terça-feira, 25 de setembro de 2018

Um olho no IBOV outro nas esquisas


Bom dia, investidor!

IBOV mostra retração expressiva, mas com pouco volume, enquanto pesquisas continuam mostranso a evolução dos candidatos >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas não tiveram sinal único, nesta terça-feira. As praças de Xangai e Tóquio fecharam em direções opostas, após não operarem na segunda-feira, com o iene mais fraco apoiando o mercado japonês, enquanto feriados locais deixaram as bolsas da Coreia do Sul e de Hong Kong fechadas hoje.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,58%, em 2.781,14 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 0,54%, a 1.502,71 pontos. As ações chinesas chegaram a reagir no meio do dia, mas não tiveram fôlego, em jornada negativa para papéis do setor imobiliário, que caiu 4,4%.

Já na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,29%, a 23.940,26 pontos. O fortalecimento do dólar ante o iene apoiou o movimento, já que isso é positivo para ações de exportadoras locais. Ainda no país, o juro do bônus de 10 anos do governo do Japão (JGB, na sigla em inglês) atingiu o maior patamar desde janeiro de 2016, em meio a um movimento global de venda de bônus soberanos e após a ata da reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). O presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, voltou a reafirmar hoje o compromisso de manter as taxas de juros "extremamente baixas por um período prolongado". Entre as ações em foco hoje, as seguradoras avançaram 1,5%, apoiadas pela alta do JGB.

Com 28% das intenções de voto, o candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, manteve-se estável na liderança das intenções de voto para o primeiro turno da disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem, segunda-feira, 24. No levantamento anterior apresentado pelo instituto, no último dia 18, o presidenciável tinha o mesmo porcentual de preferência entre o eleitorado. 

O líder nas pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL), não consegue superar nenhum adversário nas simulações de segundo turno da pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, 24. Conforme o instituto, se a segunda etapa da disputa fosse hoje, ele perderia para Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), além de só empatar com Marina Silva (Rede). 

Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) têm os eleitores mais convictos na disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 24. Entre os entrevistados ouvidos pelo instituto, 51% dos eleitores de Haddad dizem que não mudariam o voto de jeito nenhum. Por outro lado, 49% daqueles que declaram voto em Bolsonaro dizem que a decisão é definitiva. 

O cobre opera em baixa na manhã desta terça-feira, continuando a devolver ganhos da semana anterior, no dia em que a China voltou de um feriado que deixou mercados fechados. Influi ainda no mercado do metal a notícia de que o governo chinês não deve participar neste momento de conversas com os Estados Unidos sobre suas diferenças no comércio, bem como o recuo de mais cedo da Bolsa de Xangai, com ações do setor imobiliário mostrando fraqueza.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,1%, a US$ 6.292,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro recuava 0,46%, a US$ 2,8230 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores se preparam para a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de amanhã. Nesta quarta-feira, a expectativa é de alta nos juros, mas será monitorada qualquer mudança na trajetória prevista pelos dirigentes em suas projeções e ainda a entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell.

Entre os metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,32%, a US$ 2.527 a tonelada, o alumínio avançava 0,1%, a US$ 2.046 a tonelada, o estanho ganhava 0,24%, a US$ 18.935 a tonelada, o níquel operava em alta de 0,59%, a US$ 12.895 a tonelada, e o chumbo recuava 0,39%, a US$ 2.021 a tonelada. 

O petróleo opera em alta na manhã desta terça-feira, mesmo após o contrato do Brent encerrar ontem na máxima em quatro anos. A commodity é ainda apoiada pela decisão do fim de semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outras nações aliadas, como a Rússia, de manter seus níveis de produção.

Às 9h24 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,64%, a US$ 72,54 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 1,03%, a US$ 82,04 o barril, na ICE.

Reunidos na Argélia no domingo, a Opep e seus aliados reiteraram que pretendem respeitar as atuais cotas de produção, implementadas inicialmente no início de 2017. Os produtos não anunciaram planos específicos para elevar a produção, aparentemente desafiando os pedidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cartel eleve a produção para que os preços caiam.

Às 17h30 (de Brasília), o American Petroleum Institute divulga seu relatório semanal sobre estoques de petróleo nos EUA na última semana. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de correção expressivo (marobuzu), porém acompanhado de baixo volume.

Tracei retrações de Fibonacci entre o fundo recente e a máxima da semana passada, para utilizar como referência.

Na minha visão, teremos um abertura em baixa, com teste da região formada pela retração de 50% e média móvel de 21 períodos (linha vermelha), com chances de recuperação ao longo do pregão.

Clique no gráfico para ampliar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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