quarta-feira, 14 de novembro de 2018

IBOV se sustenta nos 84K


Bom dia, investidor!

Região de 84K foi piso duas vezes nas três últimas sessões
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As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, após um tombo nos preços do petróleo pesar nos mercados chineses e da Austrália, e na esteira de indicadores mistos da China, a segunda maior economia do mundo.

Ontem, as cotações do petróleo despencaram entre 6,6% e 7,1% em meio a sinais de expansão da oferta e enfraquecimento da demanda pela commodity. O mau humor ganhou força depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que espera que a Arábia Saudita e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não cortem sua produção, no começo da semana.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,85% hoje, a 2.632,24 pontos, pressionado por petrolíferas como Petrochina e Sinopec, cujas ações se desvalorizaram cerca de 3%. Já o Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, caiu 0,40%, a 1.378,36 pontos.

Números oficiais publicados durante a madrugada mostraram que a produção industrial chinesa avançou 5,9% na comparação anual de outubro, superando a previsão de analistas, de alta de 5,7%. Por outro lado, as vendas no setor varejista da China subiram 8,6% em outubro ante igual mês do ano passado, mas o resultado ficou bem aquém do ganho esperado de 9,2%.

Em outras partes da Ásia, o índice sul-coreano Kospi recuou 0,15% em Seul, a 2.068,05 pontos, mas o japonês Nikkei fechou em leve alta de 0,16% em Tóquio - ajudado por uma ligeira desvalorização do iene ante o dólar -, a 21.846,48 pontos, depois de cair mais de 2% no pregão anterior, e o Taiex também subiu 0,16% em Taiwan, a 9.791,88 pontos. 

A economia da Alemanha, a maior da Europa, teve desempenho pior do que o esperado no terceiro trimestre de 2018.

Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão registrou contração de 0,2% ante o segundo trimestre, segundo dados publicados nesta quarta-feira pela Destatis, como é conhecida a agência de estatísticas do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor, de 0,1%.

Já na comparação anual, o PIB da Alemanha cresceu 1,1% no terceiro trimestre. A projeção de analistas, porém, era de alta de 1,3%. 

O DEM vai condicionar a adesão ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) ao apoio do Palácio do Planalto à recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara ou ao menos à neutralidade da equipe do PSL nessa disputa. A eleição que renovará o comando do Congresso está marcada para 1º de janeiro de 2019, e Maia já recebeu sinais de que Bolsonaro não quer avalizar um novo mandato para ele.

O presidente eleito tomará café da manhã com Maia, nesta quarta-feira, 14, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, e pretende desfazer o que chama de mal-entendidos. Sua intenção é dizer ao comandante da Câmara que o governo não pretende interferir na sucessão do Congresso.

Antes resistente à votação da reforma da Previdência, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), sinalizou ontem, terça-feira, 13, que há brechas para que a proposta ande no Congresso ainda neste ano. A mudança de postura foi verbalizada logo após o senador ter recebido na residência oficial do Senado o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Eunício afirmou que o presidente Michel Temer poderia suspender a intervenção federal no Rio de Janeiro, liberando o Congresso para analisar a reforma. Pelas regras atuais, uma proposta que altere a Constituição Federal não pode ser analisada pelos parlamentares enquanto uma intervenção estiver em vigor em algum estado do País.

O presidente do Senado, no entanto, se mostrava resistente ao avanço da reforma da Previdência que está no Congresso e que foi enviada por Temer. Na semana passada, ele chegou a dizer que uma reforma deveria ser encaminhada ao Congresso pelo presidente eleito e afirmou que era preciso ter paciência e tranquilidade.

O gráfico diário do IBOV mostra uma linha de tendência de alta (LTA) que guia os fundos desde o final de setembro, concentrando a briga entre ursos e touros essa semana.

As médias estão inclinadas para baixo, porém ainda em "modo compra", o que deixa a leitura complexa no curtíssimo prazo.

Fato é que a região de 84K foi piso duas vezes nas três últimas sessões, com compradores dispostos a defender a região como suporte.

Na minha visão, teremos uma sessão de alta moderada, com fechamento acima da dita LTA e também da média móvel de 21 períodos.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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