sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Mercado de olho na dança dos vices


Bom dia, investidor!

PETR solta lucro de 10 bi e deve alavancar IBOV === segue a dança de acasalamento dos vice-presidentes >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas não tiveram movimento único nesta sexta-feira. Em Xangai, uma sessão volátil terminou em queda, enquanto Tóquio fechou praticamente estável. As tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos continuaram no radar, embora sem o peso da sessão anterior.

A Bolsa de Xangai fechou em queda de 1,00%, em 2.740,44 pontos, enquanto a Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 1,72%, a 1.553,62 pontos, nas mínimas em três meses e meio. Xangai chegou a oscilar perto da estabilidade durante o pregão, porém perdeu fôlego nas últimas horas do dia. Entre as ações mais negociadas, Air China recuou 0,40% e Anhui Conch Cement teve baixa de 1,44%, enquanto Bank of China subiu 0,01%. As tensões comerciais entre Pequim e Washington continuaram a gerar cautela, mas sem o impacto forte do pregão anterior.

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,06%, a 22.525,18 pontos. A bolsa japonesa chegou a mostrar força mais cedo, porém houve realização de lucros em ações do setor financeiro. Entre os destaques, Hoya subiu 5,1%, após balanço forte, e Panasonic avançou 2,2%, enquanto o banco Resona recuou 3,3% e Dai-ichi Life caiu 2,9%.

No cenário político, a senadora Ana Amélia (PP-RS) disse, em rápida entrevista concedida no Senado, que está disposta a ser vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB-SP), mas condicionou a decisão ao acerto entre os dois partidos em âmbito nacional e no seu estado natal, o Rio Grande do Sul. Embora tenha mostrado disponibilidade, a senadora disse que a parceria não está sacramentada.

Cuidadosa nas declarações, Ana Amélia evitou afirmar que aceita o convite do tucano. "A decisão caberá a Alckmin e ao presidente do partido (PP)", desconversou, dizendo que o anúncio oficial deve ser feito até esta sexta-feira. Tudo ainda depende de decisões sobre coligações para disputas de governos estaduais, segundo ela.

Já o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, confirmou que o partido fechou uma aliança com a Rede Sustentabilidade e que o ex-deputado Eduardo Jorge será candidato a vice na chapa de Marina Silva à Presidência. "O PV entendeu que essa aliança fortalece as composições nos Estados", disse Penna. Segundo o dirigente, o anúncio oficial da aliança será feito nesta sexta-feira.

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, evitou criticar o PSB e declinou na noite desta quinta-feira de comentar as negociações em torno da vaga de vice na chapa dele. "Enquanto não houver nenhum sinal de fumaça do PSB, as conversas sobre a vaga de vice estão congeladas", afirmou.

O cobre opera em território negativo na manhã desta sexta-feira, no encerramento de uma semana com preços pressionados pelas crescentes tensões entre Estados Unidos e China no comércio.

Às 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,46%, a US$ 6.111 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro, por sua vez, caía 0,42%, a US$ 2,7260 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Ontem, o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, defendeu a estratégia do governo do presidente Donald Trump. Em entrevista à rede Fox Business, Ross disse que é preciso que a situação seja "dolorosa" para a China, a fim de que Pequim mude sua conduta na questão comercial. Na quarta-feira, Trump pediu que sua equipe analise a possibilidade de impor tarifas de 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses.

Entre outros metais básicos na LME, o zinco subia 0,02%, a US$ 2.566,50 a tonelada, o alumínio recuava 0,37%, a US$ 2.030 a tonelada, o estanho caía 0,71%, a US$ 19.460 a tonelada, o níquel cedia 1,57%, a US$ 13.140 a tonelada, e o chumbo tinha baixa a 0,61%, a US$ 2.115 a tonelada. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China recuou de 53,9 em junho para 52,8 em julho, de acordo com pesquisa da IHS Markit feita em conjunto com a Caixin Media. A queda foi menor do que o recuo previsto por analistas consultados pela Trading Economics, que esperavam o indicador a 51,5. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão da atividade econômica no setor, enquanto resultados abaixo da marca apontam contração.

A IHS Markit e a Caixin também informaram que o PMI composto, que engloba os setores da indústria e de serviços, caiu de 53,0 em junho para 52,3 em julho, enquanto analistas previam recuo menor, para 51,0. De acordo com as duas empresas, os dados mostraram que a desaceleração no ritmo de crescimento geral da economia chinesa foi ampla, "com os fabricantes e prestadores de serviços na China registrando aumentos mais fracos de atividade no período mais recente da pesquisa".

Os contratos futuros de petróleo chegaram a subir mais cedo, porém têm se mantido em território negativo durante boa parte do início desta sexta-feira, em uma semana de volatilidade. Ontem, a commodity fechou com alta de 1,46% em Londres e de 1,92% em Nova York, reagindo após ter atingido os menores níveis em seis semanas. Hoje, porém, não mostra fôlego.

Às 9h57 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,29%, a US$ 68,76 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,35%, a US$ 73,19 o barril, na ICE.

Os preços estiveram sob pressão na semana, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informar na quarta-feira que ocorreu uma inesperada alta nos estoques de petróleo dos EUA. Além disso, houve uma elevação na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), liderada pela Arábia Saudita, e também da Rússia. Segundo a JBC Energy, a Rússia teve avanço "forte" na produção em julho, de 150 mil barris por dia ante o mês anterior, segundo a JBC Energy. Já a da Opep cresceu cerca de 300 mil barris por dia na mesma comparação, complementou a consultoria.

Há agora expectativa no mercado pela divulgação do relatório semanal de poços e plataformas em atividade nos EUA da Baker Hughes, às 14h. 

A Petrobras registrou no segundo trimestre lucro líquido de R$ 10,072 bilhões, cerca de 32 vezes maior que o resultado de R$ 316 milhões no mesmo intervalo de 2017. Em comparação com o primeiro trimestre, foi apurado um aumento de 44,7%.

Segundo comentário da administração que acompanha o demonstrativo financeiro, a elevação no comparativo trimestral reflete o aumento do market share de diesel e gasolina, "devido à redução de importação por terceiros, resultando em crescimento de 6% das vendas no mercado interno, com destaque para o diesel, que cresceu 15%.

A receita de vendas foi de R$ 84,395 bilhões, alta de 25,9% ante o segundo trimestre de 2017 e de 13% na comparação com o primeiro trimestre deste ano.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado somou R$ 30,067 bilhões, um aumento de 17% sobre o primeiro trimestre, "devido às maiores margens de vendas", como destaca o relatório. Em relação ao segundo trimestre do ano passado o aumento foi de 57,4%. A margem Ebitda ajustada foi de 36%, acima dos 35% três meses antes e dos 29% um ano atrás.

No primeiro semestre, o lucro líquido foi de R$ 17,033 bilhões, 257% maior que no mesmo período do ano passado. "Este resultado foi possível devido às maiores margens de exportação de óleo, principalmente por conta do aumento no Brent, e de venda de derivados no Brasil, que mais que compensaram a queda no volume de vendas de derivados (principalmente gasolina e nafta) e na exportação de petróleo", conforme a mensagem da administração.

O Ebitda ajustado ficou em R$ 55,835 bilhões, 26% acima do primeiro semestre do ano passado. 

O relatório de emprego norte americano apontou a criação de 157 mil empregos em julho; previsão de +193 mil. A taxa de desemprego caiu a 3,9% em julho, em linha com as previsões.

O IBOV deve ter uma sessão de alta nessa sexta-feira, sob impacto dos ventos internacionais e do balanço da Petrobras, melhor que o esperado.

Ontem tivemos teste da forte região concentrada entre 78.525 e 78.890, com o desenho de um candle verde, com sombra inferior e fechamento acima da média móvel de 5 períodos.


Para hoje, o caminho mais provável seria uma consolidação acima do próprio 78.890, com o teste de uma decisiva bateria de resistências entre 80.440 e 80.590.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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