sexta-feira, 30 de novembro de 2018

IBOV marca máxima histórica e tenta se manter


Bom dia, investidor!

IBOV com máxima histórica e leve queda até 10h30

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com investidores sinalizando otimismo de que os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, farão algum tipo de avanço no sentido de aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Trump e Xi vão se encontrar neste sábado (01) à noite, às margens da reunião de cúpula de dois dias do G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) que terá início hoje na Argentina.

Se recuperando da fraqueza recente, os mercados chineses ganharam fôlego no fim do pregão. O Xangai Composto subiu 0,81% hoje, a 2.588,19 pontos, mas encerrou novembro com perda de 0,6%, a segunda consecutiva. Já o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,93% nesta sexta, a 1.337,74 pontos.

O desempenho positivo das bolsas chinesas veio apesar de novas evidências de que a economia do gigante asiático está desacelerando. Dados oficiais mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da China caiu de 50,2 em outubro para 50 em novembro, indicando estagnação da atividade manufatureira, enquanto o PMI de serviços recuou de 53,9 em outubro para 53,4 em novembro, sugerindo expansão mais fraca do segmento.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei terminou a sessão em Tóquio com alta de 0,40%, a 22.351,06 pontos, acumulando ganhos de 3,25% na semana, enquanto o Hang Seng subiu 0,21% em Hong Kong, a 26.506,75 pontos, e o Taiex mostrou valorização apenas marginal em Taiwan, de 0,03%, a 9.888,03 pontos.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 3,8 pontos em novembro ante outubro, atingindo 95,0 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o ICE atingiu o maior patamar desde abril de 2014. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,1 ponto, interrompendo sete meses consecutivos em queda.

"A expressiva alta do ICE em novembro confirma que a confiança empresarial vinha sendo afetada nos meses anteriores pelas exacerbadas incertezas associadas ao período eleitoral deste ano. Ao atingir o maior nível desde o início da recessão de 2014-2016, o índice se aproxima do nível neutro de 100 pontos, que configura uma situação de normalidade em termos históricos. A evolução no mês foi determinada principalmente pela melhora das expectativas, que retratam um moderado otimismo com a evolução da economia nos primeiros meses do novo governo", afirma nota divulgada há pouco pela FGV, assinada pelo superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), Aloisio Campelo Jr.

É a primeira vez no ano em que todos os setores que integram o ICE apresentaram aumento da confiança. O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria de Transformação, Serviços, Comércio e Construção. "Na métrica de média móveis trimestrais, a variação foi negativa apenas na Indústria (1,8 ponto), cuja confiança agora converge com a dos segmentos de serviços e do comércio, após ter caminhado acima dos outros três segmentos desde janeiro de 2015. A confiança da construção continua sendo a mais baixa entre os quatro setores, mas o avanço de novembro é uma boa notícia", diz a FGV.

O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

O Índice de Situação Atual (ISA) registrou alta de 1,4 ponto, para 89,9 pontos, após umas sequência de três quedas. Já o Índice de Expectativas (IE-E) teve expansão de 3,0 pontos, para 102,0, superando a marca de 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2013, quando atingiu 100,3 pontos.

A alta da confiança em novembro atingiu 84% dos 49 segmentos que compõem o ICE. No mês passado, a taxa foi menor, de 57% dos segmentos pesquisados. 

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio igual à mediana (0,80%) das estimativas dos analistas de 30 instituições consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam de uma alta de 0,40% a um avanço de 1,1%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, o PIB avançou 1,3% no terceiro trimestre deste ano. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções de analistas, que previam uma expansão de 0,80% a 1,90%, com mediana positiva de 1,50%.

Ainda segundo o instituto, o PIB do terceiro trimestre do ano totalizou
R$ 1,716 trilhão. Os técnicos do IBGE vão conceder entrevista dentro de instantes para comentar os resultados. 

Temos nova máxima histórica no IBOV.

A região de 89.600 é suporte imediato e deverá ser testada logo na abertura, que deverá ser de leve baixa.

Possivelmente teremos uma descida até a cabeça do pivot de alta (88.520) entre hoje e segunda-feira, ponto decisivo para os desdobramentos de curto prazo.

A região se torna ainda mais relevante, pois marcou a mínima de ontem e concentra a média móvel de 5 períodos.

Caso a compra exerça seu domínio visto nas últimas sessões e mantenha os preços acima de 89.600, a alta deverá manter-se com nova marcação de TH.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

IBOV continuará tendência de alta, com correções


Bom dia, investidor!

Para o IBOV, o caminho mais natural seria rompimento de 89.600 (máxima histórica) >>> LEIA MAIS >>>


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As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, impulsionadas em parte pelo rali visto ontem em Nova York após comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, mas ainda mostrando cautela antes da reunião de cúpula do G-20, grupo formado pelos 20 países mais ricos do mundo.

Na tarde de ontem, Powell disse que os juros básicos dos EUA estão "um pouco abaixo" do chamado nível neutro, sugerindo que o ritmo de aperto da política monetária do Fed poderá desacelerar. Há menos de dois meses, Powell considerava que os juros ainda estavam "bem distantes" do ponto neutro.

A fala do presidente do Fed impulsionou as bolsas americanas, que encerraram os negócios de quarta com ganhos de 2,30% a quase 3%, os maiores em um único dia desde março.

Investidores, no entanto, estão cautelosos antes da cúpula de dois dias do G-20 que começa amanhã, na Argentina. No sábado (01) à noite, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, deverão discutir formas de superar as atuais divergências comerciais durante jantar.

Apenas três dias antes do aguardado encontro entre Trump e Xi, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, criticou ontem a China por impor tarifas "ultrajantes" aos carros americanos. Em comunicado, Lighthizer reclamou do fato de Pequim cobrar tarifas de 40% sobre carros importados dos EUA. Atualmente, Washington tarifa veículos chineses em 27,5% e de outros países em 15%.

Segundo Lighthizer, Trump o orientou a "examinar todas as ferramentas disponíveis para equalizar as tarifas aplicadas a automóveis".

No Japão, Coreia do Sul e Taiwan, as bolsas ficaram no azul hoje, mas abaixo de máximas vistas mais cedo. O índice Nikkei subiu 0,39% em Tóquio, a 22.262,60 pontos, apesar da valorização "pós-Powell" do iene frente ao dólar, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,28% em Seul, a 2.114,10 pontos, e o Taiex ficou praticamente estável em Taiwan, com alta marginal de 0,01%, a 9.885,36. O mercado japonês vem acumulando ganhos há cinco sessões consecutivas e os de Seul e Taiwan avançaram nos quatro últimos pregões.

Na China, por outro lado, as bolsas migraram para território negativo na segunda parte dos negócios. O Xangai Composto recuou 1,32%, a 2.567,44 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda ainda mais expressiva, de 2,21%, a 1.325,43 pontos. No fim da noite desta quinta, o governo chinês irá divulgar os últimos números sobre a atividade nos setores manufatureiro e de serviços, num momento em que a segunda maior economia do mundo tem dado sinais de desaceleração. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,87%, a 26.451,03 pontos.

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso na manhã desta quinta-feira, 29, em mais uma etapa da Operação Lava Jato. Segundo informações da TV Globo, policiais federais cumpriram uma ordem de prisão preventiva contra o Pezão na residência oficial do governo, o Palácio Laranjeiras, na zona sul da capital, sob acusação de envolvimento num esquema de corrupção.

Um helicóptero sobrevoava a residência oficial do governo desde as primeiras horas da manhã. Pezão teria sido surpreendido por volta das 6h da manhã pelos policiais, enquanto ainda dormia. O governador foi preso faltando pouco mais de um mês para deixar o governo do estado.

A operação foi desencadeada tendo como base informações obtidas na delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro do ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. Segundo Miranda, Pezão recebia mesada de R$ 150 mil quando era vice-governador, na gestão de Cabral. A delação detalha ainda pagamento de 13º salário de propina e dois pagamentos de R$ 1 milhão como prêmio.

Segundo informações da TV, além de Pezão, outras oito pessoas são alvos de mandados de prisão. O mandado contra Pezão foi expedido pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde governadores têm foro privilegiado. 

Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, já está reunido na residência do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), em um condomínio do Rio de Janeiro. Antes do encontro de hoje, os dois já haviam postados em suas redes sociais sobre a expectativa da visita. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) teve queda de 0,49% em novembro, interrompendo uma sequência de 15 meses em alta, relatou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em outubro, o IGP-M havia subido 0,89%. Assim, o indicador desacelerou tanto na comparação em 12 meses, indo a 9,68% após 10,79% em outubro, como no ano até novembro, acumulando 8,71%, ante 9,25% até outubro.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) recuou 0,81% em novembro após alta de 1,11% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) desacelerou de 0,51% para 0,09% na margem. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) arrefeceu de 0,33% para 0,26% na mesma base de comparação.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,7% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,20%. No trimestre encerrado em setembro, a taxa era de 11,90%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.230 no trimestre terminado em outubro. O resultado representa alta de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 201,964 bilhões no trimestre encerrado em outubro, alta de 1,9% ante igual período do ano anterior. 

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, insistiu nesta quinta-feira que seu acordo do Brexit é um "bom negócio para todo o Reino Unido", após ser questionada por que os escoceses devem apoiá-lo, e que seu foco é garantir a aprovação do acordo pelos membros do Parlamento no próximo dia 11 de dezembro.

Em sabatina pelo comitê seleto do Parlamento britânico, no entanto, May não garantiu que o governo irá publicar seus planos de imigração pós-Brexit antes da votação significativa do dia 11.

O IBOV mostra um ponto de clímax, gerado por três linhas de tendência de alta, as quais sustentaram os preços na segunda-feira.

Temos um triângulo simétrico delimitado pelas retas reforçadas em marrom, o que projeta a continuidade da força compradora, naturalmente com correções no meio do caminho.

A abertura dessa quinta-feira deve ser baixista, sendo 88.520 um suporte imediato.

Caso seja testado deverá segurar os preços.

O caminho mais natural para os próximos dias, seria rompimento de 89.600 (máxima histórica), na minha opinião pessoal..

Vale destacar que 88.520 é a cabeça de um pivot de alta, o que enfraquece cada vez mais a teoria de que temos um OCO em formação no IBOV.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

IBOV em voo de águia


Bom dia, investidor!

IBOV ensaia rompimento de figuras de resistência >>> LEIA MAIS >>>
As principais bolsas asiáticas fecharam com ganhos de mais de 1% nesta quarta-feira, em meio a esperanças renovadas para o encontro que os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, terão neste fim de semana para discutir suas divergências comerciais.

Nos mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 1,05% hoje, a 2.601,74 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,40%, a 1.355,38 pontos.

Ontem, as bolsas de Nova York terminaram o dia em tom positivo, apagando perdas do começo do pregão, após o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, afirmar que Washington está "se comunicando bastante" com o governo chinês, antes do aguardado encontro de Trump e Xi durante a cúpula do G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados do mundo), na Argentina.

A expectativa é que os líderes das duas maiores economias do mundo busquem superar diferenças no âmbito comercial, depois de aplicarem tarifas a bilhões de dólares em produtos um do outro. Trump e Xi deverão conversar durante jantar na noite de sábado (01).

Kudlow disse ainda que Trump acredita haver uma "boa possibilidade" de que os dois países cheguem a um acordo. Os comentários de Kudlow vieram depois de Trump declarar, em entrevista ao The Wall Street Journal, ser "altamente improvável" que os EUA aceitem um pedido de Pequim de adiar um aumento nas tarifas impostas a US$ 200 bilhões em produtos chineses, de 10% para 25%. O ajuste está previsto para 1º de janeiro.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta de 1,02% em Tóquio, a 22.177,02 pontos, em seu quarto pregão consecutivo de ganhos, enquanto o Taiex avançou 1,08% em Taiwan, a 9.884,31 pontos, atingindo o maior nível em três semanas e meia, e o sul-coreano Kospi apresentou desempenho mais moderado em Seul, com valorização de 0,42%, a 2.108,22 pontos.

A Petrobras informa que a decisão desfavorável do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) de ontem, em processos administrativos fiscais que somam cerca de R$ 7 bilhões, "cabe recurso à Câmara Superior e a companhia tomará as medidas cabíveis em prol dos seus interesses e de seus investidores."

As autuações da Receita Federal se referem a cobrança de Cide (ano-base 2012) e PIS/Cofins-importação (ano-base 2010) sobre as remessas ao exterior para pagamento de afretamento de embarcações para exploração de petróleo.

Conforme nota da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), a 2ª Turma Ordinária da 4ª Câmara da 3ª Seção acolheu a tese da Fazenda em dois processos "reconhecendo a artificialidade na bipartição dos contratos de afretamento e prestação de serviços, na forma realizada pela Petrobras".

No comunicado da Petrobras, a petroleira conta ainda que o Carf iniciou outro julgamento de mesmo assunto para a cobrança de CIDE (ano-base 2011), PIS/COFINS-importação (ano-base 2011) e PIS/COFINS-importação (ano-base 2012), de cerca de R$ 12 bilhões, e que o relator votou em favor da companhia para cancelar as cobranças. "A expectativa é de que a votação continue em janeiro de 2019", diz a Petrobrás.

A empresa considerou esses casos em nota explicativa no demonstrativo financeiro do terceiro trimestre como "processos judiciais não provisionados". "Os dois eventos mencionados acima não alteram a expectativa de perda da companhia e, portanto, os processos continuam como não provisionados", conclui a Petrobras.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), encerrou ontem à noite a sessão deliberativa que tinha como pauta principal o projeto que revisa a cessão onerosa do pré-sal. A ideia inicial era que o tema fosse colocado em votação ainda ontem, mas a equipe econômica do governo Michel Temer resiste em fechar negociação sobre o assunto. Desta forma, a pauta deve ser retomada na sessão desta quarta-feira.

A Smiles Fidelidade anuncia os nomes que compõem o comitê especial
independente que avaliará a reorganização societária pretendida pela controladora, a Gol. Os nomes serão apresentados em Assembleia Geral Extraordinária convocada para esta quinta-feira, 29. Em meados de outubro, a companhia aérea divulgou um plano de reestruturação que envolve a não renovação do contrato com a Smiles a partir de 2032 e a incorporação do programa de fidelidade, com fechamento de capital.

O gráfico diário do IBOV tem três linhas de tendência que seguraram os preços na baixa forte e rápida, ocorrida no intraday de segunda-feira.


IBOV às 11h30 com alta de 0.6%
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Na ocasião os ursos desceram de elevador, como reza a lenda.

O candle de ontem apresentou bom volume, "rasgou" as médias móveis e ainda fechou acima de 87.333, agora suporte imediato.

Indo um pouco além, podemos considerar um triângulo simétrico demarcado em marrom, com rompimento na véspera.

A sessão de hoje será decisiva, para mostrar se tivemos voo de águia ou galinha.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

IBOV luta para manter topo histórico


Bom dia, investidor!

IBOV não conseguiu se sustentar acima de 88.320, antiga máxima histórica; abre em alta seguindo exterior e mercado futuro >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas iniciaram a semana em tom majoritariamente positivo nesta segunda-feira, na expectativa de que os líderes da China e dos Estados Unidos façam algum tipo de avanço no diálogo comercial no fim da semana, mas ações de energia foram pressionadas pelo recente tombo das cotações do petróleo.

O Hang Seng liderou os ganhos na Ásia, fechando em alta de 1,73% em Hong Kong, a 26.376,18 pontos, graças ao bom desempenho de papéis dos setores imobiliário e de seguros, e também de operadoras de cassinos. Por outro lado, a PetroChina - petrolífera com maior valor de mercado da Ásia - teve queda de 1,5%.

Na última sexta-feira (23), os preços do petróleo despencaram entre 6,1% a 7,7%, atingindo os menores níveis desde outubro de 2017, em meio a preocupações com a expansão da oferta da commodity e sinais de desaceleração da economia global. O petróleo, contudo, ensaiou forte recuperação na madrugada de hoje, chegando a subir mais de 2% em alguns momentos.

Também ficaram no azul nesta segunda o índice japonês Nikkei, que avançou 0,76% em Tóquio, a 21.812,00 pontos, ajudado pelo enfraquecimento do iene frente ao dólar e por ações do segmento de automação de fábricas, o sul-coreano Kospi, que registrou alta de 1,24% em Seul, a 2.083,02 pontos, e o Taiex, que se valorizou 1,01% em Taiwan, seu maior ganho em quase um mês, a 9.765,36 pontos.

Na China continental, por outro lado, os mercados terminaram o dia em baixa moderada, revertendo pequenos ganhos da primeira metade do pregão. O Xangai Composto caiu 0,14%, a 2.575,81 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,32%, a 1.330,93 pontos, ampliando as robustas perdas - de 2,5% a 3,7% - que apresentaram na última sexta.

O grande destaque da semana é um aguardado encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, às margens da reunião de cúpula de dois dias que o G-20 (grupo dos 20 países mais industrializados) realizará na Argentina a partir de sexta (30). Espera-se que os líderes das duas maiores economias do mundo deem alguma sinalização no sentido de superar suas divergências comerciais, fator que tem pressionado os mercados globais nos últimos meses.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 102,9 em outubro a 102 em novembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado, que marcou a terceira queda consecutiva do indicador, ficou um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam redução a 102,3. O dado de outubro sofreu leve revisão para cima, de 102,8 originalmente.

O chamado índice de condições atuais do Ifo recuou de 106,1 em outubro para 105,4 em novembro, enquanto o índice de expectativas econômicas diminuiu de 99,7 para 98,7.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção. 

A XP Investimentos avalia fazer sua abertura de capital na bolsa norte-americana Nasdaq. No começo de 2017, antes de vender uma fatia de 49,9% para o Itaú Unibanco, a empresa planejava fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3. O fundo de private equity General Atlantic, que é acionista da XP, tem interesse na operação, como porta de saída para seu investimento. A XP poderia ser avaliada, segundo bancos de investimento com os quais tem conversado, em até R$ 50 bilhões. 

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerou em todas as sete capitais pesquisadas na terceira quadrissemana de novembro na comparação com a leitura anterior. A informação foi divulgada hoje pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Na terceira medição deste mês, o IPC-S teve alta de 0,05%, depois de 0,28% na segunda quadrissemana de novembro.

Conforme a FGV, os decréscimos registrados nas taxas do IPC-S foram os seguintes: em Salvador, de 0,30% para 0,16%; Brasília, de 0,36% para 0,03%; Belo Horizonte, de 0,18% para 0,07%; Recife, de 0,03% para -0,20%; Rio de Janeiro, de 0,26% para 0,09%; Porto Alegre, de 0,29% para 0,13% e São Paulo, de 0,36% para 0,00%. 

A expectativa de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano foi de 1,36% para 1,39%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,36%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB em 2,50%, igual ao visto um mês antes.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No dia 16, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) cedeu 0,09% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal. Na comparação com setembro do ano passado, houve alta de 0,72%, na série sem ajuste. No ano, o indicador acumula alta de 1,14%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 2,19% para elevação de 2,16%. Há um mês, estava em 2,71%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,04% para 3,02%, ante 3,14% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,00% para 54,10%. Há um mês, estava em 54,00%. Para 2019, a expectativa passou de 56,95% para 57,13%, ante os 56,80% de um mês atrás. 


O gráfico diário do IBOV mostra um movimento complexo, com uma recuo até a média móvel de 21 períodos.

O benchmark não conseguiu se sustentar acima de 88.320, antiga máxima histórica e topo importante marcado em fevereiro/2018.

A proximidade da LTA de curto prazo marcada em azul (clique para ampliar) é um destaque, na minha leitura.

Pelas movimentações no exterior e no mercado futuro, teremos uma abertura em campo positivo, com provável teste de 87.333, o qual podemos considerar um divisor de águas para a sessão.

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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Ritmo de feriados no IBOV


Bom dia, investidor!

IBOV em marcha lenta na Black Friday >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta sexta-feira, lideradas pelas chinesas, em meio a preocupações renovadas com a atual disputa comercial entre Pequim e Washington.

Os Estados Unidos estão tentando convencer países aliados - como Alemanha, Japão e Itália - a deixar de usar equipamentos de telecomunicações da gigante de tecnologia chinesa Huawei, devido a possíveis riscos à segurança cibernética, segundo reportagem do jornal The Wall Street Journal.

A notícia do WSJ vem cerca de uma semana antes de um esperado encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, às margens da cúpula de dois dias que o G-20 irá realizar na Argentina a partir do dia 30.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto caiu 2,49% hoje, a 2.579,48 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda ainda mais expressiva, de 3,66%, a 1.335,15 pontos. A desvalorização foi mais intensa entre empresas de telecomunicações e tecnologia, caso da Foxconn Industrial (-4,99%), da Dr. Peng Telecom & Media Group (-6,83%) e da ZTE (-3,37%).

Também afetou o sentimento dos investidores na Ásia o comportamento dos preços do petróleo, que mantêm sua recente trajetória de forte queda, e dos índices futuros das bolsas de Nova York, que operaram em baixa durante a madrugada, sugerindo um abertura negativa dos negócios à vista hoje em Wall Street, que na quinta ficou fechada por causa do feriado do Dia de Ação de Graças.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha registrou contração de 0,2% no terceiro trimestre de 2018 ante o segundo, mas cresceu 1,1% em relação a igual período do ano passado, segundo dados finais publicados hoje pela Destatis, a agência de estatísticas do país.

Os números vieram em linha com as previsões de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e confirmaram estimativas preliminares que haviam sido divulgadas no último dia 14.

A queda de 0,2% foi a primeira registrada pelo PIB da maior economia europeia desde o primeiro trimestre de 2015, informou a Destatis. 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,19% em novembro, após ter avançado 0,58% em outubro, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou abaixo da mediana (+0,25%) das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. Eles esperavam uma alta entre 0,03% e 0,31%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 4,03% no ano. Nos 12 meses encerrados em novembro, o indicador ficou em 4,39%. As projeções iam de avanço de 4,24% a 4,51%, com mediana de 4,44%. 

A Operação batizada de 'Sem Fundos', 56ª fase da Lava Jato, foi deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal e tem no foco as investigações de suspeitas de fraudes em fundos de pensão, como o Fundo Petrobras de Seguridade Social (Petros). A PF tenta prender 22 investigados.

Esta fase serve para cumprir 68 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária, divididos nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, a fim de reprimir a prática de crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta de fundo de pensão, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações apontam que a execução da construção das edificações destinadas à instalação da nova sede da Petrobrás em Salvador/BA, assim como os contratos de gerenciamento da construção, de elaboração de projetos de arquitetura e de engenharia foram superfaturados e direcionados para viabilizar o pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos da Petrobrás e dirigentes da Petros, além de terceiros com eles mancomunados.

A Livraria Saraiva, rede de varejo líder em venda de livros no País, pediu recuperação judicial nesta sexta-feira, 23. Com dívida de R$ 674 milhões, a companhia é a segunda empresa do setor em pouco mais de um mês a pedir proteção da Justiça para reestruturar débitos e tentar seguir em operação. A Cultura está em recuperação judicial desde o mês passado.

As dificuldades da Saraiva ficaram evidentes no início deste ano, quando a companhia atrasou pagamentos às editoras de livros - suas principais fornecedoras. A companhia voltou a ter dificuldades nos últimos meses e foi iniciado um novo período de negociações. Após não conseguir fechar acordo, a companhia decidiu pela recuperação judicial.

No pedido feito à Justiça, a Saraiva lembrou que vem tentando reestruturar o próprio negócio - processo que está sendo tocado em conjunto com a consultoria Galeazzi & Associados. Recentemente, a companhia encerrou as atividades de 19 pontos de venda, sendo oito lojas tradicionais e 8 unidades iTown, que vendiam produtos de tecnologia da marca Apple. Neste processo, cortou 700 funcionários.

Petrobras manteve o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para amanhã, dia 24, em R$ 1,5556. Além disso, a estatal manteve o preço do diesel, em R$ 2,1228, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em 6 de setembro, a diretoria da companhia anunciou que além dos reajustes diários da gasolina, terá a opção de utilizar um mecanismo de proteção (hedge) complementar.

Após operar ontem com baixo volume e amplitude, o IBOV inicia a sexta-feira em leve baixa, impactado pela baixa das commodities no exterior.

A liquidez deverá ser um pouco maior que a véspera, porém ainda um pouco abaixo da média, uma vez que a Black Friday deverá trazer menor fluxo por parte dos investidores estrangeiros.

Temos o benchmark operando colado na LTA destacada em azul na imagem.

Juntamente com o forte 87.333 e a média móvel de 5 períodos formam um importante suporte.

Na minha visão, teremos um sessão de recuperação e fechamento em leve alta nesse pregão.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Abertura negativa segue exterior


Bom dia, investidor!

Abertura negativa ajusta os preços à véspera, quando as ETF's brasileiras caíram forte mundo afora >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, recuperando-se ou ficando bem acima das mínimas atingidas durante o pregão, na esteira de uma nova rodada de fortes perdas em Wall Street.

Ontem, os mercados acionários de Nova York fecharam em baixa de 1,7% a 2,2%, no segundo dia consecutivo de uma onda de vendas que teve o setor de tecnologia como um dos protagonistas. Como resultado, os índices Dow Jones e S&P 500 apagaram os ganhos acumulados em 2018, enquanto o Nasdaq ficou praticamente no zero a zero.

Na Ásia, as bolsas abriram os negócios de hoje com perdas de mais de 1%, movimento que se reverteu de forma total ou parcial ao longo do dia.

Na China, a recuperação veio já na primeira hora da sessão. O índice Xangai Composto subiu 0,21%, a 2.651,51 pontos, e o menos abrangente Shenzhen composto avançou 0,54%, a 1.386,43 pontos. Em Hong Hong, o Hang Seng igualmente apagou perdas de mais cedo e garantiu alta de 0,51%, a 25.971,47 pontos.

O tom positivo nos mercados chineses prevaleceu apesar de o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) ter divulgado ontem relatório avaliando que Pequim ainda não alterou práticas "injustas e não razóaveis" que estão no centro da atual disputa comercial com Washington.

O documento do USTR vem dias antes de um aguardado encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, às margens da cúpula do G-20 na Argentina, no fim deste mês.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei caiu 0,35% hoje em Tóquio, a 21.507,54 pontos, reduzindo perdas à medida que o iene passou a se enfraquecer ante o dólar; enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,29% em Seul, a 2.076,55 pontos, influenciado por sua maior blue chip, a Samsung Electronics (-1,3%); e o Taiex teve perda marginal de 0,03% em Taiwan, a 9.741,52 pontos.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,37% na segunda quadrissemana de novembro, apresentando leve desaceleração ante o ganho de 0,40% observado na primeira quadrissemana deste mês, segundo pesquisa divulgada hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda prévia de novembro, cinco dos sete itens do IPC-Fipe avançaram com menos força do que na leitura anterior. Foi o caso de Habitação (de 0,16% na primeira quadrissemana para 0,03% na segunda), Alimentação (de 0,86% a 0,80%), Transportes (de 0,45% a 0,25%), Saúde (de 0,52% a 0,40%) e Educação (de 0,06% e 0,03%).

As exceções foram Despesas Pessoais (de 0,24% a 0,67%) e Vestuário (de 0,14% a 0,23%).

O Senado aprovou ontem (20), terça-feira o texto-base do projeto que define regras para a desistência da compra de imóveis na planta, o chamado distrato imobiliário. Os senadores voltarão a se reunir nesta quarta, 21, para analisar as emendas apresentadas ao projeto e concluir a votação. A proposta deverá ainda voltar para análise da Câmara.

Polêmico, o projeto chegou a ser rejeitado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em julho, mas um recurso foi apresentado para que houvesse nova apreciação.

O texto prevê multas de até 50% sobre o valor pago pelo consumidor em caso de rescisão do negócio, porcentual considerado alto por representantes de interesses dos consumidores, uma vez que, atualmente, a jurisprudência dos tribunais determina uma retenção em torno de 10% a 25%.

Entre os parlamentares que apoiam a proposta, existe a visão de que o distrato pode contribuir para destravar o mercado imobiliário, em crise nos últimos anos e, assim, melhorar o ambiente econômico do País. 

A Petrobras informa ter recebido, em 19 de novembro, R$ 1,176 bilhão ao pagamento da subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, referente ao segundo período da terceira fase do programa, válida entre 31 de agosto e 29 de setembro de 2018.

No primeiro período da terceira fase do programa, a estatal recebeu R$ 1,051 bilhão, no intervalo de 01 de janeiro a 30 de agosto, com atualização monetária. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma sessão de recuperação na última sessão de negócios, com a formação de sombra inferior, sendo que a média móvel de 5 períodos foi respeitada como suporte.

A abertura dessa quarta-feira será negativa, ajustando os preços à véspera, quando as ETF's brasileiras caíram forte mundo afora.

A mínima do dia 19/11 deverá ser testada logo após a abertura (87.045), sendo uma referência para a sessão de hoje.

Uma queda mais aguda poderia levar os preços até a LTA destacada em azul. Clique para ampliar.

A tendência seria de uma abertura baixista e recuperação ao longo do dia, na minha visão.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Pregão morno devido ao feriado


Bom dia, investidor!

Correção seria natural após o "rali" de sexta >>> LEIA MAI S >>>

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As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, com algumas delas se recuperando no fim do pregão, apesar da continuidade de tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Nos mercados chineses, o índice Xangai Composto avançou 0,91%, a 2.703,51 pontos, atingindo o maior nível em seis semanas e garantindo sua terceira sessão consecutiva de ganhos, graças principalmente ao bom desempenho de ações dos setores imobiliário e bancário, que foram favorecidas por rumores sobre um possível corte de juros. Já o Shenzhen Composto, que é formado por startups de menor valor de mercado, subiu 0,51%, a 1.417,43 pontos.

Na sexta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que poderá não impor mais tarifas a produtos chineses depois de Pequim enviar uma lista de medidas, numa indicação de que deseja superar as atuais divergências comerciais. O comentário gerou especulação sobre um possível acordo quando Trump se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, às margens de uma cúpula do G-20 a ser realizada na Argentina, no fim deste mês.

No entanto, as tensões sino-americanas continuaram em evidência durante reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) em Papua Nova Guiné durante o fim de semana, na qual os líderes presentes pela primeira vez não conseguiram chegar a um acordo sobre o texto de um comunicado conjunto.

Em discurso na cúpula da Apec, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, afirmou que seu país não irá retirar as tarifas já impostas a produtos chineses enquanto Pequim não mudar sua política comercial.

Em outras partes da Ásia, o índice japonês Nikkei teve alta de 0,65% em Tóquio hoje, a 21.821,16 pontos, sustentado por papéis de tecnologia e de eletrônicos, enquanto o Hang Seng avançou 0,72% em Hong Kong, a 26.372,00 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 0,39% em Seul, a 2.100,56 pontos, e o Taiex registrou valorização de 0,32% em Taiwan, a 9.828,69 pontos.

Investidores da região asiática também acompanham as incertezas em torno do Brexit, como é conhecido o processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia. A primeira-ministra britânica, Theresa May, sofre pressão para deixar o cargo dentro de seu próprio Partido Conservador devido a discordâncias sobre a forma de levar a ruptura adiante.

O economista Roberto Castello Branco aceitou o convite para presidir a Petrobras no futuro governo de Jair Bolsonaro. A informação, antecipada pelo Estado, foi confirmada há pouco pela assessoria do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, por meio de nota distribuída à imprensa. "O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendou ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, a indicação para a presidência da Petrobras de Roberto Castello Branco, que aceitou o convite", diz o documento.

Economista, com pós-doutorado pela Universidade de Chicago e extensa experiência no setores público e privado, Castello Branco já ocupou cargos de direção no Banco Central e na mineradora Vale. A nota de Guedes ainda informa que Castello Branco também já fez parte do Conselho de Administração da Petrobras e desenvolveu projetos de pesquisa na área de petróleo e gás. Atualmente, ele é diretor no Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, permanece no comando da estatal até a nomeação do novo presidente. Mas, conforme o Estado apurou, o futuro governo deseja que Ivan Monteiro continue na gestão Bolsonaro. Há conversas para que ele assuma o comando do Banco do Brasil. Caso essa negociação se confirme, o comando da Caixa poderia ficar nas mãos de Rubem Novaes, ex-diretor do BNDES e professor da FGV, ou de Pedro Guimarães, sócio do Banco Brasil Plural. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,35% na segunda prévia de novembro, após ter aumentado 0,97% na segunda prévia de outubro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou alta de 8,86% no ano e avanço de 9,82% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de novembro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 0,62%, ante um avanço de 1,24% na segunda prévia de outubro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,11% na prévia de novembro, depois de uma elevação de 0,48% em igual leitura de outubro.

Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,28% na segunda prévia de novembro, depois da alta de 0,36% na segunda prévia de outubro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de outubro a 10 de novembro. No dado fechado do mês de outubro, o IGP-M subiu 0,89%. 

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano passou de alta de 4,23% para elevação de 4,13%. Há um mês, estava em 4,44%. A projeção para o índice em 2019 foi de 4,21% para 4,20%. Quatro semanas atrás, estava em 4,22%.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2020, que seguiu em 4,00%. No caso de 2021, a expectativa foi de 3,95% para 3,90%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 4,00% e 3,78%, nesta ordem.

A projeção dos economistas para a inflação em 2018 está dentro da meta deste ano, cujo centro é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). No caso de 2020, a meta é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). Já a meta de 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

No dia 7 de novembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA de outubro subiu 0,45%. No ano, o índice acumula alta de 3,81% e, em 12 meses, de 4,56%.

No fim de outubro, ao manter a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para a inflação. No cenário de mercado, que utiliza o câmbio e os juros projetados no Focus como referência, a expectativa para o IPCA em 2018 é de 4,4%. Para 2019, a projeção é de 4,2% e, para 2020, de 3,7%.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 passou de 4,08% para 4,05%. Para 2019, a estimativa do Top 5 foi de 4,25% para 4,10%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 4,50% e 4,23%, respectivamente.

No caso de 2020, a mediana do IPCA no Top 5 permaneceu em 4,00%, igual ao verificado há um mês. A projeção para 2021 no Top 5 seguiu em 3,75%, ante 3,88% de quatro semanas atrás.

O gráfico diário do IBOV mostra a região de 84.000 pontos consolidada como suporte, o rompimentos das médias de 5 e 21 como resistências e também de 87.333 e da 88.320, antiga máxima histórica.

Seria natural uma correção na abertura após o rali de sexta-feira, com liquidez reduzida por conta do feriado de amanhã.

O caminho mais natural, na minha opinião, é que tenhamos um pregão morno e equilibrado, com recuperação intradiária após um início no vermelho e fechamento em leve alta.



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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

IBOV buscará 87K


Bom dia, investidor!

Pregão após feriado fica de olho no exterior e nos quadros do presidente eleito >>> LEIA MAIS >>>

A maior parte das bolsas da Ásia e do Pacífico fechou em alta nesta sexta-feira, à medida que alguns ganhos setoriais mediram forças com a pressão exercida sobre o setor de tecnologia pelo balanço e as perspectivas divulgados pela americana Nvidia. Além disso, o conflito comercial entre os Estados Unidos e a China segue sendo monitorado.

Ao trazer ontem seus resultados trimestrais a público, a fabricante de chips Nvidia, sediada nos Estados Unidos, apontou perspectivas de desempenho e de mercado abaixo das expectativas de analistas, reforçando temores quanto à demanda no setor de tecnologia, que recentemente castigaram as ações da Apple.

Na China, o índice Xangai Composto avançou 0,41% hoje, a 2.679,11 pontos. Já o Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, subiu 0,84%, a 1.410,18 pontos.

No plano do comércio global, repercutiu positivamente ontem e se estendeu para o pregão asiático a alegação de fontes ouvidas pelo Financial Times de que o representante comercial americano, Robert Lighthizer, teria dito a empresários do setor industrial que novas tarifas a serem implementadas sobre produtos chineses estariam "em suspenso" animaram os investidores e levaram as bolsas de Nova York às máximas do dia ao longo da tarde. As informações, contudo, foram negadas pelo Escritório do Representante Comercial (USTR, na sigla em inglês). Em comunicado, o órgão apontou que Lighthizer não fez nenhuma declaração desse tipo e ressaltou que o plano de impor barreiras à China "não mudou em nada".

Foi sobre a Bolsa de Tóquio, principalmente, que pesou o respingo do sentimento negativo para as techs trazido pela Nvidia. Lá, o índice japonês Nikkei encerrou em queda de 0,57%, aos 21.680,34 pontos.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Júnior, afirmou ao Broadcast em Nova York que são muito positivas as escolhas do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro de Roberto Campos Neto para presidir o Banco Central e de Mansueto Almeida para continuar como o Secretário do Tesouro Nacional.

Octávio de Lazari Júnior chegou a avaliar que Ilan Goldfajn poderia prosseguir como presidente do Banco Central, mas compreende os fatores pessoais que não permitiram que ele continuasse no cargo.

Por outro lado, fez comentários favoráveis a Roberto Campos Neto. "Temos muito boas informações dele. É um profissional extremamente competente que trabalhou na tesouraria do Santander. A expectativa é muito boa e grande. O Ilan já estava lá há um tempo, já tinha construído uma história. A agenda de implementações, mudanças e ajustes que o BC precisava fazer está lá pronta. O próprio Ilan e sua equipe deixaram isso escrito. Então, vai facilitar muito o trabalho do Roberto no Banco Central."

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou alta de 1,74% no acumulado do trimestre até setembro, na comparação com o trimestre anterior (abril a junho), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 1,72% no trimestre até setembro ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais.

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

O petróleo opera em alta nesta manhã, em uma tentativa de apagar as perdas recentes, que se acentuaram e levaram tanto o WTI quanto o Brent a entrar em bear market.

Às 9h48 (de Brasília), o barril para dezembro do petróleo tipo WTI subia 1,58%, A US$ 57,35 por barril, quanto o Brent para janeiro avançava 1,73%, a US$ 67,75 por barril.

Ainda em meio ao descompasso entre oferta e demanda que marcou a semana para o petróleo, os contratos futuros tentam apagar as perdas recentes. Pesam sobre o óleo os relatos de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados poderiam cortar o equivalente a 1,4 milhão de barris por dia (bdp) na reunião do próximo mês, no dia 6 de dezembro, acima do que as autoridades mencionaram anteriormente, em torno de 1 milhão.

Nem a alta muito acima do esperado dos estoques em solo americano, que cresceram 10,27 milhões de barris na última semana, diante de projeção de alta de 2,2 milhões, que mostrou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do país ontem, pressionou os preços. 

IBOV em 86,5 às 10h20
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O gráfico diário do IBOV mostra a consolidação ode 84.000 pontos como suporte nas últimas sessões.

O fechamento do último pregão ocorreu na máxima do dia e acima da LTA e médias móveis de 5 e 21 períodos.

Isso abre espaço para a busca de 87.333, topo marcado no início de outubro, quem sabe ainda na sessão dessa sexta-feira se o exterior ajudar.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

IBOV se sustenta nos 84K


Bom dia, investidor!

Região de 84K foi piso duas vezes nas três últimas sessões
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As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, após um tombo nos preços do petróleo pesar nos mercados chineses e da Austrália, e na esteira de indicadores mistos da China, a segunda maior economia do mundo.

Ontem, as cotações do petróleo despencaram entre 6,6% e 7,1% em meio a sinais de expansão da oferta e enfraquecimento da demanda pela commodity. O mau humor ganhou força depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que espera que a Arábia Saudita e a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não cortem sua produção, no começo da semana.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,85% hoje, a 2.632,24 pontos, pressionado por petrolíferas como Petrochina e Sinopec, cujas ações se desvalorizaram cerca de 3%. Já o Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, caiu 0,40%, a 1.378,36 pontos.

Números oficiais publicados durante a madrugada mostraram que a produção industrial chinesa avançou 5,9% na comparação anual de outubro, superando a previsão de analistas, de alta de 5,7%. Por outro lado, as vendas no setor varejista da China subiram 8,6% em outubro ante igual mês do ano passado, mas o resultado ficou bem aquém do ganho esperado de 9,2%.

Em outras partes da Ásia, o índice sul-coreano Kospi recuou 0,15% em Seul, a 2.068,05 pontos, mas o japonês Nikkei fechou em leve alta de 0,16% em Tóquio - ajudado por uma ligeira desvalorização do iene ante o dólar -, a 21.846,48 pontos, depois de cair mais de 2% no pregão anterior, e o Taiex também subiu 0,16% em Taiwan, a 9.791,88 pontos. 

A economia da Alemanha, a maior da Europa, teve desempenho pior do que o esperado no terceiro trimestre de 2018.

Entre julho e setembro, o Produto Interno Bruto (PIB) alemão registrou contração de 0,2% ante o segundo trimestre, segundo dados publicados nesta quarta-feira pela Destatis, como é conhecida a agência de estatísticas do país. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda menor, de 0,1%.

Já na comparação anual, o PIB da Alemanha cresceu 1,1% no terceiro trimestre. A projeção de analistas, porém, era de alta de 1,3%. 

O DEM vai condicionar a adesão ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) ao apoio do Palácio do Planalto à recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara ou ao menos à neutralidade da equipe do PSL nessa disputa. A eleição que renovará o comando do Congresso está marcada para 1º de janeiro de 2019, e Maia já recebeu sinais de que Bolsonaro não quer avalizar um novo mandato para ele.

O presidente eleito tomará café da manhã com Maia, nesta quarta-feira, 14, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, e pretende desfazer o que chama de mal-entendidos. Sua intenção é dizer ao comandante da Câmara que o governo não pretende interferir na sucessão do Congresso.

Antes resistente à votação da reforma da Previdência, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), sinalizou ontem, terça-feira, 13, que há brechas para que a proposta ande no Congresso ainda neste ano. A mudança de postura foi verbalizada logo após o senador ter recebido na residência oficial do Senado o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Eunício afirmou que o presidente Michel Temer poderia suspender a intervenção federal no Rio de Janeiro, liberando o Congresso para analisar a reforma. Pelas regras atuais, uma proposta que altere a Constituição Federal não pode ser analisada pelos parlamentares enquanto uma intervenção estiver em vigor em algum estado do País.

O presidente do Senado, no entanto, se mostrava resistente ao avanço da reforma da Previdência que está no Congresso e que foi enviada por Temer. Na semana passada, ele chegou a dizer que uma reforma deveria ser encaminhada ao Congresso pelo presidente eleito e afirmou que era preciso ter paciência e tranquilidade.

O gráfico diário do IBOV mostra uma linha de tendência de alta (LTA) que guia os fundos desde o final de setembro, concentrando a briga entre ursos e touros essa semana.

As médias estão inclinadas para baixo, porém ainda em "modo compra", o que deixa a leitura complexa no curtíssimo prazo.

Fato é que a região de 84K foi piso duas vezes nas três últimas sessões, com compradores dispostos a defender a região como suporte.

Na minha visão, teremos uma sessão de alta moderada, com fechamento acima da dita LTA e também da média móvel de 21 períodos.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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