quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Enorme volatilidade do mercado acionário global



Bom dia, investidor!

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As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em forte baixa nesta quinta-feira, reagindo a um novo tombo dos mercados acionários dos EUA, em meio a uma persistente onda de aversão a risco alimentada por uma série de fatores.

Nos negócios de ontem, os índices acionários Dow Jones e S&P 500 terminaram o pregão em baixa de 2,41% e 3,09% em Nova York, respectivamente, apagando os ganhos acumulado no ano, enquanto o Nasdaq sofreu um tombo de 4,43%, engatando correção técnica.

Nas últimas semanas, o apetite por ações vem sendo prejudicado por múltiplas preocupações, que incluem a desaceleração da China - que ameaça o desempenho econômico global -, o impasse orçamentário da Itália, o isolamento da Arábia Saudita após a morte de um jornalista saudita dissidente na Turquia, e dificuldades nas negociações do Brexit - processo para retirar o Reino Unido da União Europeia - que ameaçam a liderança da primeira-ministra britânica, Theresa May.

No Japão, assim como em Nova York na véspera, as ações mais afetadas foram as de tecnologia e o índice Nikkei caiu 3,72% em Tóquio hoje, a 21.268,73 pontos, atingindo o menor nível desde 29 de março.

Na China, por outro lado, os mercados ficaram relativamente estáveis, após registrarem variações extremas - para cima e para baixo - em pregões recentes. Ajudado por papéis financeiros, o índice Xangai Composto apagou perdas da sessão da manhã e terminou o dia com alta marginal de 0,02%, a 2.603,80 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto teve baixa moderada de 0,34%, a 1.292,80 pontos.

Fora da China continental, em Hong Kong, o Hang Seng apresentou queda de 1,01%, a 24.994,46 pontos, influenciado por ações de tecnologia e do setor financeiro.

Os futuros de cobre operam em leve alta nesta manhã, apagando perdas da madrugada à medida que a principal bolsa chinesa se recuperou e se esquivou de um forte movimento de queda que dominou a maior parte dos mercados acionários da Ásia.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,3%, a US$ 6.194,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,11%, a US$ 2,7605 por libra-peso.

A China tem forte influência nos negócios com cobre e outros metais básicos, uma vez que é o maior consumidor mundial dessas commodities.

Entre outros metais na LME, predominava o viés negativo. No horário indicado acima, o alumínio cedia 0,27%, a US$ 1.998,50 por tonelada, o zinco caía 0,51%, a US$ 2.652,00 por tonelada, o estanho diminuía 0,52%, a US$ 19.245,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,15%, a US$ 2.002 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o níquel tinha ligeira alta de 0,04%, a US$ 12.220,00 por tonelada. 

Após recuarem mais cedo, acompanhando o mau humor de ontem nos mercados acionários, os preços do petróleo passaram a subir depois que o procurador-geral da Arábia Saudita disse ter recebido relatório que afirma que a morte do jornalista Jamal Khashoggi foi premeditada. Investidores temem que o agravamento da situação leve o reino a um isolamento.

O procurador-geral da Arábia Saudita disse que as provas entregues pela Turquia indicam que o assassinato de Khashoggi foi premeditado, um sinal que Riad está se afastando de uma afirmação anterior de que a morte foi um acidente. Khashoggi, um crítico do governo, foi morto dentro do consulado do reino em Istambul no dia 2 de outubro.

Apesar da alta, os preços permanecem sob pressão em meio à volatilidade do mercado acionário global e às preocupações com o enfraquecimento do crescimento econômico.

Às 9h48 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,30% na Nymex, a US$ 67,02 por barril, enquanto o Brent para o mesmo mês avançava 0,51% na ICE, a US$ 76,56 por barril.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,52% na terceira quadrissemana de outubro, repetindo a variação observada na segunda quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na terceira prévia de outubro, avançaram em ritmo mais intenso ou reduziram queda os segmentos de Alimentação (de 0,84% na segunda quadrissemana a 1,12% na terceira) e Vestuário (de -0,09% a -0,02%).

Por outro lado, perderam força os componentes de Habitação (de 0,35% a 0,26%), Transportes (de 0,91% a 0,72%), Despesas Pessoais (de 0,34% a 0,19%), Saúde (de 0,60% a 0,55%) e Educação (de 0,05% a 0,02%).

A Ambev registrou no terceiro trimestre lucro atribuído ao controlador de R$ 2,831 bilhões. O resultado se compara a R$ 200 mil registrados em igual período do ano passado, quando o resultado havia sido afetado por uma provisão para o Programa Especial de Regularização Tributária (PERT).

O lucro líquido ajustado foi de R$ 2,907 bilhões, queda de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado, quando era de R$ 3,236 bilhões. A fabricante de bebidas apresenta o resultado com um impacto contábil da hiperinflação argentina. Após a categorização da Argentina como um país com a taxa de inflação acumulada em três anos superior a 100%, aplicou-se a norma "Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária" (IAS 29), do padrão IFRS, que resultou em ajuste positivo de R$ 115,4 milhões no resultado financeiro, impacto negativo no lucro líquido de R$ 273,4 milhões, e impacto negativo no lucro líquido ajustado de R$ 275,7 milhões.

No radar está mais uma pesquisa Datafolha, que será divulgada à noite, depois do mal-estar ontem com a recente sondagem do Ibope, que apontou Jair Bolsonaro (PSL) com 57% da preferência, porém, com dois pontos a menos que na apuração anterior, enquanto o adversário do PT, Fernando Haddad, ficou com 43%.

Novos nomes cogitados para composição da equipe econômica e os planos dos futuros governos seguem ainda no foco. Ontem, Bolsonaro recuou da proposta de fundir o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) com os da Fazenda e do Planejamento, caso seja eleito. O candidato indicou que, se eleito, poderá compor seu ministério com nomes do DEM. 

O advogado Gustavo Bebianno, que é cogitado para ser ministro da Justiça, disse ser positiva para a governabilidade a aproximação com partidos da centro-direita e do centro, como DEM e MDB. A Frente Parlamentar da Agropecuária deve indicar nomes para o cargo de ministro da Agricultura em eventual governo do ex-capitão. A bancada ruralista é outro pilar de apoio do candidato no Congresso além dos evangélicos, e estão sendo avaliados a indicação de nomes militares para presidir a Petrobras, caso seja eleito.

O IBOV cedeu forte na sessão de ontem, chegando bem perto da média móvel de 21 períodos.

Além da média citada, temos suporte em 82.600, cuja perda projetaria o topo de agosto em 81.790.

A abertura é positiva, pois temos um repique no exterior. Na figura a abertura até 10h52 - clique para ampliar.

O desafio será sustentar a pressão compradora ao longo da sessão, pois tivemos um triângulo simétrico acionado, o que não impede o mercado de repicar até a LTB (reta vermelha tracejada), média móvel de 5 períodos ou mesmo a linha inferior do triângulo perdida na véspera.




Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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