quarta-feira, 17 de outubro de 2018

IBOV testa 85K de olho no FED


Bom dia, investidor!

IBOV testa LTA; FED divulga ata às 15hs  >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam os negócios desta quarta-feira majoritariamente em alta, na esteira de um rali nos mercados acionários de Nova York, que ontem saltaram mais de 2% graças a balanços trimestrais melhores do que o esperado.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,6% hoje, a 2.561,61 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,81%, a 1.266,55 pontos, com ambos os índices se recuperando de mínimas em quatro anos atingidas em pregões recentes.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 1,29%, a 22.841,12 pontos. Destacaram-se na bolsa japonesa ações de fabricantes de eletrônicos e de corretoras.

Os bancos chineses liberaram 1,38 trilhão de yuans (cerca de US$ 200 bilhões) em novos empréstimos em setembro, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O resultado ficou acima do volume de 1,28 trilhão de yuans registrado em agosto e superou ligeiramente a previsão de 16 analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 1,355 trilhão de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, aumentou para 2,21 trilhões de yuans em setembro, de 1,93 trilhão de yuans no mês anterior.

Já a base monetária da China (M2) teve acréscimo anual de 8,3% em setembro, maior do que o ganho de 8,2% de agosto, e veio em linha com a projeção de analistas. 

O cobre opera em alta nesta quarta-feira, recuperando-se parcialmente após quedas recentes. Além disso, investidores continuam a monitorar nesse mercado os indicadores econômicos da China nesta semana.

Às 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,4%, a US$ 6.260 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro avançava 0,32%, a US$ 2,7885 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Nesta semana, são divulgados dados importantes da China. Na sexta-feira (horário local), a potência asiática publica o Produto Interno Bruto (PIB) e a produção industrial, indicadores fundamentais para a trajetória do metal.

Além disso, hoje há expectativa pela divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), às 15h. O documento pode dar mais sinais sobre a trajetória dos juros nos EUA, mexendo com o dólar e, consequentemente, com as cotações das commodities. Nesta semana, o presidente americano, Donald Trump, voltou a criticar a elevação de juros conduzida pelo Fed, mas lembrou que a instituição é independente.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,67%, a US$ 2.643 a tonelada, o estanho caía 0,05%, a US$ 19.190 a tonelada, o níquel avançava 0,36%, a US$ 12.580 a tonelada, e o chumbo caía 0,61%, a US$ 2.053 a tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, revertendo ganhos da madrugada e a tendência positiva das últimas sessões, num possível movimento de realização de lucros e apesar de números favoráveis sobre os estoques dos EUA.

Às 8h50 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,50% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 71,56 por barril, enquanto o Brent para dezembro recuava 0,29% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 81,17 por barril.

Desde o fim da semana passada, o petróleo vinha acumulando ganhos, em boa parte devido a tensões em torno da Arábia Saudita e EUA, após o desaparecimento de um jornalista saudita dissidente, que, segundo alegações, teria sido assassinado a mando de Riad.

Além disso, pesquisa divulgada no fim da tarde de ontem pelo American Petroleum Institute (API) mostrou uma inesperada queda no volume de petróleo bruto estocado nos EUA na semana passada, de 2,1 milhões de barris. Analistas consultados pela Trading Economics previam aumento de 2 milhões de barris. O API também estimou reduções nos estoques de gasolina e de destilados da última semana.

O petróleo chegou a reagir em alta ao API durante os negócios da madrugada, mas reverteu a tendência desde então, possivelmente influenciado por realização de lucros.

Logo mais, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o levantamento oficial sobre estoques dos EUA. A projeção de analistas é que houve alta de 1,5 milhão de barris nos estoques americanos de petróleo bruto da última semana. 

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) avançou 1,43% em outubro, após o aumento de 1,20% registrado em setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). 

No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de outubro, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram alta de 1,92% no mês, ante uma elevação de 1,76% em setembro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,52% em outubro, após a alta de 0,08% no mês anterior. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,31% em outubro, depois de um avanço de 0,16% em setembro.

O IGP-10 acumulou um aumento de 9,44% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 10,69%.

O período de coleta de preços para o indicador de outubro foi do dia 11 de setembro a 10 deste mês. O IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 30 do mês passado, subiu 1,79%. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma sessão de forte alta ocorrida na véspera, com o desenho de um marobuzu no gráfico diário.

A distância em relação à média móvel exponencial de 21 períodos continua expressiva e eu penso que o benchmark ficou devendo um teste da LTA tracejada em azul.

Houve um fechamento um pouco acima da linha superior do canal de alta e bem acima da LTB (reta vermelha), o que sugere uma correção moderada na sessão dessa quarta-feira, pelo menos no início do pregão.





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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