quinta-feira, 1 de novembro de 2018

SELIC é mantida para transição


Bom dia, investidor!

Ata coloca que diminuiu o "risco de as reformas econômicas não continuarem" >>> LEIA MAIS >>>.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta no primeiro dia de novembro, após um mês de severa turbulência que causou fortes perdas na região em meio a incertezas sobre o crescimento econômico global e disputas comerciais, principalmente entre China e EUA.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto subiu 0,13% nesta quinta-feira, a 2.606,24 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,93%, a 1.306,31 pontos.

O Politburo, principal órgão decisório do Partido Comunista chinês, admitiu ontem que a segunda maior economia do mundo vem enfrentando maior pressão de baixa, mas reiterou seu compromisso de adotar medidas para estabilizar o emprego, as finanças, o comércio exterior, os investimentos e as expectativas de mercado.

Já o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) não oficial do setor industrial da China, elaborado pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media, subiu de 50 em setembro para 50,1 em outubro. A leitura acima de 50 indica que a atividade manufatureira chinesa voltou a se expandir no mês passado, depois de ficar estagnada em setembro.

O dia também foi de ganhos em Hong Kong, onde o Hang Seng teve alta de 1,75%, a 25.416,00 pontos, graças ao bom desempenho de ações do setor imobiliário, e em Taiwan, com valorização de 0,43% do Taiex, a 9.844,74 pontos.

Por outro lado, o índice japonês Nikkei caiu 1,06% em Tóquio, a 21.687,65 pontos, pressionado por papéis de operadoras móveis após decisão da NTT DoCoMo de reduzir suas tarifas entre 20% e 40%. NTT DoCoMo, KKDI e SoftBank sofreram tombos de 15%, 16% e 8,2%, respectivamente. E em Seul, o sul-coreano Kospi recuou 0,26%, a 2.024,46 pontos, interrompendo uma sequência de dois pregões positivos.

Em sua primeira decisão após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial, os dirigentes do Banco Central mantiveram ontem, 31, a Selic (o juro básico da economia) em 6,50% ao ano. Foi a quinta manutenção consecutiva do juro neste patamar, que é o menor desde que a taxa foi criada, em 1996. Além disso, sem se referir especificamente ao resultado da eleição, o BC indicou que o risco de as reformas econômicas não continuarem pode ter diminuído no Brasil.

Embora a Selic esteja no nível mais baixo da história, a taxa de juros real (descontada a inflação) do Brasil é a sexta maior do mundo. Ranking elaborado pela Infinity Asset Management e pelo site MoneYou indica que o juro real brasileiro está em 2,93% ao ano (leia quadro).

A decisão tomada pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, e pelos oito diretores da instituição teve como pano de fundo o atual período de transição do governo de Michel Temer para o governo Bolsonaro. Não há definição sobre a permanência nem de Goldfajn nem dos diretores nas atuais funções a partir de janeiro de 2019.

O Bradesco obteve lucro líquido recorrente de R$ 5,471 bilhões no terceiro trimestre deste ano, cifra 13,7% maior que a registrada um ano antes, de R$ 4,810 bilhões. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi de R$ 5,161 bilhões, cresceu 6,0%.

O voo 2089, da Gol, que saiu de Curitiba com o juiz federal Sergio Moro, pousou no Rio por volta das 7h30, no Aeroporto Santos Dumont. Moro não passou pelo saguão do aeroporto, onde jornalistas aguardavam por ele, chamando a atenção de passageiros. 

O juiz é aguardado para uma reunião com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, na casa dele, na Barra, zona oeste do Rio. Cotado para o cargo de ministro da Justiça, o juiz responsável pelos principais processos judiciais da Operação Lava Jato desembarcou diretamente na pista de pouso, de onde partiu para a casa de Bolsonaro em carro da Polícia Federal (PF). 

A Viver Incorporadora, empresa em recuperação judicial, realizará no próximo em 19 de novembro reunião do seu conselho de administração para aprovar o fator de grupamento das ações, adequando o valor unitário, pelo menos, ao mínimo exigido pela B3.

Na reunião também deve ser estabelecida a data da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que irá deliberar sobre o grupamento das ações. Em fato relevante, a empresa informa ainda que a assembleia deve ser realizada até 14 de janeiro de 2019 ou até a data da primeira assembleia geral que vier a ser realizada após o recebimento do ofício, o que ocorrer primeiro. 

A produção industrial caiu 1,8% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda foi bem maior que a mediana das projeções, que indicavam uma variação negativa de 0,90%. 

Em relação a setembro de 2017, a produção caiu 2%. Esse recuo foi também bem maior que a mediana das estimativas, que apontavam uma queda de 0,70%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um recuo de 2,20% a 2,90%.

No ano, a indústria teve alta de 1,9%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 2,7%. 

Os preços do petróleo operam em baixa nesta quinta-feira, sob pressão da produção crescente de países como Arábia Saudita e Estados Unidos, combinada com preocupações sobre uma desaceleração da demanda global.

Às 9h51 (de Brasília), o barril do Brent para janeiro de 2019 tinha queda de 0,68%, a US$ 74,53, na Intercontinental Exchange (ICE), e o WTI para dezembro deste ano recuava 0,47%, a US$ 65,01 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Ontem, o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) trouxe que a produção no país alcançou 11,2 milhões de barris por dia na semana passada, enquanto a cifra para a produção média em agosto foi revisada para 11,3 milhões de barris por dia. Os estoques da commodity cresceram pela sexta semana seguida.

Além disso, o avanço dos preços do petróleo no médio prazo - eles subiram mais de 10% neste ano -, junto com a depreciação de moedas de países emergentes e preocupações com uma desaceleração da economia global têm preocupado analistas sobre uma possível estagnação da demanda por petróleo

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O gráfico diário do IBOV mostra a compra resiliente, operando novamente distante da média móvel de 21 períodos, a qual está logo abaixo de 84.000 pontos nesse momento.

Na minha visão esse cenário sugere correção até a LTA reforçada em azul, talvez algo ao redor de 86.000, não na sessão de hoje, mas quem sabe nos próximos dias.

O desafio, nessa quinta-feira, será permanecer acima de 87.333, resistência que será superada logo na abertura.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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