segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Bolsa em 80K aguarda feriado asiático e FED na quarta


Bom dia, investidor!

Feriados na ásia, início da vigência da tarifa EUA x China e FED na quarta orientam a semana >>>> LEIA MAIS >>>

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Em uma segunda-feira atípica na Ásia, com importantes mercados fechados por causa de feriados, o dia foi negativo entre as bolsas que abriram, com investidores mais temerosos e com menos expectativa de uma resolução em breve na disputa comercial travada entre China e Estados Unidos. Feriados locais, porém, fizeram com que as bolsas no Japão, na China, em Taiwan e na Coreia do Sul não operassem.

Hoje entra em vigor a tarifa dos EUA contra US$ 200 bilhões em produtos da China e também a retaliação de Pequim contra US$ 60 bilhões em produtos americanos. Além disso, no fim de semana (horário local), fontes da China afirmaram que o país não pretende participar do diálogo planejado com os EUA, proposto pelo Tesouro americano, informou o Wall Street Journal. A notícia diminuiu a perspectiva de uma resolução na disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 1,62%, a 27.499,39 pontos, após quatro dias de altas. Companhias do setor imobiliário se saíram mal, com Country Garden em queda de 5,6% e CR Land, de 4,8%. Papéis de operadoras de cassinos em Macau recuaram entre 4% e 5%. Já a petroleira CNOOC subiu, apoiada pela força do petróleo.

Hoje, o fechamento dos principais mercados afetou a liquidez nas bolsas que abriram. Nesta terça-feira pode haver nova jornada fraca nas bolsas asiáticas, quando os mercados de Japão, China e Taiwan voltam ao trabalho e devem reagir às notícias sobre as tensões comerciais e a dificuldade no diálogo entre EUA e Pequim

O índice de sentimento das empresas da Alemanha recuou de 103,9 em agosto (dado revisado, de 103,8 antes informado) a 103,7 em setembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda maior, a 103,2.

O chamado índice de condições atuais do Ifo caiu de 106,5 em agosto (dado revisado, de 106,4 antes calculado) para 106,4 em setembro. Já o índice de expectativas econômicas teve baixa de 101,3 no mês anterior (também revisado, de 101,2 antes informado) a 101,0 em setembro.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção. 

Os contratos futuros de cobre não tinham sinal único na manhã desta segunda-feira, com investidores avaliando os possíveis impactos na economia global da disputa comercial entre Estados Unidos e China. 

Às 8h43 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,2%, a US$ 6.350 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), subindo 6,7% ao longo da última semana, após meses de pressão de baixa. Os volumes negociados, porém, eram menores, por causa de feriados na China e no Japão. O cobre para dezembro recuava 0,47%, a US$ 2,8440 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,08%, a US$ 2.536 a tonelada, o alumínio recuava 0,94%, a US$ 2.061,50 a tonelada, o estanho caía 0,18%, a US$ 18.905 a tonelada, o níquel tinha baixa de 1,36%, a US$ 13.095 a tonelada, e o chumbo subia 0,44%, a US$ 2.049,50 a tonelada. 

O petróleo opera em alta na manhã desta segunda-feira, o que pode levar o Brent a fechar na máxima em quase quatro anos, após no fim de semana a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, como a Rússia, reafirmarem o compromisso de controlar a oferta.

Às 8h45 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 1,70%, a US$ 71,98 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 2,35%, a US$ 80,65 o barril, na ICE.

Analistas acreditam que a Opep terá dificuldades para compensar a produção menor do Irã e da Venezuela. Alguns agentes do mercado, contudo, alertam que a alta do Brent deixa os preços vulneráveis a uma repentina correção para baixo, diante das preocupações com o crescimento econômico global e do próprio desejo da Opep de manter o preço do barril abaixo de US$ 80.

No fim de semana, a Opep e seus aliados concordaram em reunião na Argélia em manter os patamares de produção. O grupo em geral concorda que os preços acima de US$ 80 poderiam prejudicar a demanda, mas não há consenso no cartel e entre seus aliados se eles deveriam conter os preços, assim que sanções dos EUA contra o setor de petróleo do Irã começarem a vigorar, em novembro. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, pressionou a Opep para agir para abaixar os preços.

O gráfico diário do IBOV mostra uma forte movimentação de alta na semana passada, com o rompimento da linha superior de uma cunha e cruzamento das médias móveis para "modo compra".

Isso não significa, na minha leitura, que não passaremos por turbulências durante essa semana, mas ela tende a ser de alta.

Metais e petróleo mostrando força no curto prazo podem ser um fator secundário, porém importante no período.

Ademais, teremos impacto das tensões comerciais entre EUA x China, o FED na quarta-feira e como driver primário a corrida presidencial.

O forte volume negociado na última sessão chama a atenção, após dois dias de correção no tempo.

Suportes em 79.020 e logo abaixo em 78.785.

Em caso de rompimento da máxima da semana passada (80k), o alvo de curto prazo seria 81.790, topo recentemente marcado em agosto.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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