quinta-feira, 4 de outubro de 2018

IBOV esticado pela eleição deve ter correção


Bom dia, investidor!

IBOV eufórico com as pesquisas não se sustenta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em território negativo nesta quinta-feira, pressionadas pela perspectiva de mais elevações de juros nos Estados Unidos, após declarações otimistas sobre o quadro econômico dadas pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell. Tóquio teve jornada de volatilidade, chegando a subir, mas sem força ao longo do pregão, enquanto na China um feriado prolongado manteve as bolsas fechadas.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,56%, em 23.975,62 pontos. Com as declarações do Fed, os retornos dos bônus da dívida do Japão (JGB) subiram, acompanhando movimento global, o que beneficiou as ações de bancos, com Mizuho Financial em alta de 1,27% e Mitsubishi UFJ, de 3,13%, entre os papéis mais negociados. Outros setores, porém, mostraram fraqueza: Yahoo Japan caiu 1,72% e Japan Display teve queda de 1,67%, enquanto Sumitomo Chemical cedeu 0,15%.

O cobre opera em baixa nesta quinta-feira, com investidores atentos aos sinais sobre a oferta e a demanda pelo metal. Além disso, o dólar mais forte em geral pressiona os contratos.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,40%, a US$ 6.306,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro caía 0,26%, a US$ 2,8265 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O Grupo Internacional do Estado do Cobre revisou significativamente em baixa sua projeção para déficit na oferta de cobre no próximo ano. Além disso, a entidade informou que agora espera um déficit na oferta de cobre em 2018, quando antes projetava um superávit.

No câmbio, o dólar mais forte torna o cobre, cotado na moeda, mais caro para os detentores de outras divisas, o que tende a diminuir o apetite dos investidores.

Outro metal em foco era o alumínio, que continua em trajetória positiva, impulsionado pela paralisação de uma das maiores refinarias de alumina do mundo, localizada no Brasil e operada pela norueguesa Norsk Hydro. 

Entre os metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,85%, a US$ 2.255,50 a tonelada, o zinco caía 0,06%, a US$ 2.668,50 a tonelada, o estanho operava em alta de 0,08%, a US$ 19.040 a tonelada, o níquel avançava 0,04%, a US$ 12.925 a tonelada, e o chumbo tinha ganho de 0,25%, a US$ 2.040,50 a tonelada. 

Os preços de petróleo operavam sem força, em baixa ligeira nesta quinta-feira, percorrendo trajetória de correção após ganhos acentuados que levaram as cotações aos níveis mais altos em quatro anos. O movimento ascendente foi apoiado por temores de uma escassez de oferta à medida que se aproxima a data para a reinstauração das sanções dos Estados Unidos contra a indústria petrolífera do Irã.

Às 9h49 (de Brasília), o barril do Brent para dezembro recuava 0,14%, a US$ 86,16, na Intercontinental Exchange, em Londres, enquanto o WTI para novembro cedia 0,09%, a US$ 76,34 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores monitoram de perto a escala da queda das exportações iranianas, às vésperas do prazo de 4 de novembro para que as punições de Washington a Teerã voltem a vigorar. Analistas estimam que em torno de 1 milhão de barris por dia de vendas externas será perdido até o mês que vem, quase metade do que o país persa exportava em junho.

Ontem, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos EUA mostrou que as reservas do país cresceram cerca de 8 milhões de barris na semana passada, a maior alta do ano.

Participantes de mercado também monitoram a oferta expedida pela Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep), que tem elevado as entregas em meses recentes, mas não o suficiente para aliviar temores de escassez. 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu ontem, quarta-feira (3) manter a proibição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conceder entrevistas da prisão. Para o presidente da Corte, deve ser cumprida "em toda a sua extensão" a decisão liminar do vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux, que impediu na última sexta-feira (28) Lula de falar com a imprensa no período eleitoral.

Toffoli também reiterou que a proibição vale até o plenário da Suprema Corte analisar definitivamente a questão, o que só deve ocorrer após as eleições. O novo despacho de Toffoli deverá pacificar a questão, alvo de uma guerra de liminares no tribunal que envolveu nos últimos dias o próprio Toffoli, Fux e o ministro Ricardo Lewandowski.

Empatando dentro da margem de erro nas simulações de segundo turno contra Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede), o candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, perderia apenas para Ciro Gomes (PDT) em um eventual confronto na segunda etapa da disputa, aponta pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem, 3.

Ciro Gomes (PDT) tem uma vantagem de 46% das intenções de voto contra 39% de Bolsonaro na simulação de segundo turno. Considerando apenas os votos válidos, Ciro venceria por 54% a 46%. Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, tem 41% enfrentado Bolsonaro, contra 40% do candidato do PSL. Nos votos válidos, Alckmin teria 51% e Bolsonaro, 49%. A diferença entre os dois está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

No cenário em que enfrenta Marina Silva, Bolsonaro também empata tecnicamente com a candidata: tem 43% contra 39% da presidenciável da Rede. Observando apenas os votos válidos, o placar fica em 52% para o candidato do PSL e 48% para Marina Silva, diferença também dentro da margem de erro.

O cenário mais provável, no entanto, é um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Nesse caso, o petista teria 43% das intenções de voto e Bolsonaro ficaria 41%, ou seja, há um empate técnico. Considerando apenas os votos válidos, o petista teria 51% e Bolsonaro teria 49%. Com a margem de erro, não é possível afirmar qual dos dois candidatos tem vantagem sobre o outro perante o eleitorado no atual momento da disputa.

O gráfico diário do IBOV mostra uma situação gráfica complexa e desafiadora pela frente.

Temos uma LTB que liga os topos desde fevereiro (vermelha), uma linha tracejada que impulsionou a alta recente (azul) e uma espécie de canal de alta (linhas azuis).

O benchmark não conseguiu se sustentar acima da LTB tampouco da linha superior do canal.

Como temos distância expressiva em relação à média móvel exponencial de 21 períodos, um cenário de correção moderada é o mais provável para o pregão dessa quinta-feira.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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