quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Paralisação do governo americano move bolsas no munto inteiro


Bom dia, investidor!

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As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente no vermelho nesta quarta-feira, sensíveis ao noticiário dos Estados Unidos e com a liquidez ainda restrita no fim de ano, mas o mercado japonês conseguiu se recuperar parcialmente do violento tombo que sofreu no pregão anterior.

Continuou pesando no sentimento do investidor na Ásia a turbulência vista em Nova York na segunda-feira (24), quando os mercados americanos tiveram seu pior desempenho da história numa véspera de Natal, com perdas de 2,2% a 2,9%.

As bolsas de Wall Street voltam do feriado de Natal hoje, em meio à continuidade da paralisação parcial do governo dos EUA e após o presidente americano, Donald Trump, ter feito novas críticas ontem ao Federal Reserve (Fed, o banco central país) por estar elevando juros em ritmo "demasiadamente rápido".

Na China, o Xangai Composto recuou 0,26% nesta quarta, a 2.498,29 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,42%, a 1.279,79 pontos.

O dia também foi de perdas em Seul, onde o índice sul-coreano Kospi cedeu 1,31%, a 2.028,01 pontos, e em Taiwan, com baixa de 0,50% do Taiex, a 9.478,99 pontos, menor nível do ano.

Por outro lado, o Nikkei subiu 0,89% em Tóquio, a 19.327,06 pontos. Ontem, o índice japonês sofreu queda de 5% e entrou no chamado "bear market", ao acumular desvalorização de mais de 20% desde o pico atingido em 2 de outubro.

A China registrou déficit na balança de serviços de US$ 20 bilhões em novembro, um pouco menor que o saldo negativo de US$ 20,6 bilhões verificado em outubro, segundo dados oficiais publicados nesta quarta-feira.

Já no comércio de bens, o país asiático teve superávit de US$ 50,5 bilhões no mês passado, bem maior que o saldo positivo de US$ 39,6 bilhões de outubro. 

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) inverteu o sinal de queda para alta de 0,10% na terceira quadrissemana de dezembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na segunda leitura do mês, o IPC-S teve queda de 0,03%.

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o indicador registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Habitação (-0,36% para -0,13%), cujo item tarifa de energia elétrica residencial arrefeceu a velocidade de baixa de 3,51% na segunda medição para recuo de 2,37%.

Ainda registraram acréscimos os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,83% para 1,09%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,03% para 0,10%). Nestes conjuntos de preços, houve encarecimento em passeios e férias (4,91% para 6,48%) e artigos de higiene e cuidado pessoal, cuja variação saiu de queda de 1,28% para recuo menos intenso, de 1,02%, respectivamente.

Os grupos Alimentação (0,42% para 0,60%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,10% para 0,29%), Transportes (-0,98% para -0,92%) e Vestuário (0,21% para 0,24%) também ajudaram a pressionar o IPC-S para cima no período.

Na direção contrária, os conjuntos de preços de Educação, Leitura e Recreação (1,09% para 0,98%), Comunicação (0,11% para 0,05%) e Despesas Diversas (0,25% para 0,19%) reduziram o ritmo de elevação da segunda para a terceira quadrissemana de dezembro.

Em Alimentação, a FGV destaca o item restaurante, que apresentou variação positiva de 0,27% na terceira leitura ante a anterior; em Saúde, houve pressão em artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,02% para -0,04%), enquanto em Transportes houve elevação em serviços de oficina para 0,37% (de 0,16%). Já em Vestuário, os calçados tiveram declínio em seus preços de 0,29%, depois do recuo de 0,46% na segunda quadrissemana. 

Em sua conta pessoal no Twitter, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse na manhã desta quarta-feira, 26, que sua administração irá exercer um rígido controle sobre as concessões feitas através da Lei Rouanet. Na avaliação do capitão da reserva, "há um claro desperdício" de recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas. E cita como exemplo o desembolso, em um único dia, pelo gerente de responsabilidade Sociocultural de Furnas, maior subsidiária da Eletrobras, de R$ 7,3 milhões para 21 entidades.

O EWZ, ETF brasileira negociada em Nova York, cedeu 1,37% no pregão de segunda-feira, o que pressiona o mercado futuro no início do pregão (-0,61% enquanto escrevo).

Temos leve recuperação nos futuros norte-americanos e a sua intensidade impactará no rumo do mercado doméstico, na minha leitura.

O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de fundo marcado sobre uma importante região de suporte, seguido por um candle verde, apesar da sombra superior.

Temos suporte em 85.585 e na LTB reforçada em marrom, nada mais que a linha rompida do triângulo em novembro, além do próprio 84.905.


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Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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