sexta-feira, 28 de setembro de 2018

IBOV toca 80K e resiste


Bom dia, investidor!

IBOV toca 80K e recua; emprego e renda melhoram; Veja traz processo contra candidato >>> LEIA MAIS >>>



As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único nesta sexta-feira, mas em sua maioria em alta. Xangai e Tóquio foram destaque, com altas superiores a 1%. A praça chinesa foi apoiada pelo setor financeiro e por ações de montadoras de automóveis, enquanto Tóquio chegou a atingir máximas em 27 anos, para reduzir ganhos posteriormente.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,06%, em 2.821,35 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve ganho de 0,84%, a 1.507,12 pontos. O pregão chinês ganhou força ao longo do dia, com ações de bancos e montadoras em destaque. Entre os papéis em foco, Bank of China subiu 1,09% e SAIC Motor registrou alta de 6,29%. Sinopec teve ganho de 1,14%, apoiada pela força recente do petróleo.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, fechou em alta de 1,36%, em 24.120,04 pontos, após atingir no intraday o maior nível desde novembro de 1991. Ações de tecnologia, eletrônicos e do setor químico apoiaram o movimento, bem como a queda recente do iene em relação ao dólar, que tende a ajudar ações de exportadoras do Japão. Entre as ações mais negociadas, Mitsubishi UFJ avançou 0,55%, Yahoo Japan ganhou 3,81% e FinTech Global, 1,56%.

O cobre opera perto da estabilidade, sem muito fôlego, mas estabilizando-se após perdas recentes provocadas por uma série de fatores macroeconômicos.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,27%, a US$ 6.196,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro recuava 0,04%, a US$ 2,7820 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O metal foi pressionado nesta semana pelas tensões no comércio global, por ações de bancos centrais e preocupações sobre o fôlego da economia chinesa. Nos últimos meses, investidores têm dado atenção a fatores como o dólar mais forte e as tensões entre China e Estados Unidos. 

Ainda no setor, Freeport McMoRan, Rio Tinto e o governo indonésio finalizaram um acordo de US$ 3,85 bilhões para transferir a mina Grasberg - a maior do mundo em ouro e a segunda maior em cobre - para autoridades da Indonésia.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,85%, a US$ 2.536,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,22%, a US$ 2.020,50 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,03%, a US$ 18.890 a tonelada, o níquel subia 1,12%, a US$ 12.690 a tonelada, e o chumbo avançava 0,72%, a US$ 2.017,50 a tonelada. 

O petróleo opera com tendência positiva nesta manhã, em meio a sinais de problemas na oferta global, sobretudo por causa do Irã. Nesse quadro, o Brent está perto das máximas em quatro anos, porém o WTI oscila perto da estabilidade, após altas recentes.

Às 9h47 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,04%, a US$ 72,09 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro subia 0,31%, a US$ 81,97 o barril, na ICE.

O mercado tem sido apoiado pela quedas nas exportações iranianas, antes da entrada em vigor em 4 de novembro de sanções econômicas dos Estados Unidos contra o setor do país persa. 

Fontes ligadas ao assunto disseram que a estatal National Iranian Oil projeta uma queda para cerca de 1,5 milhão de barris por dia nas exportações iranianas neste mês, de 2,3 milhões de barris por dia em junho.

Às 14h, a Baker Hughes divulga seu relatório semanal sobre poços e plataformas em atividade nos EUA

A Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Cash Delivery, que apura repasses de mais de R$ 10 milhões da Odebrecht para agentes públicos em Goiás, em 2014. Um dos alvos de busca e apreensão é Marconi Perillo (PSDB-GO), candidato ao Senado e ex-governador de Goiás.

A investigação teve como base os relatos dos delatores Fernando Reis e Alexandre Barrados, ambos da empreiteira baiana. Em suas colaborações, eles citaram terem repassado R$ 10 milhões a Perillo - R$ 2 milhões na eleição de 2010 e outros R$ 8 milhões em 2014.

O caso tramitava no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi enviado à Justiça Federal de Goiás em abril, após Perillo deixar o governo para se candidatar ao Senado. O Estado revelou em julho que antes do caso sair do STJ, a Procuradoria-geral da República havia solicitado a quebra de sigilo telefônico de Perillo e do ex-tesoureiro de sua campanha, Jayme Rincón. Atualmente, Rincón é presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop).

O risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS), derivativo de crédito que protege o investidor contra calotes na dívida soberana, recua nesta manhã. Às 6h29, o CDS de cinco anos era negociado a 254,85 pontos, o que representava uma leve queda de 0,72% ante o último fechamento (256,71 pontos), de acordo com cotações apuradas pela Markit.

Matéria de capa deste final de semana da Veja traz à tona um processo de mais de 500 páginas onde a ex-mulher do capitão da reserva e candidato do PSL nessa corrida presidencial, Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle, o acusa de furtar um cofre de banco, ocultar patrimônio, receber pagamentos não declarados e agir com desmedida agressividade. Ana Cristina, que hoje usa o sobrenome Bolsonaro e disputa uma cadeira de deputada federal pelo Podemos, foi ouvida pela reportagem e defendeu o ex-marido, argumentando que, quando alguém se sente magoado, fala coisas que não deveria.

No processo a que Veja teve acesso, com as acusações feitas por Ana Cristina ao ex-marido em abril de 2008, na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, são listadas algumas acusações criminais, como ocultação de patrimônio na campanha de 2006 (quando ele foi candidato a deputado federal); renda mensal de cerca de R$ 100 mil, incompatível com seu salário de deputado (R$ 26 mil) e aposentadoria como militar (R$ 8,6 mil); o furto de um cofre dela com joias e dólares, nos valores de hoje de cerca de R$ 1,6 milhão; além do comportamento explosivo e de desmedida agressividade. O candidato não se manifestou sobre a matéria até o momento.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,1% no trimestre encerrado em agosto, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,6%. No trimestre encerrado em julho, o resultado ficou em 12,3%. No trimestre encerrado em maio, a taxa era de 12,7%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.225,00 no trimestre terminado em agosto. O resultado representa alta de 1,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 199,852 bilhões no trimestre encerrado em agosto, alta de 2,6% ante igual período do ano anterior.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto decisivo, após tocar o objetivo da semana pela segunda vez (80K).

Tivemos forte volume e apoio no forte 78.785, com a compra dominando a sessão desde o início, como previsto.

A abertura dessa sexta-feira será baixista, com busca provável por algo perto de 79.000 pontos. Na figura IBOV até 11:30 - clique para ampliar.

O desafio será reunir forças para subir e fechar longe da mínima, alimentando as chances do rompimento de 80k e consequentemente de um pivot de alta na semana que vem, o que fortaleceria o mercado doméstico; resistência forte somente em 81.790.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

IBOV pausa para respirar


Bom dia, investidor!

IGP-M supera 10% enquanto IBOV respira em torno de 78, mirando 80K >>> LEIA MAIS >>>

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As bolsas asiáticas não tiveram sinal único nesta quinta-feira, mas as principais caíram. Os investidores avaliaram o aperto monetário de ontem nos Estados Unidos, que pressionou as bolsas de Nova York na quarta-feira. Em Tóquio, a força recente do mercado acionário e do iene deixou o índice Nikkei pressionado, enquanto na China as bolsas pioraram mais para o fim do pregão.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em baixa de 0,99%, em 23.796,74 pontos, encerrando uma sequência de oito altas consecutivas. A força do iene prejudicou ações de exportadoras. Além disso, a bolsa local estava perto de máximas em 27 anos, o que abriu espaço para realização de lucros.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,54%, em 2.791,77 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 1,26%, a 1.494,63 pontos. O quadro piorou nas praças locais durante a tarde, sem novas notícias positivas e com empresas menores mais pressionadas. Ações do setor de saúde, por outro lado, mostraram mais força, com Hengkang Medical em alta de 10%, o limite diário.

O lucro de grandes empresas industriais da China perdeu fôlego em agosto em meio a uma desaceleração no crescimento da receita das companhias e a aumentos de preços, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. Dados mostram que o lucro do segmento industrial chinês subiu 9,2% em agosto ante igual mês do ano passado, depois de avançar em ritmo mais acentuado em julho, de 16,2%.

Entre janeiro e agosto, o lucro industrial da China teve expansão de 16,2% na comparação com igual período de 2017, acréscimo que mostra desaceleração em relação à soma de 17,1% vista no período de janeiro a julho. 

O cobre opera em território negativo nesta quinta-feira, devolvendo ganhos da semana passada. O dólar mais forte pressiona o metal, já que a moeda é apoiada pela decisão de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de elevar os juros e sinalizar que continuará com o aperto monetário gradual.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,8%, a US$ 6.240 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro tinha queda de 1,18%, a US$ 2,7945 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar avançava ante uma cesta de outras moedas fortes. O movimento no câmbio torna as commodities, cotadas na divisa americana, mais caras para os detentores de outras moedas, o que tende a reduzir o apetite dos investidores.

Além disso, o cobre é afetado pela piora no sentimento sobre o comércio global, em meio a tarifas dos Estados Unidos e da China. A Organização Mundial de Comércio (OMC) revisou em baixa suas projeções para o crescimento do comércio neste ano e no próximo, em relatório de hoje.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,26%, a US$ 2.551 a tonelada, o alumínio operava estável, a US$ 2.055 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,77%, a US$ 18.985 a tonelada, o níquel caía 0,34%, a US$ 12.770 a tonelada, e o chumbo avançava 0,30%, a 2.001 a tonelada. 

O petróleo opera em território positivo nesta quinta-feira, com o Brent mantendo as máximas em quatro anos, após os Estados Unidos indicarem que não pretendem lançar mão de suas reservas estratégicas para inundar o mercado e limitar os preços.

Às 9h36 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 1,06%, a US$ 72,33 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,66%, a US$ 81,88 o barril, na ICE.

Os preços têm sido apoiados nas últimas semanas por causa da queda nas exportações iranianas. As sanções dos EUA especificamente contra o setor de petróleo do Irã entram em vigor em 4 de novembro. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a alta de 0,70% em agosto para 1,52% em setembro, divulgou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Assim, o indicador saltou de 8,89% em 12 meses até agosto para 10,04% em 12 meses terminados em setembro. Nos nove meses deste ano, o indicador acumulado registra elevação de 8,29%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) acelerou de 1,00% para 2,19% entre agosto e setembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) acelerou de 0,05% para 0,28%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) desacelerou de 0,30% para 0,17% no período. 

O risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, derivativo de crédito que protege o investidor contra calotes na dívida soberana, recua nesta quinta-feira. O CDS cai a 258,05 pontos em queda de 0,97% em relação ao último fechamento. Ontem, o contrato fechou a 260,59 pontos. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de pausa, após a forte recuperação vista no pregão de terça-feira, com toque da média móvel de 21 e retração de 50% de Fibo.

Vale destacar que tanto a mínima quanto a máxima de ontem foram marcadas bem acima da sessão anterior.

A média móvel de 5 períodos também foi preservada como suporte.

O desafio do benchmark é romper e operar de forma consistente acima de 78.785, para tomar fôlego e subir para o teste decisivo em 80K, onde poderá desenhar um topo duplo e arrefecer ou então romper essa região e estourar um pivot de alta.

Para a sessão de hoje, imagino um pregão de alta moderada, com a compra no controle desde a abertura.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Touros encurralam ursos


Bom dia, investidor!

IBOV respeitou suporte, fez forte volume e seguem em alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, com algumas delas apoiadas pela força do setor de energia, em meio à força recente do petróleo. A Bolsa de Tóquio tem se destacado, perto de máximas que não eram vistas desde o início dos anos 1990, enquanto investidores em geral aguardavam a decisão de mais tarde do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que divulgará projeções atualizadas da economia dos Estados Unidos, em evento que ainda contará com entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou em alta de 0,39%, em 24.033,79 pontos, se aproximando das máximas desde 1991. O índice chegou a recuar durante o pregão, mas retomou fôlego e atingiu a oitava alta seguida e a máxima em oito meses. A tendência é apoiada pela recente reeleição do premiê Shinzo Abe no comando de seu partido, pelo crescimento econômico sólido e pela política acomodatícia do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês).

Na China, a Bolsa de Xangai subiu 0,92%, a 2.806,81 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, avançou 0,73%, a 1.513,74 pontos. Baoshan Iron & Steel teve ganho de 1,16% e Sipopec, de 2,80%, entre os papéis ligados ao setor de energia.

Os contratos futuros de cobre operam perto da estabilidade, nesta quarta-feira, com investidores evitando grandes movimentos antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). 

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses operava estável, a 6.277,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro subia 0,04%, a US$ 2,8245 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O metal tem nesta semana corrigido parte dos ganhos da semana anterior, mas pode retomar a tendência de alta, se investidores avaliarem que a oferta apresenta menos força, em um quadro de demanda ainda resistente. Os estoques de cobre monitorados pela LME recuaram 45% nos últimos seis meses, segundo nota do ING.

O mercado cambial contribui para a calma nos metais, com o índice que mede o dólar ante uma cesta de outras moedas perto da estabilidade. Um aperto monetário nos EUA tende a impulsionar a divisa americana, mas a grande maioria dos investidores já previa há tempos uma alta de juros na reunião de hoje, preparando-se antecipadamente para ela. Mudanças nas projeções do Fed, de qualquer modo, podem influir no câmbio e, consequentemente, nos mercados de metais.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,36%, a US$ 2.525 a tonelada, o alumínio avançava 0,24%, a US$ 2.069,50 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,26%, a US$ 18.940 a tonelada, o níquel subia 0,58%, a US$ 13.030 a tonelada, e o chumbo caía 0,12%, a US$ 2.008 a tonelada. 

O petróleo opera em baixa nesta quarta-feira, mas com o Brent perto das máximas desde 2014. Os contratos têm sido apoiados nos últimos dias pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não fechar qualquer compromisso para compensar as perdas na oferta do Irã, em reunião na Argélia no último domingo.

À 9h58 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro caía 0,18%, a US$ 72,15 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro recuava 0,21%, a US$ 81,70 o barril, na ICE.

Na terça-feira, o Brent chegou a 82,55 o barril, em seu maior nível desde novembro de 2014. Os preços do petróleo têm subido desde agosto, por causa das sanções dos Estados Unidos contra o Irã, que devem atingir especificamente o setor de petróleo do país persa em novembro. Neste ano, os EUA se retiraram do acordo internacional para controlar o programa nuclear de Teerã, abrindo espaço para a volta das punições econômicas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem criticado a Opep por não agir para derrubar o preço. Analistas dizem que existe a possibilidade de que o governo libere parte de suas reservas estratégicas.

Às 11h30, será divulgado o relatório semanal de estoques de petróleo dos EUA pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

No pregão de ontem, o IBOV tocou e respeitou o duplo suporte formado pela MM21 e pela retração de 50% de Fibonacci, conforme antecipado em nosso estudo, como cenário muito provável.

Pois bem, deixou longa sombra inferior, fechando perto da máxima do dia e com forte volume.

Para essa quarta-feira, eu entendo que teremos continuidade da pressão compradora, com rompimento e consolidação acima do forte 78.785.


Assim sendo, uma sessão de alta moderada seria a minha aposta.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Um olho no IBOV outro nas esquisas


Bom dia, investidor!

IBOV mostra retração expressiva, mas com pouco volume, enquanto pesquisas continuam mostranso a evolução dos candidatos >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas não tiveram sinal único, nesta terça-feira. As praças de Xangai e Tóquio fecharam em direções opostas, após não operarem na segunda-feira, com o iene mais fraco apoiando o mercado japonês, enquanto feriados locais deixaram as bolsas da Coreia do Sul e de Hong Kong fechadas hoje.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,58%, em 2.781,14 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 0,54%, a 1.502,71 pontos. As ações chinesas chegaram a reagir no meio do dia, mas não tiveram fôlego, em jornada negativa para papéis do setor imobiliário, que caiu 4,4%.

Já na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,29%, a 23.940,26 pontos. O fortalecimento do dólar ante o iene apoiou o movimento, já que isso é positivo para ações de exportadoras locais. Ainda no país, o juro do bônus de 10 anos do governo do Japão (JGB, na sigla em inglês) atingiu o maior patamar desde janeiro de 2016, em meio a um movimento global de venda de bônus soberanos e após a ata da reunião de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês). O presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, voltou a reafirmar hoje o compromisso de manter as taxas de juros "extremamente baixas por um período prolongado". Entre as ações em foco hoje, as seguradoras avançaram 1,5%, apoiadas pela alta do JGB.

Com 28% das intenções de voto, o candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, manteve-se estável na liderança das intenções de voto para o primeiro turno da disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada ontem, segunda-feira, 24. No levantamento anterior apresentado pelo instituto, no último dia 18, o presidenciável tinha o mesmo porcentual de preferência entre o eleitorado. 

O líder nas pesquisas de intenção de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, Jair Bolsonaro (PSL), não consegue superar nenhum adversário nas simulações de segundo turno da pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, 24. Conforme o instituto, se a segunda etapa da disputa fosse hoje, ele perderia para Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), além de só empatar com Marina Silva (Rede). 

Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) têm os eleitores mais convictos na disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 24. Entre os entrevistados ouvidos pelo instituto, 51% dos eleitores de Haddad dizem que não mudariam o voto de jeito nenhum. Por outro lado, 49% daqueles que declaram voto em Bolsonaro dizem que a decisão é definitiva. 

O cobre opera em baixa na manhã desta terça-feira, continuando a devolver ganhos da semana anterior, no dia em que a China voltou de um feriado que deixou mercados fechados. Influi ainda no mercado do metal a notícia de que o governo chinês não deve participar neste momento de conversas com os Estados Unidos sobre suas diferenças no comércio, bem como o recuo de mais cedo da Bolsa de Xangai, com ações do setor imobiliário mostrando fraqueza.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,1%, a US$ 6.292,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro recuava 0,46%, a US$ 2,8230 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores se preparam para a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de amanhã. Nesta quarta-feira, a expectativa é de alta nos juros, mas será monitorada qualquer mudança na trajetória prevista pelos dirigentes em suas projeções e ainda a entrevista coletiva do presidente da instituição, Jerome Powell.

Entre os metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,32%, a US$ 2.527 a tonelada, o alumínio avançava 0,1%, a US$ 2.046 a tonelada, o estanho ganhava 0,24%, a US$ 18.935 a tonelada, o níquel operava em alta de 0,59%, a US$ 12.895 a tonelada, e o chumbo recuava 0,39%, a US$ 2.021 a tonelada. 

O petróleo opera em alta na manhã desta terça-feira, mesmo após o contrato do Brent encerrar ontem na máxima em quatro anos. A commodity é ainda apoiada pela decisão do fim de semana da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de outras nações aliadas, como a Rússia, de manter seus níveis de produção.

Às 9h24 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,64%, a US$ 72,54 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 1,03%, a US$ 82,04 o barril, na ICE.

Reunidos na Argélia no domingo, a Opep e seus aliados reiteraram que pretendem respeitar as atuais cotas de produção, implementadas inicialmente no início de 2017. Os produtos não anunciaram planos específicos para elevar a produção, aparentemente desafiando os pedidos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o cartel eleve a produção para que os preços caiam.

Às 17h30 (de Brasília), o American Petroleum Institute divulga seu relatório semanal sobre estoques de petróleo nos EUA na última semana. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candle de correção expressivo (marobuzu), porém acompanhado de baixo volume.

Tracei retrações de Fibonacci entre o fundo recente e a máxima da semana passada, para utilizar como referência.

Na minha visão, teremos um abertura em baixa, com teste da região formada pela retração de 50% e média móvel de 21 períodos (linha vermelha), com chances de recuperação ao longo do pregão.

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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Bolsa em 80K aguarda feriado asiático e FED na quarta


Bom dia, investidor!

Feriados na ásia, início da vigência da tarifa EUA x China e FED na quarta orientam a semana >>>> LEIA MAIS >>>

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Em uma segunda-feira atípica na Ásia, com importantes mercados fechados por causa de feriados, o dia foi negativo entre as bolsas que abriram, com investidores mais temerosos e com menos expectativa de uma resolução em breve na disputa comercial travada entre China e Estados Unidos. Feriados locais, porém, fizeram com que as bolsas no Japão, na China, em Taiwan e na Coreia do Sul não operassem.

Hoje entra em vigor a tarifa dos EUA contra US$ 200 bilhões em produtos da China e também a retaliação de Pequim contra US$ 60 bilhões em produtos americanos. Além disso, no fim de semana (horário local), fontes da China afirmaram que o país não pretende participar do diálogo planejado com os EUA, proposto pelo Tesouro americano, informou o Wall Street Journal. A notícia diminuiu a perspectiva de uma resolução na disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em baixa de 1,62%, a 27.499,39 pontos, após quatro dias de altas. Companhias do setor imobiliário se saíram mal, com Country Garden em queda de 5,6% e CR Land, de 4,8%. Papéis de operadoras de cassinos em Macau recuaram entre 4% e 5%. Já a petroleira CNOOC subiu, apoiada pela força do petróleo.

Hoje, o fechamento dos principais mercados afetou a liquidez nas bolsas que abriram. Nesta terça-feira pode haver nova jornada fraca nas bolsas asiáticas, quando os mercados de Japão, China e Taiwan voltam ao trabalho e devem reagir às notícias sobre as tensões comerciais e a dificuldade no diálogo entre EUA e Pequim

O índice de sentimento das empresas da Alemanha recuou de 103,9 em agosto (dado revisado, de 103,8 antes informado) a 103,7 em setembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda maior, a 103,2.

O chamado índice de condições atuais do Ifo caiu de 106,5 em agosto (dado revisado, de 106,4 antes calculado) para 106,4 em setembro. Já o índice de expectativas econômicas teve baixa de 101,3 no mês anterior (também revisado, de 101,2 antes informado) a 101,0 em setembro.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção. 

Os contratos futuros de cobre não tinham sinal único na manhã desta segunda-feira, com investidores avaliando os possíveis impactos na economia global da disputa comercial entre Estados Unidos e China. 

Às 8h43 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,2%, a US$ 6.350 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), subindo 6,7% ao longo da última semana, após meses de pressão de baixa. Os volumes negociados, porém, eram menores, por causa de feriados na China e no Japão. O cobre para dezembro recuava 0,47%, a US$ 2,8440 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,08%, a US$ 2.536 a tonelada, o alumínio recuava 0,94%, a US$ 2.061,50 a tonelada, o estanho caía 0,18%, a US$ 18.905 a tonelada, o níquel tinha baixa de 1,36%, a US$ 13.095 a tonelada, e o chumbo subia 0,44%, a US$ 2.049,50 a tonelada. 

O petróleo opera em alta na manhã desta segunda-feira, o que pode levar o Brent a fechar na máxima em quase quatro anos, após no fim de semana a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, como a Rússia, reafirmarem o compromisso de controlar a oferta.

Às 8h45 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 1,70%, a US$ 71,98 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 2,35%, a US$ 80,65 o barril, na ICE.

Analistas acreditam que a Opep terá dificuldades para compensar a produção menor do Irã e da Venezuela. Alguns agentes do mercado, contudo, alertam que a alta do Brent deixa os preços vulneráveis a uma repentina correção para baixo, diante das preocupações com o crescimento econômico global e do próprio desejo da Opep de manter o preço do barril abaixo de US$ 80.

No fim de semana, a Opep e seus aliados concordaram em reunião na Argélia em manter os patamares de produção. O grupo em geral concorda que os preços acima de US$ 80 poderiam prejudicar a demanda, mas não há consenso no cartel e entre seus aliados se eles deveriam conter os preços, assim que sanções dos EUA contra o setor de petróleo do Irã começarem a vigorar, em novembro. Na semana passada, o presidente americano, Donald Trump, pressionou a Opep para agir para abaixar os preços.

O gráfico diário do IBOV mostra uma forte movimentação de alta na semana passada, com o rompimento da linha superior de uma cunha e cruzamento das médias móveis para "modo compra".

Isso não significa, na minha leitura, que não passaremos por turbulências durante essa semana, mas ela tende a ser de alta.

Metais e petróleo mostrando força no curto prazo podem ser um fator secundário, porém importante no período.

Ademais, teremos impacto das tensões comerciais entre EUA x China, o FED na quarta-feira e como driver primário a corrida presidencial.

O forte volume negociado na última sessão chama a atenção, após dois dias de correção no tempo.

Suportes em 79.020 e logo abaixo em 78.785.

Em caso de rompimento da máxima da semana passada (80k), o alvo de curto prazo seria 81.790, topo recentemente marcado em agosto.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

CVM começa a regulamentar criptomoedas


Bom dia, investidor!

A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que permite que fundos invistam em criptomoedas no exterior é considerada um marco no cenário mundial desse tipo de ativo. >>> LEIA MAIS >>>

Clique no gráfico do BITCOIN para ampliar.

As principais bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, depois de avanços recentes. Investidores continuam a monitorar riscos para o comércio global, sobretudo diante das tensões entre Estados Unidos e China, mas também começavam a se posicionar para a reunião da próxima semana do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), bem como para o fim do trimestre e alguns feriados no continente. Nesse quadro, Xangai e Tóquio encerraram a quinta-feira praticamente estáveis.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,06%, em 2.729,24 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve recuo de 0,22%, a 1.484,61 pontos. Na avaliação da corretora Haitong Securities, o mercado local pode ter atingido um pico no curto prazo. Hoje, papéis ligados aos setores de defesa recuaram, enquanto os de hotéis avançaram antes de feriados. Algumas companhias de metais raros foram apoiadas, após escaparem da lista mais recente de tarifas dos EUA sobre produtos chineses. Kanhoo Industry, Ningbo Yunsheng e Galaxy Magnets atingiram todas o limite diário de valorização, de 10%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,26%, a 27.477,67 pontos. A praça local chegou a mostrar mais força no meio do pregão, mas perdeu um pouco de fôlego.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei teve alta de 0,01%, a 23.674,93 pontos. Investidores acompanharam a reeleição do premiê Shinzo Abe como líder de seu partido governista, o que o mantém no comando do país. Entre os papéis mais negociados, Mizuho Financial Group subiu 1,26%, mas Tateru recuou 3,44%.

O cobre opera em queda nesta manhã, sem fôlego mesmo diante do dólar mais fraco em relação a outras moedas fortes. Investidores aguardam novas catalisadores, mantendo ainda o foco no comércio internacional.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,36%, a US$ 6.065 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e o cobre para dezembro recuava 0,33%, a US$ 2,7205 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,16%, a US$ 2.432,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,17%, a US$ 2.033,50 a tonelada, o estanho recuava 0,16%, a US$ 18.870 a tonelada, o níquel perdia 0,12%, a US$ 12.475 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,64%, a US$ 2.012 a tonelada. 

O petróleo opera em território positivo na manhã desta quinta-feira, embora com pouco impulso, ainda apoiado pelo recuo nos estoques dos Estados Unidos. Além disso, o dólar em geral mais fraco colabora para o movimento, já que nesse caso a commodity fica mais barata para os detentores de outras divisas.

Às 9h21 (de Brasília), o petróleo WTI para novembro subia 0,59%, a US$ 71,19 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 0,38%, a US$ 79,70 o barril, na ICE.

Ontem, o WTI fechou em alta de quase 2%, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informar que os estoques de petróleo dos EUA recuaram 2,1 milhões de barris na última semana, na quinta queda semanal consecutiva e para o patamar mais baixo desde fevereiro de 2015. O recuo veio praticamente em linha com a expectativa do mercado.

O Brent, por sua vez, aproxima-se da marca simbólica de US$ 80 o barril, atingida brevemente na semana passada pela primeira vez desde maio, quando ainda tocou a máxima em mais de três anos e meio. 

Os preços são impulsionados pelo recuo nas exportações do Irã, diante das sanções dos EUA. Além disso, há expectativa por uma reunião liderada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na Argélia neste fim de semana, onde podem surgir sinais dos planos da Arábia Saudita e da Rússia para elevar a produção, diante do recuo na oferta iraniana. 

A decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que permite que fundos invistam em criptomoedas no exterior é considerada um marco no cenário mundial desse tipo de ativo. A afirmação é do diretor da Bolsa de Moedas virtuais Empresariais de São Paulo (Bomesp), Fernando Barrueco. Segundo ele, o fato de o País ter alguma regulação para criptomoedas atrairá investimentos.

"É um ótimo começo para que os fundos nacionais, mesmo que de forma indireta, comecem a investir em criptomoedas e se preparem para possível legislação, que permita o investimento direto no Brasil", diz o diretor da Bomesp.

Segundo ele, a determinação atual não veda o investimento indireto em criptoativos. "É uma interpretação da legislação já existente pela CVM, uma autorização aos fundos nacionais", completa. 

O presidenciável Ciro Gomes, do PDT, é o único candidato que venceria todos os adversários no segundo turno da eleição, segundo pesquisa da Datafolha, divulgada na madrugada desta quinta-feira.

Na segunda etapa da disputa, Ciro tem 45% das intenções de voto, uma vantagem de seis pontos sobre Jair Bolsonaro (PSL), com 39%.

Em outros cenários para o segundo turno, Ciro ganharia de Fernando Haddad (PT), por 42% a 31%, de Geraldo Alckmin (PSDB), por 41% a 34%, e de Marina Silva (Rede), por 45% a 31%.

O levantamento também mostra que, no segundo turno, Bolsonaro empataria com Haddad, com 41% cada, e ficaria tecnicamente empatado com Marina (42% a 41%) e Alckmin (39% a 40%, para o tucano).

Alckmin, por sua vez, venceria Haddad (39% a 35%) e Marina (39% a 36%).

A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo. Foram ouvidos 8.596 eleitores em 323 municípios de todo o País entre 18 e 19 de setembro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o código BR-06919/2018. 

O gráfico diário do IBOV fez uma pausa na sessão de ontem, após uma escalada de três dias seguidos. Clique no gráfico para ampliar.

O alvo da semana foi alcançado (78.785), mas penso que o mercado poderá ir além.

Para isso bastaria romper novamente 78.785 e manter-se acima desse patamar, fechando acima desse nível de preços.


Isso abriria espaço para um teste de 81.790 dentro de uma semana, aproximadamente.





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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Em dia de COPOM, só se fala de eleição



Bom dia, investidor!

SELIC, eleições e IBOV mostra força em viés de alta >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em sua maioria em território positivo nesta quarta-feira. Nas praças da China, houve fraqueza inicial, após as altas fortes de ontem, mas os índices voltaram a ganhar fôlego e firmaram-se com mais ganhos, com papéis ligados ao setor de tecnologia em destaque. Na Bolsa de Tóquio, houve avanço pelo quarto pregão seguido, em dia de decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) que, como esperado, manteve os juros.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,14%, em 2.730,85 pontos, e a de Shenzen, de menor abrangência, avançou 1,36%, a 1.487,95 pontos. Xangai obteve a máxima de fechamento em duas semanas, em uma jornada positiva para ações de empresas ligadas a semicondutores, após o Alibaba anunciar que pretende estabelecer uma base de fabricação de microchips. Nationz Tech, Will Semi e Acetron New Materials atingiram a valorização máxima diária, de 10%, e o setor de infraestrutura também subiu.

Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng fechou com ganho de 1,19%, em 27.407,37 pontos. A maioria dos setores ligados à China avançou hoje. Megniu Dairy foi destaque, em alta de 6,9%, e Geely subiu 5,7%, em dia positivo também para o setor financeiro. China Construction Bank teve alta de 1,7%.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,08%, a 23.672,52 pontos, sua quarta alta seguida e próximo das máximas em oito meses. A alta nos Treasuries durante a madrugada apoiou a ação de seguradoras japonesas, que são grandes compradoras dos bônus dos EUA. Já os juros dos bônus do governo do Japão (JGB) recuaram das máximas da sessão no fim do dia local, após o Banco do Japão (BoJ) manter a política e reafirmar seu compromisso com um relaxamento monetário por período prolongado.

Os contratos futuros de cobre operam com ganhos na manhã desta quarta-feira, apoiados pelo dólar em geral mais fraco. Além disso, investidores avaliam as mais recentes novidades na disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,2%, a US$ 6.096 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), após avançar mais de 2% na terça-feira. O cobre para dezembro avançava 0,15%, a US$ 2,7345 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar recuava ante outras moedas fortes. O movimento do câmbio, nesse caso, deixa as commodities negociadas na divisa americana mais baratas para os detentores das outras moedas, o que tende a apoiar o apetite dos investidores.

Além disso, o quadro no comércio é monitorado. O governo chinês disse na terça-feira que planeja impor tarifas sobre US$ 60 bilhões em exportações dos EUA, em retaliação ao anúncio da segunda-feira do presidente americano, Donald Trump, de que pretende tarifar US$ 200 bilhões em produtos chineses. O premiê chinês, Li Keqiang, porém, defendeu hoje o sistema de comércio global e disse que pretende resolver os problemas por meio de consultas, não com ações unilaterais.

O cobre também é apoiado por sinais de um mercado mais apertado. Os estoques monitorados pela LME recuaram 20 mil toneladas ao longo da última semana, o que leva o recuo nos estoques a mais de 80 mil toneladas no terceiro trimestre até agora, segundo o ING Bank.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,4%, a US$ 2.431 a tonelada, o alumínio tinha alta de 0,4%, a 2.037 a tonelada, o estanho avançava 0,4%, a US$ 19.015 a tonelada, o níquel subia 1,6%, a US$ 12.555 a tonelada, e o chumbo, na contramão, recuava 0,9%, a US$ 2.049 a tonelada. 

O petróleo opera perto da estabilidade, na manhã desta quarta-feira, com o mercado avaliando uma inesperada alta nos estoques dos Estados Unidos, no levantamento do American Petroleum Institute. Agora, há expectativa pela divulgação do relatório semanal oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), às 11h30 (de Brasília).

Às 9h38, o petróleo WTI para novembro, contrato mais líquido, subia 0,03%, a US$ 69,61 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro recuava 0,01%, a US$ 79,02 o barril, na ICE.

No fim da terça-feira, o API informou que os estoques dos EUA aumentaram 1,2 milhão de barris na última semana. Alguns agentes no mercado previam uma queda de 2,5 milhões de barris, segundo Warren Patterson, estrategista de commodities do ING Bank.

A projeção dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal para o dado oficial é de recuo de 2,1 milhões de barris nos estoques, na semana encerrada no dia 14.

Em dia de Copom, ninguém lembra que há uma taxa chamada Selic, com essa eleição pegando fogo do jeito que está. O Ibope confirmou a polarização entre Bolsonaro e Haddad, que deu um salto de 11 pontos em apenas sete dias, de 8% para 19%, e já é o 2º colocado. Bolsonaro também continua mostrando força. Cresceu mais dois pontos e lidera com 28%. Nas simulações do segundo turno, os dois estão empatados, com 40% cada.

O candidato à Presidência da República e líder nas intenções de voto no primeiro turno, Jair Bolsonaro, teve vetada sua participação hoje em uma série de sabatinas com os presidenciáveis.

Ainda sob cuidados médicos no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, o candidato seria sabatino via Skype de seu leito. Informações da produção do evento Páginas Amarelas, da revista Veja, dão conta de que os médicos optaram por não autorizar sua participação, já que suas condições ainda inspiram cuidados.


O IBOV mostrou força na sessão de ontem, deixando para trás a linha superior da cunha e as médias móveis, que estão em "modo compra".

Isso não significa que não teremos correções e turbulências no meio do caminho, mas o viés é de alta.

Temos suporte imediato em 77.300, mas eu penso que ele dificilmente será testado no curto prazo, mas se for, deverá segurar os preços.

O alvo curto da movimentação atual é 78.785, que separa o joio do trigo.


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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Arrancada supera 77.000


Bom dia, investidor!

Arrancada do IBOV ontem e alta moderada hoje supera os 77K >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas chegaram a mostrar mais fraqueza no início do pregão, mas fecharam na maioria em alta, com investidores em geral dando pouca importância ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que uma nova rodada de tarifas sobre produtos chineses entrará em vigor na próxima semana. Nesta madrugada, o governo chinês já disse que pretende retaliar. Algumas praças se recuperaram após quedas recentes, com Xangai e Tóquio registrando altas superiores a 1%.

A Bolsa de Xangai fechou com ganho de 1,82%, em 2.699,95 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 1,68%, a 1.467,99 pontos. Xangai se recuperou após recuar em 12 das últimas 15 sessões, depois de atingir na segunda-feira patamar próximo à mínima de fechamento em quatro anos. A Bolsa de Xangai chegou a oscilar durante o pregão, mas ganhou força nas horas finais.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei fechou com ganho de 1,41%, em 23.420,54 pontos. Segundo a gestora de ativos Shinkin Asset Management, as tarifas dos EUA contra a China vieram como esperado, a economia global mostra solidez e os balanços em geral têm sido positivos, o que se reflete nos preços das ações. Papéis de companhias siderúrgicas, aéreas e seguradoras se saíram bem hoje.

Os contratos futuros de petróleo chegaram a operar em território negativo nesta madrugada, mas inverteram o sinal após relatos de que o governo da Arábia Saudita se declarou "confortável" com o barril do Brent na casa dos US$ 80. Além disso, investidores monitoram os sinais para a oferta e a demanda e também a disputa comercial entre Estados Unidos e China.

Às 9h55 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro subia 1,35%, a US$ 69,84 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para novembro avançava 1,45%, a US$ 79,18 o barril, na ICE.

A sinalização da Arábia Saudita de que está confortável com o preço atual do barril é importante porque o país é o líder de fato da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e um dos principais nomes nesse mercado. Com isso, Riad sinaliza que não deve agir para colocar mais petróleo no mercado, o que pressionaria os preços.

O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, por sua vez, declarou mais cedo que, na avaliação dele, o patamar atual do petróleo é algo apenas temporário, fruto das sanções dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo a imprensa russa, Novak criticou as sanções americanas como "contraproducentes" e um "equívoco". O governo do presidente americano, Donald Trump, se retirou do acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano, o que abriu o caminho para a volta de sanções econômicas contra o país persa. Essas sanções devem se voltar especificamente contra o setor de petróleo iraniano em novembro, mas a expectativa por elas já influi no mercado e tem levado empresas a rever seus negócios com Teerã.

Investidores ainda aguardam o relatório semanal de estoques nos EUA do American Petroleum Institute (API), que sai às 17h30. 

O cobre opera com ganhos superiores a 1%, na manhã desta terça-feira.

Às 9h58 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,42%, a US$ 6.035 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e às 7h50 o cobre para dezembro tinha alta de 1,68%, a US$ 2,6955 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 1,74%, a US$ 2.373,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,91%, a US$ 2.052,00 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,32%, a US$ 19.000 a tonelada, o níquel operava em alta de 0,94%, a US$ 12.390,00 a tonelada, e o chumbo recuava 0,48%, a US$ 2.058 a tonelada. 

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta terça-feira, 18, que não vai dar indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato. "Lula é o primeiro a dizer que não quer favor, quer reconhecimento do erro do Judiciário". Pressionado, Haddad, pela primeira vez, negou: "Não. Não ao indulto", disse, em entrevista à Rádio CBN e ao portal G1.

Na entrevista, Haddad citou novamente que nas visitas que faz ao líder petista ele próprio rechaça a ideia de deixar a prisão por meio de um decreto presidencial, pois confia que as cortes brasileiras de justiça e os fóruns internacionais irão atestar a sua inocência no processo do tríplex do Guarujá, em que foi condenado a 12 anos e um mês de prisão. Lula está preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba desde o dia 7 de abril. "Lula é o primeiro a dizer que não quer favor, quer reconhecimento do erro judiciário", emendou.

O IBOV inicia o pregão dessa terça-feira em leve alta, após a escalada vista na véspera.

Ontem houve o rompimento das duas médias e ainda da cunha de baixa. IBOV intradiário ondem e hoje: clique para ampliar.

O desafio é operar acima dos pontos vencidos, reunindo forças para superar 77.300, cujo rompimento projetaria teste de 78.785 em um ou dois pregões.

A expectativa para o pregão de hoje é de alta moderada.




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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

BC prevê PIB de +1,6%


Bom dia, investidor!

IBC-BR (prévia do PIB) apontou maior desempenho em 3 anos >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta segunda-feira, com a disputa comercial entre Estados Unidos e China novamente no radar. No fim de semana, fontes ouvidas pelo Wall Street Journal afirmaram que o presidente americano, Donald Trump, pode anunciar tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses nos próximos dias, enquanto a China avaliaria a possibilidade de nem participar de novas negociações com Washington, no contexto atual. Nesse quadro, a Bolsa de Xangai fechou no menor patamar desde novembro de 2014, enquanto Tóquio não operou, devido a um feriado local no Japão.

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,11%, em 2.651,79 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve queda de 1,54%, a 1.443,73 pontos, também na mínima de fechamento desde 2014.

Uma saída confusa e abrupta da União Europeia causaria sérios problemas para a economia do Reino Unido, advertiu o Fundo Monetário Internacional (FMI) em relatório nesta segunda-feira. Em sua avaliação regular sobre a economia do país, o Fundo diz esperar que o Reino Unido cresça cerca de 1,5% neste ano e no próximo, contanto que Londres e Bruxelas cheguem aos termos do acordo para a saída da nação da UE, prevista para março de 2019.

O FMI afirma que um período de transição é essencial para evitar problemas nesse processo entre a saída e o início de uma nova relação econômica com o bloco. "O grande escopo de trabalho que ainda há e o tempo limitado antes da saída do Reino Unido da UE podem levar a preparações incompletas no dia da saída, mesmo diante dos esforços mais determinados", alerta.

O Fundo adverte que a saída do bloco sem um acordo sobre a retirada e a transição representaria "custos substanciais" para o Reino Unido e, em um tamanho menor, também para a UE. Nesse quadro, o FMI afirma que o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) deve esperar sinais mais claros de pressão inflacionária, antes de elevar os juros de novo.

Autoridades britânicas e europeias têm mostrado confiança na chance de um acordo nas próximas seis ou oito semanas. Investidores, porém, acreditam que o risco de uma saída sem um acordo tem aumentado. 

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulga nesta segunda-feira, às 11h, os resultados de mais uma pesquisa CNT/MDA de opinião. O levantamento traz as preferências eleitorais dos entrevistados em cenários para primeiro e segundo turnos de votação. Também traz a avaliação dos entrevistados sobre o governo federal o presidente Michel Temer.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Estados da Federação. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa está registrada sob o número BR-04362/2018.

A pesquisa será divulgada pelo site da CNT e nas redes sociais da entidade. 

O cobre opera em território negativo nesta manhã.

Às 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,39%, a US$ 5.882,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para dezembro recuava 0,85%, a US$ 2,6235 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na semana passada, o apetite por risco foi apoiado pelos sinais de que o governo Trump estava disposto a negociar novamente com a China. Agora, porém, parece que não deve haver mais diálogo no futuro próximo, alertam analistas do Commerzbank em nota. A China representa cerca da metade da demanda global por metais e há a visão crescente no mercado de metais de que as tarifas dos EUA têm sido um importante fator por trás de cerca perda de fôlego nos indicadores da China nos últimos meses.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,4%, a US$ 2.303,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,27%, a US$ 2.028,50 a tonelada, o estanho tinha queda de 0,66%, a US$ 18.920 a tonelada, o níquel operava em baixa de 0,85%, a US$ 12.310 a tonelada, e o chumbo caía 0,12%, a US$ 2.034,50 a tonelada. 

Os preços de petróleo avançam nesta segunda-feira, na esteira de um dólar mais fraco e expectativas continuadas de uma contração da oferta global.

Às 9h36 (de Brasília), o barril do WTI para outubro tinha 0,80%, a US$ 69,54, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para novembro subia 0,82%, a US$ 78,73 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os principais compradores do óleo bruto iraniano, como China e Índia, já começaram a reduzir importações, potencialmente apertando a oferta global. As exportações totais do país persa caíram 280 mil barris por dia (bpd) em agosto, para 1,9 milhão de bpd, de acordo com relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) publicado na semana passada.

Observadores do mercado de petróleo aguardam ainda a reunião de fim de semana na capital da Argélia entre os principais membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia, em busca de sinais sobre se os aliados continuarão a elevar a produção para compensar as baixas no Irã. 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve alta de 0,57% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição. A elevação ocorre depois de avanço de 3,42% em junho (dado já revisado), em movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,17 pontos para 138,96 pontos na série dessazonalizada de junho para julho. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde outubro de 2015 (139,05 pontos).

A atividade em maio havia sido bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o Brasil, verificada nas últimas semanas do mês. Em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar. Agora, em julho, mais uma vez, o indicador apresentou alta, embora em ritmo menor que o do mês anterior.

Na comparação entre os meses de julho de 2018 e julho de 2017, houve alta de 2,56% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 142,19 pontos em julho, ante 138,64 pontos de julho do ano passado.

O indicador de julho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 veio dentro do intervalo das projeções, mas mostrou desempenho acima do apontado pela mediana (1,75%) de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Broadcast Projeções (0,80% a 2,90% de intervalo). O patamar de 142,19 pontos é o melhor para meses de julho desde 2015 (143,63 pontos).

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. 

O gráfico diário do IBOV aponta consecutivos testes da região de 74.875 semana passada, fortalecendo esse patamar de preços.

Hoje devemos ter uma abertura negativa, provavelmente com o mercado se aproximando dessa região.

A minha visão é que ela será novamente respeitada, impulsionando uma sessão de recuperação e fechamento positivo.

A cunha de baixa deverá ter uma das extremidades posta à prova nos próximos dias. Clique no gráfico para ampliar.



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