segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

IBOV abre forte seguindo exterior e commodities


Bom dia, investidor!

EUA x China empurra Ásia, que empurra commodities, que empurra o IBOV >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em forte alta generalizada nesta segunda-feira, reagindo à trégua comercial acertada entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, no fim de semana.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 2,57% hoje, a 2.654,80 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composite teve ganho ainda mais expressivo, de 3,27%, a 1.381,55 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,55%, a 27.182,04 pontos.

O rali na Ásia veio depois que Trump e Xi concordaram em interromper as hostilidades comerciais por 90 dias, abrindo espaço para que seus países negociem um acordo mais duradouro. Como resultado, os EUA suspenderam planos de elevar tarifas sobre mais US$ 200 bilhões em produtos chineses, de 10% para 25%, o que estava previsto para ocorrer em 1º de janeiro.

O pacto entre Trump e Xi foi fechado no sábado (01) à noite, durante jantar em Buenos Aires que se seguiu ao encerramento da reunião de cúpula de dois dias do G-20 (grupo formado pelos 20 países mais ricos do mundo).

Durante a madrugada de hoje, Trump também afirmou no Twitter que a China concordou em reduzir tarifas sobre carros americanos.

Em outras partes da região asiática, o índice japonês Nikkei teve alta mais contida em Tóquio hoje, de 1%, a 22.574,76 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 1,67% em Seul, a 2.131,93 pontos, e o Taiex saltou 2,53% em Taiwan, a 10.137,87 pontos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 50,1 em outubro para 50,2 em novembro, segundo pesquisa final divulgada pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Trading Economics, que previam estabilidade do indicador a 50,1.

O ligeiro avanço acima da marca de 50 indica que a atividade manufatureira chinesa se expandiu em ritmo um pouco mais forte no mês passado. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da Alemanha caiu de 52,2 em outubro para 51,8 em novembro, atingindo o menor patamar em 31 meses, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit. O resultado, porém, veio acima da prévia de novembro e da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 51,6 em ambos os casos.

Apesar da queda, a leitura acima de 50 indica expansão da atividade industrial alemã no mês passado, ainda que em ritmo mais fraco do que em outubro. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foi de 1,39% para 1,32%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,36%. Para 2019, o mercado alterou a previsão de alta do PIB, de 2,50% para 2,53%, ante 2,50% de um mês antes.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,4% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou sua estimativa para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,8% no terceiro trimestre, ante o segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre de 2017, houve expansão de 1,3%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu com incremento de 2,16%. Há um mês, estava em 2,22%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,02%, ante 3,24% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,10% para 54,00%. Há um mês, estava em 53,90%. Para 2019, a expectativa passou de 57,13% para 57,03%, ante os 56,40% de um mês atrás. 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de equilíbrio após três dias de escalada, com o fechamento próximo de 89.600, região que havia marcado a máxima histórica intradiária em novembro.

Impactado pelo exterior, seja nas praças, petróleo ou metais e pelo próprio mercado futuro, o benchmark abrirá em forte alta nessa segunda-feira.

O desafio será sustentar os preços longe das médias ao longo do dia.

Assim sendo, uma abertura forte, eufórica e frenética seria o caminho mais provável para o início dos negócios, talvez seguida por correção parcial durante a sessão.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário