões de euros por mês a partir de outubro.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,53% na segunda prévia de julho, após ter aumentado 0,75% na segunda leitura de junho. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 6,15% no ano e avanço de 8,04% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda medição do IGP-M de julho. O IPA-M, que representa os preços no atacado, subiu 0,62% ante um avanço de 1,15% na segunda prévia de junho.

O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,10% na segunda medição de julho, depois de uma queda de 0,05% em igual leitura de junho. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve alta de 0,93% na segunda prévia deste mês, depois da estabilidade registrada na segunda prévia do mês anterior.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de junho a 10 de julho. No dado fechado do mês de junho, o IGP-M teve alta de 0,80%.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que aguarda a proposta do governo para a reforma tributária e que, quando encaminhada, ela será tratada com "todo o respeito" pelo Parlamento.

Transparecendo a disputa criada pelo protagonismo sobre o tema, Maia classificou como "inveja" e "recalque" a avaliação de integrantes da equipe econômica de que a proposta encampada pela Câmara criaria o maior imposto sobre valor agregado (IVA) do mundo, conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo.

O presidente da Câmara criticou ainda a proposta de criação de um tributo sobre transações nos moldes da extinta CPMF. "Querem voltar com a CMPF para o Brasil, com esse imposto que a gente acabou, que é cumulativo, ruim." Para ele, dificilmente os parlamentares darão aval a essa proposta.

Sobre a reforma tributária defendida pelo Senado, baseada no texto do ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), Maia disse que a proposta é "muito boa" e que irá trabalhar com a Casa para construir um projeto convergente.

O gráfico diário do IBOV mostra três sessões seguidas de muito equilíbrio entre ursos e touros.

Percebemos a aproximação da média móvel de 21 períodos, que logo deverá tocar o topo anterior (102.620 assim como a linha de tendência de alta riscada em azul.

Nesse caso teríamos um tríplice suporte, reforçada pela retração de 38,2% de Fibonacci.

No meu entendimento, a estrutura supra citada separar o joio do trigo, os homens dos meninos.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br




quarta-feira, 17 de julho de 2019

CENÁRIO 17/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira em baixa, diante de novas preocupações relativas ao comércio entre Estados Unidos e China após comentários do presidente americano, Donald Trump. O líder dos EUA indicou que um acordo com os chineses está "longe de ser alcançado", o que gerou preocupações entre os investidores, que optaram por vender ações.

"A ameaça renovada do presidente Trump de mais tarifas sobre produtos chineses fez com que os investidores se preparassem para um dia perdas nas bolsas asiáticas, acompanhando o sentimento negativo visto em Wall Street", apontaram os economistas Nicholas Mapa e Prakash Sakpal, do ING. De acordo com eles, os comentários de Trump ofuscaram as vendas no varejo e a produção industrial dos EUA, que "continuaram a indicar uma economia mais firme mesmo diante da guerra comercial".

Na China, o índice Xangai Composto fechou em queda de 0,20%, a 2.931,69 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto subiu 0,2%, para 1.574,35 pontos. O economista Elliot Clarke, do Westpac, sugere, em nota a clientes, que os dados de crédito chineses mais recentes destacaram que é preciso maior flexibilização monetária na segunda maior economia do mundo, enquanto o investimento privado permanece sendo uma preocupação significativa. "Em parte, isso se deve às circunstâncias em que a China está, com a demanda corporativa por crédito restringida pela incerteza persistente sobre as relações comerciais com os EUA", disse.

Em solo japonês, perdas nos setores de eletrônicos e de varejo fizeram com que o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, recuasse 0,31%, para 21.469,18 pontos. Esses dois segmentos compensaram os ganhos em papéis ligados ao setor financeiro, que se recuperou modestamente à medida que diminuiu a especulação quanto a um afrouxamento agressivo pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) diante de indicadores mais fortes do que o esperado nos EUA.

As construções de moradias inicias nos Estados Unidos recuaram 0,9% na passagem de maio para junho, para a taxa anual sazonalmente ajusta de 1,253 milhões, informou o Departamento do Comércio do país nesta quarta-feira. O resultado negativo foi ligeiramente mais acentuado do que o projetado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam queda de 0,7% nas construções.

As permissões para novas obras, que sinalizam o volume das construções no país, cederam 6,1% em junho na mesma base comparativa, para um ritmo anual de 1,220 milhão. Essa foi a pior queda desde março de 2016 e marcou um recuo muito mais acentuado do que o projetado por analistas, de apenas 0,3%.

Os números das construções de casas nos EUA tendem a ser voláteis a cada mês e são sujeitos a revisão. A Queda na construção de moradias iniciadas em maio foi revisada de queda de 0,9% para recuo de 0,4% na comparação com abril.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o texto de reforma tributária que será apresentado pelo governo federal proporá a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) para unificar tributos federais. Segundo Guedes, Estados e municípios poderão adotar o sistema, caso lhes convenha.

Guedes destacou que a intenção do governo com a reforma é desonerar a folha de pagamentos, uma vez que os encargos atuais seriam responsáveis por criar "milhões de desempregados no País". Ele comentou ainda que a equipe econômica estuda mudanças no Imposto de Renda e a criação de um tributo sobre transações financeiras.

O Ministério da Economia estuda liberar aos trabalhadores uma parcela dos recursos das contas ativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A medida, inédita, atingiria contas de contratos de trabalho que estão em vigor. Uma das ideias em estudo é autorizar os saques na seguinte proporção: quem tem até R$ 5 mil no fundo poderia sacar 35% do saldo; trabalhadores com até R$ 10 mil no FGTS teriam autorização para retirada de 30%.

Ainda se discute criar uma faixa intermediária, entre aqueles que têm saldo de R$ 10 mil e os que acumularam até R$ 50 mil, mas o porcentual de saque ainda não foi definido. Já para aqueles com saldo superior a R$ 50 mil, o limite para retirada seria de 10%.

No fim de maio, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a permissão para o saque das contas ativas seria feita depois da aprovação da reforma da Previdência, junto com a liberação do PIS/Pasep. Mas há quem defenda a liberação antes do fim da tramitação da reforma - que ainda precisa passar por uma segunda votação na Câmara dos Deputados, antes de seguir para o Senado.

O calendário de liberação seria feito pela data do aniversário dos trabalhadores. Aqueles que já fizeram aniversário neste ano já teriam direito ao benefício. A ideia é que a injeção de recursos ajude na retomada da economia, via consumo.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,10% na segunda quadrissemana de julho, desacelerando em relação à alta de 0,17% verificada na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda leitura de julho, cinco dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com mais força ou registraram deflação menor. Foi o caso de Alimentação (de -0,28% na primeira quadrissemana para -0,24% na segunda quadrissemana), de Transportes (de -0,31% para -0,30%), de Saúde (de 0,24% para 0,36%), de Vestuário (de -0,15% para -0,01%) e de Educação (de 0,02% para 0,15%).

Por outro lado, os demais itens avançaram de forma mais contida: Habitação (de 0,70% para 0,55%) e Despesas Pessoais (de 0,46% para 0,03%).

O gráfico diário do IBOV mostra um teste da retração de 50% de Fibonacci na sessão de ontem (16).

Houve a formação de nova sombra inferior, assim como no pregão de segunda-feira (15).

Temos três barreiras, cujos rompimentos mostrariam alguma força dos touros no curtíssimo prazo: média móvel de 5 períodos, retração de 61,8% de Fibonacci na região de 104.135 e a máxima de ontem (16) aos 104.440.

Caso tenhamos a perda da mínima de ontem em 103.360, a região compreendida entre 102.585 e a linha de tendência de alta, riscada em azul, seria alvo natural.

Bons negócios!



terça-feira, 16 de julho de 2019

Cenário 16/07/2019

Os mercados acionários asiáticos não adotaram direção única nesta terça-feira, à medida que os agentes continuaram a monitorar sinais relativos a mais afrouxamento monetário por parte de grandes bancos centrais, além de novidades na seara comercial com as negociações entre Estados Unidos e China de volta ao radar. Assim, as bolsas asiáticas não conseguiram acompanhar os níveis recordes em Wall Street, embora os principais índices de ações americanos tenham apresentado ganhos modestos.

No front comercial, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse na segunda-feira que ele e o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, devem viajar em breve para a China para uma nova rodada de negociações comerciais caso as conversas com autoridades chinesas nesta semana sejam bem-sucedidas.

Em solo chinês, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) injetou o equivalente a US$ 23 bilhões em liquidez via acordos de recompra reversa de 7 dias para dar apoio à segunda maior economia do globo, um dia após o governo chinês informar o menor crescimento trimestral do país em 27 anos. Por lá, o índice Xangai Composto caiu 0,16%, para 2.937,62 pontos. O menos abrangente Shenzen Composto recuou 0,03%, para 1.643,76 pontos.

Voltando de feriado, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em queda de 0,69%, a 21.535,25 pontos. O sul-coreano Kospi, da Bolsa de Seul, subiu 0,45%, para 2.091,47 pontos. Já o Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, avançou 0,23%, para 28.619,62 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de -21,1 pontos em junho para -24,5 em julho, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam queda menor do indicador, para -22,5 pontos.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 7,8 em junho para -1,1 em julho. Neste caso, a projeção era de redução menor, para 3,0 pontos.

NY tem uma agenda forte hoje, com vendas do varejo, produção industrial e uma fala de Powell (14h), que podem influenciar as apostas ao FED. Wall Street também deve reagir aos balanços do JPMorgan e Wells Fargo, esta manhã, e ao depoimento de representantes da Amazon, Apple, Facebook e Google em subcomitê antitruste da Câmara norte-americana. Aqui, tem o IGP-10 de julho, a reunião do conselho de governo com o presidente Bolsonaro e a posse de Gustavo Montezano no BNDES, em cerimônia às 11h, no Palácio do Planalto.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 0,61% em julho, acima da alta registrada no mês anterior, quando índice subiu 0,49%. O resultado ficou próximo ao teto estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimava alta entre 0,32% e 0,62%, com mediana de 0,51. No ano, o índice acumula alta de 4,41% e 6,23% nos últimos 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) voltou a subir 0,72%, mesma taxa do mês anterior, enquanto Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,07% em julho, contra 0,02% em junho. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,08%, após variação de 0,04% no mês anterior.

O período de coleta de preços para o indicador de junho foi do dia 11 de junho a 10 de julho.



O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark corrigindo e se aproximando de pontos importantes, que formam um tríplice suporte, digamos assim: topo anterior (102.620), média móvel de 21 períodos (que poderá subir, uma vez que é móvel por definição) e a linha de tendência de alta riscada em azul.

A questão é: vai realmente descer para testar essa região e se ela será respeitada caso essa manobra ocorra, de fato?

Para completar, temos a retração de 38,2% de Fibonacci colada nessa estrutura supra citada.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Cenário 15/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta segunda-feira sem sinal único, em um dia de ganhos para as bolsas chinesas, que se viram apoiadas pela indústria e pelo varejo da segunda maior economia do mundo. A indústria da China produziu mais do que o esperado por analistas em junho, ao mesmo tempo em que o comércio varejista do gigante asiático vendeu acima do previsto. Os dados deixaram em segundo plano o Produto Interno Bruto (PIB) da China do segundo trimestre, cujo crescimento foi o mais lento em 27 meses.

O índice Xangai Composto fechou em alta de 0,40%, aos 2.942,19 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto subiu 1,00%, para 1.644,32 pontos. De acordo com os dados oficiais, o PIB chinês cresceu 6,2% no segundo trimestre ante o mesmo período do ano anterior, enquanto analistas esperavam expansão ligeiramente mais forte, de 6,3%. Os números foram os mais fracos desde o primeiro trimestre de 2009, quando a economia chinesa foi afetada pela crise financeira global.

Apesar do crescimento chinês aquém das expectativas, investidores digeriram outros indicadores da segunda maior economia do mundo, que animaram os mercados. Em junho, a indústria chinesa produziu 6,3% mais do que no mesmo mês de 2018, superando a projeção de alta de 5,3%. Já as vendas no varejo subiram 9,8%, acima do avanço de 8,4% estimado. Apesar disso, o economista Raymond Yeung, do ANZ, disse que o banco continua "preocupado" sobre se a expansão do crédito poderá "impulsionar as atividades econômicas reais".

No Japão, os mercados ficaram fechados devido a um feriado local. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,29%, para 28.554,88 pontos. Destoando dos demais, o australiano S&P/ASX 200 encerrou o pregão em queda de 0,65%, aos 6.653,00 pontos, na Bolsa de Sydney. Já o índice Kospi, da Bolsa de Seul, recuou 0,20%, para 2.082,48 pontos, ainda reagindo às tensões comerciais entre Coreia do Sul e Japão.

No Brasil, a comissão especial da Câmara aprovou a redação final da reforma da Previdência apenas no início da madrugada de sábado, por 35 votos a favor e 12 contra. Agora, o texto será votado em um segundo turno também pelo plenário, com início no dia 6 de agosto, após o recesso parlamentar que começa no próximo dia 18. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que quer entregar a reforma para o Senado até o dia 9 de agosto. 

Entre os senadores, o Placar da Previdência, elaborado pelo Estado, aponta 42 votos "sim" ao texto, antes mesmo de ele chegar ao Senado. O número representa mais do que a metade do total de senadores, mas ainda está sete votos aquém do mínimo necessário para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição na Casa - 49 senadores. Na sexta-feira passada, a Câmara concluiu a votação do primeiro turno em plenário com a análise dos destaques. No final, foram aprovadas mudanças que suavizaram as regras para homens, mulheres, professores e policiais, mas a economia após as mudanças ainda deve ficar em torno de R$ 900 bilhões em dez anos. 

De acordo com a equipe econômica, a perda na Previdência deve ser compensada pela Medida Provisória 871, convertida na lei 13.846, de combate às fraudes na concessão de benefícios do INSS, que fará com que a União ganhe "pouco mais de R$ 200 bilhões nos próximos dez anos a partir de 2020". "Entre a PEC da Previdência e a MP 871, teremos impacto fiscal de R$ 1,1 trilhão, aproximadamente", afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.

O texto aprovado propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição de 15 anos (homens e mulheres) no setor privado e 25 anos no serviço público. Professores e policiais terão regras próprias, com idades mais baixas para aposentadoria. Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 0,94% no ano até maio, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 1,31% nos 12 meses encerrados em maio.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A Via Varejo anuncia o novo cargo de Chief Digital Officer (CDO), para o qual contratou Helisson Lemos. Ele veio da Móvile e antes foi presidente do Mercado Livre. A posição lidera as áreas de TI e Recursos Humanos.

Lemos "será responsável por acelerar e consolidar a transformação digital da Companhia, com a incumbência de transformá-la em uma plataforma 100% multicanal", diz o fato relevante. Ele assume em agosto.

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 desacelerou de 0,82% para 0,81%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 0,93%.

Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de crescimento do PIB de 2,20% para 2,10%. Quatro semanas atrás, estava em 2,20%.

No fim de junho, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,0% para elevação de 0,8%.

No Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial de 2019 foi de 0,70% para 0,65%. Há um mês, estava em 0,65%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 2,80% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 passou de 56,10% para 56,05%. Há um mês, estava em 56,10%. Para 2020, a expectativa permaneceu em 58,30%, ante 58,43% de um mês atrás.


O gráfico diário do IBOV mostra um harami de topo (mulher grávida em japonês), seguido por uma marobuzu com leve sombra superior, o que não invalida o padrão.


Tracei retrações de Fibonacci entre o fundo marcado dia 02/07 e o topo recente.

O benchmark fechou logo abaixo da primeira retração e da média móvel de 5 períodos.

Acompanhando os bons ventos internacionais e mercado futuro, a abertura será positiva, com algum fôlego no período da manhã, na minha leitura.

O desafio será sustentar os preços ao longo do dia, porque cachorro picado por cobra tem medo de linguiça.

Bons negócios e uma ótima semana.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Cenário 12/07/2019

As bolsas asiáticas tiveram alta praticamente generalizada no último pregão da semana, dando seguimento ao sentimento positivo que ronda os índices acionários globais nos últimos dias diante da leitura de que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, sinalizou em seus depoimentos ao Congresso americano que um corte de juros está por vir na próxima sua decisão de política monetária, em 31 de julho.

O bom humor nos mercados se traduziu em novos recordes de fechamento em Wall Street ontem, com o Dow Jones encerrando pela primeira vez acima dos 27 mil pontos. O S&P 500 também renovou seu recorde de fechamento, a menos de um ponto da casa dos 3 mil pontos.

Diante do Comitê Bancário do Senado dos EUA, ontem, Powell afirmou que os dirigentes do Fed já estão avaliando possíveis alterações na taxa de juros e suas consequências desde a mais recente reunião de política monetária da entidade, em junho. Foi o que mostrou a ata daquele encontro, divulgada na quarta-feira.

Com a perspectiva de uma nova rodada de estímulos monetários, tanto pelo BC americano quanto pelas autoridades que poderiam segui-lo, o índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,20%, para os 21.685,90 pontos. Em Seul, o índice Kospi avançou 0,29%, para os 2.086,66 pontos, enquanto em Hong Kong o composto Hang Seng teve alta de 0,14%, aos 28.471,62 pontos.

Na China, o índice Xangai Composto ganhou 0,44%, para os 2.930,55 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto subiu 0,51%, para os 1.556,77 pontos.

O superávit comercial da China se expandiu acentuadamente de US$ 41,65 bilhões em maio para US$ 50,98 bilhões, informou nesta sexta-feira a Administração Geral Alfandegária do país, muito além da previsão de virtual estabilidade em US$ 42 bilhões feita por analistas consultados pelo Wall Street Journal.

As importações da China caíram 7,3% na comparação anual de junho contabilizada em dólares, muito mais que a projeção de redução em 3,8%, mas desacelerando em relação à baixa anual de 8,5% em maio.

Já as exportações chinesas cederam 1,3% anualmente no mês passado, após terem crescido 1,1% em maio. A expectativa para junho era de recuo de 2,0%.

Contabilizadas em yuans, as exportações chinesas cresceram 6,1% anualmente em junho, desacelerando da alta de 7,7% em maio, enquanto as importações desceram 0,4% no mês passado em relação a junho de 2018, menos que a queda de 2,5% em maio.

A produção industrial da zona do euro avançou 0,9% na passagem de abril para maio, informou nesta sexta-feira a Eurostat, muito além da previsão de alta de 0,2% de analistas consultados pelo Wall Street Journal.

Já na comparação anual de maio, a produção industrial recuou 0,5%, menos que a perda de 1,6% estimada pelos economistas.

No quinto mês do ano em relação a abril, a produção de bens de consumo não duráveis subiu 2,7%, a de bens de consumo duráveis avançou 2,3%, a de bens de capital cresceu 1,3% e a de energia, 0,7%, enquanto a produção de bens intermediários caiu 0,2%.

A agenda de indicadores e eventos desta sexta-feira (12) prevê a continuidade da votação dos destaques para a PEC da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados. A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), com o resultado do volume de serviços em maio, também será divulgada. No exterior, o destaque é o índice de preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

O plenário da Câmara dos Deputados continua votando hoje os destaques da proposta de reforma da Previdência, iniciada ontem. Integrantes do Ministério da Economia que acompanham as negociações na Câmara dos Deputados estimam que ficará bem abaixo dos R$ 100 bilhões o impacto dos destaques à Previdência que tinham acordo para aprovação entre ontem à noite e a madrugada de hoje.

Cálculos preliminares indicavam que o texto votado na quarta-feira poderia sofrer desidratação de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões - com a economia ficando em cerca de o que garantiria economia acima de R$ 900 bilhões em dez anos. A economia original seria de R$ 987,5 bilhões.

A equipe econômica contava com quatro grandes alterações no texto. Os dois acordos fechados para alterar as regras de aposentadoria para mulheres e para policiais e o entendimento costurado ao longo desta quinta-feira para mudar as condições para professores e para homens.

A mudança no cálculo da aposentadoria para as mulheres foi aprovada pelo plenário da Câmara por 344 votos a 132 - além de 15 abstenções. A emenda aglutinativa nº 5 foi apresentada pela bancada do DEM.

Pelo texto-base da reforma da Previdência aprovado anteontem no Plenário, com 20 anos de contribuição, o benefício será de 60% da média salarial de contribuição, subindo dois pontos porcentuais para cada ano a mais de trabalho. A bancada feminina negociou para que a regra dos dois pontos fosse aplicada a partir dos 15 anos de contribuição para as mulheres, já que, para elas, a reforma prevê que o tempo mínimo de contribuição é de 15 anos, e não 20, como no caso dos homens.

Com votação da emenda aglutinativa nº 5, ficaram prejudicados os destaques nº 1 e nº 74 (sobre valor das pensões), além das emendas aglutinativas nº 6, nº 7 e nº 11 (que também tratavam sobe a regras para as mulheres).

O plenário rejeitou o destaque nº 95, apresentado pela bancada do PSB, que buscava a retirada do texto de um dispositivo que prevê que somente será reconhecida, para fins de contagem de tempo para a aposentadoria, a contribuição que seja igual ou superior ao valor mínimo mensal exigido para uma determinada categoria. Esse destaque já havia sido rejeitado na comissão especial na semana passada. Agora, no plenário, a mudança foi reprovada por 334 votos a 155.

Foi rejeitado, por 322 votos a 164, o destaque nº 2, apresentado pela bancada do Cidadania. O destaque buscava suprimir os requisitos previstos em lei para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Um dos principais requisitos é o de renda per capital familiar de 1/4 do salário mínimo, mas há outros critérios para a concessão.

Outro destaque rejeitado foi o de nº 14, apresentado pela bancada do PSOL, que buscava suprimir da reforma as mudanças no pagamento do abono salarial. Como o destaque era supressivo, os favoráveis ao texto-base precisavam reunir 308 votos para manter o texto aprovado anteontem. Foram 326 para derrubar a medida do PSOL, contra 164.

Em uma tentativa de resolver um impasse com a bancada evangélica, a equipe econômica sugeriu a edição de uma portaria que facilita a situação do dependente que recebe pensão por morte e perde sua renda formal. Com a norma, depois editada por lei complementar, a conversão para o recebimento de salário mínimo seria automática, sem necessidade de a viúva, por exemplo, provar no INSS que perdeu a condição de empregabilidade. O objetivo da medida seria reduzir a burocracia.

Outra notícia é que o presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, que convidou um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A decisão, segundo o presidente, depende apenas do "sim" de Eduardo, que estuda a possibilidade de ter que renunciar ao mandato parlamentar para assumir a função de embaixador.

Eduardo Bolsonaro deixou claro que aceitaria um convite de seu pai para assumir o cargo de embaixador do País nos Estados Unidos. "Se for da vontade do presidente e ele realmente me entregar essa função de maneira oficial, eu aceitaria", afirmou Eduardo Bolsonaro em coletiva na Câmara dos Deputados.

O filho do presidente afirmou que sua prioridade a frente da embaixada será de "reatar" as relações com os Estados Unidos, que para ele foi prejudicada nos governos anteriores, e evitou afirmar que teria um papel mais atuante na questão da Venezuela. "A missão é de reatar essa relação, resgatar a credibilidade do País no exterior, atrair investimentos", afirmou o parlamentar.

Para Eduardo Bolsonaro, a indicação de um filho do presidente para o cargo de embaixador vai ser bem vista pelo o governo americano. Ele disse que tem todas as credenciais para assumir o cargo, apesar de não ser um diplomata de carreira.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo feita pelo Facebook, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou que Eduardo Bolsonaro é um "excelente nome" para o posto de embaixador do Brasil em Washington.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark longe da média móvel de 21 períodos, o que limita o espaço para mais uma arrancada, apesar de a tendência ser claramente altista, em gênero, número e grau.


Apesar da euforia e otimismo, temos um sinal de topo: harami, mulher grávida, em japonês.

Será que a sexta-feira vai "lacrar" a semana com uma sessão positiva, anulando o sinal visto ontem?

Eis a questão...

Bons negócios e um ótimo final de semana.

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Cenário 11/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram a sessão desta quinta-feira em alta, à medida que os investidores foram às compras após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, indicar que a autoridade monetária dos Estados Unidos deve efetuar um corte nas taxas de juros ainda neste mês. A expectativa dos agentes é de que outros bancos centrais também efetuem movimentos de afrouxamento em meio a sinais crescentes de desaceleração da economia mundial.

Durante os negócios no pregão americano de quarta-feira, os três principais índices de ações renovaram máximas históricas intraday e o S&P 500 chegou a ultrapassar pela primeira vez a marca dos 3 mil pontos. "Os mercados acionários locais estiveram no melhor dos mundos hoje, já que os investidores locais amam nada mais do que baixas taxas de juros nos EUA e um dólar mais fraco", apontou Stephen Innes, da Vanguard Markets, em nota enviada a clientes.

Apesar da queda do dólar e consequente avanço do iene, o que pesa nas ações de empresas exportadoras, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio fechou em alta de 0,51%, com 21.643,53 pontos. Na Bolsa de Seul, o Kospi subiu 1,06%, para 2.080,58 pontos e, em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,81%, aos 28.431,80 pontos. Já no Pacífico, na Bolsa de Sydney, o S&P/ASX 200 avançou 0,39%, para 6.716,10 pontos.

Em solo chinês, os agentes digeriram novas tensões relacionadas à seara comercial. De acordo com a imprensa americana, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, pediu que fornecedores da gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies busquem licença para as vendas à companhia. Durante a madrugada, o Ministério de Comércio da China pediu que os EUA removam as sanções aplicadas à Huawei e a outras empresas do país asiático. Por lá, o Xangai Composto fechou em alta de 0,08%, aos 2.917,76 pontos. Já o menos abrangente Shenzen Composto caiu 0,12%, para 1.619,79 pontos.

Os rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos e de países europeus operam em baixa na manhã desta quinta-feira à medida que os agentes continuam repercutindo o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que, na avaliação de analistas, indicou cortes nas taxas de juros no fim deste mês. O Goldman Sachs acredita em uma redução de 25 pontos-base nos Fed funds em 31 de julho e aponta que as chances de um corte de 50 pontos-base estão em apenas 15%. Os agentes aguardam, ainda, dados de inflação nos EUA e a ata da reunião de política monetária de junho do Banco Central Europeu (BCE).

O texto-base da reforma da Previdência foi aprovado ontem à noite em primeiro turno pelo plenário da Câmara dos Deputados por 379 votos favoráveis e 131 contrários. O resultado foi proclamado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se emocionou e foi muito aplaudido pelos parlamentares.

O placar - que contou com 19 votos favoráveis de parlamentares de partidos da oposição que encaminharam votação contra o texto - superou os cálculos que haviam sido divulgados pelo governo e pelos líderes partidários com ampla margem. Para aprovar o texto, eram necessários, no mínimo, 308 votos. Além disso, o resultado foi recorde para Propostas de Emendas à Constituição (PEC) que tratam de matérias previdenciárias, superando todas as votações sobre o tema realizadas nos governos FHC e Lula.

Após a aprovação do texto-base, os deputados começaram a analisar os destaques à proposta, mas apenas um foi apreciado. Foi rejeitado, por 265 votos a 184, o destaque nº 9, apresentado pela bancada do PL, que buscava manter as regras atuais das aposentadorias dos professores dos ensinos infantil, fundamental, médio e universitário. Esse destaque havia sido rejeitado na comissão especial na semana passada.

As vendas do comércio varejista caíram 0,1% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de 0,20%, obtida a partir do intervalo de queda de 0,50% a avanço de 0,90%.

Na comparação com maio de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1% em maio de 2019. Nesse confronto, as projeções iam de queda de 1,50% a alta de 2,80%, com mediana positiva de 1,30%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 0,7% no ano. Em 12 meses, houve avanço de 1,3%.


O gráfico diário do IBOV deve abrir em alta, seja na esteira do exterior em caráter secundário, como pela expressiva votação na reforma da Previdência (driver principal).


O desafio é saber quanto desse fato já está embutido nos preços.

Ainda não há um sinal concreto de correção no mercado à vista, mas não podemos dizer o mesmo em relação ao BOVA11 e minicontrato futuro.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Cenário 10/07/2019

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira sem sinal único diante da cautela dos investidores antes do depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, no Congresso dos Estados Unidos. Os agentes do mercado esperam que Powell dê mais pistas sobre o futuro das taxas de juros americanas à medida que precificam, no momento, 100% de chance de cortes nos juros ainda neste mês, de acordo com os contratos futuros dos Fed funds compilados pelo CME Group.

Na agenda de indicadores da Ásia, os dados mais relevantes foram os de inflação na China. O índice de preços ao consumidor (CPI) do país asiático subiu 2,7% na comparação anual de junho, em linha com o esperado por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. O índice de preços ao produtor (PPI), porém, ficou estável ante projeções de alta de 0,2% na base anual de junho. Na avaliação do economista Li Wei, do Standard Chartered, as leituras mais suaves de inflação devem abrir caminho para uma flexibilização adicional da política monetária no país.

"A inflação baixa cria uma janela para impulsionar menores taxas de juros ou de mais estímulos para as empresas", disse Li. Apesar disso, o índice Xangai Composto fechou em queda de 0,44%, em 2.915,30 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzen Composto recuou 0,47%, para 1.621,81 pontos.

A China tem buscado formas de reduzir ainda mais as tarifas de importação como parte de seus esforços para estabilizar o comércio exterior, informou a televisão estatal CCTV nesta quarta-feira, citando uma reunião semanal do Conselho de Estado.

As importações chinesas caíram 8,5% em maio em relação ao ano anterior, após alta de 4,0% em abril, de acordo com o país. A queda de maio foi mais acentuada do que as expectativas de muitos economistas.

Os mercados chineses deixaram de lado até mesmo novas conversas entre o vice-premiê Liu He com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e o representante comercial americano, Robert Lighthizer, por telefone. A espera pelos comentários de Powell ditou, ainda, o rumo dos negócios no Japão, onde o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em queda de 0,15%, com 21.533,48 pontos, após dia sem sinal único em Nova York.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,31%, para 28.204,69 pontos, e, em Seul, o Kospi avançou 0,33%, para 2.058,78 pontos. Na Oceania, o índice australiano S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, fechou a quarta-feira com alta de 0,36%, para 6.689,80 pontos.

O Irã disse nesta quarta-feira que não irá reverter sua decisão de aumentar o enriquecimento de urânio para além dos limites estabelecidos no acordo nuclear internacional de 2015 com potências mundiais até alcançar seus "direitos totais" no âmbito do pacto.

Os comentários foram feitos, de acordo com a agência de notícias oficial IRNA, por Ali Shamkhani, funcionário de segurança do Irã, que disse a um diplomata francês que a decisão sobre o urânio enriquecido é uma "estratégia imutável". Shamkhani continuou a criticar os países europeus pela "falta de vontade" no alívio das sanções dos Estados Unidos. A França e outros países pediram ao Irã que volte a cumprir o acordo nuclear.

Subiu para 300 o número de deputados favoráveis à reforma da Previdência. Deste total, apenas 25 condicionam o voto sim a mudanças do texto. O número é referente ao levantamento até à 7h19. A ferramenta é atualizada constantemente pelo Estado.

O número de votos contrários chegou a 117. Até o momento, 24 ainda se dizem indecisos. Outros 63 deputados não quiseram responder. Apenas sete deputados não foram encontrados.

Para aprovar o texto na Câmara, são necessários 308 votos, em dois turnos. Esse apoio, porém, é o maior já registrado em todas as edições do Placar da Previdência já feitas pelo Estado.

Nos cálculos do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o governo já conta com 330 votos para aprovar a proposta na Câmara.

O Estado procura todos os 513 deputados nas últimas duas semanas por telefone, e-mail ou assessoria de imprensa. Pelo placar, os leitores podem se comunicar, por e-mail, com os deputados para cobrá-los sobre seu posicionamento.

O PSL, partido do presidente, passou a dar 44 votos já certos para aprovar o texto, de uma bancada de 54 deputados. No domingo, o número era quatro números menor. Já o DEM, de Maia, garantia 28 votos favoráveis de um total de 30 deputados. O presidente da Câmara não vota.

A cada 3 deputados sulistas, 2 declararam apoio à reforma da previdência em trâmite na Câmara dos Deputados. O menor apoio está no Nordeste: 41% da bancada de 151 deputados se manifestaram a favor do texto. 

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado complexo, distante da média móvel de 21 períodos, subindo aos trancos e barrancos, mesmo com a ausência dos estrangeiros e puxados pelos institucionais, no "fio do bigode".


Com os avanços da Previdência a caminho mais provável seria de uma quarta-feira altista, mesmo que leve, discreta, cozinhando o sapo em banho maria.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Cenário 08/07/2019

As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta segunda-feira. Os mercados locais também reagiram ao fato de que, após um relatório de empregos (payroll) forte nos Estados Unidos na sexta-feira, houve um ajuste na expectativa para as ações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao longo deste ano, com uma redução das apostas em um corte mais agressivo de juros nos EUA.

A Bolsa de Xangai fechou com baixa de 2,58%, em 2.933,36 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 2,90%, a 1.554,80 pontos. Na agenda de indicadores da China, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) informou que as reservas cambiais do país aumentaram US$ 18,23 bilhões em junho, a US$ 3,12 trilhões, uma alta mensal de 0,6% e um resultado praticamente em linha com a previsão de US$ 19 bilhões dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. O avanço nas reservas cambiais chinesas ocorreu pelo segundo mês consecutivo.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,98%, a 21.534,35 pontos. O fortalecimento do iene ante o dólar também influenciou no Japão, já que isso tende a pressionar ações de exportadoras locais. Entre as ações em foco, a varejista Aeon registrou baixa de 4,7% e Suzuki Motor, de 4,4%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 1,54%, a 28.331,69 pontos. A ação da fabricante chinesa de materiais esportivos Anta Sports registrou queda forte, de 7,3%, entre os papéis em foco. Além disso, ações de fabricantes de partes de veículos, do setor de biotecnologia e de conglomerados industriais lideraram as quedas.

As reservas cambiais chinesas cresceram pelo segundo mês seguido em junho, em um cenário de dólar enfraquecido e de títulos da dívida valorizados.

As reservas avançaram US$ 18,23 bilhões em junho, para US$ 3,12 trilhões, o que representa um crescimento de 0,6% sobre o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 8, pelo Banco Popular da China, o banco central chinês.

O crescimento registrado em junho veio em linha com a mediana das previsões, de US$ 19 bilhões, feitas por economistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

As incertezas do comércio global e a perspectiva de juros mais baixos nas principais economias exerceram pressão sobre os preços dos títulos da dívida no mês passado, segundo uma porta-voz do banco central chinês.

O yuan recuou 0,49% em relação ao dólar em junho. Uma moeda chinesa relativamente estável poderia reduzir a necessidade de intervenção no mercado pelo Banco Popular da China.

A produção industrial da Alemanha registrou crescimento de 0,3% em maio ante abril, após ajustes sazonais, informou nesta segunda-feira o Escritório Federal de Estatísticas do país, o Destatis. O resultado veio em linha com a previsão dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

A alta ocorreu mesmo diante de um declínio significativo no setor de construção. "Após um abril fraco, a produção no setor manufatureiro se estabilizou em um nível baixo em maio", afirmou o Ministério da Economia alemão. A comparação entre os dois meses, porém, mostra uma "economia industrial claramente contida, o que deve continuar nos próximos meses diante das encomendas fracas e do clima modesto nos negócios", acrescentou a pasta.

A produção no setor de construção teve queda de 2,4% em maio ante o mês anterior. A produção do setor manufatureiro registrou avanço de 0,9% na mesma comparação.

Na comparação com maio de 2018, a produção industrial total recuou 3,7%, após ajustes.

Na reta final das negociações para a votação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara, o Palácio do Planalto costura uma saída jurídica para abafar a pressão das carreiras de policiais e segurança pública que ficaram de fora das mudanças e abrir caminho para aprovação da proposta na quarta-feira.
Após reunião na residência do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, sinalizou neste domingo que o texto aprovado na Comissão Especial já contempla os pedidos por integralidade (aposentadoria pelo último salário) e paridade (reajuste dos aposentados igual aos dos servidores da ativa) dos policiais. Pelos seus cálculos, já há uma margem “pé no chão” de 330 votos para aprovar a proposta sem “desidratação” da economia de R$ 987 bilhões no plenário. A votação, disse, deve começar nesta terça-feira.

Segundo Onyx, os técnicos e advogados do governo estão fazendo avaliações detalhadas dos pontos demandados pelos policiais. “Nos parece que o texto já contempla muitas questões importantes como integralidade e paridade”, disse o ministro. “Na avaliação que temos, já há uma possibilidade que esses pontos tenham sido atendidos.” Ele mesmo, porém, diz que o assunto é controverso. O relatório com a avaliação seria entregue a ele na tarde deste domingo pelos técnicos.

A declaração do ministro não foi bem recebida pelos policiais, entre eles agentes das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Legislativa e Civil, que prometem ampliar as manifestações para aprovar as mudanças. Caravanas de todo o País são esperadas em Brasília esta semana.

Segundo policiais ouvidos pelo jornal O Estado de S.Paulo, o governo quer mostrar que o texto da PEC relativo aos policiais remete à Lei Complementar 51, que dispõe sobre a aposentadoria do servidor público policial. O problema é que essa lei está sendo questionada na Justiça. Maia disse que não existe texto para contemplar a integralidade e paridade para as polícias na reforma.


O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação altamente técnica no pregão da sexta-feira: a mínima do dia foi marcada praticamente cravada em 102.620, com forte reação e desenho uma destacada sombra inferior.

O fechamento ocorreu próximo à máxima do dia, porém longe da média móvel de 21 períodos e fora da banda de bollinger superior.

Um cenário dúbio, complexo e desafiador.

O feriado será apenas a pimenta do acarajé.

Boa semana, bons negócios e bom feriado!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Cenário 05/07/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta moderada nesta sexta-feira, com investidores à espera dos últimos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem trazer sinais mais claros sobre a trajetória dos juros básicos da maior economia do mundo.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,19% hoje, a 3.011,06 pontos, e o menos líquido Shenzhen Composto avançou 0,63%, a 1.601,20 pontos.

O japonês Nikkei, por sua vez, teve alta de 0,20% em Tóquio, a 21.746,38 pontos, encerrando a semana com valorização de 2,21%.

O dia foi de leves ganhos também em Seul, onde o sul-coreano Kospi se valorizou 0,09%, a 2.110,49 pontos, e em Taiwan, com alta idêntica de 0,09% do Taiex, a 10.785,73 pontos. O Hang Seng foi exceção, com ligeira baixa de 0,07% em Hong Kong, a 28.774,83 pontos.

Já o desenrolar do conflito comercial entre EUA e China permanece no radar. A expectativa é que autoridades dos dois países façam contato telefônico na próxima semana e marquem reuniões para a retomada "cara a cara" das negociações comerciais, que estão suspensas desde o início de maio. No último fim de semana, os presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, concordaram em não penalizar mais produtos do comércio bilateral com tarifas.

As encomendas à indústria da Alemanha sofreram queda de 2,2% em maio ante abril, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo de 0,3% nas encomendas.

Apenas as encomendas externas tiveram forte contração de 4,3% em maio ante o mês anterior. As encomendas domésticas, por outro lado, aumentaram 0,7% no mesmo período.

Na comparação anual, as encomendas totais apresentaram redução bastante acentuada em maio, de 8,6%, no cálculo sem ajuste sazonal.

O indicador fraco da Alemanha, a maior economia da zona do euro, reforça expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) adotará novas medidas de estímulo monetário - incluindo cortes de juros - nos próximos meses.

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse há pouco, em entrevista à rádio CBN, que é interessante para o governo, se houver condições políticas, colocar Estados e municípios na reforma da Previdência. Mas ele ponderou que, assim como ocorreu na fase de negociações, deixará a cargo dos congressistas e dos próprios governadores esse trabalho. "Não vamos buscar votos para incluir Estados e municípios. Se o texto for aprovado, mesmo sem Estados e municípios, ficaremos felizes com a reforma", afirmou.

O deputado disse que o governo caminha para ter os 308 votos necessários para a aprovação da reforma no Plenário da Câmara dos Deputados, em dois turnos. "Maia fez observação que teríamos perto de 340 votos", afirmou, fazendo também um paralelo com o total de votos obtido na Comissão Especial. "É lógico que não é matemático, mas os 36 (votos conquistados para aprovar o texto na Comissão) é proporcionalmente maior que os três quintos necessários na Câmara", comparou.

Ontem, a Comissão Especial da reforma da Previdência aprovou o relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) por 36 votos a favor e 13 contrários. "A oposição quase nunca foi maior (na votação) que 13", observou.

Ao ser questionado se o governo pode ceder em alguma coisa que pretenda apresentar em plenário, o deputado afirmou que o governo, "com mais calma, hoje e no fim de semana, vai estudar as possibilidades". "No atual quadro político, conseguimos uma reforma em torno de R$ 1 trilhão em dez anos. É uma vitória do governo e do País, vai dar potência fiscal para outros voos mais amplos, como a reforma tributaria, o pacto federativo".

Vitor Hugo também citou medidas de impacto micro que foram discutidas em café da manhã com Banco Central. "Há várias frentes que vão começar ser atacadas para melhorar a economia a partir dessa aprovação (da reforma da Previdência)", disse.


O gráfico do IBOV marcou nova máxima histórica na sessão de ontem, rompendo e fechado bem acima de 102.620, suporte imediato em caso de correção de preços.

O volume foi reduzido devido ao feriado norte-americano.

O início dos negócios nessa sexta-feira será negativo, seguindo o mercado futuro e baixa mundo afora.

Veremos, ao longo da sessão, quem estará no comando para fechar o gráfico semanal.

De um lado os touros, com a memória recente do mercado favorável e muitos ativos com espaço para subir e impactar o benchmark de forma positiva.

De outro os ursos, que tem como vantagem um mercado longe da média móvel de 21 períodos, máxima de ontem fora da banda de bollinger superior e ações esticadas, porém são a minoria.

A queda de braços promete.

Bons negócios e um ótimo final de semana.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Cenário 04/07/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, após dados fracos do mercado de trabalho dos EUA reforçarem expectativas ontem de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderá cortar juros já na reunião de julho.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei teve modesta alta de 0,30% hoje, a 21.702,45 pontos, impulsionado por ações dos setores de telecomunicações e eletrônicos.

Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi subiu 0,61%, a 2.108,73 pontos, com o bom desempenho de papéis de tecnologia interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos.

O dia também foi de valorização em Taiwan, com avanço de 0,30% do Taiex, a 10.775,90 pontos.

Na China, por outro lado, o índice Xangai Composto caiu 0,33%, a 3.005,25 pontos, enquanto o menos líquido Shenzhen Composto recuou 0,55%, a 1.591,24 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng ficou igualmente no vermelho, com perda de 0,21%, a 28.795,77 pontos.

Números divulgados ontem mostraram que o setor privado dos EUA criou menos empregos do que se previa em junho, fortalecendo apostas de que o Fed poderá anunciar um corte de juros ainda neste mês. A percepção de relaxamento monetário iminente ajudou a impulsionar as bolsas de Nova York a níveis recordes nos negócios da quarta-feira.

Os mercados americanos não operam nesta quinta devido ao feriado do Dia da Independência nos EUA, fator que contribuiu para reduzir a liquidez nos pregões asiáticos.

Investidores também continuam atentos a desdobramentos da disputa comercial entre EUA e China. Segundo a Bloomberg, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, disse ontem que autoridades dos dois países farão um contato telefônico na próxima semana e marcarão reuniões "cara a cara" em breve para retomar as negociações comerciais bilaterais, que estão suspensas desde o início de maio.

Na Oceania, a bolsa da Austrália ficou no azul pela quarta sessão consecutiva, favorecida por uma recuperação de ações de grandes bancos domésticos. O S&P/ASX 200 avançou 0,49% em Sydney, a 6.718,00 pontos, atingindo o maior patamar em 11 anos e meio.

A Moody's reafirmou hoje os ratings soberanos de longo prazo da China em A1. A agência de classificação de risco também manteve perspectiva estável para os ratings chineses.

Em comunicado, a Moody's argumenta que o rating A1 é sustentado pela avaliação de que o governo da China dispõe de meios financeiros e políticos para conter a tendência de aumento da alavancagem, mobilizar recursos para ajudar entidades do setor público que enfrentem dificuldades e manter a estabilidade financeira.

Segundo a Moody's, episódios de estresse envolvendo bancos e estatais locais provavelmente continuarão testando a capacidade dos governos central e regionais de prevenir contágio.

Para a agência, contudo, as amplas reservas internacionais e fiscais da China e o controle pelo governo de partes da economia e do sistema financeiro garantem a "eficácia de medidas destinadas a controlar riscos à estabilidade financeira".

A partir do dia 1º de agosto, os sistemas da rede Onofre serão integrados aos do grupo Raia Drogasil (RD). Das 50 lojas adquiridas em fevereiro, 42 passarão a operar com a marca Raia Drogasil e oito serão fechadas devido à sobreposição de unidades ou baixo desempenho. Sem lojas físicas, a Onofre passa a atuar somente com vendas on-line. 

A Neoenergia fechou a 6ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações em duas séries, no valor de R$ 1,294 bilhão. O montante anterior seria de R$ 1,296 bilhão. Isso porque houve a desistência de alguns investidores, cujo prazo foi encerrado em 1º de julho. Foram canceladas 871 debêntures da 1ª série e 948 da 2ª série, ficando a quantidade total em 1.294.449 títulos.

A Comissão Especial da Reforma da Previdência na Câmara retomará o processo de votação do relatório do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) no início desta manhã. A sessão está marcada para começar às 9h, mas a expectativa é de que haja atraso. Há pouco, a comissão abriu o plenário para o registro de presença dos deputados. Até o momento, três parlamentares estão presentes, e são necessários 25 para o início da sessão.

Na sessão aberta ontem, que acabou por volta da 1h40 da madrugada de hoje, o presidente da comissão, Marcelo Ramos (PL-AM), abriu o procedimento de votação no final da reunião, o que deve impedir que novas alterações sejam feitas no parecer. Ramos deu ainda um prazo até 10h desta quinta-feira para que partidos apresentem destaques, que são instrumentos para alterar pontos específicos do texto. Até o momento, foram apresentados 138 destaques, mas 14 já foram retirados. Do restante, 25 são de bancadas e 99 individuais.

Ramos afirmou que já há também um requerimento para a inadmissibilidade em bloco dos destaques individuais. Há ainda um acordo para que partidos que defendem a aprovação da reforma também retirem os seus destaques, mas o cumprimento desse pacto ainda não é certo porque há legendas insatisfeitas com o teor final do parecer. Os destaques que sobraram deverão ser votados após a análise do relatório de Moreira.

O destaque mais polêmico é o do PSD, apresentado pelo deputado Hugo Leal (PSD-RJ), que propõe regras mais brandas para a aposentadoria de policiais federais. Ontem, os líderes tentaram construir um acordo e até mesmo o presidente Jair Bolsonaro entrou em campo para negociar mudanças. Mas a proposta feita não agradou a categoria e a tentativa de se chegar a um consenso nesse ponto não prosperou.



O IBOV segui os bons ventos vindos do exterior na sessão de ontem e fechou em forte alta, desenhando um candle com massa e expressão.

Hoje deveremos ter giro reduzido devido ao feriado norte americano.

Acima de 102.620 temos um pivot de alta, sendo esse o suporte imediato desde então.

O desafio será manter os preços elevados, com institucionais (touros) x estrangeiros (ursos).

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br