segunda-feira, 3 de setembro de 2018

IBOV desacelera em feriado americano


Bom dia, investidor!

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As bolsas da Ásia fecharam em território negativo nesta segunda-feira. A cautela com os riscos para o comércio global esteve no radar, enquanto em alguns mercados, como no Japão e na Coreia do Sul, houve fraqueza relacionada ao setor de tecnologia.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,17%, em 2.720,73 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve baixa também de 0,17%, a 1.514,78 pontos. Os mercados acionários da China chegaram a recuar mais, porém se recuperaram na parte da tarde. A fraqueza do yuan e preocupações com a desaceleração econômica local e com o comércio pesaram. Investidores acompanham as negociações entre EUA e Canadá, com alguns deles acreditando que elas podem ser um prenúncio para o comportamento americano em relação à China, após a ameaça do governo do presidente Donald Trump de tarifar mais US$ 200 bilhões em produtos da potência asiática, o que provavelmente levaria a um retaliação de Pequim. Trump pode levar adiante a ameaça nesta semana.

Na agenda de indicadores, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China caiu de 50,8 em julho a 50,6 em agosto, na mínima desde junho de 2017, segundo a IHS Markit e a Caixin Media.

No Japão, o PMI da indústria subiu de 52,3 em julho a 52,5 em agosto, em linha com o esperado. Na Bolsa de Tóquio, porém, o índice Nikkei recuou 0,69%, a 22.707,38 pontos. Papéis ligados ao setor de tecnologia estiveram sob pressão. Sharp teve baixa de 3%, enquanto Renesas recuou 6,4%, em meio a relatos de uma possível aquisição nos EUA. Altas recentes nas taxas de juros pressionaram empresas do setor de construção, com Daito Trust Construction e Mitsui Fudosan em baixa de 4,5% e 2,5%, respectivamente.

Presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda mostrou otimismo em discurso mais cedo. Segundo ele, os mercados globais se recuperam a níveis vistos antes da crise financeira de 2008. Ao mesmo tempo, Kuroda defendeu constantes avaliações de riscos para resguardar as funções dos mercados de novos choques.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da Alemanha recuou de 56,9 em julho a 55,9 em agosto, informou nesta segunda-feira a IHS Markit. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda menor, a 56,1.

O levantamento mostrou que o crescimento nas encomendas de exportação para o país foi o mais modesto em mais de dois anos. Segundo Phil Smith, economista da IHS Markit, os números mostram que o setor industrial alemão pode perder força nos próximos meses.

O cobre opera em queda modesta nesta segunda-feira, após um dado modesto da China impulsionar preocupações sobre a economia do país. Além disso, há especulações de que os Estados Unidos podem impor mais tarifas contra Pequim já na quinta-feira.

O cobre para três meses recuava 0,18%, a US$ 5.979,50 a tonelada, às 9h45 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro caía 0,13%, a US$ 2,6675 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,34%, a US$ 2.464,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,42%, a US$ 2.108,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,11%, a US$ 18.930 a tonelada, o níquel caía 0,47%, a US$ 12.750 a tonelada, e o chumbo subia 0,79%, a US$ 2.105,50 a tonelada. 

O petróleo iniciou a sessão desta segunda-feira em alta, com investidores voltando o foco para riscos à oferta no Irã, a despeito de sinais de que a produção dos Estados Unidos está crescendo.

Às 9h50 (de Brasília), na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o barril do Brent para novembro avançava 0,46%, a US$ 78,00, enquanto na New York Mercantile Exchange (Nymex) o WTI para outubro avançava 0,13%, para US$ 69,89 o barril.

Autoridades na estatal National Iranian Oil esperam que os embarques da commodity caiam para cerca de 1,5 milhão de barris por dia em setembro, muito abaixo dos 2,3 milhões de barris por dia em junho, de acordo com fontes familiarizadas com a questão.

A decisão tomada em maio pelo presidente americano, Donald Trump, de retirar o seu país do acordo nuclear internacional com o Irã armou o palco para a reinstauração de sanções econômicas, com medidas alvejando a indústria petroleira da nação persa prontas para entrar em vigor em novembro.

O investimento especulativo no mercado de petróleo foi "religado" por "preocupações em relação à oferta iraniana", de acordo com analistas do banco ING.

No entanto, dados do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) mostraram que a produção de petróleo bruto no país avançou 230 mil barris por dia na passagem de maio para junho. "Essa forte leitura nos dá confiança de que a trajetória de produção para os meses de julho e agosto é bastante razoável, com o prospecto sendo, portanto, o de que os EUA devem ter ultrapassado a marca de 11 milhões de barris por dia em algum ponto nas últimas semanas", disseram analistas da JBC Energy em nota nesta segunda-feira. 

Em entrevista coletiva realizada em Garanhuns (PE) e transmitida pelo Twitter, o vice na chapa do PT, Fernando Haddad, afirmou que deve se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os advogados do partido hoje (3) pela manhã, em Curitiba, onde Lula está preso.

Na reunião serão decididos os próximos passos da campanha, após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impugnou a candidatura presidencial de Lula.

"Vamos apresentar o quadro jurídico ao presidente Lula na segunda-feira pela manhã. Vamos discutir o que fazer nesses dez dias de prazo", disse Haddad. O ex-prefeito de São Paulo lembrou que Lula não pode receber visitas aos fins de semana na prisão.

Ontem, o TSE negou o registro da candidatura do ex-presidente ao Palácio do Planalto Lula, no entendimento de que o petista está enquadrado na Lei da Ficha Limpa. A decisão da Corte tira Lula - condenado e preso na Lava Jato - da disputa presidencial, mas o PT promete manter a judicialização do caso.

Na esteira dos números mais recentes da economia, a expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,47% para 1,44%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,50%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de julho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.

Na última sexta-feira, foi a vez de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o PIB cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi alterada de alta de 2,61% para elevação de 2,43%. Há um mês, estava em 2,85%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 3,00% para 2,89%, ante 3,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 permaneceu em 54,25%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa foi de 57,40% para 57,60%, ante os 57,70% de um mês atrás. 

O IBOV deve abrir em baixa, seguindo os passos do índice futuro, que opera em queda de 1,11% enquanto escrevo.

Um recuo até os arredores de 75.900 mantém intacta a figura altista sugerida no gráfico diário (ombro-cabeça-ombro-invertido), mesmo que seja um pouco abaixo.

O feriado norte-americano deve reduzir a liquidez no mercado doméstico.

Na minha visão, o mercado deve ter uma recuperação ao longo da sessão, com chance de fechamento lateral.





Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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