quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Mercado reage às pesquisas


Bom dia, investidor!

Lula lidera com 39%, dólar dispara e bolsa recua >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, à espera da retomada de negociações comerciais entre americanos e chineses e deixando de lado uma nova onda de turbulência política que gira em torno do presidente dos EUA, Donald Trump.

Autoridades dos EUA e China devem iniciar hoje, em Washington, uma nova rodada de discussões comerciais. A retomada do diálogo entre as duas maiores economias do mundo ocorre na véspera do prazo final para que os EUA imponham tarifas de 25% sobre mais US$ 16 bilhões em produtos chineses, plano que, se confirmado, tende a levar Pequim a retaliar na mesma proporção. Segundo recente matéria do The Wall Street Journal, a ideia é que as conversas desta semana culminem em uma reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, possivelmente em novembro.

O índice japonês Nikkei terminou o pregão de hoje em alta de 0,64% em Tóquio, a 22.362,55 pontos, enquanto o Hang Seng subiu 0,63% em Hong Kong, a 27.927,58 pontos, o sul-coreano Kospi avançou 0,14% em Seul, a 2.273,33 pontos, e o Taiex mostrou ligeiro ganho de 0,11% em Taiwan, a 10.804,20 pontos.

Na China continental, por outro lado, os mercados voltaram para o vermelho, após acumularem sólidos ganhos nas duas sessões anteriores. O Xangai Composto recuou 0,70%, a 2.714,61 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,14%, a 1.454,52 pontos.

Os ganhos prevaleceram na Ásia apesar dos últimos desdobramentos políticos nos EUA. Ontem, Michael Cohen, ex-advogado pessoal do presidente Trump, admitiu ter violado leis de financiamento de campanha e cometido fraudes fiscais e bancárias. Já Paul Manafort, ex-diretor de campanha de Trump, foi considerado culpado tanto de fraude fiscal como bancária.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta de mais de 1% na manhã desta quarta-feira, ampliando ganhos da sessão anterior, em reação à última pesquisa do American Petroleum Institute (API) sobre estoques dos EUA.

No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu expressiva queda na semana passada, de 5,2 milhões de barris. O API também apontou redução nos estoques de gasolina, de 900 mil barris, mas aumento nos de destilados, de 1,8 milhão de barris.

Nas próximas horas, será divulgada a sondagem oficial sobre estoques americanos, elaborada pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e que inclui números de produção. Analistas preveem que o DoE mostrará queda de 2 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto dos EUA da última semana.

Às 9h25 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para outubro subia 1,65% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 73,83, enquanto o WTI para o mesmo mês avançava 1,58% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 66,88.

O cobre opera em queda nesta quarta-feira antes de negociações comerciais entre os EUA e a China, em Washington, e à espera da divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA). As negociações têm estado no foco dos investidores, uma vez que a China é o maior comprador do metal do mundo.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 0,67%, a US$ 6.019,50 a tonelada, às 9h30 (de Brasília). O cobre para setembro recuava 0,76%, a US$ 2,6750 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos, o zinco subia 0,86%, para US$ 2.452 a tonelada métrica, o alumínio tinha alta de 0,46%, para US$ 2.074 a tonelada métrica, o estanho ganhava 0,16%, para US$ 19.070 a tonelada métrica, o níquel acelerava 0,33%, para US$ 13.605 a tonelada métrica e o chumbo caía 0,05%, para US$ 2.013 a tonelada métrica.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 39% das intenções de voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada na madrugada desta quarta-feira, 22. O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) tem 19%, a ex-ministra Marina Silva (Rede), 8%, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), 6%, e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), 5%. Alvaro Dias (Podemos) aparece com 3%, João Amoêdo (Novo) soma 2% e Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (PSOL), Cabo Daciolo (Patriota) e Vera (PSTU) têm 1% cada.

No cenário sem a apresentação do nome de Lula, que está em preso em Curitiba desde 7 de abril, Bolsonaro lidera com 22% e Marina tem 16%. Na sequência aparecem Ciro, com 10%, e Alckmin, com 9%. Dias e o provável substituto de Lula na disputa, Fernando Haddad (PT), têm 4% cada. Amoêdo e Meirelles têm 2%, enquanto Vera, Daciolo, Boulos e João Goulart Filho (PPL) têm 1%. Eymael (DC) não pontuou nos dois cenários.

Questionados se o apoio de Lula os levaria a apoiar algum candidato, 48% responderam que não, 31% disseram que o fariam com certeza e 18% afirmaram que talvez. O apoio do presidente Michel Temer faria 87% das pessoas não votar no candidato.

Os candidatos mais rejeitados pelos eleitores são Bolsonaro (39%), Lula (34%), Alckmin (26%), Marina (25%) e Ciro (23%). Haddad soma 21% nesse quesito.

Nas simulações de segundo turno, Lula venceria Alckmin (53% a 29%), Marina (51% a 29%) e Bolsonaro (52% a 32%). Haddad seria derrotado por Alckmin (43% a 20%) e Bolsonaro (38% a 29%). Alckmin venceria Bolsonaro (38% a 33%) e Ciro (37% a 31%), mas perderia para Marina (41% a 33%).

Candidato a vice na chapa do PT à Presidência da República, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad virou réu em ação de improbidade administrativa na qual o Ministério Público de São Paulo pede a condenação do petista pelo suposto prejuízo de R$ 5,2 milhões aos cofres da Prefeitura com a construção de uma ciclovia pela sua gestão na capital (2013-2016).

A ação foi movida em fevereiro de 2016 pelos promotores Marcelo Milani e Nelson Sampaio e recebida anteontem pelo juiz Kenichi Koyama, da 11.ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo. Além de Haddad, também viraram réus os ex-secretários Jilmar Tatto (Transportes), candidato do PT ao Senado, e Ricardo Teixeira (Subprefeituras), um ex-assessor de Teixeira e a empresa Jofege Pavimentação e Construção, contratada para executar a obra.

Segundo a denúncia do MP paulista, a construção de um trecho de 12,4 km da ciclovia Ceagesp-Ibirapuera pelo valor de R$ 54,78 milhões foi feita sem a devida licitação, sem projeto executivo e com preço superfaturado. Os promotores afirmaram que cada quilômetro da ciclovia feita entre 2014 e 2015 na gestão Haddad custou R$ 4,4 milhões, valor 613% maior do que os R$ 617 mil pagos por quilômetro pela gestão do antecessor Gilberto Kassab (PSD) para fazer trecho de ciclovia na mesma região da cidade.

IBOV intradiário ontem e hoje até 10h20
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O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto delicado e decisivo.

Temos a retração de 50% de Fibonacci na região, além de 75.900, suporte relevante que eu considero um divisor de águas entre a compra e a venda.

Assim sendo, considero essa quarta-feira um pregão de suma importância, pois caso tenhamos alta e fechamento acima de 75.900 o mercado poderá interpretar como rompimento falso e marcar fundo.

Um pregão lateral deixaria tudo indefinido, seja ele de leve baixa ou leve alta.

Por outro lado, caso tenhamos mais uma sessão de queda, o IBOV entraria em um território vendedor, com poucas chances de reação no curto prazo.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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