quinta-feira, 23 de agosto de 2018

IBOV se recupera com maior alta em seis meses


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em alta quase generalizada nesta quinta-feira, enquanto investidores aguardam novidades das discussões comerciais entre EUA e China após os dois países imporem novas tarifas a importações um do outro.

Como estava previsto, os EUA puniram hoje mais US$ 16 bilhões em produtos chineses com tarifas de 25%. Em seguida, Pequim retaliou com tarifação idêntica sobre bens americanos do mesmo valor e afirmou que irá apelar à Organização Mundial do Comércio (OMC) para defender seus interesses.

As medidas tarifárias vêm num momento em que autoridades americanas e chinesas se reúnem em Washington para tentar desfazer o impasse que se arrasta há meses no comércio bilateral. O diálogo comercial entre as duas maiores economias do mundo teve início ontem e prossegue nesta quinta.

Apesar da confirmação das tarifas, os mercados chineses conseguiram reverter parte das perdas de ontem, numa recuperação que veio nos negócios da tarde, graças principalmente a ações de tecnologia e de seguradoras. O índice Xangai Composto subiu 0,37%, a 2.724,62 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, avançou 0,63%, a 1.463,69 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta moderada de 0,22% em Tóquio, a 22.410,82 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 0,41% em Seul, a 2.282,60 pontos, e o Taiex registrou valorização de 0,55%, a 10.863,13, atingindo o maior nível em duas semanas. Tanto o Kospi quanto o Taiex acumulam ganhos por cinco pregões consecutivos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, subiu de 55 em julho para 55,7 em agosto, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O avanço do PMI acima da marca de 50 indica que a atividade econômica alemã continua se expandindo neste mês e em ritmo mais acentuado.

Apenas o PMI de serviços alemão aumentou de 54,1 em julho a 55,2 em agosto, também o maior patamar em seis meses. O resultado surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam alta marginal do indicador, a 54,2.

Já no setor industrial da Alemanha, o PMI diminuiu de 56,9 em julho para 56,1 em agosto. Neste caso, a projeção era de queda menor do indicador, a 56,5

A defesa do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a antecipação do julgamento da Primeira Turma da Corte, que vai decidir se recebe ou não uma outra denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidenciável por crime de racismo.

O julgamento está marcado para o dia 4 de setembro, quando a propaganda eleitoral já estará sendo veiculada no rádio e na televisão. A defesa de Bolsonaro quer que o caso seja discutido pelos ministros já na terça-feira da semana que vem, 28 de agosto, quando está prevista a próxima sessão da Primeira Turma do STF.

Os cinco ministros da Turma vão decidir sobre se o parlamentar se torna réu ou não pelas acusações de ofensas praticadas contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Integram o colegiado os ministros Marco Aurélio Mello (relator do inquérito), Luiz Fux, Rosa Weber, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.

De acordo com denúncia apresentada em abril pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em 2017, o deputado federal, em pouco mais de uma hora de discurso, "usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais".

Os preços dos metais básicos, entre eles o cobre, estavam sob pressão nesta quinta-feira, diante do dólar mais forte após sinalizações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, investidores monitoravam o diálogo sobre comércio entre EUA e China.

Às 9h42 (de Brasília), o cobre para três meses caía 1,55%, a US$ 5.917,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), perdendo o patamar psicologicamente importante de US$ 6 mil a tonelada e voltando novamente em direção à mínima em 13 meses, atingida na semana passada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para setembro recuava 1,65%, a US$ 2,6295 a libra-peso.

O dólar mais forte torna as commodities, negociadas na moeda, mais caras para os detentores de outras divisas. Parte da força do dólar é fruto da divulgação na tarde de ontem da ata da última reunião do Fed, segundo a qual novas altas de juros são prováveis, diante das condições fortes do mercado de trabalho americano. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 1,02%, a US$ 2.437,50 a tonelada, o alumínio recuava 1,07%, a US$ 2.043 a tonelada, o estanho cedia 1,48%, a US$ 18.935 a tonelada, o níquel operava em baixa de 2,28%, a US$ 13.270 a tonelada, e o chumbo caía 0,02%, a US$ 2.014,50 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam sem direção única na manhã desta quinta-feira, em meio a um aparente movimento de realização de lucros e à espera de sinais sobre as negociações comerciais entre EUA e China.

Na sessão anterior, os preços do petróleo saltaram cerca de 3% em Nova York e Londres, em reação à última pesquisa do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, que mostrou uma redução bem maior do que se esperava nos estoques de petróleo bruto dos EUA da semana passada, em torno de 5,8 milhões de barris.

Hoje, a tendência é que a commodity fique pressionada enquanto investidores aguardam novidades das discussões comerciais que autoridades americanas e chinesas iniciaram ontem, em Washington, e deverão concluir nesta quinta.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para outubro tinha leve baixa de 0,11% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 74,70, enquanto o WTI para o mesmo mês subia 0,16% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,97. 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,13% em agosto, após ter avançado 0,64% em julho, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma alta entre 0,03% e 0,22%, com mediana positiva de 0,10%.

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 3,14% no ano. Nos 12 meses encerrados em agosto, o indicador ficou em 4,30%. As projeções iam de avanço de 4,19% a 4,37%, com mediana positiva de 4,27%. 

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O gráfico diário do IBOV mostra a maior alta diária vista nos últimos seis meses, com o desenho de um marobuzu, acompanhado de volume importante, mas não acima da média.

A retração de 50% de Fibo, assim como a banda de bollinger inferior, foram respeitadas.

É válido destacar o rompimento, consolidação e fechamento acima do forte 75.900, região citada no informe de ontem como decisiva.

A abertura de hoje ocorre em leve baixa, porém sem mudança da expectativa de recuperação de preços e busca de 80.000 dentro de alguns pregões.

A média móvel de 21 períodos deve ser testada e mostrará se o que vimos ontem é voo de galinha ou de águia.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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