sexta-feira, 30 de novembro de 2018

IBOV marca máxima histórica e tenta se manter


Bom dia, investidor!

IBOV com máxima histórica e leve queda até 10h30

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com investidores sinalizando otimismo de que os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, farão algum tipo de avanço no sentido de aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Trump e Xi vão se encontrar neste sábado (01) à noite, às margens da reunião de cúpula de dois dias do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) que terá início hoje na Argentina.

Se recuperando da fraqueza recente, os mercados chineses ganharam fôlego no fim do pregão. O Xangai Composto subiu 0,81% hoje, a 2.588,19 pontos, mas encerrou novembro com perda de 0,6%, a segunda consecutiva. Já o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,93% nesta sexta, a 1.337,74 pontos.

O desempenho positivo das bolsas chinesas veio apesar de novas evidências de que a economia do gigante asiático está desacelerando. Dados oficiais mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da China caiu de 50,2 em outubro para 50 em novembro, indicando estagnação da atividade manufatureira, enquanto o PMI de serviços recuou de 53,9 em outubro para 53,4 em novembro, sugerindo expansão mais fraca do segmento.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei terminou a sessão em Tóquio com alta de 0,40%, a 22.351,06 pontos, acumulando ganhos de 3,25% na semana, enquanto o Hang Seng subiu 0,21% em Hong Kong, a 26.506,75 pontos, e o Taiex mostrou valorização apenas marginal em Taiwan, de 0,03%, a 9.888,03 pontos.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 3,8 pontos em novembro ante outubro, atingindo 95,0 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o ICE atingiu o maior patamar desde abril de 2014. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,1 ponto, interrompendo sete meses consecutivos em queda.

"A expressiva alta do ICE em novembro confirma que a confiança empresarial vinha sendo afetada nos meses anteriores pelas exacerbadas incertezas associadas ao período eleitoral deste ano. Ao atingir o maior nível desde o início da recessão de 2014-2016, o índice se aproxima do nível neutro de 100 pontos, que configura uma situação de normalidade em termos históricos. A evolução no mês foi determinada principalmente pela melhora das expectativas, que retratam um moderado otimismo com a evolução da economia nos primeiros meses do novo governo", afirma nota divulgada há pouco pela FGV, assinada pelo superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), Aloisio Campelo Jr.

É a primeira vez no ano em que todos os setores que integram o ICE apresentaram aumento da confiança. O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria de Transformação, Serviços, Comércio e Construção. "Na métrica de média móveis trimestrais, a variação foi negativa apenas na Indústria (1,8 ponto), cuja confiança agora converge com a dos segmentos de serviços e do comércio, após ter caminhado acima dos outros três segmentos desde janeiro de 2015. A confiança da construção continua sendo a mais baixa entre os quatro setores, mas o avanço de novembro é uma boa notícia", diz a FGV.

O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

O Índice de Situação Atual (ISA) registrou alta de 1,4 ponto, para 89,9 pontos, após umas sequência de três quedas. Já o Índice de Expectativas (IE-E) teve expansão de 3,0 pontos, para 102,0, superando a marca de 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2013, quando atingiu 100,3 pontos.

A alta da confiança em novembro atingiu 84% dos 49 segmentos que compõem o ICE. No mês passado, a taxa foi menor, de 57% dos segmentos pesquisados. 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio igual à mediana (0,80%) das estimativas dos analistas de 30 instituições consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam de uma alta de 0,40% a um avanço de 1,1%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, o PIB avançou 1,3% no terceiro trimestre deste ano. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções de analistas, que previam uma expansão de 0,80% a 1,90%, com mediana positiva de 1,50%.

Ainda segundo o instituto, o PIB do terceiro trimestre do ano totalizou
R$ 1,716 trilhão. Os técnicos do IBGE vão conceder entrevista dentro de instantes para comentar os resultados. 

Temos nova máxima histórica no IBOV.

A região de 89.600 é suporte imediato e deverá ser testada logo na abertura, que deverá ser de leve baixa.

Possivelmente teremos uma descida até a cabeça do pivot de alta (88.520) entre hoje e segunda-feira, ponto decisivo para os desdobramentos de curto prazo.

A região se torna ainda mais relevante, pois marcou a mínima de ontem e concentra a média móvel de 5 períodos.

Caso a compra exerça seu domínio visto nas últimas sessões e mantenha os preços acima de 89.600, a alta deverá manter-se com nova marcação de TH.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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