quinta-feira, 11 de outubro de 2018

IBOV corrige e cai acompanhando o mundo


Bom dia, investidor!

Uma forte onda vendedora que tomou as bolsas de Nova York ontem se espalhou nesta quinta-feira para os mercados acionários da Ásia, que encerraram os pregões com perdas robustas.

Um movimento de aversão a risco levou o Nikkei a cair 3,89% hoje em Tóquio, a 22.590,86 pontos, o menor nível em um mês. Por outro lado, o iene e os bônus do governo japonês (JGBs) foram beneficiados, com valorização da moeda do Japão ante o dólar e redução de 1 ponto-base no juro do JGB de dez anos, a 0,14%.

Nos negócios de ontem, em Wall Street, Dow Jones e S&P recuaram mais de 3%, apresentando suas baixas mais intensas desde fevereiro, e o Nasdaq teve queda superior a 4%, a maior desde meados de 2016. Pesaram nos mercados de Nova York temores de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) seja mais rigoroso no aperto de sua política monetária, maiores tensões comerciais entre EUA e China e perspectivas de expansão econômica global mais amena.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto sofreu um tombo de 5,22% nesta quinta, a 2.583,46 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto teve perda mais expressiva, de 6,45%, a 1.293,90 pontos. Foi o pior dia das bolsas chinesas desde o início de 2016.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York na manhã desta quinta-feira, em reação a um forte movimento de liquidação nos mercados acionários globais.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,1%, a US$ 6.150,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro tinha queda de 1,46%, a US$ 2,7400 por libra-peso.

Investidores aguardam novos indicadores econômicos da China, incluindo a balança comercial de setembro, que será divulgada nesta sexta-feira. O país asiático é o maior consumidor mundial de metais básicos.

Ainda na LME, o zinco recuava 0,17% no horário indicado acima, a US$ 2.612,50 por tonelada, o estanho se mantinha estável, a US$ 19.000,00 por tonelada, o níquel diminuía 1,65%, a US$ 12.490,00 por tonelada, e o chumbo recuava 1,2%, a US$ 1.890,50 por tonelada. 

Os preços do petróleo operam em queda nesta quinta-feira, em meio a uma onda de vendas nos mercados globais, devido à preocupação de desaceleração do crescimento econômico mundial, o que poderia reduzir a demanda por petróleo.

Às 9h46 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 1,71%, a US$ 71,92 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro recuava 1,90%, a US$ 81,51 o barril, na ICE.

No início desta semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou suas previsões de crescimento econômico global para este ano e para o próximo, citando o protecionismo comercial e a instabilidade nos mercados emergentes. Uma desaceleração no crescimento econômico provavelmente reduziria a demanda por petróleo, o que, segundo analistas, já está em risco devido ao aumento dos preços do petróleo.

Os preços do petróleo também estão sob pressão devido às expectativas de dados semanais. Ontem, o American Petroleum Institute (API) divulgou que estima que o volume estocado de petróleo bruto tenha subido 9,7 milhões de barris nos Estados Unidos na semana encerrada em 5 de outubro. O aumento superou a projeção de analistas consultados pela Trading Economics, que previam aumento de 370 mil barris. Hoje, às 14h00 (de Brasília), o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) divulgará os dados oficiais.

As vendas do comércio varejista subiram 1,3% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Na comparação com agosto de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,1% em agosto de 2018. Nesse confronto, superaram o teto do intervalo das projeções, que iam de uma queda de 1,00% a expansão de 3,00%, com mediana positiva em 1,20%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,6% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,3%.

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de forte baixa, com domínio dos ursos durante todo o pregão na véspera.

Para hoje, o caminho mais natural será um repique na abertura, com chances de testar algo logo abaixo de 85.000 pontos.

O desafio será sustentar a compra e fechar em alta.

Se a barra de ontem não for negada pelo menos em 50%, a memória vendedora permanecerá no curto prazo, na minha leitura.

No gráfico, queda de ontem e parcial recuperação agora até 11hs. Clique para ampliar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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