sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Eleições e balanços trazem baixas a ações e mercadorias


Bom dia, investidor!

>>> LEIA HOJE >>> As bolsas mundiais operam em baixa significativa nesta sexta-feira, após decepção ontem à noite com balanços trimestrais de gigantes da tecnologia nos EUA. O mau humor nos mercados acionários acabou contaminando commodities, como o petróleo e os metais básicos.
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As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, em meio à retomada de preocupações com a perspectiva da economia global e diante do fraco desempenho dos futuros de índices acionários de Nova York durante a madrugada.

Ontem, as bolsas dos EUA tiveram um pregão de fortes ganhos - de cerca de 1,6% a 3% -, em um dia de correção após a acentuada desvalorização recente. No entanto, após o encerramento do pregão de quinta-feira, Amazon e Alphabet (controladora do Google) divulgaram balanços trimestrais decepcionantes que pressionaram os negócios do after hours em Nova York e mantiveram os índices futuros americanos em baixa acentuada ao longo da madrugada.

Na China, as perdas dos mercados foram contidas hoje. O Xangai Composto caiu 0,19%, a 2.598,85 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,17%, a 1.290,62 pontos. Apesar do tom negativo desta sexta, o Shanghai e o Shenzhen acumularam na semana altas de 1,9% e 2,1%, respectivamente, graças principalmente a planos de incentivos fiscais revelados por Pequim no último fim de semana.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei teve baixa de 0,40%, a 21.184,60 pontos, renovando mínima desde 29 de março. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, está no meio de uma visita oficial à China, durante a qual foram assinados memorandos de cooperação em infraestrutura e um acordo de swap cambial equivalente a quase US$ 29 bilhões.

A volatilidade nos mercados acionários globais e o dólar mais forte pesam nos contratos futuros de petróleo, que operam em queda de mais de 1% na manhã desta sexta-feira.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para entrega em dezembro caía 1,25%, para US$ 75,93, enquanto o WTI para entrega no mesmo mês, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuava 1,49%, para US$ 66,63 por barril.

No início de outubro, o declínio mais rápido do que o esperado no fornecimento de óleo do Irã no período que antecede a imposição de sanções americanas à indústria petrolífera do país persa, em 5 de novembro, deu gás aos preços da commodity. No entanto, o foco dos investidores passou a ser a desaceleração do crescimento econômico global, fazendo com que os mercados acionários perdessem força em todo o mundo, pesando nos preços do petróleo.

Os futuros do óleo também estão sob pressão depois de comentários do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, de que o país poderia elevar a produção de petróleo para 11 milhões de barris por dia, um avanço em relação à oferta de 10,7 milhões de barris diários atualmente. 

Os futuros de cobre operam em baixa na manhã desta sexta-feira, pressionados justamente pela queda de mais de 1% do petróleo e por uma onda de turbulência nos mercados acionários.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1%, a US$ 6.136,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 1,31%, a US$ 2,7185 por libra-peso.

As bolsas mundiais operam em baixa significativa nesta sexta-feira, após decepção ontem à noite com balanços trimestrais de gigantes da tecnologia nos EUA. O mau humor nos mercados acionários acabou contaminando commodities, como o petróleo e os metais básicos.

Nas últimas semanas, investidores têm se preocupado com uma série de fatores, incluindo a perspectiva de crescimento global, diante da desaceleração da economia chinesa; problemas orçamentários na Itália; o isolamento da Arábia Saudita após a suspeita morte de um jornalista saudita dissidente na Turquia; e ameaças à liderança da primeira-ministra britânica Theresa May, em meio a dificuldades de seu governo para fechar um acordo sobre o Brexit - a retirada do Reino Unido da União Europeia.

Além disso, o índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, também contribuindo para tornar o cobre e outros metais menos atraentes para operadores que utilizam outras divisas.

A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, confirmou, na manhã de hoje, a nomeação de Paulo Caffarelli, presidente do BB, para comandar a adquirente a partir do dia 05 de novembro. Seu nome, de acordo com fato relevante enviado ao mercado, foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração da companhia. A posse efetiva do executivo depende de homologação por parte do Banco Central.

A Cielo ficou por mais de dois meses sem comando. Eduardo Gouveia alegou questões de foro pessoal e familiar para deixar em agosto a adquirente, após um ano e meio no cargo. Com a chegada de Caffarelli, a Cielo terá mais um novo presidente em menos de dois anos.

No documento, assinado pelo presidente do conselho de administração da Cielo, Marcelo Noronha, é destacado o trabalho que o executivo fez à frente do BB, marcado pelo foco na eficiência operacional da instituição, com resultados claros e positivos no sentido de maior obtenção de retorno a seus acionistas.

O EWZ apontava para uma abertura em forte baixa aqui no Brasil, mas após a pesquisa XP e PIB norte-americanos os negócios viraram e houve forte recuperação no mercado futuro.

Assim sendo a abertura deverá ser positiva, após o benchmark testar e respeitar a média móvel de 21 períodos na sessão de ontem.

Houve também um rompimento falso da LTA reforçada em azul que guia os preços desde o início de setembro.

Deveremos ter forte volatilidade.




Bons negócios!

Boas eleições!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders


contato@toptraders.com.br

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