quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Touros encurralam ursos


Bom dia, investidor!

IBOV respeitou suporte, fez forte volume e seguem em alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, com algumas delas apoiadas pela força do setor de energia, em meio à força recente do petróleo. A Bolsa de Tóquio tem se destacado, perto de máximas que não eram vistas desde o início dos anos 1990, enquanto investidores em geral aguardavam a decisão de mais tarde do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que divulgará projeções atualizadas da economia dos Estados Unidos, em evento que ainda contará com entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,39%, em 24.033,79 pontos, se aproximando das máximas desde 1991. O índice chegou a recuar durante o pregão, mas retomou fôlego e atingiu a oitava alta seguida e a máxima em oito meses. A tendência é apoiada pela recente reeleição do premiê Shinzo Abe no comando de seu partido, pelo crescimento econômico sólido e pela política acomodatícia do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

Na China, a Bolsa de Xangai subiu 0,92%, a 2.806,81 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, avançou 0,73%, a 1.513,74 pontos. Baoshan Iron & Steel teve ganho de 1,16% e Sipopec, de 2,80%, entre os papéis ligados ao setor de energia.

Os contratos futuros de cobre operam perto da estabilidade, nesta quarta-feira, com investidores evitando grandes movimentos antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). 

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses operava estável, a 6.277,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro subia 0,04%, a US$ 2,8245 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O metal tem nesta semana corrigido parte dos ganhos da semana anterior, mas pode retomar a tendência de alta, se investidores avaliarem que a oferta apresenta menos força, em um quadro de demanda ainda resistente. Os estoques de cobre monitorados pela LME recuaram 45% nos últimos seis meses, segundo nota do ING.

O mercado cambial contribui para a calma nos metais, com o índice que mede o dólar ante uma cesta de outras moedas perto da estabilidade. Um aperto monetário nos EUA tende a impulsionar a divisa americana, mas a grande maioria dos investidores já previa há tempos uma alta de juros na reunião de hoje, preparando-se antecipadamente para ela. Mudanças nas projeções do Fed, de qualquer modo, podem influir no câmbio e, consequentemente, nos mercados de metais.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,36%, a US$ 2.525 a tonelada, o alumínio avançava 0,24%, a US$ 2.069,50 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,26%, a US$ 18.940 a tonelada, o níquel subia 0,58%, a US$ 13.030 a tonelada, e o chumbo caía 0,12%, a US$ 2.008 a tonelada. 

O petróleo opera em baixa nesta quarta-feira, mas com o Brent perto das máximas desde 2014. Os contratos têm sido apoiados nos últimos dias pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não fechar qualquer compromisso para compensar as perdas na oferta do Irã, em reunião na Argélia no último domingo.

À 9h58 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,18%, a US$ 72,15 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro recuava 0,21%, a US$ 81,70 o barril, na ICE.

Na terça-feira, o Brent chegou a 82,55 o barril, em seu maior nível desde novembro de 2014. Os preços do petróleo têm subido desde agosto, por causa das sanções dos Estados Unidos contra o Irã, que devem atingir especificamente o setor de petróleo do país persa em novembro. Neste ano, os EUA se retiraram do acordo internacional para controlar o programa nuclear de Teerã, abrindo espaço para a volta das punições econômicas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado a Opep por não agir para derrubar o preço. Analistas dizem que existe a possibilidade de que o governo libere parte de suas reservas estratégicas.

Às 11h30, será divulgado o relatório semanal de estoques de petróleo dos EUA pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

No pregão de ontem, o IBOV tocou e respeitou o duplo suporte formado pela MM21 e pela retração de 50% de Fibonacci, conforme antecipado em nosso estudo, como cenário muito provável.

Pois bem, deixou longa sombra inferior, fechando perto da máxima do dia e com forte volume.

Para essa quarta-feira, eu entendo que teremos continuidade da pressão compradora, com rompimento e consolidação acima do forte 78.785.


Assim sendo, uma sessão de alta moderada seria a minha aposta.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



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