quinta-feira, 6 de setembro de 2018

IBOV deve fechar semana curta com pregão de alta


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em território negativo nesta quinta-feira, com investidores ainda cautelosos em relação ao quadro comercial e ao quadro em mercados emergentes. O risco de que os Estados Unidos imponham mais tarifas sobre a China nesta semana continuou a influir, enquanto era monitorado o diálogo sobre comércio entre EUA e o Canadá. Além disso, o setor de tecnologia esteve sob pressão, após registrar uma jornada negativa ontem em Nova York.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,47%, em 2.691,59 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa de 0,72%, em 1.496,95 pontos. As ações no país chegaram a operar em território positivo pela manhã, mas perderam força ao longo do pregão, em movimento provocado em parte por papéis de empresas do setor imobiliário. Companhias do setor, Vanke e Future Land caíram 2,6% e 1,8%, respectivamente. Além disso, há o temor de que o governo dos EUA imponha ainda nesta semana tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses. O Ministério do Comércio de Pequim reafirmou hoje que, caso isso se materialize, irá retaliar.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei teve baixa de 0,41%, a 22.487,94 pontos, no quinto recuo consecutivo. As seguradoras tiveram desempenho ruim, após um terremoto atingir Hokkaido nesta manhã (hora local), depois do tufão Jebi também passar pelo país nesta semana. Entre os papéis mais negociados, Mizuho Financial caiu 0,16% e TEAC recuou 2,78%. Asahi Group Holdings teve queda de 2,46%.

Após operar em território negativo nesta madrugada, o petróleo tenta firmar alta nesta manhã, recuperando-se das perdas de mais de 1% do dia anterior. Além disso, investidores aguardam o relatório de estoques nos Estados Unidos do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e monitoram notícias do comércio global.

Às 9h09 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,23%, a US$ 68,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,57%, a US$ 77,71 o barril, na ICE.

Ontem, o contrato do WTI caiu 1,64% e o Brent, 1,15%, diante da menor preocupação com a tempestade Gordon na Costa do Golfo dos Estados Unidos, que chegou a apoiar os preços da commodity mais cedo nesta semana. Além disso, investidores continuam a monitorar os riscos para a oferta, sobretudo a pressão americana com sanções ao Irã, que pode prejudicar as vendas do país persa.

No fim do dia de ontem, o American Petroleum Institute (API) informou que houve recuo de 1,17 milhão nos estoques de petróleo dos EUA na última semana, enquanto analistas ouvidos pela Trading Economics previam queda de 1,6 milhão de barris. Às 11h30, serão divulgados os números oficiais de estoques no país do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). 

cobre operam em território positivo nesta quinta-feira, beneficiado pelo dólar um pouco mais fraco. Além disso, algumas notícias do setor são avaliadas pelos investidores.

Às 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,31%, a US$ 5.959,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro avançava 1,88%, a US$ 2,6590 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os preços das commodities têm sido pressionados nas últimas semanas, com a força do dólar em meio a temores sobre as economias emergentes. Como o cobre é cotado nessa moeda, com o fortalecimento do dólar ele fica mais caro para os detentores de outras commodities, o que reduz o apetite dos investidores. A desvalorização do dólar tende a provocar movimento contrário.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,99%, a US$ 2.465 a tonelada, o alumínio avançava 0,73%, a US$ 2.075 a tonelada, o estanho operava em alta de 0,16%, a US$ 18.780 a tonelada, o níquel tinha ganho de 0,6%, a US$ 12.550 a tonelada, e o chumbo subia 1,07%, a US$ 2.070,50 a tonelada. 

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu negar um pedido formulado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para afastar impedimento à candidatura do petista ao Palácio do Planalto.

Com base no comunicado do comitê da ONU, a defesa de Lula pretendia afastar os efeitos da condenação de Lula no caso do triplex do Guarujá (SP), no qual o ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por conta dessa condenação, o petista foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa.

De acordo com os advogados Cristiano Zanin e Valeska Zanin, não cabe aos órgãos judiciários brasileiros sindicar as decisões proferidas pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, mas, sim, dar cumprimento às obrigações internacionais assumidas pelo Brasil.

Conforme trecho da decisão de Fachin publicado no site oficial do STF, o ministro entendeu que o pronunciamento do Comitê de Direitos Humanos da ONU não alcançou o efeito de suspender a decisão do TRF-4 que condenou Lula.

Além do pedido negado por Fachin, a defesa de Lula ainda conta com outros dois processos que aguardam definição judicial - um recurso extraordinário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF), que contestam a decisão colegiada do TSE, que, na madrugada do último sábado, negou o registro de Lula por 6 a 1.

Fachin foi o único voto a favor do registro de Lula no TSE, sob a alegação de que a posição do Comitê de Direitos Humanos da ONU afastava a inelegibilidade do petista, abrindo caminho para sua candidatura à Presidência da República.

O gráfico diário do IBOV mostra um provável rompimento falso de 74.875 na sessão de ontem.

Usando um pouco a imaginação podemos perceber um harami de fundo, padrão que favorece a compra.

Assim sendo, a expectativa para esta quinta-feira é de alta de ponta a ponta do pregão, com teste da média móvel de 5 períodos (linha verde), ao redor de 76.000.

Caso a compra esteja firme, poderá fechar um pouco acima de 76K, deixando um sinal importante para a próxima semana.


Bons negócios!





Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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