segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mercado deve ter alta leve


Bom dia, investidor!

IBOV, em suporte, aguarda vencimento de opções >>> LEIA MAIS >>> Clique no gráfico para ampliar.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, à espera da retomada de discussões comerciais entre EUA e China nos próximos dias.

Uma delegação de nove autoridades chinesas estará nos EUA na quarta e quinta-feira (22 e 23) para retomar o diálogo sobre as desavenças comerciais entre Pequim e Washington, segundo o The Wall Street Journal. A ideia, diz o jornal americano, é que as conversas desta semana culminem em uma reunião entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em novembro. O objetivo seria evitar uma espiral de tensões comerciais que deteriore as relações entre americanos e chineses e prejudique ainda mais os mercados globais.

Nos últimos meses, EUA e China impuseram tarifas a bilhões de dólares em importações um do outro por divergirem obre desequilíbrios na balança comercial bilateral, que é notavelmente favorável a Pequim. Na quinta, vence um novo prazo para que os EUA punam mais US$ 16 bilhões em produtos chineses com tarifas de 25%, gesto que Pequim tende a retaliar na mesma proporção.

Os mercados da China mostraram volatilidade hoje, mas terminaram o pregão no azul. Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,11%, a 2.698,47 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,60%, a 1.451,07 pontos. No fim da semana passada, ambos os índices atingiram os menores níveis desde 2014.

Em Tóquio, a bolsa japonesa contrastou com as demais da região, contida pela força recente do iene frente ao dólar. O Nikkei caiu 0,32% nesta segunda, a 22.199,00 pontos. Já o volume de negócios, que envolveu apenas 983 milhões de ações, foi o segundo mais fraco do ano.

Os contratos futuros de cobre operam em alta significativa na manhã desta segunda-feira, após acumularem pesadas perdas na semana passada, favorecidos por uma recuperação do yuan chinês e maior estabilidade de moedas emergentes, incluindo a lira turca, movimento que ajuda a reduzir a pressão sobre a economia global.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,18%, a US$ 6.004,00 por tonelada. Em relação a uma semana atrás, porém, o metal ainda acumulava perdas de 2,1%.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para setembro avançava 1,79%, a US$ 2,6760 por libra-peso.

Na semana passada, o cobre atingiu mínimas em mais de 12 meses, num momento em que crescentes tensões entre EUA e Washington geraram preocupações sobre contágio em países emergentes e após indicadores fracos da China sugerirem desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Tensões com a Turquia levaram o dólar a subir fortemente ante moedas emergentes, tornando as commodities mais caras para investidores que utilizam outras divisas. Mas planos dos EUA e China de retomarem discussões comerciais esta semana, no entanto, ajudaram a acalmar os mercados de câmbio.

O yuan, por exemplo, vem se valorizando recentemente, ajudando a sustentar os preços de metais básicos, segundo analistas do banco alemão Commerzbank. A China é o maior consumidor mundial de metais para uso industrial.

Entre outros metais na LME, o viés era positivo. No horário indicado acima, o zinco avançava 0,31%, a US$ 2.396,00 por tonelada, o alumínio subia 2,44%, a US$ 2.081,50 por tonelada, o estanho aumentava 0,11%, a US$ 18.750,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,85%, a US$ 13.670,00 por tonelada, e o chumbo tinha alta 0,90%, a US$ 2.018,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam sem sinal único na manhã desta segunda-feira. Os dois contratos chegaram a subir mais cedo, após uma semana anterior negativa, mas o WTI perdeu fôlego, em meio à valorização do dólar.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para outubro caía 0,29%, a US$ 65,02 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro tinha alta de 0,18%, a US$ 71,96 o barril, na ICE.

A Caixa Econômica Federal anunciou na manhã de hoje lucro líquido de R$ 3,464 bilhões no segundo trimestre, cifra 33,9% superior à vista em um ano, de R$ 2,587 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando o resultado foi de R$ 3,191 bilhões, o crescimento foi de 8,6%.

De janeiro a junho, o lucro líquido da Caixa totalizou R$ 6,655 bilhões, um aumento de 63,3% na comparação com a primeira metade de 2017, quando o banco público apresentou resultado de R$ 4,074 bilhões. Conseguiu, assim, conforme a instituição destaca em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, o maior resultado já apresentado em um semestre.

O Brasil nunca teve tantos inadimplentes. Em julho, o total de brasileiros com dívidas em atraso chegou a 63,4 milhões, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), contingente quase equivalente à população da Itália. O número assusta, porque a série histórica mostrava uma melhora na inadimplência de março a setembro de 2017, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil. No entanto, a reversão das expectativas da economia afetou essa trajetória.

Os mais pobres ainda são os que mais devem, mas é entre as famílias de maior renda que a inadimplência tem resistido, indica a mais recente pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Enquanto o porcentual de famílias de menor renda com dívidas pendentes caiu de 29%, em julho de 2017, para 26,7%, agora, no grupo com renda superior a dez salários mínimos, o índice de inadimplentes alcançou 10,8%, ante 10,6% do mesmo mês do ano passado.

Já após a divulgação dos dados mais recentes de atividade, a expectativa de alta para o PIB este ano seguiu em 1,49%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,50%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%.

Na semana passada, foi a vez de o Banco Central informar que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 3,29% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. No acumulado do segundo trimestre, o indicador recuou 0,99%, impactado pela greve dos caminhoneiros.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 desacelerou de alta de 2,79% para elevação de 2,73%. Há um mês, estava em 2,91%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 permaneceu em 54,25%. Há um mês, estava em 54,60%. Para 2019, a expectativa seguiu em 57,70%, ante os 58,00% de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark sobre uma LTA (linha de tendência de alta), pontilhada em azul na imagem.

Além disso, a região marcou fundo dia 19/07 e posteriormente em 13/08.

Vale destacar que os preços estão sobre a banda de bollinger inferior.

Esses fatores favorecem a formação de um fundo duplo.

Portanto, a minha expectativa para esse início de semana, quanto teremos vencimento de opções no mercado doméstico, é de alta moderada.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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