segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Pregão morno devido ao feriado


Bom dia, investidor!

Correção seria natural após o "rali" de sexta >>> LEIA MAI S >>>

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As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, com algumas delas se recuperando no fim do pregão, apesar da continuidade de tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Nos mercados chineses, o índice Xangai Composto avançou 0,91%, a 2.703,51 pontos, atingindo o maior nível em seis semanas e garantindo sua terceira sessão consecutiva de ganhos, graças principalmente ao bom desempenho de ações dos setores imobiliário e bancário, que foram favorecidas por rumores sobre um possível corte de juros. Já o Shenzhen Composto, que é formado por startups de menor valor de mercado, subiu 0,51%, a 1.417,43 pontos.

Na sexta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que poderá não impor mais tarifas a produtos chineses depois de Pequim enviar uma lista de medidas, numa indicação de que deseja superar as atuais divergências comerciais. O comentário gerou especulação sobre um possível acordo quando Trump se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, às margens de uma cúpula do G-20 a ser realizada na Argentina, no fim deste mês.

No entanto, as tensões sino-americanas continuaram em evidência durante reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) em Papua Nova Guiné durante o fim de semana, na qual os líderes presentes pela primeira vez não conseguiram chegar a um acordo sobre o texto de um comunicado conjunto.

Em discurso na cúpula da Apec, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, afirmou que seu país não irá retirar as tarifas já impostas a produtos chineses enquanto Pequim não mudar sua política comercial.

Em outras partes da Ásia, o índice japonês Nikkei teve alta de 0,65% em Tóquio hoje, a 21.821,16 pontos, sustentado por papéis de tecnologia e de eletrônicos, enquanto o Hang Seng avançou 0,72% em Hong Kong, a 26.372,00 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 0,39% em Seul, a 2.100,56 pontos, e o Taiex registrou valorização de 0,32% em Taiwan, a 9.828,69 pontos.

Investidores da região asiática também acompanham as incertezas em torno do Brexit, como é conhecido o processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia. A primeira-ministra britânica, Theresa May, sofre pressão para deixar o cargo dentro de seu próprio Partido Conservador devido a discordâncias sobre a forma de levar a ruptura adiante.

O economista Roberto Castello Branco aceitou o convite para presidir a Petrobras no futuro governo de Jair Bolsonaro. A informação, antecipada pelo Estado, foi confirmada há pouco pela assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, por meio de nota distribuída à imprensa. "O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, a indicação para a presidência da Petrobras de Roberto Castello Branco, que aceitou o convite", diz o documento.

Economista, com pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência no setores público e privado, Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale. A nota de Guedes ainda informa que Castello Branco também já fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás. Atualmente, ele é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, permanece no comando da estatal até a nomeação do novo presidente. Mas, conforme o Estado apurou, o futuro governo deseja que Ivan Monteiro continue na gestão Bolsonaro. Há conversas para que ele assuma o comando do Banco do Brasil. Caso essa negociação se confirme, o comando da Caixa poderia ficar nas mãos de Rubem Novaes, ex-diretor do BNDES e professor da FGV, ou de Pedro Guimarães, sócio do Banco Brasil Plural. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,35% na segunda prévia de novembro, após ter aumentado 0,97% na segunda prévia de outubro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou alta de 8,86% no ano e avanço de 9,82% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de novembro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 0,62%, ante um avanço de 1,24% na segunda prévia de outubro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,11% na prévia de novembro, depois de uma elevação de 0,48% em igual leitura de outubro.

Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,28% na segunda prévia de novembro, depois da alta de 0,36% na segunda prévia de outubro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de outubro a 10 de novembro. No dado fechado do mês de outubro, o IGP-M subiu 0,89%. 

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,23% para elevação de 4,13%. Há um mês, estava em 4,44%. A projeção para o índice em 2019 foi de 4,21% para 4,20%. Quatro semanas atrás, estava em 4,22%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,95% para 3,90%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,78%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No dia 7 de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de outubro subiu 0,45%. No ano, o índice acumula alta de 3,81% e, em 12 meses, de 4,56%.

No fim de outubro, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, que utiliza o câmbio e os juros projetados no Focus como referência, a expectativa para o IPCA em 2018 é de 4,4%. Para 2019, a projeção é de 4,2% e, para 2020, de 3,7%.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 passou de 4,08% para 4,05%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 4,25% para 4,10%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,50% e 4,23%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, ante 3,88% de quatro semanas atrás.

O gráfico diário do IBOV mostra a região de 84.000 pontos consolidada como suporte, o rompimentos das médias de 5 e 21 como resistências e também de 87.333 e da 88.320, antiga máxima histórica.

Seria natural uma correção na abertura após o rali de sexta-feira, com liquidez reduzida por conta do feriado de amanhã.

O caminho mais natural, na minha opinião, é que tenhamos um pregão morno e equilibrado, com recuperação intradiária após um início no vermelho e fechamento em leve alta.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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