sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

IBOV em alta na última sessão do ano



Bom dia, investidor!

IBOV segue os ventos internacionais e opera em alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas encerraram o último pregão de 2018 em tom majoritariamente positivo, seguindo o desempenho dos mercados acionários de Nova York, que ontem também ficaram no azul, embora tenham mostrado bastante volatilidade. Ao longo do ano, contudo, as perdas na Ásia foram expressivas e generalizadas.

Na China, que é acompanhada de perto em meio à disputa comercial sino-americana, o índice Xangai Composto subiu 0,44% nesta sexta-feira, a 2.493,90 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,29%, a 1.267,87 pontos.

Ontem, o Ministério de Comércio chinês informou que autoridades da China e Estados Unidos terão uma reunião "cara a cara" para discussões sobre comércio em janeiro. Neste meio tempo, ambos os lados continuarão mantendo contatos telefônicos, segundo o ministério. No começo do mês, os presidentes americano, Donald Trump, e chinês, Xi Jinping, anunciaram uma trégua de 90 dias na imposição de tarifas a importações um do outro.

Por outro lado, o japonês Nikkei caiu 0,31% em Tóquio, a 20.014,77 pontos. Ontem à noite, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) divulgou um sumário de opiniões da reunião de política monetária realizada na semana passada destacando a "intensificação" de riscos para a economia doméstica.

Em 2018, todos os mercados asiáticos acumularam perdas robustas, influenciados pelos desdobramentos do conflito comercial entre Washington e Pequim e pela extrema volatilidade dos mercados em Wall Street.

O Xangai Composto sofreu desvalorização de 24,6% neste ano, seu pior resultado desde 2008, quando despencou 65,4%. Em Tóquio, a queda anual foi de 12,2%; em Seul, de 17,3%; e em Taiwan, de 9%.

Na segunda-feira (31), véspera de ano-novo, apenas os mercados de Hong Kong e da Austrália farão meio expediente na Ásia e no Pacífico. Na terça-feira (01), todas as bolsas da região ficarão fechadas

O Diário Oficial da União (DOU) de hoje publica a Lei 13.786/2018, que regulamenta o chamado distrato imobiliário. Pela norma, clientes que desistirem da compra de um imóvel negociado na planta terão de pagar até 50% do valor já dado à construtora como multa para se desfazer do negócio. O texto foi sancionado ontem pelo presidente Michel Temer sem nenhum veto e já está em vigor.

O projeto da lei, aprovado no início do mês pelo Congresso, foi duramente criticado por entidades de defesa do consumidor porque a multa fixada é muito maior do que as que vinham sendo estabelecidas pela Justiça. Casos julgados nos últimos anos previam a retenção de 10% a 25% do valor já pago como multa.

Já as empresas de construção civil alegavam que os prejuízos são altos quando um cliente desiste da compra do imóvel. Assim, a nova lei foi muito bem recebida pelo mercado imobiliário. A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) considera que a medida vai devolver a necessária segurança jurídica a todos os envolvidos no setor. “Com a nova legislação, o setor imobiliário começa o ano de 2019 com mais equilíbrio, previsibilidade e confiança para investir”, disse a associação em nota.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) fechou dezembro com queda de 1,08%, após recuar 0,49% em novembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o IGP-M encerrou com alta de 7,54%, depois da deflação de 0,52% em 2017.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) teve declínio de 1,67%, na comparação com retração de 0,81% em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) desacelerou o ritmo de alta a 0,04%, depois de 0,09%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) passou de 0,26% para 0,13% no período. 

A diretoria executiva da Petrobras aprovou, ontem, mecanismo de proteção complementar, visando dar flexibilidade adicional à gestão da política de preços do diesel, assim como já existe para a gasolina, conforme divulgado ao mercado em 06 de setembro.

Em comunicado ao mercado a estatal diz que entende ser importante implementar mecanismos que lhe permitam, em momentos de elevada volatilidade no mercado, ter a opção de alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno, podendo até mantê-lo estável por curtos períodos de tempo, de até sete dias, conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral.

"A companhia terá a opção de aplicar o mecanismo após o encerramento do programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel da União, previsto para 31 de dezembro, sempre que julgar necessário, e de forma a conferir um resultado financeiro equivalente ao que seria obtido com a política de preços vigente da companhia", diz.

A Petrobras ressalta que os princípios de preço de paridade internacional (PPI), margens para remuneração dos riscos inerentes à operação e nível de participação no mercado continuam em vigor, assim como a correlação com as variações do preço do diesel no mercado internacional e a taxa de câmbio. 

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em novembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,0%. No trimestre encerrado em outubro, a taxa era de 11,7%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.238,00 no trimestre terminado em novembro. O resultado representa alta de 0,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 203,470 bilhões no trimestre encerrado em novembro, alta de 1,6% ante igual período do ano anterior.

O IBOV segue os ventos internacionais e opera em alta na manhã dessa sexta-feira.

Montou mínima da sessão na região de 85.585, ponto chave para os desdobramentos de curto prazo, sendo esse o ponto que acionou o pivot de baixa, agora posto em xeque e potencialmente anulado, caso a compra consiga fechar essa sessão no comando.

A média de 5 períodos já ficou para trás e enquanto escrevo o benchmark testa a média de 21 períodos como resistência.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

IBOV: "algo novo" no fim do ano


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com a de Tóquio e outras favorecidas pelo rali visto em Wall Street ontem e as chinesas reagindo negativamente a dados fracos sobre lucro industrial que reforçam os múltiplos sinais recentes de desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Ontem, os mercados acionários de Nova York saltaram em torno de 5% a quase 6%, se recuperando da drástica queda que haviam sofrido no começo da semana, véspera de Natal. O rali foi atribuído a comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que recomendou a compra de ações durante o feriado de Natal, e a dados preliminares mostrando o forte desempenho de vendas do setor varejista americano neste fim de ano.

O Nikkei liderou os ganhos na Ásia hoje, com alta de 3,88% em Tóquio, a 20.077,62 pontos. Foi a maior valorização porcentual do índice japonês num único pregão desde novembro de 2016.

Na China, por outro lado, o dia foi de perdas, após um indicador mostrar que o lucro de grandes empresas industriais do país registrou queda anual de 1,8% em novembro, a primeira em quase três anos. Em outubro, o lucro industrial chinês havia aumentado 3,6% na comparação anual.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto recuou 0,61%, a 2.483,09 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,22%, a 1.264,23 pontos. O mau humor na China continental contaminou o Hang Seng, que voltou dos feriados dos últimos dias com baixa de 0,67% em Hong Kong, a 25.478,88 pontos.

Banco Central Europeu (BCE) reitera em seu boletim econômico que um "estímulo monetário significativo ainda é necessário" em meio às incertezas trazidas por fatores geopolíticos, pela ameaça do protecionismo, por vulnerabilidades em mercados emergentes e em face da volatilidade nos mercados financeiros. Esse estímulo monetário, explica a instituição, dará apoio à construção de pressões de preço domésticas e ao desenvolvimento da inflação nominal no médio prazo.

Nesse sentido, o documento ressalta que a orientação futura do BCE em relação às taxas de juros e os reinvestimentos do estoque "considerável" de ativos adquiridos continuam provendo o grau necessário de "acomodação monetária" para a convergência sustentada da inflação à meta.

"Ao passo que a atividade econômica global permaneceu resiliente, ela se tornou mais desigual e sinais de moderação do ímpeto estão emergindo. O ciclo econômico global em maturação, o evanescente suporte da formulação de políticas em economias avançadas e o impacto das tarifas entre os Estados Unidos e a China estão pesando sobre a atividade global", avalia o BCE.

A atividade econômica global deve desacelerar em 2019 e permanecer firme depois disso, segundo a autoridade do euro, e as pressões inflacionárias globais devem crescer lentamente à medida que a capacidade ociosa diminuir.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) avançou em todas as sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na terceira quadrissemana de dezembro. No mesmo período, o IPC-S total teve alta de 0,10%, depois de registrar deflação de 0,03% na segunda leitura do mês.

A maior variação na taxa de inflação medida pelo IPC-S foi observada no Rio de Janeiro, que marcou 0,55%, na comparação com 0,39% na segunda medição. Em seguida, aparece Porto Alegre, cuja alta foi de 0,20% após 0,11% antes. No Recife, o IPC-S atingiu 0,13%, ficando maior que a elevação de 0,05% vista na segunda quadrissemana de dezembro.

Já em Salvador, a taxa passou de negativa de 0,17% na segunda leitura para o território positivo, marcando 0,06%.

Em Brasília (-0,45% para -0,29%) e em São Paulo (-0,27% para -0,15%) ainda houve queda na terceira quadrissemana do mês, porém, o recuo foi menos intenso que o anterior.

A próxima divulgação do IPC-S será no dia 3 de janeiro. 

As autoridades do Paraguai detiveram o alvo da Lava Jato Bruno Farina, empresário e sócio do doleiro Dario Messer. Ele estava em um condomínio de luxo na cidade de Hernandarias, na fronteira com o Brasil, quando foi preso na noite de quarta, 26, informa a agência Efe.

Farina é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação criminosa. Foi citado na operação "Câmbio, Desligo". Messer, conhecido como o "doleiro dos doleiros", ainda está foragido. Ele é suspeito de realizar operações milionárias de lavagem de dinheiro que teriam movimentado US$ 1,6 bilhão em 52 países.


O gráfico diário do IBOV sinaliza fundo.

Na minha leitura, temos o famoso "algo novo".

Houve busca pelo fundo de novembro, com a formação de longa sombra inferior.

O fechamento ocorreu acima de 84.905 e da linha que acionou o rompimento do triângulo em novembro.

O ponto alto seria o rompimento de 85.585, anulando o pivot de baixa no diário, cenário que eu penso ser o mais provável.

Na figura o IBOV às 11:16 = clique para ampliar.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Paralisação do governo americano move bolsas no munto inteiro


Bom dia, investidor!

Véspera e volta do Natal marcados pela paralisação americana >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente no vermelho nesta quarta-feira, sensíveis ao noticiário dos Estados Unidos e com a liquidez ainda restrita no fim de ano, mas o mercado japonês conseguiu se recuperar parcialmente do violento tombo que sofreu no pregão anterior.

Continuou pesando no sentimento do investidor na Ásia a turbulência vista em Nova York na segunda-feira (24), quando os mercados americanos tiveram seu pior desempenho da história numa véspera de Natal, com perdas de 2,2% a 2,9%.

As bolsas de Wall Street voltam do feriado de Natal hoje, em meio à continuidade da paralisação parcial do governo dos EUA e após o presidente americano, Donald Trump, ter feito novas críticas ontem ao Federal Reserve (Fed, o banco central país) por estar elevando juros em ritmo "demasiadamente rápido".

Na China, o Xangai Composto recuou 0,26% nesta quarta, a 2.498,29 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,42%, a 1.279,79 pontos.

O dia também foi de perdas em Seul, onde o índice sul-coreano Kospi cedeu 1,31%, a 2.028,01 pontos, e em Taiwan, com baixa de 0,50% do Taiex, a 9.478,99 pontos, menor nível do ano.

Por outro lado, o Nikkei subiu 0,89% em Tóquio, a 19.327,06 pontos. Ontem, o índice japonês sofreu queda de 5% e entrou no chamado "bear market", ao acumular desvalorização de mais de 20% desde o pico atingido em 2 de outubro.

A China registrou déficit na balança de serviços de US$ 20 bilhões em novembro, um pouco menor que o saldo negativo de US$ 20,6 bilhões verificado em outubro, segundo dados oficiais publicados nesta quarta-feira.

Já no comércio de bens, o país asiático teve superávit de US$ 50,5 bilhões no mês passado, bem maior que o saldo positivo de US$ 39,6 bilhões de outubro. 

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) inverteu o sinal de queda para alta de 0,10% na terceira quadrissemana de dezembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na segunda leitura do mês, o IPC-S teve queda de 0,03%.

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o indicador registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Habitação (-0,36% para -0,13%), cujo item tarifa de energia elétrica residencial arrefeceu a velocidade de baixa de 3,51% na segunda medição para recuo de 2,37%.

Ainda registraram acréscimos os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,83% para 1,09%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,03% para 0,10%). Nestes conjuntos de preços, houve encarecimento em passeios e férias (4,91% para 6,48%) e artigos de higiene e cuidado pessoal, cuja variação saiu de queda de 1,28% para recuo menos intenso, de 1,02%, respectivamente.

Os grupos Alimentação (0,42% para 0,60%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,10% para 0,29%), Transportes (-0,98% para -0,92%) e Vestuário (0,21% para 0,24%) também ajudaram a pressionar o IPC-S para cima no período.

Na direção contrária, os conjuntos de preços de Educação, Leitura e Recreação (1,09% para 0,98%), Comunicação (0,11% para 0,05%) e Despesas Diversas (0,25% para 0,19%) reduziram o ritmo de elevação da segunda para a terceira quadrissemana de dezembro.

Em Alimentação, a FGV destaca o item restaurante, que apresentou variação positiva de 0,27% na terceira leitura ante a anterior; em Saúde, houve pressão em artigos de higiene e cuidado pessoal (-1,02% para -0,04%), enquanto em Transportes houve elevação em serviços de oficina para 0,37% (de 0,16%). Já em Vestuário, os calçados tiveram declínio em seus preços de 0,29%, depois do recuo de 0,46% na segunda quadrissemana. 

Em sua conta pessoal no Twitter, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse na manhã desta quarta-feira, 26, que sua administração irá exercer um rígido controle sobre as concessões feitas através da Lei Rouanet. Na avaliação do capitão da reserva, "há um claro desperdício" de recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas. E cita como exemplo o desembolso, em um único dia, pelo gerente de responsabilidade Sociocultural de Furnas, maior subsidiária da Eletrobras, de R$ 7,3 milhões para 21 entidades.

O EWZ, ETF brasileira negociada em Nova York, cedeu 1,37% no pregão de segunda-feira, o que pressiona o mercado futuro no início do pregão (-0,61% enquanto escrevo).

Temos leve recuperação nos futuros norte-americanos e a sua intensidade impactará no rumo do mercado doméstico, na minha leitura.

O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de fundo marcado sobre uma importante região de suporte, seguido por um candle verde, apesar da sombra superior.

Temos suporte em 85.585 e na LTB reforçada em marrom, nada mais que a linha rompida do triângulo em novembro, além do próprio 84.905.


Clique para ampliar



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

IBOV marca fundo


Bom dia, investidor!

IBOV bate no fundo e reage >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, à espera do evento mais relevante da semana - a decisão de política monetária do Federal Reserve, ou Fed, como é conhecido o banco central dos Estados Unidos.

A expectativa é que o Fed eleve seus juros básicos pela quarta vez este ano, após concluir reunião de dois dias no fim da tarde de hoje. Investidores, porém, estão mais ansiosos para saber quantos aumentos de juros o BC americano projetará para 2019. Muitos acreditam que o Fed poderá sinalizar uma pausa no aperto de sua política monetária, diante de indícios de desaceleração da economia global e temores de que os EUA voltem a enfrentar uma recessão.

Na China, o dia foi de perdas. O Xangai Composto recuou 1,05%, a 2.549,56 pontos, em parte pressionado por ações de petrolíferas, que caíram na esteira de um novo tombo nas cotações do petróleo ontem. Já o Shenzhen Composto, formado por empresas menores, teve baixa de 1,38%, a 1.294,49 pontos.

Há sinais, no entanto, de que EUA e China continuam tentando superar suas divergências comerciais. Segundo comunicado do Ministério de Comércio chinês, autoridades com nível de vice-ministro de ambos os país dialogaram sobre o comércio bilateral por telefone nesta quarta-feira.

No Japão, o índice Nikkei caiu 0,60%, a 20.987,92 pontos, atingindo o menor nível em nove meses, influenciado pela continuidade da valorização do iene ante o dólar durante a madrugada. Contribuiu para o mau humor em Tóquio a estreia malsucedida da unidade móvel do grupo SoftBank, a SoftBank Corp., após a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da história do país. A ação despencou 14,5%.

Assim como o Fed, o Banco do Japão (BoJ, pela sigla em inglês) também revê sua política monetária esta semana, com decisão esperada à 1h (de Brasília) desta quinta-feira (20), mas não há previsão de mudanças na atuais condições acomodatícias, uma vez que a inflação doméstica permanece muito abaixo do nível desejado.

A taxa anual de inflação ao produtor da Alemanha, medida pelo índice conhecido como PPI, ficou em 3,3% em novembro, repetindo o nível de outubro, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. Analistas consultados pela Trading Economics previam taxa menor, de 3%.

Em relação a outubro, o PPI alemão subiu 0,1% em novembro, informou a Destatis. A projeção de analistas era de queda de 0,2%.

Excluindo-se custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI da Alemanha ficou estável em novembro ante o mês anterior e registrou acréscimo de 1,6% na comparação anual.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirma que o atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD) recebeu R$ 58 milhões do grupo J&F, dono da JBS. Kassab é alvo de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira.

Conforme Raquel Dodge, os recebimentos de valores indevidos se deram em duas situações distintas. Uma delas, informa, ocorreu entre 2010 e 2016, período em que o político teria recebido R$ 350 mil mensais, alcançando, ao todo R$ 30 milhões.

Na segunda ocasião, em 2014, cita a PGR, foram pagos R$ 28 milhões ao diretório Nacional do PSD, na época, presidido por Gilberto Kassab. O objetivo dos pagamentos era garantir o apoio do PSD ao PT na disputa presidencial de 2014.

O jornal britânico Financial Times elegeu o megainvestidor George Soros como Personalidade do Ano. "A escolha pelo Financial Times costuma ser um reflexo de suas conquistas.

No caso de Soros este ano, sua seleção também é sobre os valores que ele representa", justificou a publicação. Em 2017, a escolha foi pela engenheira de software, Susan Fowler, que denunciou práticas de assédio sexual quando trabalhava na Uber, levando a uma avalanche de denúncias em outras empresas que acabaram derrubando alguns dos executivos mais importantes dos negócios. Em 2016, o FT elegeu Donald Trump e, no ano anterior, Angela Merkel, que seguiu Tim Cook (Apple), Jack Ma (Alibaba), Mario Draghi (Banco Central Europeu).

O gráfico diário do IBOV tem um novo sinal de fundo, o que indica uma abertura positiva para essa quarta-feira, seguindo os bons ventos internacionais.

Trata-se de um harami montado sobre a LTA que guia os fundos marcados desde o início de outubro, reforçada em marrom na imagem abaixo.

O desafio será sustentar a alta ao longo do pregão. Na figura o IBOV às 10:49 = clique para ampliar.

O rompimento de 88.185 acionaria um pivot de alta no diário, reunindo força o suficiente para romper a máxima da semana passada (88.385) e acelerar a ponta compradora.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Ainda à espera do FED, IBOV desenha fundo


Bom dia, investidor!

Mercados no mundo à espera dos juros do FED; IBOV desenha fundo >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça-feira, influenciadas mais uma vez por um novo tombo nos mercados americanos, em meio a preocupações com a saúde da economia global e à espera de mais uma alta de juros nos Estados Unidos.

Ontem, as bolsas de Nova York sofreram perdas de mais de 2% após recentes sinais de desaceleração da economia mundial e temores de que os EUA voltem a enfrentar uma recessão.

O ambiente de negócios também é marcado por cautela antes da decisão de política monetária do Federal (Fed, o banco central americano), que amanhã, segundo analistas, deverá elevar seus juros básicos pela quarta vez este ano, apesar de reiteradas críticas do presidente dos EUA, Donald Trump. No Twitter, Trump afirmou ontem ser "incrível" que o Fed esteja considerando outro aumento de juros num momento de "dólar forte e praticamente nenhuma inflação".

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,82% hoje, a 2.576,65 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda semelhante, de 0,81%, a 1.312,55 pontos.

Em discurso para comemorar o 40º aniversário das reformas econômicas chinesas, o presidente Xi Jinping disse nesta terça que o país vai se manter na trajetória atual de reformas e "jamais buscará a hegemonia", numa tentativa de minimizar preocupações sobre sua excessiva influência econômica. Xi também manifestou apoio ao sistema multilateral de comércio, mas não fez referências diretas às atuais tensões comerciais entre Pequim e Washington.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 1,82% em Tóquio, a 21.115,45 pontos, também pressionado pela valorização do iene frente ao dólar durante a madrugada, e o Hang Seng registrou baixa de 1,05% em Hong Kong, a 25.814,25 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,43% em Seul, a 2.062,11 pontos, e o Taiex apresentou queda de 0,70% em Taiwan, a 9.718,82 pontos.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 102 em novembro a 101 em dezembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado, que marcou a quarta queda consecutiva do indicador, veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam redução a 101,6.

O chamado índice de condições atuais do Ifo recuou de 105,5 em novembro para 104,7 em dezembro, enquanto o índice de expectativas econômicas diminuiu de 98,7 para 97,3.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção. 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,05% na segunda quadrissemana de dezembro, desacelerando em relação à alta de 0,15% observada na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda leitura de dezembro, seis dos sete componentes do IPC-Fipe caíram com maior intensidade ou avançaram com menos força. Foi o caso de Habitação (de -0,17% na primeira quadrissemana para -0,33% na segunda quadrissemana), Alimentação (de 0,27% para 0,26%), Transportes (de -0,76 para -0,93%), Saúde (de 0,86% para 0,79%) e Vestuário (de 0,15% para 0,14%).

A exceção foi o item Educação, com aumento de 0,08% na segunda prévia de dezembro, um pouco maior que o acréscimo de 0,06% da primeira quadrissemana.

Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada ontem (17), o ministro extraordinário da Transição e futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, acrescentou uma nova área ao gabinete de transição governamental: Assuntos Estratégicos. O gabinete agora passa a contar com 19 grupos técnicos.

Além de Assuntos Estratégicos, compõem o gabinete de transição as seguintes áreas temáticas: Agricultura; Atualização e Consolidação de Atos Normativos; Cidadania; Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Defesa; Desenvolvimento Regional; Desenvolvimento Sustentável; Economia e Comércio Exterior; Educação; Infraestrutura; Justiça, Segurança e Combate à Corrupção; Minas e Energia; Modernização do Estado; Mulher, Família e Direitos Humanos; Previdência; Relações Exteriores; Saúde; e Turismo.

Onyx Lorenzoni também designou, em edição extra, Carlos Alberto dos Santos Cruz, futuro ministro da Secretaria de Governo, para exercer a função de Coordenador do Grupo Técnico de Assuntos Estratégicos do Gabinete de Transição Governamental. Por fim, Onyx Lorenzoni realizou alterações no Grupo Técnico de Atualização e Consolidação de Atos Normativos e Turismo e criou a composição da equipe de Assuntos Estratégicos, que será coordenada por Carlos Alberto dos Santos Cruz e Mauro Biancamano Guimarães (Coordenador-Adjunto). 

O valor médio de locação de imóveis residenciais em 15 cidades brasileiras permaneceu praticamente estável em novembro, com uma ligeira queda de 0,08%. Comparativamente, a inflação medida pelo IPCA (IBGE) foi de -0,21% no período. Os dados foram divulgados pelo Índice FipeZap de Locação Residencial.

De acordo com o levantamento, nove das 15 cidades monitoradas pelo Índice FipeZap apresentaram alta no preço médio do aluguel residencial no mês de novembro, com destaque para as variações observadas em São Bernardo do Campo (+1,37%), Distrito Federal (+0,57%) e Belo Horizonte (+0,47%). Já entre as cidades que registraram queda nos preços de locação residencial no último período estão Rio de Janeiro (-0,65%), Recife (-0,49%) e Santos (-0,43%).

A direção do Banco Central (BC) manteve a avaliação de que o atual cenário econômico exige política monetária estimulativa, mas retirou trecho do texto em que o BC indicava que esse estímulo deveria ser removido gradualmente. No documento conhecido nesta manhã, os diretores da autoridade monetária defendem que o ambiente "prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente" de 6,50% ao ano.

No parágrafo 26 da ata da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), os diretores do BC repetiram a avaliação de que "a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural".

Ao contrário da ata divulgada após a reunião de outubro, porém, o texto de dezembro não menciona mais que "esse estímulo começará a ser removido gradualmente caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora".

O documento conhecido nesta manhã de terça-feira nota ainda no parágrafo 26 que "a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente". Para os próximos meses, os diretores do BC afirmam que "os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação". 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra que o benchmark sentiu a linha tracejada em azul na primeira batida, sendo essa a LTA mais longa dentre as quais estão apontadas na imagem.

A linha de tendência de alta marrom ganha força e destaque, uma vez que segurou os preços inúmeras vezes desde o início de outubro e foi justamente onde fechou o candle na véspera.

Hoje teremos um pregão decisivo, com um ponto ótimo para a formação de um fundo se bons ventos soprarem do exterior.



Bons negócios e sucesso!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Drive da semana é o FED


Bom dia, investidor!

FED deverá elevar juros nesta semana >> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta e com ganhos moderados nesta segunda-feira, apagando parte da forte queda que sofreram no pregão anterior, quando indicadores fracos da China e da zona do euro reavivaram preocupações com o arrefecimento da economia global e derrubaram os mercados acionários mundiais. O clima, no entanto, é de cautela na semana em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deverá voltar a elevar juros.

O Nikkei liderou o movimento de valorização na Ásia, com alta de 0,62% em Tóquio, a 21.506,88 pontos. Impulsionaram o índice japonês ações de varejistas e de concessionárias públicas.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,16%, a 2.597,97 pontos, sustentado por papéis de bancos e do setor imobiliário, depois que o PBoC - o BC chinês - fez hoje uma injeção no mercado financeiro de 160 bilhões de yuans (US$ 23,2 bilhões), ao oferecer contratos de recompra reversa pela primeira vez em 37 dias úteis. Por outro lado, o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,31%, a 1.323,31 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve ganho marginal de 0,08% em Seul, a 2.071,09 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,14% em Taiwan, a 9.787,53 pontos, mas o Hang Seng sofreu um ajuste para baixo na última meia hora de negócios, fechando com ligeiro declínio de 0,03% em Hong Kong, a 26.087,98 pontos.

O comportamento contido dos mercados asiáticos precede o anúncio de política monetária do Fed, que na quarta-feira (19) deverá aumentar seus juros básicos pela quarta vez este ano, segundo analistas. Investidores ficarão particularmente atentos a possíveis sinais de desaceleração no ritmo de elevação de juros no próximo ano.

Os preços de cobre operam em baixa nesta segunda-feira, em meio a um quadro mais amplo de mercados no vermelho, também à medida que uma usina na Índia parecia prestes a reabrir, eliminando uma ruptura de suprimento e aumentando a oferta.

Às 10h06 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal tinha queda de 0,40%, a US$ 6.113,00. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), a libra-peso do cobre para março perdia 0,71%, a US$ 2,7430.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio perdia 0,16%, a US$ 1.922,50, a do zinco subia 0,14%, a US$ 2.536,00, a do estanho ganhava 0,03%, a US$ 19.395,00, a do níquel tinha alta de 0,14%, a US$ 11.055,00, e a do chumbo descia 1,18%, a US$ 1.931,00. 

A B3 prevê despesas ajustadas, em 2019, de R$ 1,030 bilhão a R$ 1,080 bilhão. Já as despesas relacionadas a depreciação e amortização deverão ficar entre R$ 950 milhões e R$ 1,0 bilhão.

De acordo com fato relevante divulgado pela B3, as despesas atreladas ao faturamento deverão totalizar entre R$ 245 milhões e R$ 265 milhões no próximo ano e os investimentos estão previstos para ficarem entre R$ 250 milhões e R$ 280 milhões.

Para 2018, as despesas ajustadas foram reafirmadas entre R$ 960 milhões e R$ 1,0 bilhão, enquanto as despesas relacionadas a depreciação e amortização deverão ficar entre R$ 910 milhões e R$ 980 milhões.

Em relação às despesas atreladas ao faturamento, o valor deve ficar entre R$ 200 e R$ 220 milhões e os investimentos, entre R$ 220 milhões e R$ 250 milhões.

Já as despesas relacionadas à combinação com a Cetip devem ficar entre R$ 45 milhões e R$ 65 milhões e os investimentos entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões. A B3 espera, a partir do ano 2021, capturar R$ 110 milhões por ano em sinergias de despesas resultantes diretamente da combinação de negócios entre BM&FBovespa e Cetip. Nos anos de 2018 a 2020, espera-se capturar R$ 100 milhões por ano em sinergias. 

Após recuar 0,16% em setembro (dado já revisado), a economia brasileira teve leve alta em outubro de 2018. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve avanço de 0,02% em outubro na comparação com o mês anterior, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 139,30 pontos para 139,33 pontos na série dessazonalizada no período. Este é o maior nível para o IBC-Br com ajuste apenas desde agosto (139,53 pontos).

A leve alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam resultado entre -0,6% e elevação de 0,3%, mas ficou melhor que a mediana negativa de 0,10%.

Na comparação entre os meses de outubro de 2018 e outubro de 2017, houve alta de 2,99% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 140,90 pontos no décimo mês, após 136,81 pontos de outubro do ano passado.

O indicador de outubro de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho acima do apontado pela mediana, que indicava expansão de 2,50%, das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, cujo intervalo ia de 1,10% a 2,90%. O nível de 140,90 pontos é o melhor para meses de outubro desde 2014 (149,70 pontos).

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,4%. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano seguiu em 1,30%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento ligeiramente mais forte, de 1,36%. Para 2019, o mercado subiu marginalmente a previsão de alta do PIB, de 2,53% para 2,55%, ante 2,50% de um mês antes.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No fim de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o PIB cresceu 0,8% no terceiro trimestre, ante o segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre de 2017, houve alta de 1,3%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 cedeu ligeiramente, de 1,99% para 1,91%. Há um mês, estava em 2,19%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi ajustada para cima, de 3,02% para 3,04%, ante 3,04% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 54,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa passou de 56,50% para 56,40%, ante os 56,95% de um mês atrás. 


O IBOV opera de forma praticamente lateral nessa segunda-feira.

IBOV às 11h52: clique para ampliar.

Na última sessão descolou do exterior e mostrou resiliência.

Temos um harami, sinal de fundo sobre um ponto de clímax no diário.

O ponto alto seria o rompimento da máxima da semana passada: 88.385.







Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Ásia em alta, Europa e Américas em baixa


Bom dia, investidor!

Ásia em alta com otimismo EUA-China; Europa e Américas, inclusive IBOV, enfraquecidos por realização de lucros e definição de tendências >>> LEIA MAIS >>>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, impulsionadas por novos sinais de que Estados Unidos e China estão avançando em esforços para superar suas divergências comerciais.

Ontem, circulou notícia de que a China planeja substituir uma política industrial muito criticada pela Casa Branca por um programa que garantirá maior acesso a companhias estrangeiras. Também foi confirmado hoje que os chineses voltaram a comprar soja dos EUA, como parte de um compromisso de Pequim de ampliar importações de produtos agrícolas americanos.

Antes disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia sinalizado nesta semana que está disposto a fechar um acordo comercial com a China, depois da trégua de 90 dias acertada com o presidente chinês, Xi Jinping, no último dia 1º.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,23% hoje, a 2.634,05 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,11%, a 1.360,92 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,29%, a 26.524,35 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei mostrou valorização de 0,99% em Tóquio, a 21.816,19 pontos, impulsionado por ações dos setores siderúrgico e de transporte marítimo; o sul-coreano Kospi subiu 0,63% em Seul, a 2.095,55 pontos; e o Taiex avançou 0,43% em Taiwan, a 9.858,76 pontos.

Os ganhos na região asiática vieram também na esteira do desempenho positivo dos mercados acionários de Nova York, que ontem subiram cerca de 0,5% a 1%.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 13, a quinta fase da Operação Registro Espúrio, informou a Globonews.

O objetivo da nova etapa é aprofundar as investigações de desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES), por meio de pedidos fraudulentos de restituição de contribuição sindical.

Segundo a emissora, a equipe da PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, Goiânia, Anápolis e Londrina. A PF fez buscas também na consultoria jurídica do Ministério do Trabalho, na capital federal.

Foram alvos em fases anteriores da Registro Espúrio o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, e os deputados Jovair Arantes (PTB-GO) e Paulinho da Força (SD-SP). 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, 13, a Operação Trato Feito, desdobramento da Prato Feito. Segundo a TV Globo, o objetivo é prender o prefeito de Mauá, Átila Jacomussi (PSB).

São cumpridos ao todo dois mandados de prisão preventiva e 54 de busca e apreensão por 234 policiais. Todas as medidas foram decretadas, a pedido da PF, pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O comunicado enviado pela assessoria da PF não detalha quem são os alvos e informa apenas que a operação de hoje mira uma organização criminosa voltada para o desvio de recursos públicos em contratos firmados com a Prefeitura de Mauá.

De acordo com a PF, o inquérito policial foi instaurado durante a análise do material apreendido na Operação Prato Feito.

Um movimento de realização de lucros enfraquece os índices acionários europeus e tira força dos futuros de Nova York antes da entrevista que o presidente do BCE, Mário Draghi, concederá após o anúncio da decisão de juros. Os analistas esperam a manutenção das taxas do BCE até o fim de 2019 ou início de 2020 e a confirmação do fim das compras líquidas de ativos promovidas pela instituição como parte do seu programa de afrouxamento quantitativo (QE) neste mês. Atualmente, a taxa de referência do BCE, a de refinanciamento, está em 0% e a taxa de depósito é de -0,4%. 

Além disso, as negociações do Brexit seguem no radar depois que a primeira-ministra Theresa May passou no teste de confiança do Partido Conservador e segue à frente das negociações do processo de saída do país da União Europeia. 

No Brasil, o Tesouro realiza o último leilão de títulos públicos deste ano e o mercado pode ter reação limitada ao Copom, que ficou dentro do script ontem à noite, ao manter da taxa Selic no piso histórico de 6,50% ao ano, pela sexta vez consecutiva, e indicar que uma elevação poderá demorar ainda por causa da inflação e da atividade econômica fracas no País, como também era esperado, e ainda que os riscos externos seguem altos para economias emergentes.

O gráfico diário do IBOV (clique para ampliar) mostra que o ponto de clímax formado pelo encontro das retas que formam o triângulo (marrom) e pela LTA vermelha impactaram os preços, estancando a queda, pelo menos na primeira batida.

O desafio do benchmark será romper e operar acima das médias móveis, que estão próximas, assim como de 87.025 e da linha de tendência de alta pontilhada em azul, sendo essa a mais antiga, digamos assim, de todas elas.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Mundo verde deve trazer liquidez


Bom dia, investidor!

Mundo verde no exterior e vencimento dos contratos de índice futuro >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, em meio a sinais de melhora na perspectiva das discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

Em entrevista à Reuters publicada nesta madrugada, o presidente americano, Donald Trump, disse que, se necessário, interviria no Departamento de Justiça americano no caso contra a executiva da gigante de telecomunicações chinesa Huawei que havia sido recentemente presa no Canadá se isso ajudasse a garantir um acordo comercial com os chineses. A executiva, Meng Wanzhou, foi solta ontem sob fiança. Trump afirmou também que não elevará tarifas sobre importações chinesas até que tenha certeza de um acordo.

Antes disso, circulou ontem notícia atribuída ao Wall Street Journal de que a China pretende reduzir tarifas sobre carros importados dos EUA de 40% para 15%, o que ajudou a impulsionar ações de montadoras no Japão e na Coreia do Sul.

O Nikkei liderou o movimento de valorização na Ásia hoje, com alta de 2,15% em Tóquio, a 21.602,75 pontos. No setor automotivo, destacaram-se Mitsubishi Motor (+2,57%), Toyota (2,22%) e até a Nissan (+0,95%), que ainda lida com o escândalo da recente demissão do presidente de seu conselho administrativo, o executivo brasileiro Carlos Ghosn.

Em Seul, o sul-coreano Kospi subiu 1,44%, a 2.082,57 pontos, em boa parte impulsionado pela Hyundai (+6,3%).

Em outras partes da região asiática, o Hang Seng avançou 1,61% em Hong Kong, a 26.186,71 pontos, e o Taiex registrou alta de 1,13%, a 9.816,45 pontos, mas os ganhos na China foram mais moderados - o Xangai Composto subiu 0,31%, a 2.602,15 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou leve alta de 0,16%, a 1.346,03 pontos.

A Ambev está prestes a afastar, no âmbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a maior parte de uma autuação bilionária sobre tributação de lucros de controladas no exterior. No julgamento, realizado ontem, os conselheiros votaram de forma parcialmente favorável à companhia. O resultado, porém, não foi proclamado e a seção foi suspensa para análise de pedido da Ambev. A empresa deseja compensar a parte que perdeu, relacionada a uma controlada na Argentina, com valores de impostos recolhidos naquele país.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, enfrentará um voto de não confiança no Parlamento britânico nesta quarta-feira, segundo a mídia britânica.

A decisão veio depois que May adiou por tempo indeterminado uma votação parlamentar sobre o acordo de Brexit que seu governo fechou com autoridades da União Europeia. A votação estava marcada para terça-feira (11) e a expectativa era de que o acordo fosse rejeitado por ampla margem.

De acordo com a Reuters, a Casa dos Comuns (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira) do Parlamento votará a contestação à liderança de May entre 16h e 18h (de Brasília) e um anúncio do resultado será feito logo em seguida.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta terça-feira, 11, por unanimidade, uma das ações de investigação judicial apresentada pelo PT contra a campanha do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no caso que gira em torno da empresa de ar condicionado Komeco, localizada na cidade de Palhoça (SC). Esse é o primeiro julgamento de ação de investigação judicial contra a campanha do presidente eleito concluído pela Corte Eleitoral.

No processo, o PT alegava haver abuso de poder na campanha porque o presidente da Komeco, Denisson Moura de Freitas, teria gravado áudio direcionado a funcionários solicitando que os empregados usassem adesivos e camisetas de apoio a Bolsonaro. Em seu voto, o corregedor-geral eleitoral e relator do caso, ministro Jorge Mussi, destacou que não ficou configurada prática abusiva pelo empresário, que teria "limitado-se" a convidar os funcionários para o ato, sem qualquer tipo de ameaça.

Hoje temos um mundo verde no exterior, com alta nas bolsas e commodities, além do vencimento dos contratos de índice futuro, o que deverá trazer alta liquidez e volatilidade.

O gráfico diário (clique para ampliar) mostra o mercado em um ponto de clímax, formado por duas linhas de tendência de alta e pela reta do triângulo acionado recentemente, portanto temos um pull back.

As chances de formação de um fundo na região são factíveis.

Também é possível observar um harami (mulher grávida em japonês) de fundo.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

IBOV, na contramão, faz marobozu


Bom dia, investidor!

Mundo reage bem à negociações Trump-China, mas IBOV tem forte correção >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com as chinesas reagindo positivamente aos últimos desdobramentos da trégua comercial entre Washington e Pequim.

No fim da noite de ontem, Estados Unidos e China iniciaram a última rodada de discussões comerciais com uma ligação telefônica envolvendo o Secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

As três autoridades discutiram compras de produtos agrícolas pela China e mudanças em políticas econômicas chinesas durante a ligação, segundo o Wall Street Journal, que citou pessoas com conhecimento das conversas.

Em breve comunicado, o Ministério de Comércio da China confirmou a ligação, que teve o objetivo de "seguir adiante nos próximos passos de um cronograma e mapa" para as negociações. Liu planeja viajar a Washington após a virada do ano, de acordo com fontes.

No último dia 1º, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, concordaram em suspender a aplicação de novas tarifas a importações um do outro por um período de 90 dias.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 0,37% hoje, a 2.594,09 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,85%, a 1.343,90 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng encerrou os negócios em ligeira alta de 0,07%, a 25.771,67 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 0,34% em Tóquio, a 21.148,02 pontos, pressionado por ações de tecnologia e de montadoras, e o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,04% em Seul, a 2.052,97 pontos, em meio a uma queda em papéis de construtoras, mas o Taiex registrou ganho de 0,62% em Taiwan, a 9.707,04 pontos, impulsionado por blue chips do setor tecnológico.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que "não há espaço para renegociação, mas esclarecimentos adicionais são possíveis" em relação ao acordo do Brexit.

No Twitter, Juncker destacou que se encontrará hoje com a primeira-ministra britânica, Theresa May, em Bruxelas. Ontem, May cancelou por tempo indeterminado a votação do pacto para saída da União Europeia (UE), diante da possibilidade de uma derrota no Parlamento britânico.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -24,1 em novembro para -17,5 em dezembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta apenas marginal do indicador, a -24.

Por outro lado, o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de 58,2 em novembro para 45,3 em dezembro. Neste caso, a projeção era de redução mais comedida, a 56,3.

A falta de tendência única na região asiática veio depois da acentuada volatilidade observada entre as bolsas de Nova York, que terminaram o pregão de ontem com valorização leve a moderada, depois de apagarem robustas perdas de mais cedo. O índice Dow Jones, por exemplo, chegou a cair mais de 500 pontos em seu pior momento.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,15% na primeira quadrissemana de dezembro, repetindo a variação de novembro, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na primeira leitura deste mês, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe caíram com maior intensidade ou avançaram com menos força. Foi o caso de Habitação (de -0,06% em novembro para -0,17% na primeira quadrissemana de dezembro), Transportes (de -0,51 para -0,76%), Saúde (de 0,92% para 0,86%) e Vestuário (de 0,25% para 0,15%).

Por outro lado, subiram com maior vigor os itens Alimentação (de 0,08% para 0,27%) e Despesas Pessoais (de 1,14% para 1,36%). Já os custos de Educação se mantiveram, com alta de 0,06%, idêntica ao resultado de novembro.

A Polícia Federal faz buscas nesta terça-feira, 11, em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB-MG). A investigação está relacionada à delação premiada de executivos do Grupo J&F.

Ao todo, a PF cumpre 24 mandados de busca em investigação envolvendo parlamentares na Operação Ross.

A operação foi a um apartamento da família do senador em Ipanema, zona sul do Rio.

As buscas alcançam mais cinco parlamentares: os deputados Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Benito Gama (PTB-BA) e senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

O objetivo da ação é investigar o recebimento de vantagens indevidas por parte de três senadores da República e três deputados federais, entre os anos de 2014 e 2017. As vantagens teriam sido solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo dos frigoríficos que teria efetuado o pagamento, inclusive para fins da campanha presidencial de 2014. A ação de hoje é um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017.

Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam os cem milhões de reais, Suspeita-se que os valores eram recebidos através da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

Aproximadamente 200 policiais federais dão cumprimento aos mandados expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Eles realizam 48 intimações para oitivas. As medidas estão sendo cumpridas no Distrito Federal e nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ross faz referência a um explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo localizada na Antártida fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sob investigação. 

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de forte baixa, um típico marobuzu, o que torna o pregão dessa terça-feira decisivo, tipo "o dia depois de amanhã".

Caso tenhamos continuidade da baixa, os ventos poderão virar a biruta de posição, por outro lado padrões semelhantes ocorreram em outubro e novembro e foram negados, com reações posteriores.

Vale destacar que a baixa de ontem trouxe os preços em uma região importante, formada pela linha rompida no triângulo simétrico e a LTA mais recente (vermelha), que une um fundo marcado em outubro e outros dois de novembro.


Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Dados sobre China e Japão impactam ações no mundo


Bom dia, investidor!

Balança comercial chinesa e PIB do Japão menores que o esperado >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta segunda-feira, após mais um tombo nos mercados de Nova York e na esteira de dados bem mais fracos do que se previa da balança comercial chinesa.

Na sexta-feira (07), as bolsas americanas tiveram mais uma rodada de fortes perdas, que variaram de 2,2% a 3%, em meio a preocupações com o andamento do diálogo comercial entre Washington e Pequim e temores de que o crescimento da economia mundial - em especial, dos Estados Unidos - desacelere.

No fim de semana, dados oficiais mostraram que a disputa comercial entre EUA e China está prejudicando o comércio do gigante asiático. Em novembro, tanto as exportações quanto as importações chinesas subiram bem menos do que o esperado, com ganhos anuais de 5,4% e 3%, respectivamente.

Também foram divulgados indicadores de inflação da China. A taxa anual de inflação ao consumidor diminuiu de 2,5% em outubro a 2,2% em novembro, enquanto a inflação ao produtor foi de 3,3% a 2,7% na mesma comparação.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto terminou o pregão de hoje em baixa de 0,82%, a 2.584,58 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou, 1,35%, a 1.332,53 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,19%, a 25.752,38 pontos.

Mas foi o Nikkei que liderou as perdas na Ásia, com queda de 2,12% em Tóquio, a 21.219,50 pontos, após a divulgação de números decepcionantes do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão. Em Seul, o sul-coreano Kospi caiu 1,06%, a 2.053,79 pontos, e em Taiwan, o Taiex registrou baixa de 1,16%, a 9.647,54 pontos, atingindo o menor nível em seis semanas.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) caiu 0,06% na primeira quadrissemana de dezembro, após queda de 0,17% na última medição de novembro, revelou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Habitação (-0,94% para -0,61%), cujo item tarifa de energia elétrica residencial acelerou de -5,98% para 4,73%.

Ainda registraram acréscimos os grupos: Educação, Leitura e Recreação (de 0,40% para 0,83%), Alimentação (de 0,41% para 0,52%), Vestuário (de 0,11% para 0,33%) e Despesas Diversas (de 0,16% para 0,25%). "Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: passagem aérea (de 9,13% para 16,56%), refrigerantes e água mineral (de 0,44% para 1,50%), acessórios para vestuário (de 0,50% para 1,29%) e tarifa postal (de 4,28% para 5,64%)", aponta a FGV em nota.

Por outro lado, houve queda mais intensa no grupo Transportes (de -0,57% para -0,81%); desaceleração em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,09% para 0,03%) e Comunicação (de 0,18% para 0,12%). Aceleraram a queda ainda as taxas em gasolina (de -2,90% para -4,09%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de -1,14% para -1,28%). Ja pacotes de telefonia fixa e internet tiveram arrefecimento na alta (de 0,78% para 0,52%). 

À espera da última reunião de política monetária do Banco Central no ano, marcada para amanhã e quarta-feira, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica) para o fim de 2018.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim do próximo ano foi de 7,75% para 7,50% ao ano, ante 8,00% ao ano de quatro semanas atrás.

No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu também em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para 2020 e para 2021.

No fim de outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela quinta vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, o BC indicou que os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da atividade, das projeções de inflação e do balanço de risco.

Ao abordar seu cenário básico, a instituição citou três riscos para a inflação brasileira. De um lado, a ociosidade da economia, que pode provocar baixa de preços. De outro, a possibilidade de as reformas não caminharem e o cenário externo mais desfavorável aos países emergentes, o que pode impulsionar a inflação. Em documentos anteriores, o BC vinha alertando que os riscos ligados às reformas e ao exterior eram maiores que aquele ligado à atividade econômica. Ou seja, o risco de os preços subirem era superior ao de eles caírem ou continuarem baixos. A instituição afirmou, porém, que essa "assimetria" diminuiu.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 7,00% para 7,25%, ante 7,50% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, seguiu em 8,00% e, para 2021, permaneceu em 8,00%. Há um mês, estavam em 8,25% para 2020 em 8,00% para 2021. 

Após o ministro Luiz Fux, do STF, suspender a aplicação de multas geradas pelo descumprimento da tabela que fixou preços mínimos de frete, caminhoneiros no Rio de Janeiro e em São Paulo realizam protestos na manhã desta segunda, 10.

No Rio, o protesto ocorre na rodovia Presidente Dutra, na altura de Barra Mansa. Em São Paulo, na região de Pindamonhangaba. O acesso ao Porto de Santos também está bloqueado nesta manhã, segundo a rádio CBN.

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção moderada após a marcação de topo na virada do mês.

Tivemos perda de 89.600 e posteriormente 88.520, projetando a média móvel e a LTA destacada em azul como testes, dentro de uma tendência de alta preservada, pelo menos até esse momento.

A média e a LTA supra citadas continuam como pisos imediatos e poderão ser testadas sem mudança de cenário, desde que respeitadas.

A abertura dessa segunda-feira deverá ser negativa, refletindo um cenário de queda no exterior.

De forma antagônica ao mais óbvio e provável, penso que poderemos ter recuperação e fechamento positivo, pois o mercado futuro mostrou resiliência frente aos soluços externos desde o início dos negócios.

Desejo uma ótima semana.

Sucesso!







Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br