quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

IBOV: "algo novo" no fim do ano


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com a de Tóquio e outras favorecidas pelo rali visto em Wall Street ontem e as chinesas reagindo negativamente a dados fracos sobre lucro industrial que reforçam os múltiplos sinais recentes de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Ontem, os mercados acionários de Nova York saltaram em torno de 5% a quase 6%, se recuperando da drástica queda que haviam sofrido no começo da semana, véspera de Natal. O rali foi atribuído a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que recomendou a compra de ações durante o feriado de Natal, e a dados preliminares mostrando o forte desempenho de vendas do setor varejista americano neste fim de ano.

O Nikkei liderou os ganhos na Ásia hoje, com alta de 3,88% em Tóquio, a 20.077,62 pontos. Foi a maior valorização porcentual do índice japonês num único pregão desde novembro de 2016.

Na China, por outro lado, o dia foi de perdas, após um indicador mostrar que o lucro de grandes empresas industriais do país registrou queda anual de 1,8% em novembro, a primeira em quase três anos. Em outubro, o lucro industrial chinês havia aumentado 3,6% na comparação anual.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto recuou 0,61%, a 2.483,09 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,22%, a 1.264,23 pontos. O mau humor na China continental contaminou o Hang Seng, que voltou dos feriados dos últimos dias com baixa de 0,67% em Hong Kong, a 25.478,88 pontos.

Banco Central Europeu (BCE) reitera em seu boletim econômico que um "estímulo monetário significativo ainda é necessário" em meio às incertezas trazidas por fatores geopolíticos, pela ameaça do protecionismo, por vulnerabilidades em mercados emergentes e em face da volatilidade nos mercados financeiros. Esse estímulo monetário, explica a instituição, dará apoio à construção de pressões de preço domésticas e ao desenvolvimento da inflação nominal no médio prazo.

Nesse sentido, o documento ressalta que a orientação futura do BCE em relação às taxas de juros e os reinvestimentos do estoque "considerável" de ativos adquiridos continuam provendo o grau necessário de "acomodação monetária" para a convergência sustentada da inflação à meta.

"Ao passo que a atividade econômica global permaneceu resiliente, ela se tornou mais desigual e sinais de moderação do ímpeto estão emergindo. O ciclo econômico global em maturação, o evanescente suporte da formulação de políticas em economias avançadas e o impacto das tarifas entre os Estados Unidos e a China estão pesando sobre a atividade global", avalia o BCE.

A atividade econômica global deve desacelerar em 2019 e permanecer firme depois disso, segundo a autoridade do euro, e as pressões inflacionárias globais devem crescer lentamente à medida que a capacidade ociosa diminuir.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) avançou em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na terceira quadrissemana de dezembro. No mesmo período, o IPC-S total teve alta de 0,10%, depois de registrar deflação de 0,03% na segunda leitura do mês.

A maior variação na taxa de inflação medida pelo IPC-S foi observada no Rio de Janeiro, que marcou 0,55%, na comparação com 0,39% na segunda medição. Em seguida, aparece Porto Alegre, cuja alta foi de 0,20% após 0,11% antes. No Recife, o IPC-S atingiu 0,13%, ficando maior que a elevação de 0,05% vista na segunda quadrissemana de dezembro.

Já em Salvador, a taxa passou de negativa de 0,17% na segunda leitura para o território positivo, marcando 0,06%.

Em Brasília (-0,45% para -0,29%) e em São Paulo (-0,27% para -0,15%) ainda houve queda na terceira quadrissemana do mês, porém, o recuo foi menos intenso que o anterior.

A próxima divulgação do IPC-S será no dia 3 de janeiro. 

As autoridades do Paraguai detiveram o alvo da Lava Jato Bruno Farina, empresário e sócio do doleiro Dario Messer. Ele estava em um condomínio de luxo na cidade de Hernandarias, na fronteira com o Brasil, quando foi preso na noite de quarta, 26, informa a agência Efe.

Farina é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa. Foi citado na operação "Câmbio, Desligo". Messer, conhecido como o "doleiro dos doleiros", ainda está foragido. Ele é suspeito de realizar operações milionárias de lavagem de dinheiro que teriam movimentado US$ 1,6 bilhão em 52 países.


O gráfico diário do IBOV sinaliza fundo.

Na minha leitura, temos o famoso "algo novo".

Houve busca pelo fundo de novembro, com a formação de longa sombra inferior.

O fechamento ocorreu acima de 84.905 e da linha que acionou o rompimento do triângulo em novembro.

O ponto alto seria o rompimento de 85.585, anulando o pivot de baixa no diário, cenário que eu penso ser o mais provável.

Na figura o IBOV às 11:16 = clique para ampliar.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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