quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Em dia de COPOM, só se fala de eleição



Bom dia, investidor!

SELIC, eleições e IBOV mostra força em viés de alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em território positivo nesta quarta-feira. Nas praças da China, houve fraqueza inicial, após as altas fortes de ontem, mas os índices voltaram a ganhar fôlego e firmaram-se com mais ganhos, com papéis ligados ao setor de tecnologia em destaque. Na Bolsa de Tóquio, houve avanço pelo quarto pregão seguido, em dia de decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) que, como esperado, manteve os juros.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,14%, em 2.730,85 pontos, e a de Shenzen, de menor abrangência, avançou 1,36%, a 1.487,95 pontos. Xangai obteve a máxima de fechamento em duas semanas, em uma jornada positiva para ações de empresas ligadas a semicondutores, após o Alibaba anunciar que pretende estabelecer uma base de fabricação de microchips. Nationz Tech, Will Semi e Acetron New Materials atingiram a valorização máxima diária, de 10%, e o setor de infraestrutura também subiu.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng fechou com ganho de 1,19%, em 27.407,37 pontos. A maioria dos setores ligados à China avançou hoje. Megniu Dairy foi destaque, em alta de 6,9%, e Geely subiu 5,7%, em dia positivo também para o setor financeiro. China Construction Bank teve alta de 1,7%.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,08%, a 23.672,52 pontos, sua quarta alta seguida e próximo das máximas em oito meses. A alta nos Treasuries durante a madrugada apoiou a ação de seguradoras japonesas, que são grandes compradoras dos bônus dos EUA. Já os juros dos bônus do governo do Japão (JGB) recuaram das máximas da sessão no fim do dia local, após o Banco do Japão (BoJ) manter a política e reafirmar seu compromisso com um relaxamento monetário por período prolongado.

Os contratos futuros de cobre operam com ganhos na manhã desta quarta-feira, apoiados pelo dólar em geral mais fraco. Além disso, investidores avaliam as mais recentes novidades na disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,2%, a US$ 6.096 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), após avançar mais de 2% na terça-feira. O cobre para dezembro avançava 0,15%, a US$ 2,7345 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar recuava ante outras moedas fortes. O movimento do câmbio, nesse caso, deixa as commodities negociadas na divisa americana mais baratas para os detentores das outras moedas, o que tende a apoiar o apetite dos investidores.

Além disso, o quadro no comércio é monitorado. O governo chinês disse na terça-feira que planeja impor tarifas sobre US$ 60 bilhões em exportações dos EUA, em retaliação ao anúncio da segunda-feira do presidente americano, Donald Trump, de que pretende tarifar US$ 200 bilhões em produtos chineses. O premiê chinês, Li Keqiang, porém, defendeu hoje o sistema de comércio global e disse que pretende resolver os problemas por meio de consultas, não com ações unilaterais.

O cobre também é apoiado por sinais de um mercado mais apertado. Os estoques monitorados pela LME recuaram 20 mil toneladas ao longo da última semana, o que leva o recuo nos estoques a mais de 80 mil toneladas no terceiro trimestre até agora, segundo o ING Bank.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,4%, a US$ 2.431 a tonelada, o alumínio tinha alta de 0,4%, a 2.037 a tonelada, o estanho avançava 0,4%, a US$ 19.015 a tonelada, o níquel subia 1,6%, a US$ 12.555 a tonelada, e o chumbo, na contramão, recuava 0,9%, a US$ 2.049 a tonelada. 

O petróleo opera perto da estabilidade, na manhã desta quarta-feira, com o mercado avaliando uma inesperada alta nos estoques dos Estados Unidos, no levantamento do American Petroleum Institute. Agora, há expectativa pela divulgação do relatório semanal oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), às 11h30 (de Brasília).

Às 9h38, o petróleo WTI para novembro, contrato mais líquido, subia 0,03%, a US$ 69,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro recuava 0,01%, a US$ 79,02 o barril, na ICE.

No fim da terça-feira, o API informou que os estoques dos EUA aumentaram 1,2 milhão de barris na última semana. Alguns agentes no mercado previam uma queda de 2,5 milhões de barris, segundo Warren Patterson, estrategista de commodities do ING Bank.

A projeção dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal para o dado oficial é de recuo de 2,1 milhões de barris nos estoques, na semana encerrada no dia 14.

Em dia de Copom, ninguém lembra que há uma taxa chamada Selic, com essa eleição pegando fogo do jeito que está. O Ibope confirmou a polarização entre Bolsonaro e Haddad, que deu um salto de 11 pontos em apenas sete dias, de 8% para 19%, e já é o 2º colocado. Bolsonaro também continua mostrando força. Cresceu mais dois pontos e lidera com 28%. Nas simulações do segundo turno, os dois estão empatados, com 40% cada.

O candidato à Presidência da República e líder nas intenções de voto no primeiro turno, Jair Bolsonaro, teve vetada sua participação hoje em uma série de sabatinas com os presidenciáveis.

Ainda sob cuidados médicos no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, o candidato seria sabatino via Skype de seu leito. Informações da produção do evento Páginas Amarelas, da revista Veja, dão conta de que os médicos optaram por não autorizar sua participação, já que suas condições ainda inspiram cuidados.


O IBOV mostrou força na sessão de ontem, deixando para trás a linha superior da cunha e as médias móveis, que estão em "modo compra".

Isso não significa que não teremos correções e turbulências no meio do caminho, mas o viés é de alta.

Temos suporte imediato em 77.300, mas eu penso que ele dificilmente será testado no curto prazo, mas se for, deverá segurar os preços.

O alvo curto da movimentação atual é 78.785, que separa o joio do trigo.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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