quarta-feira, 31 de outubro de 2018

IBOV, em forte reação, testa resistência aos 87K


Bom dia, investidor!

IBOV testa 87.333 para firmar tendência >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quarta-feira com ganhos robustos, ajudadas pelo desempenho positivo dos mercados acionários de Nova York ontem, mas encerraram o mês de outubro com desvalorização acentuada em meio a incertezas sobre o crescimento econômico global e disputas comerciais, principalmente entre China e EUA.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,35% hoje, a 2.602,78 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,39%, a 1.294,22 pontos, num dia em que investidores ignoraram dados oficiais mostrando expansão mais fraca do que se previa nos setores industrial e de serviços da China em outubro, um novo fator de risco para a economia mundial.

Ao longo de outubro, por outro lado, o Xangai acumulou queda de 7,7%, a maior desde junho, e o Shenzhen sofreu um tombo de cerca de 10%.

Em Tóquio, o Nikkei foi beneficiado pela fraqueza do iene ante o dólar durante a madrugada, terminando a sessão em alta de 2,16%, a 21.920,46 pontos. Neste mês, porém, a perda do índice japonês foi de 9,1%, a mais expressiva desde maio de 2010.

Como já se esperava, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu manter sua política monetária inalterada, após reunião de dois dias concluída hoje. Por sete votos a dois, o banco central japonês deixou a taxa de depósitos de curto prazo em -0,1% e manteve a meta para os juros dos bônus do governo japonês (JGBs) em torno de 0%.

As vendas no varejo da Alemanha tiveram alta marginal de 0,1% em setembro ante agosto, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado frustrou analistas consultados pela Trading Economics, que previam alta maior nas vendas, de 0,5%.

Na comparação anual, as vendas no varejo alemão sofreram queda de 2,6% em setembro, contrariando a projeção do mercado, que era de alta de 1,9%.

O indicador de vendas no varejo alemão é volátil e sujeito a grandes revisões. Por esse motivo, economistas normalmente acompanham os números mensais com cautela e levam mais em consideração as médias em três meses. 

A Smiles anuncia lucro líquido de R$ 212,1 milhões no terceiro trimestre, queda de 37,5% sobre o mesmo período do ano passado. "Desconsiderando os efeitos extraordinários dos resultados do 3T17 e 3T18, o lucro líquido atingiu R$ 153,5 milhões no 3T18, aumento de 4,8% em relação ao 3T17", diz a mensagem da administração que acompanha o demonstrativo financeiro.

O lucro do Banco Santander Brasil foi de 663 milhões de euros no terceiro trimestre do ano, de acordo com divulgação feita pela instituição espanhola. O resultado é maior do que a cifra vista no segundo trimestre (648 milhões de euros) e também superior aos 569 milhões de euros (considerando o câmbio constante) registrados de julho a setembro do ano passado.

A Telefónica aumentou em 36% o lucro no terceiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando 1,14 bilhão de euros (US$ 1,3 bilhão). Segundo a empresa, o bom resultado está ligado ao crescimento de clientes e a uma decisão judicial favorável no Brasil. Por outro lado, a receita caiu 8,3% no período, para 11,7 bilhões de euros.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), encerrou no fim da tarde as votações da Casa. O requerimento de urgência para votação do projeto de lei da cessão onerosa foi lido nesta terça-feira, ontem, (30), mas ficou para ser votado nesta quarta-feira (31). Eunício convocou sessão plenária para esta quarta (31), às 16h.

O requerimento é de autoria do líder do governo na Casa, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que já obteve o número de assinaturas necessárias para colocar o pedido em votação. Se o requerimento for aprovado nesta quarta, o projeto de lei já pode entrar na pauta do Senado. A votação do projeto de lei, no entanto, depende de acordo com os líderes da Casa.

O setor privado dos Estados Unidos criou 227 mil empregos em outubro, segundo pesquisa com ajustes sazonais divulgada hoje pela ADP. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam a geração de 180 mil postos de trabalho.

A ADP também revisou a criação de vagas de setembro, de 230 mil originalmente para 218 mil.

A pesquisa da ADP é considerada uma prévia do relatório de empregos dos EUA, que inclui dados do setor público e será divulgado na sexta-feira (02).

O gráfico diário do IBOV mostra uma forte reação na sessão de ontem, após a média móvel de 21 períodos ser testada e respeitada na segunda-feira.

Na abertura de hoje (31), o benchmark certamente irá testar a resistência 87.333 e deverá haver um rompimento logo no início dos negócios.

O desafio será trabalhar e permanecer acima da mesma, o que não será fácil.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 30 de outubro de 2018

O dia após as eleições


Bom dia, investidor!

Após o "pregão mais louco da história", no "dia após as aleições", hoje será de fato o dia "D", com os investidores refletindo e ponderando >>> LEIA MAI S >>>

Gráfico de ontem e início do pregão agora às 10h20
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As bolsas asiáticas fecharam em alta quase generalizada nesta terça-feira, ajudadas por uma recuperação dos mercados chineses após um órgão regulador em Pequim prometer acelerar reformas com o objetivo de impulsionar investimentos.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,02%, a 2.568,05 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,94%, a 1.276,45 pontos. No pregão anterior, tanto o Xangai quanto o Shenzhen haviam caído mais de 2%. Ações de corretoras se destacaram hoje, com mais de dez delas atingindo o limite diário de valorização.

Os ganhos na China vieram depois que a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários do país reiterou a meta de melhorar a liquidez do mercado e prometeu que irá incentivar recompras de ações, fusões e aquisições por empresas de capital aberto, reduzir a burocracia e criar condições de igualdade para investidores.

Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que Washington "fará um ótimo acordo com a China", num momento em que as duas maiores economias do mundo estão engajadas numa disputa comercial. O comentário veio após matéria da Bloomberg sobre suposto plano do governo Trump de impor tarifas a todas as importações chinesas, notícia que ajudou a derrubar as bolsas de Nova York ontem.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta de 1,45% em Tóquio hoje, a 21.457,29 pontos, impulsionado por papéis dos setores financeiro e de eletrônicos; enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,93% em Seul, a 2.014,69 pontos, ajudado por ações de tecnologia; e o Taiex registrou ganho marginal de 0,10% em Taiwan, a 9.526,11 pontos. A exceção foi o Hang Seng, que caiu 0,91% em Hong Kong, a 24.585,53 pontos, num ajuste de fim de pregão.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contrariou, em duas entrevistas exibidas na noite desta segunda-feira, declarações dadas mais cedo nesta segunda-feira pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), para quem a tendência é apresentar um novo projeto da reforma da Previdência no ano que vem.

Em entrevista gravada à tarde e exibida à noite pela RedeTV!, o presidente eleito afirmou que irá à capital do País na semana que vem tratar desse assunto. "Antes mesmo de assumir, vou a Brasília na próxima semana buscando aprovar alguma coisa da reforma da Previdência", disse Bolsonaro, quando questionado sobre qual a primeira medida que pretende tomar ao assumir o cargo.

Em outra entrevista, exibida também no início da noite pela TV Record, Bolsonaro afirmou que vai buscar aprovar, "se não com todo, com parte do que está sendo proposto [pelo governo do presidente Michel Temer], o que evitaria problemas para o futuro governo".

Durante a manhã, Lorenzoni, futuro ministro da Casa Civil, disse a diferentes rádios que o projeto encampado pelo atual governo está "descartado". Apesar de dizer que há "unanimidade" sobre essa visão dentro da equipe bolsonarista, Lorenzoni admitiu à Rádio Eldorado que estava falando em nome próprio.

O cobre opera em território negativo nesta terça-feira, pressionado pelo movimento no câmbio. O dólar mais valorizado torna o metal mais caro para os detentores de outras moedas, o que reduz o apetite dos investidores.

O cobre para três meses tinha baixa de 0,4%, a US$ 6.108 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 9h30 (de Brasília). O cobre para dezembro caía 1,20%, a US$ 2,7075 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O recuo do metal ocorre mesmo com a baixa em estoques monitorados pela LME.

Ontem, os contratos fecharam estáveis, de olho no câmbio e também nos sinais da economia global, que podem influenciar a oferta e a demanda.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio caía 0,08%, a US$ 1.976,50 a tonelada, o zinco recuava 0,28%, a US$ 2.600 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,10%, a US$ 19.090 a tonelada, o níquel subia 0,17%, a US$ 11.755 a tonelada, e o chumbo tinha queda de 1,10%, a US$ 1.940 a tonelada.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,9% no trimestre encerrado em setembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,4%. No trimestre encerrado em agosto, o resultado ficou em 12,1%. No trimestre encerrado em junho, a taxa era de 12,4%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.222 no trimestre terminado em setembro. O resultado representa alta 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ R$ 200,7 bilhões no trimestre encerrado em setembro, alta de 2,2% ante igual período do ano anterior. 

O Itaú Unibanco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,454 bilhões no terceiro trimestre deste ano, cifra 3,2% superior à do mesmo intervalo de 2017. O desempenho do banco foi influenciado, conforme relatório que acompanha as demonstrações financeiras da instituição, por um menor custo do crédito e crescimento da margem financeira com clientes.

Os efeitos positivos que beneficiaram o desempenho do banco no período foram compensados por maiores despesas não decorrentes de juros em meio ao reforço que a instituição fez de suas equipes comerciais, em especial na rede de agências, seguros e adquirência. Houve também, conforme o banco, o impacto sazonal do acordo coletivo, além do efeito da variação cambial nas despesas na América Latina.

A carteira de crédito total ajustada do banco encerrou setembro em R$ 636,4 bilhões, aumento de 2,1% ante junho. Em um ano, quando a cifra foi de R$ 575,2 bilhões, foi visto aumento de 10,6%.

Em nota à imprensa, o presidente do Itaú, Candido Bracher, afirmou que a instituição segue observando uma “demanda saudável” por crédito tanto de pessoas físicas quanto de micro, pequenas e médias empresas. “Nesse terceiro trimestre de 2018, concedemos 38% mais créditos para pessoas físicas e 22% mais créditos para micro, pequenas e médias empresas no Brasil em relação ao mesmo período de 2017”, disse o executivo. “A melhoria dos indicadores de inadimplência dessas carteiras ao longo do ano tem evidenciado a qualidade dessa originação de crédito.”

Os ativos totais do Itaú alcançaram R$ 1,613 trilhão no terceiro trimestre, aumento de 10% em um ano. Já o patrimônio líquido somou R$ 125,035 bilhões de julho a setembro, incremento de 1,1%. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) ficou em 21,3% ao fim de setembro, contra 21,6% um ano antes.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark ainda em tendência de alta, sem dúvida nenhuma, porém com a venda pressionando os preços na sessão de ontem, o dia após as eleições.

Na minha leitura, essa tendência seria posta em cheque somente abaixo de 81.790, topo anterior, marcado em agosto de 2018.

Hoje será de fato o dia "D", com os investidores refletindo e ponderando sobre o momento, avaliando se existe mais espaço para cair ou se a queda é sinônimo de oportunidade.

Abaixo de 82.600 deveremos ter um teste do decisivo 81.790.

Se mostrar resiliência e operar acima da média móvel de 21 períodos atrairá compradores.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Eleições e balanços trazem baixas a ações e mercadorias


Bom dia, investidor!

>>> LEIA HOJE >>> As bolsas mundiais operam em baixa significativa nesta sexta-feira, após decepção ontem à noite com balanços trimestrais de gigantes da tecnologia nos EUA. O mau humor nos mercados acionários acabou contaminando commodities, como o petróleo e os metais básicos.
>>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, em meio à retomada de preocupações com a perspectiva da economia global e diante do fraco desempenho dos futuros de índices acionários de Nova York durante a madrugada.

Ontem, as bolsas dos EUA tiveram um pregão de fortes ganhos - de cerca de 1,6% a 3% -, em um dia de correção após a acentuada desvalorização recente. No entanto, após o encerramento do pregão de quinta-feira, Amazon e Alphabet (controladora do Google) divulgaram balanços trimestrais decepcionantes que pressionaram os negócios do after hours em Nova York e mantiveram os índices futuros americanos em baixa acentuada ao longo da madrugada.

Na China, as perdas dos mercados foram contidas hoje. O Xangai Composto caiu 0,19%, a 2.598,85 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,17%, a 1.290,62 pontos. Apesar do tom negativo desta sexta, o Shanghai e o Shenzhen acumularam na semana altas de 1,9% e 2,1%, respectivamente, graças principalmente a planos de incentivos fiscais revelados por Pequim no último fim de semana.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei teve baixa de 0,40%, a 21.184,60 pontos, renovando mínima desde 29 de março. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, está no meio de uma visita oficial à China, durante a qual foram assinados memorandos de cooperação em infraestrutura e um acordo de swap cambial equivalente a quase US$ 29 bilhões.

A volatilidade nos mercados acionários globais e o dólar mais forte pesam nos contratos futuros de petróleo, que operam em queda de mais de 1% na manhã desta sexta-feira.

Na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para entrega em dezembro caía 1,25%, para US$ 75,93, enquanto o WTI para entrega no mesmo mês, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), recuava 1,49%, para US$ 66,63 por barril.

No início de outubro, o declínio mais rápido do que o esperado no fornecimento de óleo do Irã no período que antecede a imposição de sanções americanas à indústria petrolífera do país persa, em 5 de novembro, deu gás aos preços da commodity. No entanto, o foco dos investidores passou a ser a desaceleração do crescimento econômico global, fazendo com que os mercados acionários perdessem força em todo o mundo, pesando nos preços do petróleo.

Os futuros do óleo também estão sob pressão depois de comentários do ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, de que o país poderia elevar a produção de petróleo para 11 milhões de barris por dia, um avanço em relação à oferta de 10,7 milhões de barris diários atualmente. 

Os futuros de cobre operam em baixa na manhã desta sexta-feira, pressionados justamente pela queda de mais de 1% do petróleo e por uma onda de turbulência nos mercados acionários.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1%, a US$ 6.136,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 1,31%, a US$ 2,7185 por libra-peso.

As bolsas mundiais operam em baixa significativa nesta sexta-feira, após decepção ontem à noite com balanços trimestrais de gigantes da tecnologia nos EUA. O mau humor nos mercados acionários acabou contaminando commodities, como o petróleo e os metais básicos.

Nas últimas semanas, investidores têm se preocupado com uma série de fatores, incluindo a perspectiva de crescimento global, diante da desaceleração da economia chinesa; problemas orçamentários na Itália; o isolamento da Arábia Saudita após a suspeita morte de um jornalista saudita dissidente na Turquia; e ameaças à liderança da primeira-ministra britânica Theresa May, em meio a dificuldades de seu governo para fechar um acordo sobre o Brexit - a retirada do Reino Unido da União Europeia.

Além disso, o índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, também contribuindo para tornar o cobre e outros metais menos atraentes para operadores que utilizam outras divisas.

A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, confirmou, na manhã de hoje, a nomeação de Paulo Caffarelli, presidente do BB, para comandar a adquirente a partir do dia 05 de novembro. Seu nome, de acordo com fato relevante enviado ao mercado, foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração da companhia. A posse efetiva do executivo depende de homologação por parte do Banco Central.

A Cielo ficou por mais de dois meses sem comando. Eduardo Gouveia alegou questões de foro pessoal e familiar para deixar em agosto a adquirente, após um ano e meio no cargo. Com a chegada de Caffarelli, a Cielo terá mais um novo presidente em menos de dois anos.

No documento, assinado pelo presidente do conselho de administração da Cielo, Marcelo Noronha, é destacado o trabalho que o executivo fez à frente do BB, marcado pelo foco na eficiência operacional da instituição, com resultados claros e positivos no sentido de maior obtenção de retorno a seus acionistas.

O EWZ apontava para uma abertura em forte baixa aqui no Brasil, mas após a pesquisa XP e PIB norte-americanos os negócios viraram e houve forte recuperação no mercado futuro.

Assim sendo a abertura deverá ser positiva, após o benchmark testar e respeitar a média móvel de 21 períodos na sessão de ontem.

Houve também um rompimento falso da LTA reforçada em azul que guia os preços desde o início de setembro.

Deveremos ter forte volatilidade.




Bons negócios!

Boas eleições!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Enorme volatilidade do mercado acionário global



Bom dia, investidor!

DJ perde 2.4% e SP 3% - Nikkei -3.7% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em forte baixa nesta quinta-feira, reagindo a um novo tombo dos mercados acionários dos EUA, em meio a uma persistente onda de aversão a risco alimentada por uma série de fatores.

Nos negócios de ontem, os índices acionários Dow Jones e S&P 500 terminaram o pregão em baixa de 2,41% e 3,09% em Nova York, respectivamente, apagando os ganhos acumulado no ano, enquanto o Nasdaq sofreu um tombo de 4,43%, engatando correção técnica.

Nas últimas semanas, o apetite por ações vem sendo prejudicado por múltiplas preocupações, que incluem a desaceleração da China - que ameaça o desempenho econômico global -, o impasse orçamentário da Itália, o isolamento da Arábia Saudita após a morte de um jornalista saudita dissidente na Turquia, e dificuldades nas negociações do Brexit - processo para retirar o Reino Unido da União Europeia - que ameaçam a liderança da primeira-ministra britânica, Theresa May.

No Japão, assim como em Nova York na véspera, as ações mais afetadas foram as de tecnologia e o índice Nikkei caiu 3,72% em Tóquio hoje, a 21.268,73 pontos, atingindo o menor nível desde 29 de março.

Na China, por outro lado, os mercados ficaram relativamente estáveis, após registrarem variações extremas - para cima e para baixo - em pregões recentes. Ajudado por papéis financeiros, o índice Xangai Composto apagou perdas da sessão da manhã e terminou o dia com alta marginal de 0,02%, a 2.603,80 pontos. Já o menos abrangente Shenzhen Composto teve baixa moderada de 0,34%, a 1.292,80 pontos.

Fora da China continental, em Hong Kong, o Hang Seng apresentou queda de 1,01%, a 24.994,46 pontos, influenciado por ações de tecnologia e do setor financeiro.

Os futuros de cobre operam em leve alta nesta manhã, apagando perdas da madrugada à medida que a principal bolsa chinesa se recuperou e se esquivou de um forte movimento de queda que dominou a maior parte dos mercados acionários da Ásia.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,3%, a US$ 6.194,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,11%, a US$ 2,7605 por libra-peso.

A China tem forte influência nos negócios com cobre e outros metais básicos, uma vez que é o maior consumidor mundial dessas commodities.

Entre outros metais na LME, predominava o viés negativo. No horário indicado acima, o alumínio cedia 0,27%, a US$ 1.998,50 por tonelada, o zinco caía 0,51%, a US$ 2.652,00 por tonelada, o estanho diminuía 0,52%, a US$ 19.245,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,15%, a US$ 2.002 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o níquel tinha ligeira alta de 0,04%, a US$ 12.220,00 por tonelada. 

Após recuarem mais cedo, acompanhando o mau humor de ontem nos mercados acionários, os preços do petróleo passaram a subir depois que o procurador-geral da Arábia Saudita disse ter recebido relatório que afirma que a morte do jornalista Jamal Khashoggi foi premeditada. Investidores temem que o agravamento da situação leve o reino a um isolamento.

O procurador-geral da Arábia Saudita disse que as provas entregues pela Turquia indicam que o assassinato de Khashoggi foi premeditado, um sinal que Riad está se afastando de uma afirmação anterior de que a morte foi um acidente. Khashoggi, um crítico do governo, foi morto dentro do consulado do reino em Istambul no dia 2 de outubro.

Apesar da alta, os preços permanecem sob pressão em meio à volatilidade do mercado acionário global e às preocupações com o enfraquecimento do crescimento econômico.

Às 9h48 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,30% na Nymex, a US$ 67,02 por barril, enquanto o Brent para o mesmo mês avançava 0,51% na ICE, a US$ 76,56 por barril.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,52% na terceira quadrissemana de outubro, repetindo a variação observada na segunda quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na terceira prévia de outubro, avançaram em ritmo mais intenso ou reduziram queda os segmentos de Alimentação (de 0,84% na segunda quadrissemana a 1,12% na terceira) e Vestuário (de -0,09% a -0,02%).

Por outro lado, perderam força os componentes de Habitação (de 0,35% a 0,26%), Transportes (de 0,91% a 0,72%), Despesas Pessoais (de 0,34% a 0,19%), Saúde (de 0,60% a 0,55%) e Educação (de 0,05% a 0,02%).

A Ambev registrou no terceiro trimestre lucro atribuído ao controlador de R$ 2,831 bilhões. O resultado se compara a R$ 200 mil registrados em igual período do ano passado, quando o resultado havia sido afetado por uma provisão para o Programa Especial de Regularização Tributária (PERT).

O lucro líquido ajustado foi de R$ 2,907 bilhões, queda de 10,2% sobre o mesmo período do ano passado, quando era de R$ 3,236 bilhões. A fabricante de bebidas apresenta o resultado com um impacto contábil da hiperinflação argentina. Após a categorização da Argentina como um país com a taxa de inflação acumulada em três anos superior a 100%, aplicou-se a norma "Contabilidade e Evidenciação em Economia Altamente Inflacionária" (IAS 29), do padrão IFRS, que resultou em ajuste positivo de R$ 115,4 milhões no resultado financeiro, impacto negativo no lucro líquido de R$ 273,4 milhões, e impacto negativo no lucro líquido ajustado de R$ 275,7 milhões.

No radar está mais uma pesquisa Datafolha, que será divulgada à noite, depois do mal-estar ontem com a recente sondagem do Ibope, que apontou Jair Bolsonaro (PSL) com 57% da preferência, porém, com dois pontos a menos que na apuração anterior, enquanto o adversário do PT, Fernando Haddad, ficou com 43%.

Novos nomes cogitados para composição da equipe econômica e os planos dos futuros governos seguem ainda no foco. Ontem, Bolsonaro recuou da proposta de fundir o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) com os da Fazenda e do Planejamento, caso seja eleito. O candidato indicou que, se eleito, poderá compor seu ministério com nomes do DEM. 

O advogado Gustavo Bebianno, que é cogitado para ser ministro da Justiça, disse ser positiva para a governabilidade a aproximação com partidos da centro-direita e do centro, como DEM e MDB. A Frente Parlamentar da Agropecuária deve indicar nomes para o cargo de ministro da Agricultura em eventual governo do ex-capitão. A bancada ruralista é outro pilar de apoio do candidato no Congresso além dos evangélicos, e estão sendo avaliados a indicação de nomes militares para presidir a Petrobras, caso seja eleito.

O IBOV cedeu forte na sessão de ontem, chegando bem perto da média móvel de 21 períodos.

Além da média citada, temos suporte em 82.600, cuja perda projetaria o topo de agosto em 81.790.

A abertura é positiva, pois temos um repique no exterior. Na figura a abertura até 10h52 - clique para ampliar.

O desafio será sustentar a pressão compradora ao longo da sessão, pois tivemos um triângulo simétrico acionado, o que não impede o mercado de repicar até a LTB (reta vermelha tracejada), média móvel de 5 períodos ou mesmo a linha inferior do triângulo perdida na véspera.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

IBOV só se define com eleição


Bom dia, investidor!

Estrangeiros vendidos e institucionais comprados definem IBOV >>> LEIA MAIS >>>

Após a forte queda de ontem, as bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações moderadas nesta quarta-feira enquanto investidores ponderam uma série de riscos econômicos e geopolíticos.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,33% hoje, a 2.603,30 pontos, apagando apenas uma fração do tombo de 2,3% do pregão anterior, ajudado por ações de bancos e de outras empresas com elevado valor de mercado. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups de tecnologia, caiu 0,24%, a 1.297,22 pontos.

Nas sessões mais recentes, os mercados chineses tiveram flutuações extremas, para cima ou para baixo, às vezes influenciados por expectativas de mais medidas de estímulos de Pequim e outras por temores relacionados à desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei avançou 0,37% em Tóquio, a 22.091,18 pontos, impulsionado por ações de varejistas, mas o Hang Seng cedeu 0,38% em Hong Kong, a 25.249,78 pontos, o Taiex registrou baixa de 0,16% em Taiwan, a 9.759,40 pontos, e o sul-coreano Kospi recuou 0,40% em Seul, a 2.097,58 pontos. Ainda que modestas, as quedas levaram o Hang Seng, o Taiex e o Kospi a seus menores níveis em 17, 18 e 19 meses, respectivamente.

Além de preocupações com o desempenho econômico da China, continuam no radar o impasse orçamentário da Itália, as dificuldades do Reino Unido de fechar um acordo para o Brexit - como é conhecido o processo para a retirada do país da União Europeia - e o isolamento da Arábia Saudita após a recente morte de um jornalista dissidente saudita na Turquia.

Os contratos futuros de cobre operam em território positivo neta quarta-feira, recuperando-se em parte das quedas de ontem, quando preocupações com a trajetória econômica da China e a fraqueza dos mercados acionários influíram negativamente. A retomada do metal, porém, era contida pela força do dólar.

O cobre para três meses subia 0,30%, a US$ 6.204 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 9h10 (de Brasília). O cobre para dezembro avançava 0,38%, a US$ 2,7685 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,1%, a US$ 2.005 a tonelada, o zinco avançava 1,05%, a US$ 2,694 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,52%, a US$ 19.350 a tonelada, o níquel operava estável, a US$ 12.935 a tonelada, e o chumbo subia 0,6%, a US$ 2.015,50 a tonelada. 

Apesar de o candidato Jair Bolsonaro (PSL) continuar como favorito nas intenções de voto para o segundo turno da campanha presidencial, o desempenho do presidenciável do PT, Fernando Haddad, melhorou em meio ao eleitorado evangélico, conforme pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem.

Na última semana, Haddad intensificou sua campanha entre evangélicos e fez uma série de acenos ao segmento com o discurso de que a campanha do adversário dissemina notícias falsas sobre ele em temas sensíveis aos cristãos. O petista se reuniu com pastores, fez uma carta de compromisso em defesa da vida e da família, aumentou as citações a Deus em seus discursos e ainda mudou seu programa de governo em pontos que falam sobre drogas e público LBGT.

Na pesquisa, Bolsonaro tem 57% das intenções de votos válidos e Haddad aparece 43%. Entre os evangélicos, Bolsonaro caiu de 74% para 68% e Haddad subiu de 26% para 32%. O cenário desconsidera votos brancos, nulos e indecisos.

O porcentual de evangélicos que dizem não votar de jeito nenhum em Fernando Haddad caiu de 60% para 48%. Já o índice desse eleitorado que declara voto convicto no petista subiu de 16% para 22%. A rejeição de evangélicos ao candidato do PSL, por sua vez, aumentou de 23% para 29% e a convicção de votar nele caiu de 55% para 43% no segmento.

A pesquisa foi realizada dos dias 21 a 23 de outubro de 2018 com 3.010 votantes. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S.Paulo e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07272/2018. 

A Weg, fabricante de motores e tintas e vernizes, encerrou o terceiro trimestre com alta de 22,2% no lucro líquido, para R$ 381,430 milhões, em comparação com o mesmo perído do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também subiu, 25,9%, para R$ 489,022 milhões, porém a margem ficou em 15,1%, abaixo da registrada um ano antes, de 16,0%. Em relatório da administração que acompanha o informe de resultados, a companhia explica a queda pelos impactos da aquisição da WEG Transformers USA, o crescimento rápido dos novos negócios - como geração solar, com característica de margens operacionais mais baixas - e ainda volatilidade cambial nos custos de materiais.

A Fibria registrou lucro líquido de R$ 1,130 bilhão no segundo trimestre de 2018, 52% superior aos R$ 743 milhões informados um ano antes. No segundo trimestre, entretanto, a companhia obteve prejuízo líquido de R$ 210 milhões.

No período, a companhia reportou Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorde de R$ 3,269 bilhões, elevação de 160% em um ano e de 31% em relação ao segundo trimestre. A margem Ebitda pro-forma, que exclui a venda de celulose proveniente do contrato com a Klabin, passou de 58% em junho para 63%. Em setembro de 2018, essa margem estava em 49%.

Entre julho e setembro, a receita líquida também foi recorde, somando R$ 5,836 bilhões, expansão de 105% frente ao mesmo intervalo de 2017 e de 24% na comparação com o trimestre anterior.

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 24, a Operação Olhos de Lince, com o objetivo de combater crimes relacionados às eleições 2018. A investigação é resultado do acompanhamento que a PF vem fazendo nas redes sociais e entre os crimes em apuração estão a violação do sigilo do voto e a incitação ao crime de homicídio. A instituição informa que agentes cumprem mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um triângulo simétrico, com os preços operando em contração e chegando próximo de uma definição, uma vez que estão colados ao vértice da figura.

O momento reflete a briga dos estrangeiros (vendidos) e institucionais (comprados).

Para colocar mais pimenta no acarajé, temos uma linha de retorno (tracejada em azul) e uma LTB (tracejada em vermelho) como máxima e mínima de ontem.






Bons negócios!


Wagner Caetano
, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 23 de outubro de 2018

IBOV em ponto decisivo


Bom dia, investidor!

IBOV testa tendência de alta e de baixa em triângulo >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam os negócios desta terça-feira com fortes perdas generalizadas, interrompendo o tom positivo dos dois pregões anteriores, em meio a renovadas preocupações com a saúde da economia chinesa e com uma série de fatores geopolíticos.

Na China, o índice Xangai Composto sofreu uma queda de 2,26% hoje, a 2.594,83 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,92%, a 1.300,29 pontos. As perdas vieram após os mercados chineses embarcarem no maior rali em dois dias desde 2015 entre sexta-feira e ontem, em reação a comentários de autoridades em Pequim que buscaram restabelecer a confiança na economia e à revelação de planos do governo do país de reduzir o imposto de renda pessoal e incentivar empresas do setor privado.

A "intervenção verbal" de dirigentes chineses e os planos de estímulos vieram depois que o Produto Interno Bruto (PIB) da China decepcionou no terceiro trimestre, ao mostrar expansão anual de 6,5%, menor do que previam analistas (+6,6%) e também abaixo do avanço de 6,7% observado no segundo trimestre.

Apesar das iniciativas de Pequim, o analista de pesquisa de mercados da Fidelity International, Ian Samson, se diz bastante cético. "É uma coisa de sentimento e a atual desaceleração (chinesa) é bastante natural, mas continuará pesando no crescimento global", avaliou.

Há também no radar uma série de questões geopolíticas que tendem a gerar aversão a risco, e consequentemente, prejudicar os mercados acionários. É o caso da polêmica em torno do plano orçamentário da Itália, que está em conflito com a União Europeia sobre o nível de déficit fiscal que deve buscar, as dificuldades que a primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta para fechar um acordo sobre o chamado Brexit e o isolamento da Arábia Saudita após o assassinato de um jornalista dissidente no consulado saudita em Istambul.

Os futuros de cobre operam em baixa na manhã desta terça-feira, em meio a preocupações renovadas com o ritmo de crescimento da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

Às 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,7%, a US$ 6.182,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro recuava 0,86%, a US$ 2,7615 por libra-peso.

Entre outros metais na LME, a tendência era majoritariamente negativa. No horário indicado acima, o alumínio tinha baixa de 0,17%, a US$ 2.006,50 por tonelada, o zinco diminuía 0,21%, a US$ 2.650,00 por tonelada, o estanho cedia 0,21%, a US$ 2.605,50 por tonelada, e o níquel caía 0,56%, a US$ 12.385,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o chumbo subia 0,55%, a US$ 2.012,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta terça-feira, com o Brent abaixo de US$ 80 o barril após a Arábia Saudita afirmar que pretende elevar sua produção. Além disso, o menor apetite por risco nos mercados acionários influi negativamente.

À 9h05 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro recuava 1,57%, a US$ 68,27 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro caía 1,90%, a US$ 78,31 o barril, na ICE.

O ministro da Energia saudita, Khalid al-Falih, teria falado a uma agência de notícias russa na segunda-feira que seu país pretende elevar a produção para 11 milhões de barris por dia (bpd). Atualmente, os sauditas produzem 10,7 milhões de bpd. Analista da corretora PVM Oil Associates, Tamas Varga diz que o compromisso saudita pesa sobre os preços. Segundo Varga, o compromisso parece ser mais um aceno político, já que para o restante deste ano o mercado global parece equilibrado.

A declaração de Falih é dada em momento de maior tensão entre a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo global, e o Ocidente por causa da morte do jornalista dissidente saudita Jamal Khashoggi, visto pela última vez entrando no consulado saudita em Istambul. Analistas especulam se os EUA ou outro país ocidental poderia impor sanções contra a Arábia Saudita, o que poderia levar Riad a retaliar e tenderia a elevar os preços do petróleo.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não acredita em uma "virada" de Fernando Haddad (PT) na corrida pelo Planalto. "Mas não posso dar nenhuma canelada. Acho que não tem como virar esse jogo, mas temos que nos manter mobilizados até o final do segundo tempo", disse, em entrevista ao programa Conexão Repórter, do SBT, exibido na madrugada desta terça-feira, 23. 

Sobre a denúncia de apoio de empresários à sua campanha por meio de disparos de notícias contra o PT, ele disse que nunca participou de nenhum ato ilegal. "Nós não precisamos de fake news contra o PT, apenas com verdades desmontamos a farsa da candidatura de [Fernando] Haddad."

O candidato disse que tem conversas avançadas com o tenente coronel da Aeronáutica Marcos Pontes para assumir um dos ministérios (provavelmente o da Ciência e Tecnologia), em caso de vitória na corrida pelo Planalto. "Ele é patriota, tem conhecimento e iniciativa. Esses pré-requisitos é o que nós queremos para os ministérios", afirmou.

Bolsonaro ainda afirmou que pretende ligar para o juiz Sérgio Moro, após eventual vitória. "Sempre disse que gostaria de ter no STF ministros com o perfil dele. Nunca conversei com ele, se eu dissesse que vou convidar ele agora, não sei qual seria a resposta", afirmou, ao ser questionado se Moro poderia ser indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou ocupar o Ministério da Justiça.

Bolsonaro voltou a defender o ex-chefe do DOI-CODI Coronel Carlos Alberto Ustra. Apesar de dizer que "nada justifica a tortura", o candidato ao Planalto afirmou que Ustra, reconhecido como torturador, "prestou um grande serviço ao País, ninguém pode negar". Segundo ele, Ustra buscava desmobilizar grupos terroristas. "Do outro lado, estava José Dirceu, Dilma Rousseff."

Bolsonaro ainda admitiu que havia "alguma" censura no período da ditadura militar, mas tentou justificá-la ao dizer que certas reportagens proibidas eram, na verdade, ordens "para terroristas tomarem alguma decisão". 

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto decisivo, sendo esse a linha alta de um triângulo simétrico.

Ademais, o fechamento foi colado na linha superior do canal de alta tracejado em azul, o que reforça a região como uma forte resistência.

Assim sendo o caminho mais natural para essa terça-feira seria de uma sessão baixista, o que poderia levar o mercado a testar a junção da LTB (reta vermelha pontilhada) e a parte baixa do triângulo, onde está circulado em azul.





Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Bolsas na Ásia, metais e petróleo em alta


Bom dia, investidor!

Altas no mundo e tendência de curto prazo orientam o IBOV hoje >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas chinesas deram continuidade a um rali nesta segunda-feira e outros mercados da Ásia seguiram o tom positivo, em meio a expectativas de novas medidas de estímulos do governo da China.

Em entrevista ao Shanghai Securities News, o assessor de política do Banco do Povo da China (PBoC) Ma Jun afirmou que Pequim planeja novas iniciativas, incluindo um grande corte de impostos e taxas que pode superar 1% do Produto Interno Bruto (PIB) chinês. Os comentário de Mai vieram depois que Pequim revelou no fim de semana um plano preliminar de reduções no imposto de renda, que a Citi Research classificou como "generoso" e que será "o catalisador crucial para a possível recuperação do consumo".

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto fechou em alta de 4,09% hoje, a 2.654,88 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups de tecnologia, subiu 4,90%, a 1.325,73 pontos. Foram os maiores saltos em um único dia do Xangai e do Shenzhen desde março de 2016 e novembro de 2015, respectivamente.

O rali se seguiu a ganhos de cerca de 2,6% de ambos os índices chineses na sexta-feira (19), quando várias autoridades em Pequim se manifestaram para tranquilizar investidores após a publicação de dados trimestrais do PIB que vieram abaixo do esperado.

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta significativa na manhã desta segunda-feira, reagindo ao prosseguimento de um rali nas bolsas chinesas.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,10%, a US$ 6.289,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro avançava 1,44%, a US$ 2,8180 por libra-peso.

Como a China responde por cerca de metade da demanda global por metais básicos, essas commodities são bastante influenciadas por notícias do gigante asiático.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram unânimes. No horário indicado acima, o alumínio tinha alta de 1,15%, a US$ 2.029,50 por tonelada, o zinco subia 1,52%, a US$ 2.663,00 por tonelada, o estanho ganhava 0,29%, a US$ 19.190,00 por tonelada, o níquel avançava 1,28%, a US$ 12.640,00 por tonelada, e o chumbo se valorizava 1,45%, a US$ 2.024,50 por tonelada.

Os preços do petróleo operam em leve alta nesta segunda-feira de manhã, com o mercado voltando a se aproximar das sanções dos EUA contra a indústria petrolífera do Irã, que devem pressionar a oferta.

Às 9h27 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,07% US$ 69,33 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,15% a US$ 79,90 o barril, na ICE.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse no domingo que seria mais difícil para os importadores do petróleo iraniano obterem isenções dos EUA para contornar as sanções impostas por seu país a partir do dia 4 de novembro.

Em maio, o presidente Trump retirou os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano, preparando o terreno para a reinstituição das sanções. A produção e as exportações iranianas vêm caindo constantemente desde então, à medida que os compradores se preparam para que as sanções entrem em vigor. 

Após os dados mais recentes de atividade, divulgados na semana passada pelo Banco Central, a expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,34%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,35%. Para 2019, o mercado alterou a previsão de alta do PIB, de 2,50% para 2,49%, ante 2,50% de um mês antes.

No dia 17, o BC informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 0,47% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal. Em relação a agosto do ano passado, houve elevação de 2,50% pela série sem ajuste. No ano, a alta acumulada é de 1,28%.

Em setembro, o BC havia reduzido sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, a instituição anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. Essas atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 2,67%. Há um mês, estava em 2,78%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,20% para 54,00%. Há um mês, estava em 54,32%. Para 2019, a expectativa passou de 57,80% para 56,90%, ante os 57,90% de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma configuração complexa e de difícil leitura nesse momento.

Temos três tentativas de romper a linha superior do canal de alta, o que esboça um OCO.

O desenho da figura não significa, necessariamente, que ela será acionada, mas em conjunto com o saldo vendedor recente dos estrangeiros alimenta essa possibilidade.

Por outro lado a memória recente é compradora, com topos e fundos ascendentes.

Temos mais uma LTA curta, reforçada em azul no gráfico abaixo.

Seria ela uma reta pescoço?



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Crescimento chinês abaixo do esperado


Bom dia, investidor!
Saída do BC move IBOV e dólar. Dados da China abaixo do esperado; governo chinês acalma mercado.  >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com destaque para as chinesas, que embarcaram num rali à medida que autoridades de Pequim se esforçaram de maneira coordenada para tranquilizar investidores após a divulgação de números de crescimento econômico abaixo do esperado.

Tanto o Xangai Composto quanto o menos abrangente Shenzhen Composto, os dois principais índices acionários da China, tiveram idêntica valorização de 2,58% hoje. O primeiro encerrou o pregão a 2.550,47 pontos e o segundo, a 1.263,81 pontos.

Os mercados chineses haviam iniciado os negócios no vermelho, em reação à última leva de indicadores econômicos do gigante asiático. O Produto Interno Bruto (PIB) da China decepcionou no terceiro trimestre ao registrar expansão anual de 6,5%, a mais fraca desde o começo de 2009, época da crise financeira mundial. Analistas previam avanço um pouco maior, de 6,6%, e o resultado também veio abaixo do ritmo de crescimento do segundo trimestre, de 6,7%.

As bolsas chinesas, no entanto, se recuperaram depois de comentários de autoridades que se esforçaram para acalmar investidores. O maior impulso veio após o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, considerado o guru econômico do presidente Xi Jinping, pedir confiança na perspectiva econômica do país. Antes dele, os chefes dos três principais órgãos regulatórios financeiros chineses já haviam divulgado comunicados na mesma linha.

Outros dados da economia chinesa vieram mistos, com a produção industrial aumentando mais do que se previa e as vendas no varejo e os investimentos em ativos fixos superando as expectativas.

Desde o começo do ano, porém, o Xangai Composto acumula perdas de 23%, mostrando o pior desempenho entre os principais índices acionários do mundo. Já o mercado menor de Shenzhen, onde são negociadas muitas empresas de tecnologia, apresenta desvalorização de 33% em 2018.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,42% em Hong Kong hoje, a 25.561,40 pontos, e o sul-coreano Kospi avançou 0,37% em Seul, a 2.156,26 pontos, mas o japonês Nikkei caiu 0,56% em Tóquio, a 22.532,08 pontos, e o Taiex cedeu 0,35% em Taiwan, a 9.919,26 pontos. Ao longo da semana, Hang Seng, Kospi, Nikkei e Taiex recuaram 0,9%, 0,3%, 0,7% e 1,3%, respectivamente.

O mercado financeiro aguarda uma definição sobre quem comandará o Banco Central em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) e profissionais fazem suas apostas em torno de alguns nomes, entre eles, o do atual comandante da instituição, Ilan Goldfajn.

Na tarde de ontem (18), quinta-feira, surgiram rumores de que Ilan não ficaria no cargo, o que causou a ampliação de perdas que os ativos já carregavam ao longo dia por causa principalmente do cenário externo. Dólar e juros futuros ampliaram alta e o Ibovespa encerrou o pregão bem perto da mínima do dia. Procurado, o Banco central disse que não comentaria.

As especulações começaram depois de uma reunião entre Ilan e os presidentes dos maiores bancos do País, que aconteceu anteontem. Em meio aos rumores, nomes começaram a surgir, entre eles o de Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor de Política Monetária do BC entre 1999 e 2003. Também especula-se sobre os nomes de Sérgio Eraldo, da Bozano Investimentos, João Cox, da TIM, e Pedro Jobim, economista-chefe da Legacy Capital Gestora de Recursos e ex-Santander.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, recuperando-se após dois dias seguidos de baixa. Os investidores continuam a monitorar sobretudo sinais para a oferta e a demanda, mas as tensões diplomáticas com a Arábia Saudita seguem no radar.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,68%, a US$ 69,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para dezembro avançava 0,98%, a US$ 80,07 o barril, na ICE.

Nos últimos dois dias, a forte alta nos estoques dos Estados Unidos revelada na quarta-feira pesou sobre os preços, em um quadro de mais dúvidas sobre a demanda, diante do risco de desaceleração econômica global. Analista do Julius Baer, Carsten Menke afirma que o sinal de grandes estoques provocou realização de lucros entre operadores especulativos, como fundos de hedge.

Às 14h, há expectativa pelo relatório semanal de poços e plataformas de petróleo em atividade nos Estados Unidos, elaborado pela Baker Hughes.

O episódio do desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi, um dissidente do regime saudita visto pela última vez ao entrar no consulado da Arábia Saudita na Turquia, é monitorado por investidores. Analistas em geral, porém, mostram-se céticos sobre o risco de isso provocar de fato alguma mudança na política de Riad para o petróleo, mesmo que ocorra uma deterioração na relação bilateral com os EUA. Apesar de declarações em parte críticas do presidente americano, Donald Trump, sobre o episódio, o próprio líder não dá sinais de que possa haver uma ruptura com o aliado. 

Os futuros de cobre operam em alta na manhã desta sexta-feira.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,80%, a US$ 6.181,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro avançava 0,27%, a US$ 2,7540 por libra-peso.

Apesar do tom positivo de hoje, o cobre tende a encerrar a semana com desvalorização, em meio a preocupações com a desaceleração da economia chinesa e, consequentemente, da economia mundial.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o alumínio tinha alta de 0,27%, a US$ 2.013,50 por tonelada, o zinco caía 0,09%, a US$ 2.662,50 por tonelada, o estanho subia 0,58%, a US$ 19.160,00 por tonelada, o níquel exibia ganho mais robusto, de 1,99%, a US$ 12.540,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,35%, a US$ 1.992,50 por tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação complexa, com um marobuzu de alta no pregão do dia 16/10, seguido por um candle de indefinição e ontem um marobuzu da baixa, por sua vez.

Na minha interpretação o mercado irá testar de qualquer maneira a LTA tracejada em azul e por ali será a decisão.

A abertura dessa sexta-feira ocorre em alta, com o benchmark operando sobre a LTB (reta vermelha) e tocando a média móvel de 5 períodos.

O desafio será sustentar a compra ao longo do dia.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

FED foi hawkish


Bom dia, investidor!

Ata do FED favorável ao aperto monetário derruba Ásia e deve pressionar US e BR hoje >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, seguindo o tom negativo de ontem dos mercados acionários de Nova York depois que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizou mais altas de juros no horizonte.

Após um breve respiro no pregão anterior, as bolsas chinesas tiveram perdas particularmente pronunciadas hoje e voltaram a renovar mínimas em quatro anos. O Xangai Composto caiu 2,94%, a 2.486,42 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 2,73%, a 1.232,01 pontos.

Em Tóquio, a desvalorização foi mais contida e o índice japonês Nikkei cedeu 0,80%, a 22.658,16 pontos, influenciado pelo fraco desempenho de ações de energia e do setor de automação de fábricas.

Numa ata de política monetária considerada "hawkish" - ou seja, favorável ao aperto monetário -, o Fed avaliou ontem que a força da economia americana justifica aumentos contínuos nas taxas de juros. O Fed já elevou juros em três ocasiões este ano e mais um ajuste é aguardado antes do fim de dezembro.

A China atraiu US$ 11,46 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em setembro, 8,3% mais do que em igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pelo Ministério do Comércio do país. Em agosto, o IED avançou em ritmo mais forte na comparação anual, de 11,4%.

Entre janeiro e setembro, o IED na China totalizou US$ 97,96 bilhões, representando alta de 6,4% ante o mesmo período do ano passado. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York na manhã desta quinta-feira, após as bolsas chinesas registrarem fortes perdas em meio à perspectiva de desaceleração da economia global.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,30%, a US$ 6.142,50 por tonelada, ampliando perdas acumuladas no ano a 15,3%.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha perdas de 1,24%, a US$ 2,7435 por libra-peso.

No fim da noite de hoje, serão divulgados vários indicadores chineses relevantes, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre e a produção industrial e vendas no varejo de setembro.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o alumínio se mantinha estável, a US$ 2.024,00 por tonelada, o zinco subia 0,49%, a US$ 2.679,00 por tonelada, o estanho tinha alta de 0,21%, a US$ 19.190,00 por tonelada, o níquel cedia 0,81%, a US$ 12.255,00 por tonelada, e o chumbo recuava 0,15%, a US$ 2.032,00 por tonelada. 

Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram 5 mil na semana até 13 de outubro, para 210 mil, segundo dados publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. A leitura veio em linha com a projeção de analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O dado da semana anterior foi revisado de 214 mil para 215 mil.

A média móvel nas últimas quatro semanas, que é uma medida calculada para reduzir a volatilidade do dado, avançou 2.000, para 211.750 pedidos.

Já o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos há mais de uma semana caiu 2 mil, para 1,64 milhão na semana encerrada em 06 de outubro. Esse dado sai com uma semana de atraso. 

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O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark operando longe da média móvel de 21 períodos, além de testar a linha superior de um canal de alta (reta azul).

O caminho mais natural para essa quinta-feira seria de correção moderada, na minha leitura, com perda da média móvel de 5 períodos como suporte e também da mínima de ontem (84.945).




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