quinta-feira, 18 de outubro de 2018

FED foi hawkish


Bom dia, investidor!

Ata do FED favorável ao aperto monetário derruba Ásia e deve pressionar US e BR hoje >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, seguindo o tom negativo de ontem dos mercados acionários de Nova York depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizou mais altas de juros no horizonte.

Após um breve respiro no pregão anterior, as bolsas chinesas tiveram perdas particularmente pronunciadas hoje e voltaram a renovar mínimas em quatro anos. O Xangai Composto caiu 2,94%, a 2.486,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,73%, a 1.232,01 pontos.

Em Tóquio, a desvalorização foi mais contida e o índice japonês Nikkei cedeu 0,80%, a 22.658,16 pontos, influenciado pelo fraco desempenho de ações de energia e do setor de automação de fábricas.

Numa ata de política monetária considerada "hawkish" - ou seja, favorável ao aperto monetário -, o Fed avaliou ontem que a força da economia americana justifica aumentos contínuos nas taxas de juros. O Fed já elevou juros em três ocasiões este ano e mais um ajuste é aguardado antes do fim de dezembro.

A China atraiu US$ 11,46 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em setembro, 8,3% mais do que em igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pelo Ministério do Comércio do país. Em agosto, o IED avançou em ritmo mais forte na comparação anual, de 11,4%.

Entre janeiro e setembro, o IED na China totalizou US$ 97,96 bilhões, representando alta de 6,4% ante o mesmo período do ano passado. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York na manhã desta quinta-feira, após as bolsas chinesas registrarem fortes perdas em meio à perspectiva de desaceleração da economia global.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,30%, a US$ 6.142,50 por tonelada, ampliando perdas acumuladas no ano a 15,3%.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha perdas de 1,24%, a US$ 2,7435 por libra-peso.

No fim da noite de hoje, serão divulgados vários indicadores chineses relevantes, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e a produção industrial e vendas no varejo de setembro.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o alumínio se mantinha estável, a US$ 2.024,00 por tonelada, o zinco subia 0,49%, a US$ 2.679,00 por tonelada, o estanho tinha alta de 0,21%, a US$ 19.190,00 por tonelada, o níquel cedia 0,81%, a US$ 12.255,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,15%, a US$ 2.032,00 por tonelada. 

Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 5 mil na semana até 13 de outubro, para 210 mil, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. A leitura veio em linha com a projeção de analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O dado da semana anterior foi revisado de 214 mil para 215 mil.

A média móvel nas últimas quatro semanas, que é uma medida calculada para reduzir a volatilidade do dado, avançou 2.000, para 211.750 pedidos.

Já o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos há mais de uma semana caiu 2 mil, para 1,64 milhão na semana encerrada em 06 de outubro. Esse dado sai com uma semana de atraso. 

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O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark operando longe da média móvel de 21 períodos, além de testar a linha superior de um canal de alta (reta azul).

O caminho mais natural para essa quinta-feira seria de correção moderada, na minha leitura, com perda da média móvel de 5 períodos como suporte e também da mínima de ontem (84.945).




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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