segunda-feira, 15 de outubro de 2018

IBOV com suporte em 81.790 e alvo em 84K


Bom dia, investidor!

IBOV estuda região 81~84 >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, com investidores retomando a cautela em meio a preocupações com disputas comerciais entre China e EUA, uma possível desaceleração da economia chinesa e o avanço recente nos juros dos Treasuries, apesar de os mercados acionários globais terem exibido uma significativa recuperação no fim da semana passada.

Nos negócios da China continental, os principais índices de ações atingiram novas mínimas em cerca de quatro anos e mais do que reverteram os ganhos da última sexta-feira (12). O Xangai Composto teve queda de 1,49% hoje, a 2.568,10 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,18%, a 1.281,08 pontos. O dia de perdas coincidiu com a entrada em vigor de um novo corte de compulsório pelo banco central chinês (PBoC), numa iniciativa que deve liberar quase US$ 175 bilhões em liquidez para o setor bancário do país.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei caiu 1,87% em Tóquio, a 22.271,30 pontos, atingindo o menor patamar em oito semanas, o Hang Seng cedeu 1,38% em Hong Kong, a 25.445,06 pontos, o sul-coreano Kospi perdeu 0,77% em Seul, a 2.145,12 pontos, e o Taiex registrou baixa de 1,44% em Taiwan, a 9.901,12 pontos.

No Japão, a Softbank foi destaque negativo, com um tombo de 7,3%, devido aos laços da operadora móvel com a Arábia Saudita, que tem sofrido crescente pressão internacional desde o desaparecimento de um proeminente jornalista crítico ao governo local.

A agenda de eventos internacionais desta semana traz como destaque a apresentação da proposta orçamentária da Itália e a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Haverá ainda discursos de dirigentes do Fed e do Banco Central Europeu (BCE).

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos na manhã desta segunda-feira, em meio a ameaças entre os Estados Unidos e Arábia Saudita por causa da suposta morte de um jornalista saudita dissidente.

Às 9h52 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,67%, a US$ 71,82 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 1,02%, a US$ 81,25 o barril, na ICE.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode haver "punição severa" sobre Riad, caso a investigação implique o governo saudita no caso de Khashoggi, que desapareceu após entrar no consulado saudita em Istambul, em 2 de outubro. Autoridades turcas afirmaram que têm registros de áudio e vídeo que supostamente mostrariam que Khashoggi foi morto dentro do consulado.

No domingo, os sauditas disseram que pretendem retaliar, caso sofram qualquer medida de punição de Washington, além de lembrarem que o maior exportador de petróleo do mundo "tem um papel de impacto e ativo na economia global".

Na avaliação de Patterson, isso gera preocupação de que os sauditas possam usar o petróleo como instrumento de retaliação, caso sofram sanções por causa do desaparecimento do jornalista. 

Os futuros de cobre operam sem direção única nesta manhã, à espera de uma série de indicadores da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) tinha baixa de 0,2%, a US$ 6.276,00 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro subia 0,21%, a US$ 2,8065 por libra-peso.

Dados de inflação da China serão divulgados hoje à noite e mais adiante, na quinta-feira (18), estão previstos os últimos números do Produto Interno Bruto (PIB), produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos do país.

O desempenho econômico chinês tem forte influência nos negócios com commodities, incluindo metais para uso industrial.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o zinco subia 0,3%, a US$ 2.646,50 por tonelada, o estanho tinha baixa marginal de 0,03%, a US$ 19.130,00 por tonelada, o níquel diminuía 0,2%, a US$ 12.660,00 por tonelada, e o chumbo avançava 1,69%, a US$ 2.080,50 por tonelada. 

A expectativa de alta para o PIB este ano continuou em 1,34%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,36%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

Há três semanas, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. As atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a alta da produção industrial em 2018 passou de 2,72% para 2,67%. Há um mês, estava em 2,67%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, como já estava quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 passou de 54,26% para 54,20%. Há um mês, estava em 54,32%. Para 2019, a expectativa passou de 57,85% para 57,80%, ante os 57,75% de um mês atrás. 

A produção de minério de ferro pela Vale no terceiro trimestre do ano bateu novo recorde ao somar 104,945 milhões de toneladas, aumento de 10,3% em relação a igual período do ano anterior. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o aumento foi de 8,5%. No acumulado do ano a produção alcançou 283,652 milhões de toneladas, crescimento de 3,1%.

A Vale informa, no relatório de produção divulgado na manhã de hoje, que no terceiro trimestre alcançou o ritmo de produção de 400 milhões de toneladas anuais. A companhia reiterou, ainda, a meta de produção de 390 milhões de toneladas de minério de ferro para este ano e de 400 milhões de toneladas de 2019 em diante, conforme o divulgado no final do ano passado.

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção no preço, após a disparada recente, com a média móvel de 5 inclinada para baixo e uma aproximação rápida de uma região de clímax, que concentra a média móvel de 21 períodos, LTA mais curta e topo anterior em 81.790.

Assim sendo, será natural uma abertura positiva nessa segunda-feira, com provável teste da LTB traçada em vermelho no gráfico, região logo abaixo de 84.000 pontos.

O desafio será manter-se em alta ao longo do dia, na mesma proporção do início dos negócios, o que eu acho improvável.

Na minha leitura, o caminho mais natural, ao longo dessa sessão, seria de baixa intradiária e fechamento praticamente lateral.

Uma ótima semana.

Sucesso!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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