quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Bolsas no mundo sobem após eleição nos EUA


Bom dia, investidor!

IBOV resiste aos 89.5K; passada a incerteza gerada pelas eleições, as bolsas americanas saltaram mais de 2% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, influenciadas pelo rali visto ontem em Nova York na esteira das eleições legislativas de meio de mandato dos EUA, mas os mercados da China migraram para território negativo na segunda parte do pregão, embora a balança comercial da segunda maior economia do mundo tenha exibido desempenho bem mais forte do que o esperado em outubro.

Passada a incerteza gerada pelas eleições, as bolsas americanas saltaram mais de 2% ontem em Nova York, após comentários apaziguadores do presidente dos EUA, Donald Trump, e da líder democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi. Como indicavam as pesquisas de opinião, o Partido Republicano, de Trump, manteve o comando no Senado, mas os democratas reconquistaram o controle da Câmara.

No Japão, o índice Nikkei subiu 1,82% hoje, a 22.486,92 pontos, ajudado em boa parte pela fraqueza do iene frente ao dólar durante a madrugada. A Toshiba foi destaque no mercado japonês, com salto de 13% em suas ações, após divulgar balanço trimestral em que revelou planos de vender ativos problemáticos e cortar empregos.

Já na China, as bolsas apagaram valorização de mais cedo nos negócios da tarde, ignorando os fortes resultados da balança comercial do país no mês passado. O Xangai Composto encerrou a sessão em baixa de 0,22%, a 2.635,63 pontos, pressionado por ações de corretoras, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,48%, a 1.333,98 pontos.

Apesar da disputa comercial de Pequim com os EUA, os números da balança comercial chinesa foram surpreendentemente sólidos em outubro. As exportações da China subiram 15,6% na comparação anual, enquanto as importações saltaram 21,4%. Analistas previam ganhos anuais de 11% e 13% nas exportações e importações, respectivamente. Já o superávit comercial chinês aumentou de US$ 31,7 bilhões em setembro para US$ 34,01 bilhões em outubro.

Após uma articulação relâmpago do presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), o reajuste de 16,38% nos salários de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi aprovado ontem pelos senadores e segue para sanção presidencial. Com isso, o teto do funcionalismo público passa de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,32.

A decisão de Eunício de pautar o projeto do reajuste pegou de surpresa as lideranças dos partidos. O presidente do Senado tomou a decisão depois de uma conversa com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Eunício não convocou a reunião de líderes para tratar do assunto, o que é praxe.

A matéria estava parada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado com parecer contrário do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Mas o presidente do Senado designou novo relator, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que deu parecer favorável ao aumento.

Mesmo diante dos apelos públicos do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), para que não fossem aprovados os reajustes salariais do Judiciário e do Ministério Público, Eunício afirmou que não foi procurado por ninguém da transição para falar sobre matérias que poderiam "criar alguma dificuldade" ao novo governo.

O Banco do Brasil encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País ao divulgar lucro líquido ajustado de R$ 3,402 bilhões no terceiro trimestre, montante 25,6% maior que o registrado um ano antes, de R$ 2,708 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, quando a cifra foi de R$ 3,240 bilhões, cresceu 5,0%.

O resultado do BB no terceiro trimestre, conforme relatório que acompanha suas demonstrações financeiras do período, foi impulsionado por menores gastos com calotes e crescimento da margem financeira líquida. Também serviu de motor, segundo o banco, o maior aumento da recuperação de créditos no período.

Nos nove primeiros meses de 2018, o lucro líquido ajustado do BB foi a R$ 9,7 bilhões, crescimento de 22,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 7,903 bilhões. "O resultado foi impactado pela redução das despesas de provisão de crédito, pelo aumento das rendas de tarifas, que cresceram acima da inflação e pelo controle de custos, que variaram abaixo da inflação", explica o BB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

A BRF registrou prejuízo líquido de R$ 812 milhões no terceiro trimestre deste ano, ante cifra positiva de R$ 138 milhões no mesmo período do ano passado. Entretanto, a perda consolidada de julho a setembro foi 44,6% menor que a de R$ 1,466 bilhão vista no segundo trimestre.

Em relatório que acompanha o demonstrativo financeiro, a companhia atribui o resultado a fatores como desempenho operacional pressionado pelo aumento do preço dos grãos e maiores despesas com vendas, despesas não recorrentes de R$ 188 milhões relacionadas à Operação Carne Fraca/Trapaça, da Polícia Federal, além de greve dos caminhoneiros e reestruturação corporativa, bem como impacto do câmbio sobre dívidas e da hiperinflação na Argentina.

Outro fator citado foi a provisão de perda de Imposto de Renda (IR) diferido sobre prejuízo fiscal da subsidiária SHB, no valor de R$ 176 milhões. De acordo com a BRF, a subsidiária será reincorporada à controladora em 31 de dezembro de 2018, para "simplificação e a otimização da estrutura societária, operacional e tributária da BRF."

O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de topo, que poderá levar o benchmark até a média móvel de 21 períodos nas próximas sessões.

Antes disso teria de perder o forte 87.333, o que não será fácil porque a memória recente é compradora.

Temos uma pinça de topo e uma sessão de baixa consistente a seguir, o que reforça a leitura de correção.

Por outro lado, a média móvel de 5 períodos poderá atuar como suporte imediato.

A realidade é que os institucionais são os touros e os estrangeiros os ursos, nesse momento.

Como as bolsas norte-americanas abrem somente às 12h30 (Brasília), praticamente temos dois pregões em um.

IBOV abre reagindo
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Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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