segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Indicadores indicam oportunidade



Bom dia, investidor!

Praças longe das mínimas, petróleo e o ferro em alta e IBOV testando suportes mostram oportunidades >>>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, à medida que a crise financeira da Turquia e a forte queda da moeda local levaram investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações, e a buscar alternativas tidas como mais seguras, caso do iene.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei sofreu expressiva baixa de 1,98% hoje, encerrando o pregão a 21.857,43 pontos, uma vez que a valorização do iene ante outras divisas principais pressionou ações de exportadoras, como as do setor automotivo. A montadora Toyota, por exemplo, caiu 2,10%.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 1,50% em Seul, a 2.248,45 pontos, o Taiex registrou perda de 2,14% - a maior em seis meses -, a 10.748,92 pontos, e o Hang Seng caiu 1,52% em Hong Kong, a 27.936,57 pontos.

Na China, por outro lado, os mercados tiveram desempenho relativamente melhor. Principal índice acionário do país, o Xangai Composto terminou o dia em baixa de 0,34%, a 2.785,87 pontos, apagando a maior parte da queda de até 1,9% que havia exibido durante a sessão, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,31%, a 1.520,71 pontos, impulsionado por ações de tecnologia.

No fim da noite de hoje, está prevista a divulgação de indicadores chineses sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos referentes a julho.

A forte desvalorização recente da lira turca continua alimentando o movimento de aversão a risco. Durante a madrugada, a moeda da Turquia atingiu nova mínima histórica, chegando a ser negociada a cerca de 7,2 liras por dólar, antes de reduzir parte de suas perdas em reação a medidas anunciadas pelo banco central turco para sustentar a lira e garantir "toda a liquidez necessária" ao setor bancário local.

O tombo da lira pesa também em outras moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, o yuan chinês e as rupias da Índia e Indonésia.

Na sexta-feira (10), a divisa turca já havia perdido cerca de 16% de seu valor depois que o presidente americano, Donald Trump, revelou que os EUA planejam dobrar as tarifas sobre importações de aço e alumínio da Turquia.

A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) responsabilizou a ex-presidente Dilma Rousseff e demais ex-conselheiros de administração da Petrobras por causa da aquisição da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O relatório do Inquérito Administrativo instaurado em 2014, concluído em junho e ao qual o Broadcast teve acesso, pede que o Colegiado da xerife do mercado responsabilize Dilma e os demais conselheiros por "ter faltado com o dever de diligência quando da aprovação da aquisição" da refinaria.

O inquérito foi instaurado a partir das investigações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006. Os primeiros indícios de irregularidades na compra foram revelados pelo Estadão/Broadcast e, posteriormente, seriam incluídos nas investigações da Operação Lava Jato. A investigação da CVM foi instaurada em 2014, após as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal avançarem.

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,50% para 1,49%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,50%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,85% para elevação de 2,79%. Há um mês, estava em 2,96%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao verificado quatro semanas antes.

Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial subiu 13,1% em junho, em um movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. Em maio, a produção industrial havia despencado 11%.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 permaneceu em 54,25%. Há um mês, estava em 54,93%. Para 2019, a expectativa seguiu em 57,70%, ante os 58,00% de um mês atrás. 

Os contratos futuros de cobre operam em território negativo na manhã desta segunda-feira, em um dia de menor propensão ao risco nos mercados, diante da crise econômica e financeira da Turquia. Além disso, o dólar mais forte em geral tende a conter o apetite dos investidores detentores de outras moedas, já que nesse caso o metal fica mais caro para eles.

O cobre para três meses operava em queda de 0,54%, a US$ 6.121,50 a tonelada, às 9h48 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME). Já o cobre para setembro tinha baixa de 0,86%, a US$ 2,7190 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores aguardam o fim das negociações entre a BHP Billiton e os funcionários da mina chilena Escondida. Uma greve é provável, caso o diálogo siga inconclusivo, disseram analistas. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,65%, a US$ 2.521,50 a tonelada, o alumínio subia 0,36%, a US$ 2.086 a tonelada, o estanho cedia 0,03%, a US$ 19.495 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,11%, a US$ 13.790,00 a tonelada, o chumbo caía 0,6%, a US$ 2.085,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam sem direção única, depois de cair após o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mostrar avanço de 41 mil barris por dia na produção de julho, mesmo com queda na oferta da Arábia Saudita. Ainda assim, a commodity tenta se recuperar das recentes perdas.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 0,03%, a US$ 72,83 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,31%, a US$ 67,42 o barril, na ICE.

A Opep disse nesta segunda-feira que sua produção de petróleo subiu 41 mil barris por dia julho, para uma média de 32,32 milhões de barris por dia, mesmo quando a produção do líder de fato do cartel - a Arábia Saudita - declinou. De acordo com o cartel, o aumento foi impulsionado pela maior produção no Kuwait, Nigéria, Emirados Árabes Unidos e no Iraque.

A produção de petróleo da Arábia Saudita caiu quase 53 mil barris por dia em julho, de acordo com fontes secundárias. A Arábia Saudita disse diretamente à Opep que sua produção caiu de fato 200 mil barris por dia, para 10,29 milhões de barris por dia no mês passado, ampliando as discrepâncias entre os dados oficiais de produção do Reino e os dados fornecidos por agências externas.

O mercado doméstico deve abrir a semana em baixa, refletindo a aversão ao risco no exterior. Clique no gráfico para ampliar.

Todavia, muitas praças operam longe de suas mínimas, assim como o petróleo e o minério de ferro, que fechou com ganhos de 0,98% na China.

Assim sendo, a minha visão do momento é de oportunidade para quem está líquido ou tem compras parciais.

Estamos perto de uma LTA, tocando a banda de bollinger inferior, entre as retrações de 61,8% e 50% de Fibonacci entre o fundo de junho e o topo recente.

Ademais, existe um suporte um pouco escondido aos 75.900, que impulsionou a última perda de alta iniciada dia 19/07.

Na sexta-feira o mercado desceu bem perto do mesmo, aos 76.040.

Na minha visão, essa região vai segurar os preços, caso seja testada hoje, o que vai refletir em uma segunda-feira de recuperação e fechamento positivo.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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