terça-feira, 30 de outubro de 2018

O dia após as eleições


Bom dia, investidor!

Após o "pregão mais louco da história", no "dia após as aleições", hoje será de fato o dia "D", com os investidores refletindo e ponderando >>> LEIA MAI S >>>

Gráfico de ontem e início do pregão agora às 10h20
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As bolsas asiáticas fecharam em alta quase generalizada nesta terça-feira, ajudadas por uma recuperação dos mercados chineses após um órgão regulador em Pequim prometer acelerar reformas com o objetivo de impulsionar investimentos.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,02%, a 2.568,05 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,94%, a 1.276,45 pontos. No pregão anterior, tanto o Xangai quanto o Shenzhen haviam caído mais de 2%. Ações de corretoras se destacaram hoje, com mais de dez delas atingindo o limite diário de valorização.

Os ganhos na China vieram depois que a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários do país reiterou a meta de melhorar a liquidez do mercado e prometeu que irá incentivar recompras de ações, fusões e aquisições por empresas de capital aberto, reduzir a burocracia e criar condições de igualdade para investidores.

Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que Washington "fará um ótimo acordo com a China", num momento em que as duas maiores economias do mundo estão engajadas numa disputa comercial. O comentário veio após matéria da Bloomberg sobre suposto plano do governo Trump de impor tarifas a todas as importações chinesas, notícia que ajudou a derrubar as bolsas de Nova York ontem.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta de 1,45% em Tóquio hoje, a 21.457,29 pontos, impulsionado por papéis dos setores financeiro e de eletrônicos; enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,93% em Seul, a 2.014,69 pontos, ajudado por ações de tecnologia; e o Taiex registrou ganho marginal de 0,10% em Taiwan, a 9.526,11 pontos. A exceção foi o Hang Seng, que caiu 0,91% em Hong Kong, a 24.585,53 pontos, num ajuste de fim de pregão.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contrariou, em duas entrevistas exibidas na noite desta segunda-feira, declarações dadas mais cedo nesta segunda-feira pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), para quem a tendência é apresentar um novo projeto da reforma da Previdência no ano que vem.

Em entrevista gravada à tarde e exibida à noite pela RedeTV!, o presidente eleito afirmou que irá à capital do País na semana que vem tratar desse assunto. "Antes mesmo de assumir, vou a Brasília na próxima semana buscando aprovar alguma coisa da reforma da Previdência", disse Bolsonaro, quando questionado sobre qual a primeira medida que pretende tomar ao assumir o cargo.

Em outra entrevista, exibida também no início da noite pela TV Record, Bolsonaro afirmou que vai buscar aprovar, "se não com todo, com parte do que está sendo proposto [pelo governo do presidente Michel Temer], o que evitaria problemas para o futuro governo".

Durante a manhã, Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, disse a diferentes rádios que o projeto encampado pelo atual governo está "descartado". Apesar de dizer que há "unanimidade" sobre essa visão dentro da equipe bolsonarista, Lorenzoni admitiu à Rádio Eldorado que estava falando em nome próprio.

O cobre opera em território negativo nesta terça-feira, pressionado pelo movimento no câmbio. O dólar mais valorizado torna o metal mais caro para os detentores de outras moedas, o que reduz o apetite dos investidores.

O cobre para três meses tinha baixa de 0,4%, a US$ 6.108 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 9h30 (de Brasília). O cobre para dezembro caía 1,20%, a US$ 2,7075 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O recuo do metal ocorre mesmo com a baixa em estoques monitorados pela LME.

Ontem, os contratos fecharam estáveis, de olho no câmbio e também nos sinais da economia global, que podem influenciar a oferta e a demanda.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio caía 0,08%, a US$ 1.976,50 a tonelada, o zinco recuava 0,28%, a US$ 2.600 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,10%, a US$ 19.090 a tonelada, o níquel subia 0,17%, a US$ 11.755 a tonelada, e o chumbo tinha queda de 1,10%, a US$ 1.940 a tonelada.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,9% no trimestre encerrado em setembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,4%. No trimestre encerrado em agosto, o resultado ficou em 12,1%. No trimestre encerrado em junho, a taxa era de 12,4%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.222 no trimestre terminado em setembro. O resultado representa alta 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ R$ 200,7 bilhões no trimestre encerrado em setembro, alta de 2,2% ante igual período do ano anterior. 

O Itaú Unibanco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,454 bilhões no terceiro trimestre deste ano, cifra 3,2% superior à do mesmo intervalo de 2017. O desempenho do banco foi influenciado, conforme relatório que acompanha as demonstrações financeiras da instituição, por um menor custo do crédito e crescimento da margem financeira com clientes.

Os efeitos positivos que beneficiaram o desempenho do banco no período foram compensados por maiores despesas não decorrentes de juros em meio ao reforço que a instituição fez de suas equipes comerciais, em especial na rede de agências, seguros e adquirência. Houve também, conforme o banco, o impacto sazonal do acordo coletivo, além do efeito da variação cambial nas despesas na América Latina.

A carteira de crédito total ajustada do banco encerrou setembro em R$ 636,4 bilhões, aumento de 2,1% ante junho. Em um ano, quando a cifra foi de R$ 575,2 bilhões, foi visto aumento de 10,6%.

Em nota à imprensa, o presidente do Itaú, Candido Bracher, afirmou que a instituição segue observando uma “demanda saudável” por crédito tanto de pessoas físicas quanto de micro, pequenas e médias empresas. “Nesse terceiro trimestre de 2018, concedemos 38% mais créditos para pessoas físicas e 22% mais créditos para micro, pequenas e médias empresas no Brasil em relação ao mesmo período de 2017”, disse o executivo. “A melhoria dos indicadores de inadimplência dessas carteiras ao longo do ano tem evidenciado a qualidade dessa originação de crédito.”

Os ativos totais do Itaú alcançaram R$ 1,613 trilhão no terceiro trimestre, aumento de 10% em um ano. Já o patrimônio líquido somou R$ 125,035 bilhões de julho a setembro, incremento de 1,1%. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 21,3% ao fim de setembro, contra 21,6% um ano antes.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark ainda em tendência de alta, sem dúvida nenhuma, porém com a venda pressionando os preços na sessão de ontem, o dia após as eleições.

Na minha leitura, essa tendência seria posta em cheque somente abaixo de 81.790, topo anterior, marcado em agosto de 2018.

Hoje será de fato o dia "D", com os investidores refletindo e ponderando sobre o momento, avaliando se existe mais espaço para cair ou se a queda é sinônimo de oportunidade.

Abaixo de 82.600 deveremos ter um teste do decisivo 81.790.

Se mostrar resiliência e operar acima da média móvel de 21 períodos atrairá compradores.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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