quinta-feira, 27 de setembro de 2018

IBOV pausa para respirar


Bom dia, investidor!

IGP-M supera 10% enquanto IBOV respira em torno de 78, mirando 80K >>> LEIA MAIS >>>

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As bolsas asiáticas não tiveram sinal único nesta quinta-feira, mas as principais caíram. Os investidores avaliaram o aperto monetário de ontem nos Estados Unidos, que pressionou as bolsas de Nova York na quarta-feira. Em Tóquio, a força recente do mercado acionário e do iene deixou o índice Nikkei pressionado, enquanto na China as bolsas pioraram mais para o fim do pregão.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,99%, em 23.796,74 pontos, encerrando uma sequência de oito altas consecutivas. A força do iene prejudicou ações de exportadoras. Além disso, a bolsa local estava perto de máximas em 27 anos, o que abriu espaço para realização de lucros.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,54%, em 2.791,77 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 1,26%, a 1.494,63 pontos. O quadro piorou nas praças locais durante a tarde, sem novas notícias positivas e com empresas menores mais pressionadas. Ações do setor de saúde, por outro lado, mostraram mais força, com Hengkang Medical em alta de 10%, o limite diário.

O lucro de grandes empresas industriais da China perdeu fôlego em agosto em meio a uma desaceleração no crescimento da receita das companhias e a aumentos de preços, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. Dados mostram que o lucro do segmento industrial chinês subiu 9,2% em agosto ante igual mês do ano passado, depois de avançar em ritmo mais acentuado em julho, de 16,2%.

Entre janeiro e agosto, o lucro industrial da China teve expansão de 16,2% na comparação com igual período de 2017, acréscimo que mostra desaceleração em relação à soma de 17,1% vista no período de janeiro a julho. 

O cobre opera em território negativo nesta quinta-feira, devolvendo ganhos da semana passada. O dólar mais forte pressiona o metal, já que a moeda é apoiada pela decisão de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de elevar os juros e sinalizar que continuará com o aperto monetário gradual.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,8%, a US$ 6.240 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro tinha queda de 1,18%, a US$ 2,7945 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar avançava ante uma cesta de outras moedas fortes. O movimento no câmbio torna as commodities, cotadas na divisa americana, mais caras para os detentores de outras moedas, o que tende a reduzir o apetite dos investidores.

Além disso, o cobre é afetado pela piora no sentimento sobre o comércio global, em meio a tarifas dos Estados Unidos e da China. A Organização Mundial de Comércio (OMC) revisou em baixa suas projeções para o crescimento do comércio neste ano e no próximo, em relatório de hoje.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,26%, a US$ 2.551 a tonelada, o alumínio operava estável, a US$ 2.055 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,77%, a US$ 18.985 a tonelada, o níquel caía 0,34%, a US$ 12.770 a tonelada, e o chumbo avançava 0,30%, a 2.001 a tonelada. 

O petróleo opera em território positivo nesta quinta-feira, com o Brent mantendo as máximas em quatro anos, após os Estados Unidos indicarem que não pretendem lançar mão de suas reservas estratégicas para inundar o mercado e limitar os preços.

Às 9h36 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 1,06%, a US$ 72,33 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,66%, a US$ 81,88 o barril, na ICE.

Os preços têm sido apoiados nas últimas semanas por causa da queda nas exportações iranianas. As sanções dos EUA especificamente contra o setor de petróleo do Irã entram em vigor em 4 de novembro. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a alta de 0,70% em agosto para 1,52% em setembro, divulgou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Assim, o indicador saltou de 8,89% em 12 meses até agosto para 10,04% em 12 meses terminados em setembro. Nos nove meses deste ano, o indicador acumulado registra elevação de 8,29%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) acelerou de 1,00% para 2,19% entre agosto e setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) acelerou de 0,05% para 0,28%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 0,30% para 0,17% no período. 

O risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, derivativo de crédito que protege o investidor contra calotes na dívida soberana, recua nesta quinta-feira. O CDS cai a 258,05 pontos em queda de 0,97% em relação ao último fechamento. Ontem, o contrato fechou a 260,59 pontos. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de pausa, após a forte recuperação vista no pregão de terça-feira, com toque da média móvel de 21 e retração de 50% de Fibo.

Vale destacar que tanto a mínima quanto a máxima de ontem foram marcadas bem acima da sessão anterior.

A média móvel de 5 períodos também foi preservada como suporte.

O desafio do benchmark é romper e operar de forma consistente acima de 78.785, para tomar fôlego e subir para o teste decisivo em 80K, onde poderá desenhar um topo duplo e arrefecer ou então romper essa região e estourar um pivot de alta.

Para a sessão de hoje, imagino um pregão de alta moderada, com a compra no controle desde a abertura.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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