sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Crescimento chinês abaixo do esperado


Bom dia, investidor!
Saída do BC move IBOV e dólar. Dados da China abaixo do esperado; governo chinês acalma mercado.  >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com destaque para as chinesas, que embarcaram num rali à medida que autoridades de Pequim se esforçaram de maneira coordenada para tranquilizar investidores após a divulgação de números de crescimento econômico abaixo do esperado.

Tanto o Xangai Composto quanto o menos abrangente Shenzhen Composto, os dois principais índices acionários da China, tiveram idêntica valorização de 2,58% hoje. O primeiro encerrou o pregão a 2.550,47 pontos e o segundo, a 1.263,81 pontos.

Os mercados chineses haviam iniciado os negócios no vermelho, em reação à última leva de indicadores econômicos do gigante asiático. O Produto Interno Bruto (PIB) da China decepcionou no terceiro trimestre ao registrar expansão anual de 6,5%, a mais fraca desde o começo de 2009, época da crise financeira mundial. Analistas previam avanço um pouco maior, de 6,6%, e o resultado também veio abaixo do ritmo de crescimento do segundo trimestre, de 6,7%.

As bolsas chinesas, no entanto, se recuperaram depois de comentários de autoridades que se esforçaram para acalmar investidores. O maior impulso veio após o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, considerado o guru econômico do presidente Xi Jinping, pedir confiança na perspectiva econômica do país. Antes dele, os chefes dos três principais órgãos regulatórios financeiros chineses já haviam divulgado comunicados na mesma linha.

Outros dados da economia chinesa vieram mistos, com a produção industrial aumentando mais do que se previa e as vendas no varejo e os investimentos em ativos fixos superando as expectativas.

Desde o começo do ano, porém, o Xangai Composto acumula perdas de 23%, mostrando o pior desempenho entre os principais índices acionários do mundo. Já o mercado menor de Shenzhen, onde são negociadas muitas empresas de tecnologia, apresenta desvalorização de 33% em 2018.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,42% em Hong Kong hoje, a 25.561,40 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,37% em Seul, a 2.156,26 pontos, mas o japonês Nikkei caiu 0,56% em Tóquio, a 22.532,08 pontos, e o Taiex cedeu 0,35% em Taiwan, a 9.919,26 pontos. Ao longo da semana, Hang Seng, Kospi, Nikkei e Taiex recuaram 0,9%, 0,3%, 0,7% e 1,3%, respectivamente.

O mercado financeiro aguarda uma definição sobre quem comandará o Banco Central em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) e profissionais fazem suas apostas em torno de alguns nomes, entre eles, o do atual comandante da instituição, Ilan Goldfajn.

Na tarde de ontem (18), quinta-feira, surgiram rumores de que Ilan não ficaria no cargo, o que causou a ampliação de perdas que os ativos já carregavam ao longo dia por causa principalmente do cenário externo. Dólar e juros futuros ampliaram alta e o Ibovespa encerrou o pregão bem perto da mínima do dia. Procurado, o Banco central disse que não comentaria.

As especulações começaram depois de uma reunião entre Ilan e os presidentes dos maiores bancos do País, que aconteceu anteontem. Em meio aos rumores, nomes começaram a surgir, entre eles o de Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do BC entre 1999 e 2003. Também especula-se sobre os nomes de Sérgio Eraldo, da Bozano Investimentos, João Cox, da TIM, e Pedro Jobim, economista-chefe da Legacy Capital Gestora de Recursos e ex-Santander.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, recuperando-se após dois dias seguidos de baixa. Os investidores continuam a monitorar sobretudo sinais para a oferta e a demanda, mas as tensões diplomáticas com a Arábia Saudita seguem no radar.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,68%, a US$ 69,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,98%, a US$ 80,07 o barril, na ICE.

Nos últimos dois dias, a forte alta nos estoques dos Estados Unidos revelada na quarta-feira pesou sobre os preços, em um quadro de mais dúvidas sobre a demanda, diante do risco de desaceleração econômica global. Analista do Julius Baer, Carsten Menke afirma que o sinal de grandes estoques provocou realização de lucros entre operadores especulativos, como fundos de hedge.

Às 14h, há expectativa pelo relatório semanal de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos, elaborado pela Baker Hughes.

O episódio do desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, um dissidente do regime saudita visto pela última vez ao entrar no consulado da Arábia Saudita na Turquia, é monitorado por investidores. Analistas em geral, porém, mostram-se céticos sobre o risco de isso provocar de fato alguma mudança na política de Riad para o petróleo, mesmo que ocorra uma deterioração na relação bilateral com os EUA. Apesar de declarações em parte críticas do presidente americano, Donald Trump, sobre o episódio, o próprio líder não dá sinais de que possa haver uma ruptura com o aliado. 

Os futuros de cobre operam em alta na manhã desta sexta-feira.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,80%, a US$ 6.181,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,27%, a US$ 2,7540 por libra-peso.

Apesar do tom positivo de hoje, o cobre tende a encerrar a semana com desvalorização, em meio a preocupações com a desaceleração da economia chinesa e, consequentemente, da economia mundial.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o alumínio tinha alta de 0,27%, a US$ 2.013,50 por tonelada, o zinco caía 0,09%, a US$ 2.662,50 por tonelada, o estanho subia 0,58%, a US$ 19.160,00 por tonelada, o níquel exibia ganho mais robusto, de 1,99%, a US$ 12.540,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,35%, a US$ 1.992,50 por tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação complexa, com um marobuzu de alta no pregão do dia 16/10, seguido por um candle de indefinição e ontem um marobuzu da baixa, por sua vez.

Na minha interpretação o mercado irá testar de qualquer maneira a LTA tracejada em azul e por ali será a decisão.

A abertura dessa sexta-feira ocorre em alta, com o benchmark operando sobre a LTB (reta vermelha) e tocando a média móvel de 5 períodos.

O desafio será sustentar a compra ao longo do dia.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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