segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Bolsas na Ásia, metais e petróleo em alta


Bom dia, investidor!

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As bolsas chinesas deram continuidade a um rali nesta segunda-feira e outros mercados da Ásia seguiram o tom positivo, em meio a expectativas de novas medidas de estímulos do governo da China.

Em entrevista ao Shanghai Securities News, o assessor de política do Banco do Povo da China (PBoC) Ma Jun afirmou que Pequim planeja novas iniciativas, incluindo um grande corte de impostos e taxas que pode superar 1% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. Os comentário de Mai vieram depois que Pequim revelou no fim de semana um plano preliminar de reduções no imposto de renda, que a Citi Research classificou como "generoso" e que será "o catalisador crucial para a possível recuperação do consumo".

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto fechou em alta de 4,09% hoje, a 2.654,88 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups de tecnologia, subiu 4,90%, a 1.325,73 pontos. Foram os maiores saltos em um único dia do Xangai e do Shenzhen desde março de 2016 e novembro de 2015, respectivamente.

O rali se seguiu a ganhos de cerca de 2,6% de ambos os índices chineses na sexta-feira (19), quando várias autoridades em Pequim se manifestaram para tranquilizar investidores após a publicação de dados trimestrais do PIB que vieram abaixo do esperado.

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta significativa na manhã desta segunda-feira, reagindo ao prosseguimento de um rali nas bolsas chinesas.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,10%, a US$ 6.289,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro avançava 1,44%, a US$ 2,8180 por libra-peso.

Como a China responde por cerca de metade da demanda global por metais básicos, essas commodities são bastante influenciadas por notícias do gigante asiático.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram unânimes. No horário indicado acima, o alumínio tinha alta de 1,15%, a US$ 2.029,50 por tonelada, o zinco subia 1,52%, a US$ 2.663,00 por tonelada, o estanho ganhava 0,29%, a US$ 19.190,00 por tonelada, o níquel avançava 1,28%, a US$ 12.640,00 por tonelada, e o chumbo se valorizava 1,45%, a US$ 2.024,50 por tonelada.

Os preços do petróleo operam em leve alta nesta segunda-feira de manhã, com o mercado voltando a se aproximar das sanções dos EUA contra a indústria petrolífera do Irã, que devem pressionar a oferta.

Às 9h27 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,07% US$ 69,33 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,15% a US$ 79,90 o barril, na ICE.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse no domingo que seria mais difícil para os importadores do petróleo iraniano obterem isenções dos EUA para contornar as sanções impostas por seu país a partir do dia 4 de novembro.

Em maio, o presidente Trump retirou os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano, preparando o terreno para a reinstituição das sanções. A produção e as exportações iranianas vêm caindo constantemente desde então, à medida que os compradores se preparam para que as sanções entrem em vigor. 

Após os dados mais recentes de atividade, divulgados na semana passada pelo Banco Central, a expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,34%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,35%. Para 2019, o mercado alterou a previsão de alta do PIB, de 2,50% para 2,49%, ante 2,50% de um mês antes.

No dia 17, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 0,47% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. Em relação a agosto do ano passado, houve elevação de 2,50% pela série sem ajuste. No ano, a alta acumulada é de 1,28%.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 2,67%. Há um mês, estava em 2,78%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,20% para 54,00%. Há um mês, estava em 54,32%. Para 2019, a expectativa passou de 57,80% para 56,90%, ante os 57,90% de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma configuração complexa e de difícil leitura nesse momento.

Temos três tentativas de romper a linha superior do canal de alta, o que esboça um OCO.

O desenho da figura não significa, necessariamente, que ela será acionada, mas em conjunto com o saldo vendedor recente dos estrangeiros alimenta essa possibilidade.

Por outro lado a memória recente é compradora, com topos e fundos ascendentes.

Temos mais uma LTA curta, reforçada em azul no gráfico abaixo.

Seria ela uma reta pescoço?



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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