quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Turquia pesa no dólar e na Bovespa


Bom dia, investidor!

Turquia eleva tarifas e retém preso americano. Crise turca e tensões com EUA elevam o dólar e preocupam bolsas. >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, pressionadas pelo fraco desempenho de ações de tecnologia e preocupações com a crise da Turquia.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto teve forte queda de 2,08%, encerrando o pregão a 2.723,26 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou baixa semelhante, de 2,12%, a 1.481,82 pontos. Papéis de tecnologia se destacaram negativamente na China hoje, mas houve perdas também entre empresas do setor de saúde e fabricantes de aparelhos domésticos e vinho.

No Japão, o Nikkei caiu 0,68%, a 22.204,22 pontos, após relatos de que o governo chinês poderá desacelerar suas aprovações para novos jogos eletrônicos. Apenas a Nintendo sofreu um tombo de quase 3% em Tóquio.

Em outras partes da Ásia, papéis de tecnologia também pesaram sobre o Hang Seng, que recuou 1,55% em Hong Kong, a 27.323,59 pontos, atingindo o menor nível em um ano, e o Taiex, que caiu 0,99% em Taiwan, a 10.716,75 pontos, seu pior patamar em cinco semanas. Já a bolsa de Coreia do Sul não operou hoje, devido a um feriado nacional.

A crise turca também continua sendo motivo de preocupação para investidores globais.

Embora a lira turca esteja em seu segundo dia de recuperação nesta quarta, depois de registrar acentuadas perdas entre o fim da semana passada e o começo desta em meio a divergências entre Turquia e EUA, o governo turco anunciou mais cedo uma forte elevação de tarifas sobre uma série de produtos americanos, incluindo carros, álcool, carvão e arroz. A iniciativa veio depois que os EUA decidiram, na última sexta-feira, dobrar tarifas sobre aço e alumínio importados da Turquia.

Além disso, uma corte turca rejeitou nesta quarta um recurso que pedia a libertação do pastor americano Andrew Brunson, pivô das recentes desavenças comerciais entre Turquia e EUA.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, ampliando perdas moderadas da sessão anterior, após dados desfavoráveis sobre estoques americanos da commodity e em meio à valorização do dólar.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para setembro caía 1,24% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 66,21, enquanto o do Brent para outubro recuava 0,99% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 71,74.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve aumento de 3,7 milhões de barris na semana passada. O API também apontou acréscimo nos estoques de destilados, mas redução nos de gasolina.

Mais tarde, às 11h30 (de Brasília), investidores vão ficar atentos à sondagem oficial sobre estoques americanos, elaborada pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e que inclui números de produção. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal preveem que o DoE mostrará queda de 2,4 milhões nos estoques de petróleo bruto da última semana.

As cotações do petróleo também são pressionadas pelo dólar, que exibe tendência de valorização nos negócios da manhã, ainda sustentada pela crise da Turquia. O dólar forte torna o petróleo e outras commodities denominadas na moeda americana mais caros para quem utiliza outras divisas. 

O cobre opera em baixas consideráveis nesta quarta-feira, em meio a várias notícias que provocam cautela com o quadro macroeconômico e também com dúvidas sobre a oferta, o que gera uma onda de vendas de contratos do metal. 

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses tinha baixa de 2,6%, a US$ 5.888 a tonelada, na mínima em mais de um ano, na London Metal Exchange (LME), com outros metais industriais também em baixa de 2% ou mais. O cobre para setembro caía 2,65%, a US$ 2,6110 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores ainda acompanham as negociações trabalhistas na mina Escondida, no Chile, a maior do mundo. As mais recentes sinalizações, porém, eram de que um acordo poderia estar perto, o que evitaria uma greve similar à do ano passado, que apoiou o metal na ocasião. Um acordo rápido, neste ano, pode significar pressão de baixa para os preços.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 3,61%, a US$ 2.362 a tonelada, o alumínio cedia 2,15%, a US$ 2.025 a tonelada, o estanho tinha baixa de 1,75%, a US$ 18.755 a tonelada, o níquel recuava 2,23%, a US$ 13.125 a tonelada, e o chumbo caía 2,77%, a US$ 2.018,50 a tonelada. 

Termina hoje o prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas que irão disputar as eleições gerais de outubro deste ano. E as atenções do dia estarão voltadas, mais uma vez, para o ainda líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá e preso pela Lava Jato desde 7 de abril na sede da Polícia Federal de Curitiba, que insiste na manutenção de seu nome na corrida presidencial, nos limites permitidos pela legislação. 

Por ter sido condenado por um colegiado da justiça, na prática, o petista está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Para marcar o protocolo de sua candidatura, o PT programou para hoje, em frente ao TSE, um grande ato que reunirá correligionários, simpatizantes e movimentos sociais, como o MST.

Apesar da movimentação, alguns dirigentes do próprio partido, como o ex-governador Jaques Wagner, acreditam que a candidatura do ex-presidente deverá ser impugnada pela justiça eleitoral e que o plano B da legenda, com o ex-prefeito Fernando Haddad na cabeça de chapa e Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice, deve ser implementado rapidamente, sob risco do PT perder o timing numa eleição muito curta, de cerca de 50 dias. 

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,99% no acumulado do segundo trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,84% no segundo trimestre de 2018 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais. Neste caso, o resultado ficou dentro das projeções dos analistas, que variavam de alta de 0,50% a 1,70% (mediana positiva de 0,80%).

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

IBOV interrompe alta no curto prazo e sente crise da Turqueia

O gráfico diário do IBOV mostra um movimento na direção das médias móveis, conforme citado ontem no informe.

Deve abrir recuando, sentido a região como resistência, na primeira batida, uma vez que estão justapostas e formam um barreira dupla.

O fundo marcado dia 02/08 aos 78.575 também torna o rompimento mais difícil, logo de cara, sem falar em 78.890, ponto que gerou a forte baixa vista em junho.

A minha expectativa para hoje é de uma abertura em baixa moderada, perto de 1% no início dos negócios, com recuperação parcial ao longo do dia e fechamento em leve queda ou mesmo lateral.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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