quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Pesquisas levam a movimento histórico na bolsa


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em território negativo nesta quarta-feira, com os mercados chineses em mais um dia sem negócios, por causa de um feriado prolongado local, enquanto na Bolsa de Seul tampouco houve operação, por um feriado na Coreia do Sul. Na Bolsa de Tóquio, a jornada foi fraca, após ganhos recentes.

No Japão, o índice Nikkei recuou 0,66%, a 24.110,38 pontos, na Bolsa de Tóquio. Ações dos setores de automóveis, eletrônicos e energia pressionaram a praça local. Entre os papéis em foco, Honda caiu 4,2% e Sony teve baixa de 3,1%. Distribuidora de petróleo, Idemitsu Kosan caiu 2,7%.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro recuou de 54,5 em agosto a 54,1 na leitura final de setembro, informou nesta quarta-feira a IHS Markit. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda um pouco menor, a 54,2, que confirmaria a leitura preliminar do dado.

Já o PMI de serviços da zona do euro teve alta de 54,4 em agosto a 54,7 em setembro, na máxima em oito meses, em linha com a projeção dos economistas e com a preliminar.

Economista-chefe da IHS Markit, Chris Williamson afirma em nota que, após os dados do PMI, é de se esperar que os números de crescimento econômico da zona do euro no primeiro semestre possam ser revisados em alta. No quarto trimestre, porém, o crescimento deve ser menos robusto, aponta, com sinais mais preocupantes vindos das exportações, em momento de tensões comerciais. 

O cobre opera em território positivo nesta quarta-feira, apoiado pela redução nos estoques monitorados pela London Metal Exchange (LME), que chegaram ao menor patamar neste ano.

Às 10h25 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,69%, a US$ 6.296,50 a tonelada, na LME. O cobre para dezembro avançava 0,20%, a US$ 2,8120 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores têm gradualmente se voltado para fatores específicos do metal usado na indústria. Segundo o ING, sinais positivos do mercado à vista continuam a apoiar os preços.

O alumínio, por sua vez, avançava com mais força em Londres, apoiado pela notícia de que a Norsk Hydro anunciou planos de paralisar produção em uma fábrica de alumina no Brasil. A fábrica já operava com 50% de sua capacidade, mas o fechamento significa a perda de mais 3 milhões de toneladas na produção anual para o mercado global de alumínio.

Com o feriado na China, há volumes menores em negociação nos mercados. Investidores monitoram ainda a política na Europa e sinalizações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em dia de discurso de vários dirigentes.

Entre outros metais básicos, o alumínio subia 3%, a US$ 2.174 a tonelada, o zinco caía 0,23%, a US$ 2.651,50 a tonelada, o estanho caía 0,29%, a US$ 18.930 a tonelada, o níquel cedia 0,20%, a US$ 12.510 a tonelada, e o chumbo avançava 0,56%, a US$ 2.055 a tonelada. 

O petróleo oscila perto da estabilidade nesta manhã, ainda apoiado pela tendência de queda nas exportações do Irã, o que deixa os contratos próximos de máximas em quase quatro anos, mas com pouco impulso após os avanços recentes.

Às 10h27 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,05%, a US$ 75,27 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro operava estável, a US$ 84,80 o barril, na ICE.

A expectativa de sanções dos Estados Unidos contra o Irã apoia os preços da commodity. As sanções americanas exclusivamente contra o setor de petróleo iraniano começam a vigorar em 4 de novembro, após os EUA abandonarem o acordo internacional que regula o programa nuclear de Teerã.

Investidores aguardam agora a divulgação, às 11h30, do relatório semanal de estoques nos Estados Unidos do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). 

A intenção de voto no candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, cresceu em todos os cenários de segundo turno testados pelo Datafolha em pesquisa realizada nesta terça-feira, 2. Com isso, ele passou a empatar, considerando-se a margem de erro de dois pontos porcentuais, com Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT).

Contra o candidato petista, Bolsonaro tem vantagem numérica, ainda em situação de empate técnico. Na comparação com pesquisa divulgada na sexta-feira, 28, o deputado federal cresceu de 39% para 44%, enquanto o ex-prefeito paulistano caiu de 45% para 42%. Votos brancos e nulos são 12% e indecisos, 2%.

Contra Ciro Gomes, Bolsonaro cresceu quatro pontos, passando para 42%. Com esse índice, ele aparece tecnicamente empatado no limite da margem de erro com o pedetista, que passou de 48% para 46%. Brancos e nulos são 10% e indecisos, 2%.

Geraldo Alckmin também viu a vantagem diminuir contra Bolsonaro e chegar a uma situação de empate técnico. O tucano oscilou de 45% para 43%, enquanto o deputado federal subiu de 38% para 41%. Brancos e nulos são 14% e indecisos, 2%.

Contra Haddad, o ex-governador paulista cresceu de 39% para 43%, enquanto Haddad caiu de 39% para 36%. Brancos e nulos são 19% e indecisos, 2%.

Alckmin, porém, perderia para Ciro por 42% a 37%. De sexta-feira até hoje, o pedetista permaneceu com o mesmo índice e o tucano oscilou um ponto porcentual para baixo. Brancos e nulos são 19% e indecisos, 2%.

Ciro também superaria Haddad, por 46% a 32%. Na semana passada, era 41% a 35%. Brancos e nulos são 20% e não souberam ou não opinaram, 2%.

A pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais e nível de confiança de 95%. Foram entrevistados 3.240 eleitores em 225 municípios, ontem, 2. O registro no TSE é o BR-03147/2018. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo. 

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou que José Dirceu não terá papel "nenhum" no seu governo, caso seja eleito. Haddad foi questionado, durante entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, sobre declarações recentes do ex-ministro da Casa Civil no governo de Luiz Inácio Lula da Silva em relação a "tomar o poder" e enquadrar o STF. "Aí você entrevista o Zé Dirceu", respondeu.

O ex-prefeito de São Paulo também foi confrontado sobre a participação de outras duas figuras importantes do PT em um eventual governo: Lula e Dilma. Sobre o ex-presidente, Haddad disse que Lula é, em sua opinião, o "maior estadista" que o País já teve. "Sempre que puder, será ouvido como uma voz muito importante no País. Mas o presidente será Fernando Haddad", afirmou, dizendo esperar que Lula seja absolvido nas instâncias superiores da Justiça.

Em relação a Dilma, que pode ser eleita senadora por Minas Gerais, o candidato do PT disse que a ex-presidente será ouvida, assim como todo o Congresso. "Você tem 81 senadores e todos serão ouvidos. Mas ela é do meu partido e, evidentemente, será ouvida", disse, aproveitando para pregar o diálogo com os parlamentares e criticar Jair Bolsonaro, candidato do PSL.

O gráfico diário do IBOV mostra um movimento histórico e expressivo. Na figura, +2% agora às 12:00. Clique para ampliar.

Após respeitar a região da média móvel de 21 e uma LTA (linha azul), tomou fôlego com base no crescimento de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais e decolou.

Está fora da banda de bollinger superior e distante da média de 21, portanto isso limita a continuidade da alta sem uma correção no tempo ou no preço.

Será no preço ou no tempo?

Eis a questão!



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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