quarta-feira, 12 de setembro de 2018

FED, OPEP e eleições


Bom dia, investidor!

FED, OPEP e atenções às pesquisas e nova operação com Pallocci >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em território negativo nesta quarta-feira, embora sem perdas acentuadas, com as incertezas no comércio global novamente prejudicando o apetite por ações, além de questões pontuais em algumas praças. A maior expectativa é por novidades na disputa entre Estados Unidos e China, que poderia levar a mais tarifas sobre produtos da potência asiática e a uma provável retaliação contra os americanos.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,33%, em 2.656,11 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,41%, a 1.467,42 pontos. A Bolsa de Xangai terminou perto de seu patamar mais fraco de fechamento desde janeiro de 2016, após uma sessão volátil. Xangai ainda recuou hoje pela décima vez nas últimas 12 sessões, com papéis dos setores farmacêutico e de telecomunicações sob pressão.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou com queda de 0,27%, em 22.604,61 pontos. A queda foi mais acentuada pela manhã, após a alta de 1,30% do pregão anterior, mas houve redução de perdas ao longo do dia de hoje.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng teve baixa de 0,29%, a 26.345,04 pontos e atingiu nova mínima de fechamento em 14 meses. Houve quedas mais fortes em ações do setor médico, em meio a temores de medidas do governo no setor. Os dois maiores bancos da China também recuaram: China Construction Bank e ICBC encerraram ambos em baixa de cerca de 2%.

Os contratos futuros de petróleo operam sem tendência única, nesta manhã. O contrato do WTI mostra mais força, após uma sinalização de queda forte nos estoques dos Estados Unidos, enquanto o Brent oscila perto da estabilidade, em meio a temores sobre novos problemas no comércio global. Além disso, há expectativa pelo relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Às 9h34 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,78%, a US$ 69,79 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,05%, a US$ 79,10 o barril, na ICE.

No fim da tarde de ontem, o relatório do American Petroleum Institute (API) mostrou queda de 8,6 milhões de barris nos estoques dos EUA na última semana, ante previsão de alta de 140 mil dos analistas ouvidos pela Trading Economics. Às 11h30, será divulgado o dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

Na terça-feira, os dois contratos tiveram alta superior a 2%, com atenção para os rumos do furacão Florence, que pode atingir algumas áreas de produção da commodity nos EUA. Um relatório do DoE sobre a produção média do país para este ano também influiu.

Investidores aguardam agora o relatório da Opep, previsto para esta manhã. Serão buscadas informações sobre as exportações do Irã, que começam a sofrer com as sanções dos Estados Unidos, após o governo de Donald Trump abandonar o acordo internacional para controlar o programa nuclear de Teerã.

Por outro lado, a cautela com o comércio global impõe um freio no otimismo. Esperam-se novidades sobre as novas tarifas que os EUA podem adotar contra produtos da China, com provável retaliação de Pequim. 

Os preços de metais básicos estão amplamente em alta nesta quarta-feira, recuperando-se dos efeitos das elevadas preocupações de investidores em relação a atritos comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Às 9h39 (de Brasília), a tonelada do cobre para três meses subia 0,71%, a US$ 5.922,00, na London Metal Exchange (LME), enquanto na New York Mercantile Exchange (Nymex) o cobre para dezembro avançava 1,07%, a US$ 2,6495 a libra-peso.

Já o ouro para dezembro operava estável, a US$ 1.202,20 a onça-troy, também na Nymex.

Operadores de commodities metálicas revelaram suas ansiedades macroeconômicas ontem, em meio à confirmação pela Organização Mundial do Comércio (OMC) de que avaliará o pedido da China por permissão para impor sanções contra os EUA, em retaliação às ações antidumping americanas.

Além disso, investidores tinham a expectativa de que a Casa Branca oficializasse uma nova rodada de tarifas no fim da semana passada, mas a ausência dessa formalização sugere que o governo de Donald Trump está levando em conta o lobby de empresas americanas contrárias às tarifas, de acordo com Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank.

Olhando para frente, investidores manterão o olhar atento a discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e indicadores econômicos dos EUA mais tarde nesta quarta-feira. Amanhã, serão conhecidas as estatísticas de investimentos estrangeiros diretos da China.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio se encarecia 0,34%, a US$ 2.057,00, a do estanho baixava 0,45%, a US$ 18.955,00, a do níquel avançava 1,75%, a US$ 12.425,00, a do chumbo subia 1,88%, a US$ 2.010,50, e a do zinco tinha alta de 2,40%, a US$ 2.375,50. 

Em depoimento à força-tarefa da Operação Greenfield, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva interferia nos investimentos dos fundos de pensão mantidos por estatais, com o pedido de “vantagens indevidas” a empresas interessadas em receber aportes desses fundos.

Segundo Palocci, esses pedidos eram feitos pelos tesoureiros do PT. Palocci cita os nomes de Delúbio Soares, Paulo Ferreira e João Vaccari, que teriam exercido essa função em períodos diferentes. “O presidente Lula expedia determinações para colocar recursos em empreendimentos de interesse do governo. Que nem sempre era vantagem indevida, mas apenas para atender vantagem política”, diz trecho do depoimento de Palocci aos procuradores da força-tarefa, que apura desvios nos maiores fundos de pensão do País. Palocci afirmou que, mesmo antes de ser eleito presidente, Lula já tinha influência na administração dos fundos, mas o ex-ministro não detalhou essa atuação.

Palocci fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal e vem prestando depoimentos em investigações e processos em andamento. Aos procuradores da Greenfield, o foco foi sobre o FIP Sondas, acionista da Sete Brasil, empresa criada à época da descoberta do pré-sal para alugar sondas para a Petrobras. Os fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Caixa (Funcef) e da Petrobras (Petros) eram os principais cotistas do FIP.

O gráfico diário do IBOV mostra um teste da decisiva região ao redor de 74.875, que marcou uma correção no tempo antes da escalada vista no início de julho e posteriormente cravou fundo da simetria em "V".

Temos uma leve sombra inferior e a preservação da mínima da semana passada (74.275).

Pelas negociações no índice futuro, a abertura será altista e o mercado terá tudo para manter esse viés de ponta a ponta do pregão.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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