terça-feira, 23 de outubro de 2018

IBOV em ponto decisivo


Bom dia, investidor!

IBOV testa tendência de alta e de baixa em triângulo >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam os negócios desta terça-feira com fortes perdas generalizadas, interrompendo o tom positivo dos dois pregões anteriores, em meio a renovadas preocupações com a saúde da economia chinesa e com uma série de fatores geopolíticos.

Na China, o índice Xangai Composto sofreu uma queda de 2,26% hoje, a 2.594,83 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,92%, a 1.300,29 pontos. As perdas vieram após os mercados chineses embarcarem no maior rali em dois dias desde 2015 entre sexta-feira e ontem, em reação a comentários de autoridades em Pequim que buscaram restabelecer a confiança na economia e à revelação de planos do governo do país de reduzir o imposto de renda pessoal e incentivar empresas do setor privado.

A "intervenção verbal" de dirigentes chineses e os planos de estímulos vieram depois que o Produto Interno Bruto (PIB) da China decepcionou no terceiro trimestre, ao mostrar expansão anual de 6,5%, menor do que previam analistas (+6,6%) e também abaixo do avanço de 6,7% observado no segundo trimestre.

Apesar das iniciativas de Pequim, o analista de pesquisa de mercados da Fidelity International, Ian Samson, se diz bastante cético. "É uma coisa de sentimento e a atual desaceleração (chinesa) é bastante natural, mas continuará pesando no crescimento global", avaliou.

Há também no radar uma série de questões geopolíticas que tendem a gerar aversão a risco, e consequentemente, prejudicar os mercados acionários. É o caso da polêmica em torno do plano orçamentário da Itália, que está em conflito com a União Europeia sobre o nível de déficit fiscal que deve buscar, as dificuldades que a primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta para fechar um acordo sobre o chamado Brexit e o isolamento da Arábia Saudita após o assassinato de um jornalista dissidente no consulado saudita em Istambul.

Os futuros de cobre operam em baixa na manhã desta terça-feira, em meio a preocupações renovadas com o ritmo de crescimento da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Às 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,7%, a US$ 6.182,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 0,86%, a US$ 2,7615 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, a tendência era majoritariamente negativa. No horário indicado acima, o alumínio tinha baixa de 0,17%, a US$ 2.006,50 por tonelada, o zinco diminuía 0,21%, a US$ 2.650,00 por tonelada, o estanho cedia 0,21%, a US$ 2.605,50 por tonelada, e o níquel caía 0,56%, a US$ 12.385,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o chumbo subia 0,55%, a US$ 2.012,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta terça-feira, com o Brent abaixo de US$ 80 o barril após a Arábia Saudita afirmar que pretende elevar sua produção. Além disso, o menor apetite por risco nos mercados acionários influi negativamente.

À 9h05 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro recuava 1,57%, a US$ 68,27 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro caía 1,90%, a US$ 78,31 o barril, na ICE.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, teria falado a uma agência de notícias russa na segunda-feira que seu país pretende elevar a produção para 11 milhões de barris por dia (bpd). Atualmente, os sauditas produzem 10,7 milhões de bpd. Analista da corretora PVM Oil Associates, Tamas Varga diz que o compromisso saudita pesa sobre os preços. Segundo Varga, o compromisso parece ser mais um aceno político, já que para o restante deste ano o mercado global parece equilibrado.

A declaração de Falih é dada em momento de maior tensão entre a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo global, e o Ocidente por causa da morte do jornalista dissidente saudita Jamal Khashoggi, visto pela última vez entrando no consulado saudita em Istambul. Analistas especulam se os EUA ou outro país ocidental poderia impor sanções contra a Arábia Saudita, o que poderia levar Riad a retaliar e tenderia a elevar os preços do petróleo.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não acredita em uma "virada" de Fernando Haddad (PT) na corrida pelo Planalto. "Mas não posso dar nenhuma canelada. Acho que não tem como virar esse jogo, mas temos que nos manter mobilizados até o final do segundo tempo", disse, em entrevista ao programa Conexão Repórter, do SBT, exibido na madrugada desta terça-feira, 23. 

Sobre a denúncia de apoio de empresários à sua campanha por meio de disparos de notícias contra o PT, ele disse que nunca participou de nenhum ato ilegal. "Nós não precisamos de fake news contra o PT, apenas com verdades desmontamos a farsa da candidatura de [Fernando] Haddad."

O candidato disse que tem conversas avançadas com o tenente coronel da Aeronáutica Marcos Pontes para assumir um dos ministérios (provavelmente o da Ciência e Tecnologia), em caso de vitória na corrida pelo Planalto. "Ele é patriota, tem conhecimento e iniciativa. Esses pré-requisitos é o que nós queremos para os ministérios", afirmou.

Bolsonaro ainda afirmou que pretende ligar para o juiz Sérgio Moro, após eventual vitória. "Sempre disse que gostaria de ter no STF ministros com o perfil dele. Nunca conversei com ele, se eu dissesse que vou convidar ele agora, não sei qual seria a resposta", afirmou, ao ser questionado se Moro poderia ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou ocupar o Ministério da Justiça.

Bolsonaro voltou a defender o ex-chefe do DOI-CODI Coronel Carlos Alberto Ustra. Apesar de dizer que "nada justifica a tortura", o candidato ao Planalto afirmou que Ustra, reconhecido como torturador, "prestou um grande serviço ao País, ninguém pode negar". Segundo ele, Ustra buscava desmobilizar grupos terroristas. "Do outro lado, estava José Dirceu, Dilma Rousseff."

Bolsonaro ainda admitiu que havia "alguma" censura no período da ditadura militar, mas tentou justificá-la ao dizer que certas reportagens proibidas eram, na verdade, ordens "para terroristas tomarem alguma decisão". 

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto decisivo, sendo esse a linha alta de um triângulo simétrico.

Ademais, o fechamento foi colado na linha superior do canal de alta tracejado em azul, o que reforça a região como uma forte resistência.

Assim sendo o caminho mais natural para essa terça-feira seria de uma sessão baixista, o que poderia levar o mercado a testar a junção da LTB (reta vermelha pontilhada) e a parte baixa do triângulo, onde está circulado em azul.





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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