quinta-feira, 30 de agosto de 2018

IBOV em baixa moderada tenta manter 78.000


Bom dia, investidor!

IBOV mostra a simetria em "V" plenamente cumprida, com o seu alvo (78.740) alcançado >>> LEIA MAIS >>>

IBOV intra até agora 10:50 - clique para ampliar

As bolsas asiáticas apagaram ganhos do começo do pregão e encerraram os negócios desta quinta-feira majoritariamente no vermelho, com os mercados chineses pressionados por riscos ligados às desavenças comerciais entre China e EUA e ignorando sinais de redução das tensões na América do Norte.

Principal índice acionário da China, o Xangai Composto recuou 1,14% hoje, a 2.737,74 pontos, em seu terceiro pregão negativo. Já o menos abrangente Shenzhen Composto, formado em boa parte por empresas chinesas menores, caiu 1,48%, a 1.467,18 pontos.

Ontem, líderes dos EUA e Canadá demonstraram otimismo de que conseguirão cumprir a meta de concluir negociações para reformular o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) até esta sexta-feira (31), dias depois de americanos e mexicanos anunciarem um acordo comercial bilateral.

Segundo analistas, porém, investidores continuam preocupados com o fato de que EUA e China parecem não ter avançado recentemente em discussões para superar suas disputas comerciais. No próximo mês, Washington poderá impor tarifas a mais US$ 200 bilhões em produtos chineses.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi caiu 0,07% em Seul, a 2.307,35 pontos, interrompendo uma sequência de nove sessões positivas, mas ações de siderúrgicas subiram com notícia de que os EUA vão aliviar alíquotas de importação de aço para a Coreia do Sul, enquanto o Hang Seng teve queda de 0,89% em Hong Kong, a 28.164,05 pontos, e o Taiex registrou perda marginal de 0,05% em Taiwan, a 11.093,75 pontos.

A exceção foi o japonês Nikkei, que apresentou ligeira alta de 0,09% em Tóquio, a 22.869,50 pontos, garantindo seu oitavo pregão de ganhos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou um alívio nas cotas de importação de aço para o Brasil e outros parceiros comerciais, conforme apurou a agência de notícias Reuters. Citando o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, a agência informou que o aço brasileiro, da Coreia do Sul e da Argentina, além do alumínio argentino receberão alívio nas cotas de importação.

Até então, as exportações brasileiras de aço semiacabado estavam sujeitas a uma cota baseada na média vendida para os norte-americanos de 2015-2017, já a exportação de aço acabado estava limitada à cota de 70% da média desses anos. Com o anúncio de ontem, na prática, as empresas americanas ficam autorizadas a comprar os produtos desses três países sem pagar a sobretaxa mesmo que a cota seja ultrapassada.

Na Coreia, as ações de empresas do setor, como a Hyundai Steel e a Posco, dispararam após a notícia. 

Os contratos futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York na manhã desta quinta-feira, em meio a persistentes tensões comerciais entre EUA e China.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,66%, a US$ 6.051,50 por tonelada, apagando parte dos ganhos da semana passada e acumulando perdas de 0,3% nesta semana.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para dezembro caía 0,82%, a US$ 2,7140 por libra-peso.

Nos últimos meses, investidores dos mercados de metais têm se preocupado com as desavenças comerciais entre Washington e Pequim e com indicadores econômicos mais fracos do que o esperado da China, maior consumidor mundial de cobre e outros metais básicos.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. Também às 7h15 (de Brasília), o zinco diminuía 0,2%, a US$ 2.516,00 por tonelada, o alumínio subia 0,33%, a US$ 2.140,00 por tonelada, o estanho avançava 0,18%, a US$ 19.120,00 por tonelada, o níquel cedia 0,84%, a US$ 13.520,00 por tonelada, e o chumbo aumentava 0,36%, a US$ 2.083,50 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta quinta-feira, ampliando ganhos de cerca de 1,5% da sessão anterior e atingindo os maiores patamares desde o início de julho, ainda impulsionados pelos números mais recentes sobre os estoques dos EUA.

Ontem, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de quase 2,6 milhões de barris na semana passada, bem maior do que a redução de 1 milhão de barris prevista por analistas. Além disso, o DoE apontou recuos inesperados nos estoques de gasolina e de destilados.

Às 9h52 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para novembro subia 0,65% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 77,96, enquanto o do WTI para outubro avançava 0,58% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 69,91.

As exportações iranianas de petróleo já vêm diminuindo em ritmo mais forte do que o esperado. Funcionários da estatal National Iranian Oil estimam que os embarques da commodity recuarão para cerca de 1,5 milhão de barris por dia em setembro, ante 2,3 milhões de barris diários em junho.

O gráfico diário do IBOV mostra a simetria em "V" citada há alguns dias plenamente cumprida, com o seu alvo (78.740) alcançado.

Pois bem, agora o desafio é romper e trabalhar acima de 78.740, tornando esse ponto um suporte capaz de sustentar a continuidade da alta no curto prazo.

Não será tarefa fácil para os touros, uma vez que a região concentra um importante topo marcado no início de junho (78.890) e 78.570, mínima cravada dia 02/08.

A abertura deverá ser em baixa moderada, sendo os 78.000 um ponto decisivo entre o território comprador ou vendedora nessa quinta-feira.


Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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