segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Cai a expectativa do PIB


Bom dia, investidor!

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As bolsas asiáticas fecharam com sinais mistos nesta segunda-feira. Na China, indicadores do país, ameaças de tarifas dos Estados Unidos no comércio e a fraqueza do setor de tecnologia provocaram jornada negativa, mas no Japão o dia foi de alta modesta, encerrando uma sequência de seis baixas, com seguradoras e mineradoras em destaque.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,21%, em 2.669,48 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 1,85%, a 1.470,84 pontos. Shenzhen está próxima das mínimas de fechamento em quatro anos. No pregão na China, ações do setor de tecnologia se saíram mal, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que a Apple deveria trocar fornecedores, privilegiando as empresas americanas. Além disso, a ameaça americana de lançar mais tarifa contra produtos chineses continuou a influir negativamente.

Investidores também monitoraram dados da China. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país subiu 2,3% em agosto ante igual mês do ano passado, acelerando ante a alta de 2,1% de julho e superando a previsão de ganho de 2,2% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. A inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 4,1% na comparação anual em agosto, acima da previsão de alta de 4,0% dos analistas. Já o superávit comercial da China recuou a US$ 27,91 bilhões em agosto, ante previsão de US$ 30,6 bilhões dos analistas. Apenas com os EUA, porém, o superávit comercial cresceu a US$ 31,05 bilhões, segundo cálculos do WSJ a partir dos números oficiais, o que pode fazer Trump manter a pressão sobre Pequim.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,30%, em 22.373,09 pontos, interrompendo a sequência de seis quedas consecutivas. O setor financeiro teve dia positivo, em meio a sinais fortes da economia americana, como o relatório mensal de empregos (payroll) da sexta-feira divulgado nos EUA. As seguradoras japonesas subiram 1,7%, enquanto as mineradoras também tiveram desempenho positivo.

O petróleo avança na manhã desta segunda-feira, após uma semana anterior de volatilidade, com os investidores novamente atentos a potenciais problemas para a oferta global.

Às 9h42 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 0,66%, a US$ 68,20 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,78%, a US$ 77,43 o barril, na ICE.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou seu país de um acordo internacional para controlar o programa nuclear iraniano, o que abriu espaço para a volta das sanções econômicas.

Além disso, a sede da National Oil, estatal da Líbia, foi atacada nesta segunda-feira em Trípoli, em um aparente ataque terrorista. Isso pode prejudicar as exportações de petróleo do país. 

A diretora executiva do Ibope, Márcia Cavallari, disse ao Estado que as intenções de voto do deputado Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, estão consolidadas e que deverá ser muito difícil reverter esse cenário até o dia da eleição.

Segundo dados da mais recente pesquisa Ibope, 77% das pessoas que declararam voto em Bolsonaro na pesquisa estimulada já tinham citado antes, de forma espontânea, o nome do capitão reformado.

O candidato do PSL oscilou positivamente dois pontos - passou de 15% para 17%, repetindo o mesmo movimento na pesquisa estimulada, na qual passou de 20% para 22%. Ciro Gomes (PDT) passou de 2% para 4%, enquanto Marina Silva (Rede) foi de 1% para 3% e Geraldo Alckmin (PSDB), de 2% para 3%.

“É um fenômeno. É muito difícil reverter esse voto. Não me lembro de ter visto uma pergunta espontânea que caiu ao longo da campanha. Nunca vi espontânea cair de uma pesquisa para outra, oscilar negativamente. Sempre crescente. O voto dele é firme e consistente”, afirmou.

Ela diz, porém, que os ataques contra Bolsonaro podem aumentar, o que o impediria de crescer mais. “Com a consolidação da espontânea, a probabilidade de ele ir para o segundo turno é grande. Mas não sabemos o que vai acontecer com as pessoas depois desse fato (o ataque a faca sofrido pelo candidato)”, disse Márcia.

A diretora do Ibope disse ainda que a pesquisa não detectou o real poder de transferência de votos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (cuja candidatura não foi aceita pelo TSE) para o ex-prefeito Fernando Haddad. “As pessoas não têm conhecimento pleno de que o Haddad é o candidato do Lula. Essa comunicação ainda não chegou como deveria. A gente pegou apenas um dia de programa eleitoral nessa pesquisa. Nas próximas, vamos ver se as pessoas estarão sabendo que o Haddad é o candidato do Lula e se o Alckmin cresce com o programa eleitoral dele.”

O sociólogo Antonio Lavareda é o principal consultor de pesquisas da campanha do presidenciável do PSDB. O Ipespe, instituto do qual ele é presidente do conselho científico, tem contrato com o partido na campanha. Ele disse que a propaganda na TV precisa de até 10 dias para dar resultado. “Os primeiros 10 dias de TV são vitais para mostrar os pequenos sinais de redução de uns e crescimento de outros.”

Lavareda reconhece a dificuldade de mudar o voto espontâneo, mas disse que o arsenal de Alckmin na TV poderia quebrar essa fortaleza de Bolsonaro nas pesquisas. “O voto espontâneo pode ser modificado, embora não seja o mais fácil.”

Segundo Lavareda, o fato de Bolsonaro ter um bom desempenho na intenção de voto espontânea é “um sinal de consolidação” do candidato do PSL. “Mas, mesmo as intenções de voto espontâneas, não resistem à chegada de novas informações que modificam a percepção que a pessoa tem do candidato”, disse ele.

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,44% para 1,40%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,49%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de julho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.

No fim de setembro, foi a vez de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o PIB cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,43% para elevação de 2,26%. Há um mês, estava em 2,79%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,89% para 2,82%, ante 3,00% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 foi de 54,25% para 54,20%. Há um mês, estava em 54,25%. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,60%, ante os 57,70% de um mês atrás. 

Houve um rali no índice futuro após o fechamento do mercado a vista, na quinta-feira, antes do feriado.

Assim sendo, esperamos uma abertura positiva nessa segunda-feira, deixando para trás a média móvel de 21 períodos (linha vermelha). Clique no gráfico para ampliar.

O desafio será permanecer acima desse patamar, consolidando uma alta gerada por um evento de cauda.

Caso o mercado opere firme hoje e amanhã, sem devolver os ganhos auferidos na euforia, terá 78.785 como alvo da semana.

Caso realmente testada, vejo essa região supra citada como uma fronteira entre o território dominado por ursos e touros no mercado doméstico.

Bons negócios.


Boa semana.



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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