sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Eleição estabiliza e IBOV se acomoda


Bom dia, investidor!

Com pesquisas iguais, IBOV acomoda após duas sessões esticadas >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa, nesta sexta-feira, com ações do setor de tecnologia sob pressão, após uma quinta-feira negativa nas bolsas de Nova York, onde o índice Nasdaq teve queda de 1,81%, com realização de lucros após altas recentes. Investidores também mostravam expectativa pela divulgação do relatório de empregos (payroll) mensal de setembro dos Estados Unidos, que sai mais tarde, e o pregão foi atípico porque os mercados da China continuaram fechados por um feriado prolongado. Relatos de suposta espionagem chinesa contra os EUA também influíram para a cautela.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,80%, a 23.783,72 pontos. Papéis dos setores de eletrônicos e química recuaram, com Murata Manufacturing em baixa de 3,9% e Sumitomo Chemical, de 4,8%. Por outro lado, o setor financeiro foi apoiado pelo impulso recente nos retornos dos bônus nos EUA, com Sumitomo Mitsui em alta de 1,5%. Na semana, Tóquio caiu 1,4%.

presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) cresceu de 32% para 35% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada na noite de ontem. Ele abriu 13 pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, Fernando Haddad (PT), que oscilou de 21% para 22%. Ciro Gomes (PDT) manteve 11% e Geraldo Alckmin (PSDB) variou de 9% para 8%.

candidata da Rede, Marina Silva, manteve 4%. João Amoêdo (Novo) permaneceu com 3%. Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos) mantiveram 2% cada, mesmo índice da pesquisa divulgada na última terça-feira (02). Cabo Daciolo (Patriota) voltou a ter 1%. Vera Lúcia (PSTU), Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. O contingente de votos em branco e nulos saiu de 8% para 6%, enquanto os que não souberam ou não responderam permaneceu em 5%.

Considerando-se apenas os votos válidos, que tiram da amostra os votos em brancos e indecisos, Bolsonaro chegou a 39%, contra 25% de Haddad, 13% de Ciro, 9% de Alckmin (PSDB) e 4% de Marina Silva.

De acordo com o Datafolha, Bolsonaro manteve o índice de 44% das intenções de voto no segundo turno contra Haddad. O petista, por sua vez, oscilou de 42% para 43%. Neste cenário, os votos em branco e nulos passaram de 12% para 10%, enquanto o índice de indecisos foi de 2%, mesmo índice da pesquisa divulgada na terça-feira.

Os contratos futuros de cobre operam em queda nesta sexta-feira, devolvendo parte dos ganhos do último mês, no momento em que o dólar volta a mostrar força em relação a outras moedas principais e com investidores atentos ao comércio global. Além disso, há volumes menores em negociação, com feriado prolongado e mercados fechados na China.

Às 9h43, o cobre para três meses caía 0,83%, a US$ 6.176,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro recuava 0,63%, a US$ 2,7600 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

No câmbio, o dólar mais forte ante outras divisas principais torna o cobre mais caro para os detentores dessas moedas, o que reduz o apetite dos investidores.

Há ainda expectativa em relação às tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Haverá eleição legislativa em novembro nos EUA, o que faz investidores avaliarem que a retórica deve perdurar por enquanto, mas poderia diminuir depois da votação.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,42%, a US$ 2.601 a tonelada, o estanho subia 0,13%, a US$ 18.950 a tonelada, o níquel recuava 1,12%, a US$ 12.415 a tonelada, e o chumbo tinha queda de 0,23%, a US$ 1.991,50 a tonelada. O alumínio, por sua vez, recuava 1,7% mais cedo, a US$ 2.169,50 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam com ganhos nesta manhã, mas com o Brent próximo da estabilidade. Um dia após uma jornada negativa, investidores voltam a se concentrar na tendência de queda da produção do Irã.

Às 9h49 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,40%, a US$ 74,63 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,13%, a US$ 84,69 o barril, na ICE.

Ontem, os contratos recuaram das máximas em quatro anos. Analista da corretora PVM Oil Associates, Stephen Brennock afirma que houve realização de lucros, impulsionada pela onda de venda de Treasuries nos EUA. O economista projeta, porém, que a tendência de força nos contratos deve prosseguir.

Os preços têm sido apoiados pela queda mais forte que a esperada das exportações iranianas, antes da volta de sanções dos EUA contra o setor do país persa a partir de novembro. Mas a Arábia Saudita já indicou que pode elevar a produção no próximo mês e a Rússia afirmou que elevou sua produção.

inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,48%, ante um recuo de 0,09% em agosto, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,34%. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,53%, também no teto das projeções dos analistas, que iam de 4,28% a 4,53%, com mediana de 4,49%.

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O gráfico diário do IBOV mostra um candle de acomodação após a forte puxadas nas duas sessões anteriores.

Vale destacar que a mínima do dia foi marcada logo acima do forte 81.790 e da média móvel de 5 períodos, típico movimento de pull back.

Para essa sexta-feira, a única certeza é volatilidade.

Uma possível e improvável violação do piso formado pelos pontos supra citados abriria espaço para teste da LTA de curto prazo tracejada em azul.

A abertura deve ser positiva, com teste da LTB (linha vermelha) desenhada no gráfico diário.

Apertem os cintos.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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